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terça-feira, 1 de março de 2011

Polícia Judiciária treze anos atrasada

Este lamentável caso de rapto do jovem Rui Pedro Teixeira Mendonça de 11 anos, em Lousada, no dia 04 de Março de 1998, é mais uma prova da ineficiência da nossa Polícia Judiciária. Em anteriores artigos, tenho manifestado a minha convicção de que a polícia só obtém resultados frutíferos, quando os factos são denunciados com data e hora e conseguem capturar os delinquentes em flagrante delito.
Só têm que meter-se nos carros descaracterizados e circulando a velocidades urbanas contra as permitidas pelo código de estrada, abusarem da segurança e tranquilidade dos transeuntes, deleitando-se com mais uma diligência porventura bem sucedida.

"O Procurador Vítor Magalhães recolheu o testemunho de uma prostituta, que confirmou que Afonso Dias lhe levou o menor para um encontro de cariz sexual. A prostituta garantiu que o menor abandonou o local na companhia do suspeito, quem terá sido a última pessoa a vê-lo. A investigação não conseguiu apurar o que aconteceu ao menor, mas está convencida de que Afonso Dias sabe, mas não quer contar a história.(?)
Afonso Dias negou sempre os factos, mas não conseguiu ser convincente na explicação que deu sobre o que fez naquela tarde". Em Portugal o crime compensa e não são necessários álibis.

Coitadinhos dos nossos polícias… não tinham denúncias e nada podiam fazer.
Inteligência… para quê?
Não sabiam de nada, mas sim sabiam que não havia redes de pedofilia envolvidas, cito:
As pistas que apontavam para que Rui Pedro - desaparecido a 4 de Março de 1998, em Lousada, quando tinha 11 anos - tivesse sido apanhado por uma rede de pedofilia internacional não se confirmaram e foram "totalmente afastadas", diz José Monteiro, coordenador de investigação criminal na Polícia Judiciária (PJ). E garante que há vários depoimentos "absolutamente inequívocos" que sustentam aquela que é a primeira acusação neste processo.
Então como é? Não é de certeza (?) pedofilia e o rapto foi ou não? Afinal que sabem?

Ainda há autoridades que acham que se deve esperar 48 horas para agir perante o alerta de desaparecimento de uma criança quando todas as normas internacionais apontam as 24 horas como fulcrais para um final feliz. Será que estamos atrasados ou somos mentalmente atrasados?
O alerta é dado pela Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas (AP-CD), que lembra que o caso Rui Pedro, agora reaberto, serviu para mudar muitas práticas em Portugal e evitar outros casos.

Pinto Monteiro, o Procurador-geral da República disse esta segunda-feira que não tem conhecimento das razões que motivaram uma demora de treze anos para que o Ministério Público acusasse o principal suspeito do caso Rui Pedro do rapto do menor, mas acredita que talvez o desenrolar do processo não pudesse ter acontecido em menos tempo.
Pinto Monteiro considerou que «provavelmente não pôde demorar menos tempo», quando os jornalistas o questionaram sobre a demora do Ministério Público na acusação.
«Não posso acompanhar 550 mil processos, especialmente um que começou nove anos antes de eu ser Procurador-geral», disse. «Os investigadores, melhor do que ninguém, poderão dizer» se o tempo foi excessivo.
Conclusão: Se não serve para cumprir as funções para que foi designado a "dedo", que faz aí?

Uma coisa se infere, é que o pobre jovem Rui Pedro nasceu no país e na família errada. O país, a polícia, os pais e os amigos são todos "capados". Confiaram numa justiça que já provou ser inoperante.

Nestes treze anos de liberdade, quanto jovens mais terá o Afonso Dias, enviado para a Holanda pedófila?

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