Este lamentável caso de rapto do jovem Rui Pedro Teixeira Mendonça de 11 anos, em Lousada, no dia 04 de Março de 1998, é mais uma prova da ineficiência da nossa Polícia Judiciária. Em anteriores artigos, tenho manifestado a minha convicção de que a polícia só obtém resultados frutíferos, quando os factos são denunciados com data e hora e conseguem capturar os delinquentes em flagrante delito.
Só têm que meter-se nos carros descaracterizados e circulando a velocidades urbanas contra as permitidas pelo código de estrada, abusarem da segurança e tranquilidade dos transeuntes, deleitando-se com mais uma diligência porventura bem sucedida.
Neste caso tinham todas as pistas e nada fizeram. O encontro foi observado à distância por cinco colegas que viram Rui Pedro aproximar-se do Fiat Uno de cor preta conduzido pelo arguido e falar com ele. Três desses menores garantiram também ter visto Rui Pedro entrar no carro, que abandonou o local.
"O Procurador Vítor Magalhães recolheu o testemunho de uma prostituta, que confirmou que Afonso Dias lhe levou o menor para um encontro de cariz sexual. A prostituta garantiu que o menor abandonou o local na companhia do suspeito, quem terá sido a última pessoa a vê-lo. A investigação não conseguiu apurar o que aconteceu ao menor, mas está convencida de que Afonso Dias sabe, mas não quer contar a história.(?)
Afonso Dias negou sempre os factos, mas não conseguiu ser convincente na explicação que deu sobre o que fez naquela tarde". Em Portugal o crime compensa e não são necessários álibis.
Coitadinhos dos nossos polícias… não tinham denúncias e nada podiam fazer.
Inteligência… para quê?
Inteligência… para quê?
Não sabiam de nada, mas sim sabiam que não havia redes de pedofilia envolvidas, cito:
As pistas que apontavam para que Rui Pedro - desaparecido a 4 de Março de 1998, em Lousada, quando tinha 11 anos - tivesse sido apanhado por uma rede de pedofilia internacional não se confirmaram e foram "totalmente afastadas", diz José Monteiro, coordenador de investigação criminal na Polícia Judiciária (PJ). E garante que há vários depoimentos "absolutamente inequívocos" que sustentam aquela que é a primeira acusação neste processo.
Então como é? Não é de certeza (?) pedofilia e o rapto foi ou não? Afinal que sabem?
Ainda há autoridades que acham que se deve esperar 48 horas para agir perante o alerta de desaparecimento de uma criança quando todas as normas internacionais apontam as 24 horas como fulcrais para um final feliz. Será que estamos atrasados ou somos mentalmente atrasados?
O alerta é dado pela Associação Portuguesa de Crianças Desaparecidas (AP-CD), que lembra que o caso Rui Pedro, agora reaberto, serviu para mudar muitas práticas em Portugal e evitar outros casos.
Pinto Monteiro, o Procurador-geral da República disse esta segunda-feira que não tem conhecimento das razões que motivaram uma demora de treze anos para que o Ministério Público acusasse o principal suspeito do caso Rui Pedro do rapto do menor, mas acredita que talvez o desenrolar do processo não pudesse ter acontecido em menos tempo.
Pinto Monteiro considerou que «provavelmente não pôde demorar menos tempo», quando os jornalistas o questionaram sobre a demora do Ministério Público na acusação.
«Não posso acompanhar 550 mil processos, especialmente um que começou nove anos antes de eu ser Procurador-geral», disse. «Os investigadores, melhor do que ninguém, poderão dizer» se o tempo foi excessivo.
Pinto Monteiro considerou que «provavelmente não pôde demorar menos tempo», quando os jornalistas o questionaram sobre a demora do Ministério Público na acusação.
«Não posso acompanhar 550 mil processos, especialmente um que começou nove anos antes de eu ser Procurador-geral», disse. «Os investigadores, melhor do que ninguém, poderão dizer» se o tempo foi excessivo.
Conclusão: Se não serve para cumprir as funções para que foi designado a "dedo", que faz aí?
Uma coisa se infere, é que o pobre jovem Rui Pedro nasceu no país e na família errada. O país, a polícia, os pais e os amigos são todos "capados". Confiaram numa justiça que já provou ser inoperante.
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