Foi como sempre um discurso muito inteligente. José Sócrates é um político prolífero.
Este estranho político é um soberbo exemplar da política activa do nosso país. Sem qualquer réstia de dúvidas, é um ilustrado e excelente manipulador de massas. Move montanhas para alcançar os seus objectivos e sempre tem logrado os seus objectivos.
Aponta-se como um estadista à semelhança de Alberto João Jardim. Numa versão política contrária, mas sem dúvida, com aquela capacidade mobilizadora e absorvente das mentes de quem o ouve. É um ser nascido para a política e com sobradas capacidades de líder.
Lamentavelmente, as circunstâncias em que mais se destacou foram contrárias ao êxito que merece como ilustrado orador. Outra contrariedade para o país é a sua identificação política.
Não ouvi o seu discurso nem os dos demais políticos detractores, assim como os diversos comentadores dos diferentes meios de comunicação social de massas.
Escutei. Ao escutar todos os discursos proferidos por aqueles a quem não ouvi, constatei a realidade das gentes que nos rodeiam. Com poder social ou não, são apenas amorfos votantes, sem "aquela capacidade de escutar" necessária, para compreender o que se ouve.
Indignei-me ao escutar a intervenção da igreja, mais uma vez, na política portuguesa. A igreja é apenas isso: credos e dogmas. Uma seita religiosa como todas as igrejas, só que com maior expressão, na esfera latina. Apenas sobrevivem à custa de massacres ou dos crentes. A época dos massacres já foi ultrapassada. Agora, em decadência, pretendem sobreviver à custa da influência política, na mente dos seus crentes. Será que não há poder neste país para calar duma vez estes "jesuítas", que só metem o bedelho onde já não têm voz e não se preocupam com a própria casa? (Leia-se pedofilia)
Faço um alerta aos poderes políticos do país, para que escutem devidamente o discurso e não se limitem a reagir às palavras ouvidas. Tenham calma e ponderem, antes de agir. Também escutei as reacções de todos os partidos políticos e concluo que nenhum compreendeu o discurso, ou mentiram ao país, nas suas respostas ao mesmo.
Por favor não votem contra o PEC. Abstenham-se todos. Viabilizem o PEC agora e que sucumba por si só. Este PEC não tem efeitos na economia e na sociedade actual, só a partir do próximo ano. De qualquer forma, o FMI terá que oficializar a sua entrada e será a queda final do PS.
Sócrates, muito sabiamente, provocou as reacções que escutei de todos. Sócrates pretende que o PEC seja reprovado, para que o presidente seja constitucionalmente obrigado a convocar novas eleições legislativas.
Estas novas eleições provocadas pela acção do presidente, serão ganhas pelo Partido Socialista.
A oposição não está preparada para governar. O PSD ainda não arrumou a casa, porque ao elegerem Coelho, pensavam que seria mais uma cabeça para rolar, antes das eleições.
O PSD está fracturado, ainda que Balsemão tenha dado o seu apoio a Coelho, as correntes internas são muito virulentas. O país precisa duma oposição forte e não deste PSD.
O único político de altura neste momento é Paulo Portas. Ainda não chegou a sua hora de provar a sua capacidade de liderança e governação. Ainda faltam França e Espanha rumarem à direita.
Sócrates está a provocar a queda do governo. Sejam mais inteligentes que ele se querem merecer o governo. Unam-se numa frente coesa e nacionalista. Deixem as lutas intestinais e os interesses pessoais, porque o país não pode esperar.
Se não procederem assim, perderão as eleições de novo e o PS continuará no poder.
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