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segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Alerta de vírus na Net

Aqui vai um alerta para um novo vírus do tipo "Trojan".
Segundo a CNN, é o mais destrutivo dos últimos tempos. A McKafee já advertiu que ainda não existe um anti-vírus.

Vem dissimulado na mensagem: PORTUGUÊS IDIOTA.
 Abre uma tocha olímpica e começa a "queimar" toda a informação e software armazenados, terminando com a destruição do bios.
A mensagem pode proceder dum conhecido. Não a abra. Fala mal do Sócrates. Estão em análise outras possibilidades de transmissão, por isso recomendo que não abram nenhuma mensagem que aluda ao Sócrates.

Cuidado com os e-mails e outros centros de chats.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Coitados dos trabalhadores

Esta greve envolveu muitos trabalhadores, mas não foi geral. Sindicatos frustrados.

Os números do governo e os dos sindicatos, manifestam diferenças enormes como já é hábito. Ninguém pode acreditar nos números de nenhum deles. Todos mentem.
Houveram violações de piquetes que impediram muitos de trabalhar e serviços mínimos não cumpridos, segundo a própria Lei da Greve. Estas são a liberdade que defendem. Cínicos.
Outros trabalhadores que não compareceram nos respectivos locais de trabalho, apenas se deveu à impossibilidade de circulação pela irregularidade dos transportes públicos.
É outra forma de coação mas indirecta e outros ainda, ficaram em casa a cuidar dos filhos.

A adesão à greve foi cerca de 35%, directa e indirectamente.
Se estes números são um êxito, será para os líderes demagogos, pois para o país, é negativo.

Os trabalhadores são sacrificados em todos os países, principalmente nas primeiras economias mundiais. Até no Brasil, a 8ª economia mundial, os trabalhadores são sacrificados. Por toda a América Latina, USA e Canadá, os trabalhadores não têm direitos nenhuns. Na Europa, Ásia e Oceânia há muitos países exploradores dos trabalhadores.
Coitados dos trabalhadores. Abaixo os patrões.
Estas são as consignas dos nossos sindicatos. Comunistas na sua essência, ainda vivem no passado. O comunismo já acabou e até o último bastião que é Cuba, já reconheceu que o modelo comunista tradicional vai ter que ser mudado, começando pelo despedimento de 1 milhão de trabalhadores.
No entanto por cá, o marxismo é a saída para a crise. Líricos.

Somos um país comunista disfarçado. Pejado de demasiados políticos cobardes, incapazes de cumprir o seu dever na defesa do povo e de oportunistas partidários e de ladrões protegidos.

Curioso é o facto de que nos países em que a protecção dos trabalhadores é mais liberal, há menos desemprego, mais produtividade e melhores ordenados.
Onde está então o erro? Na protecção dos trabalhadores ou na possibilidade dos patrões despedirem quem não trabalha como deve ou se, se alterarem as condições do mercado?
Os custos laborais são elevadíssimos. Os trabalhadores recebem 14/15 meses e trabalham só 11. A taxa de 24,5% paga pelas empresas à Segurança Social, é menos dinheiro para os trabalhadores ou para salvar as mesmas da falência. São demasiados os encargos laborais.

Nos países cujas economias são mais estáveis e produtivas, a liberação laboral, é directamente proporcional. Em Portugal, ao contrário do que dizem os sindicalistas, os trabalhadores, estão viciados na ineficiência, baixas fraudulentas (cerca de 12% da massa trabalhadora) e faltas injustificadas.
Reina a mentalidade do patrão explorador que rouba os empregados. Complexos marxistas.

Mais de 40% das empresas portuguesas, não têm possibilidades de pagar os subsídios de férias nem de Natal. Que vão fazer os trabalhadores? Queixarem-se ao tribunal? Só conseguirão mais falências e despedimentos. Se falam tão mal dos patrões que são exploradores e ladrões, deveriam tornar-se patrões e moralizar a classe. Mas não o fazem, porque deixariam de poder falar mal dos patrões.
Digam aos vitalícios cabecilhas dos sindicatos, que o façam.

Há milhares de trabalhadores "sanguessugas" nas empresas e entidades do Estado. Entre institutos, fundações e empresas públicas, há mais de 2.000 entidades que dão prejuízos.
Coitados dos trabalhadores que tanto sofrem nestas empresas. São ingénuos ou cúmplices?

Esta greve que não foi geral e causou mais de 300 milhões de euros de prejuízo ao país.
(Mais um feriado como dizem alguns cínicos, como se já não tivéssemos demasiados)

São os trabalhadores que vão pagar, quando terminarem com os subsídios de férias e de Natal.
Nada conseguiram com a greve e nunca o vão conseguir com medidas destas.
Há outras formas de acabar com a corrupção, do mercantilismo do poder e da roubalheira descarada de alguns elementos da classe política e dos seus afilhados, começando pelos presidentes (salvo Ramalho Eanes) e pelos que exercem os poderes executivo, legislativo e autárquico. Inclui os activos e os passivos.

