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| Elejamos este, o ano da mulher Portuguesa. |
Desde a génese que a mulher sempre e cada vez mais, vem desempenhando uma preponderância legítima e louvável na sociedade. É a multiplicadora da espécie por excelência. É o alimento básico e sustentável, da moral na humanidade. Produtora e dinamizadora das melhores emoções e afectos, a sua criatividade e capacidade gestora, têm sido testemunhados desde o primórdio.
Esta espécie do mundo animal é, sem sombras de dúvidas, o eixo da sociedade global.
Em paralelo e proporcionalmente, é também, a espécie mais subjugada do planeta, no reino dos racionais.
Nos países mais evoluídos, o seu mérito tem sido reconhecido e continua em crescendo.
Ironizando esta manifesta evolução mundial, em Portugal tem progredido mais lentamente e com tendência à negação, pelo seu condicionamento social, neste país e machos.
Senão, vejamos os valores proporcionais da população feminina em Portugal, que é cerca de 53% do nosso universo e a sua intervenção no país actual:
Educação: (média, desde o 1º ciclo à superior) 52,4%
Emprego: (média do mercado laboral) 41,7%
Remuneração: (comparativa) - 37% (valor negativo)
Salário mínimo: 128,3%
Desemprego: 111,45%
Assembleia (2009): 27% (contraria a ignóbil Lei da Paridade de Bruxelas, que exige 33%)
Câmaras Municipais (2009): 6,7%
É drástico o panorama e tende a piorar. Já estamos na cauda da Europa com estes valores.
A culpa deste triste e desigual quadro, é da própria mulher que se alheia da responsabilidade de lutar pelo reconhecimento social e legal, dos seus direitos.
O povo português em geral, está ausente dos deveres de cidadania, em relação à política. Realmente é desanimadora a nossa política mas é uma táctica dos governantes, para terem êxito nos seus desmanes e a mulher, é a principal sacrificada.
A mulher actual, por regra não se envolve na política. Quando confrontada, argui que os seus interesses são o ambiente ou a educação. Esta indiferença manifestamente emocional, aumentará a disparidade dos valores anteriores, com desfechos desagradáveis para todo o povo.
A mulher é emocional e menos materialista, tem um papel moralizador na nossa política e não podemos permitir que a sua indiferença, prejudique o rumo do país.
Apelo à mulher Portuguesa, para que se levante na exigência dos seus direitos de igualdade e que lute pela sua afirmação na sociedade, actuando igualitariamente em todos os teatros sociais.



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