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sábado, 12 de março de 2011

Manifestação Geração à Rasca

Manifestação Geração à Rasca

Foi um êxito popular nacional e apolítico. Maior o mérito expressado.

Sem expressividade popular pela pouca afluência, foi sem dúvida histórica e marca uma nova pauta nas políticas e manifestações populares, neste Portugal adormecido.

Colaram-se oportunistas correntes políticas, mas que não tiveram representatividade. Não conspurcaram a verdade da manifestação. Também foram surpreendidos pelo seu êxito.
Foram utilizadas formas de expressão e acompanhamentos de cantilenas, que identificaram esta manifestação com épocas negativas da nossa história política. Cantilenas da época do PREC e directamente identificadas com correntes comunistas, podem sujar a verdade desta expressão cívica, que é pertença do nosso povo sofrido e isento de partidarismos sectários.

Internacionalmente, pode ser incorrectamente interpretada pelas referidas cantilenas entoadas. Mas é de somenos importância por agora, porque no futuro haverão mais manifestações e melhor organizadas nas suas demandas que separarão as tendências partidárias. Acredito que os promotores saberão nas próximas manifestações, filtrar a intrusão de políticos oportunistas, que deturpam a verdade singela da vontade popular.

Desta feita, não houve prevenção nesta área. Foi a primeira. O nosso povo não está habituado a expressar-se desta forma espontânea e isenta das organizações políticas, mais preparadas graças á sua capacidade e recursos logísticos. Temos que aprender a valer-nos por nós próprios, sem políticos que nos digam o que devemos dizer e muito menos, como devemos comportar-nos.

Temos que agradecer aos organizadores e a todos os presentes, pela genialidade da inovação na diferente forma de espessarmos as nossas inquietações e revoltas e no alcance obtido.
Esta manifestação foi uma revolta desorganizada, daí o seu maior valor moral, pela insegurança presente e futura, na sobrevivência do nosso Portugal querido e que muito necessitamos.

Devemos continuar duma forma mais contundente, com mais envolvência do povo e demandas mais drásticas, nacionais e internacionais.
O nosso sistema político está caduco. A nossa classe política está descredibilizada. Já não acreditamos nos nossos políticos, não só por não cumprirem os programas eleitorais, todos sabemos que no terreno por vezes se apresentam contrariedades incontornáveis, mas sim porque continuam mentir-nos nos mesmos temas e sem explicações do incumprimento anterior.

Só há um representante legítimo do povo português. Este é o Presidente da República.
Devemos dirigirmo-nos a ele nas próximas manifestações. Exigindo os direitos constitucionais, que nos são aviltados pela classe política.
Devemos apelar ao nosso presidente, que defenda a constituição na sua expressão da defesa dos cidadãos e se acaso o não puder fazer, pelas condicionantes constitucionais ao seu próprio cargo soberano, que mude a constituição, a fim de nos defender efectivamente e de salvar Portugal.

Vamos prepara-nos para continuar as manifestações e apelar a uma maior afluência da sociedade isenta de políticas. Devemos continuar este esforço, que provou ser positivo.

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