Num próximo artigo deste blogue, manifestarei a "minha" solução.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Greve Geral: O sacrifício do cordeiro

No meu anterior artigo "Direito à greve", refiro o artigo da Constituição que nos permite esta forma de manifestação, mas também refiro que: Compete aos trabalhadores definir o âmbito de interesses a defender através da greve…

É um direito da nossa Magna Carta, que não podemos negligenciar e muito menos agora.
Espera-se que a greve seja um êxito. Devo felicitar os organizadores da UGT e da CGTP, por haverem finalmente encontrado um denominador comum na defesa dos seus agremiados, ao fim de 22 anos. Pensei que trabalhavam pela mesma causa, mas aparentemente, cada organização defende os seus interesses pessoais. São partidos políticos disfarçados.
Acham que esta greve defende o melhor interesse do país? Não! Defende apenas o protagonismo político dos líderes sindicais. Trabalham muito bem, por isso ganham sempre as "eleições".
O líder da UGT, refere que Portugal é o país onde mais se trabalha e a remuneração não é equivalente. Só agora é que se lembrou de arvorar esse lema como bandeira?
A CGTP, ainda não se deu conta deste facto ou pensa de forma diferente em relação ao assunto.
Assim sendo, talvez tenha a resposta para a pouca e ineficiente capacidade produtiva do país. Trabalhamos muito e somos pobres, terrível paradoxo. Serão os empresários que não sabem rentabilizar os recursos humanos? Será o Governo que não tem mecanismos para negociar a nossa capacidade de trabalho no exterior? Ou será que é tudo uma falácia política?
Temos o complexo de que somos os melhores e de que a culpa é sempre dos outros.

Esta greve é mais um buraco na nossa economia e pelo que se projecta, de dimensões gigantescas.
Na quarta-feira 24 de Novembro, vai parar o país. Nem os serviços essenciais estão defendidos, por artifícios manhosos. Depois surgirão os casos de tribunal e como é usual, em nada resultará.
O povo é quem mais sofrerá, até aqueles que adiram à greve.

Segundo informações, a adesão envolverá até os guardas prisionais, espero que fechem as portas. 500 voos podem ser impedidos de operar em Portugal, segundo informações da RR, (http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=92&did=129950). Têm a remota ideia dos prejuízos directos? A actividade económica será afectada na globalidade. Não haverão aulas nem fazem falta, somos um povo mais culto depois do ME ter facilitado os exames. A segurança cidadã, os serviços de saúde, etc., etc., etc.
Todos sabemos quais os resultados. Nada vai mudar e não porque os grevistas não sejam ouvidos, mas porque não há espaço económico nem Constitucional de manobra. Articulação emperrada.

A responsabilidade da nossa situação presente é do PS, do PSD e do CDS, nesta ordem. Se os demais partidos com representatividade na Assembleia tivessem sido Governo, o resultado seria igual. Aliás, muitos estiveram activos no tempo do PREC e conhecemos as consequências, começando pela redacção da actual Constituição em 1976.
Esta foi a génese da actual situação e continuada pelos sucessivos governos.
O único político que teve as condições ideais para alterar o futuro do país, foi o douto Dr. Cavaco Silva, que governou com duas maiorias parlamentárias e não alterou a Constituição de égide comunista, pelos custos políticos. O país não é importante.
Há direitos constitucionais de greve, para Órgãos de Soberania. Esta é uma flagrante aberração.

Portugal vai mudar, mas para pior e graças a todos nós, que gostámos de beneficiar a bonança.
Portugal é o cordeiro sacrificado aos deuses do capital e o sacerdote FMI, empunhará a adaga.

domingo, 21 de novembro de 2010

NATO contra a OTAN

Foi um êxito fenomenal a controversa Cimeira da NATO em Lisboa.
O local, a organização política, as diferentes estruturas criadas duma maneira eficiente e a segurança, funcionaram duma forma excelente.
Eu estava errado ao prever mais convulsões que aquelas que sucederam. Ainda bem que me equivoquei.
O governo de Sócrates merece felicitações, pelo empenho na excelente e audaz logística.

A base de Oeiras agora transformada em comando naval, com navios da Armada Americana estacionados nas nossas águas, será um poiso dos EUA, assim como a Base Aérea das Lages, nos Açores.
Uma frente militar Norte Americana, na costa Atlântica da Europa.
É bom para o comércio local e porque poupamos em mais submarinos, que eram uma exigência da OTAN, e, se os dinheiros que recebemos, não forem para financiar as campanhas dos partidos.

Quanto ao objectivo da cimeira foi eficaz, só falta a prova no terreno. O propósito dos EUA na predominância sobre o Afeganistão, foi alcançado. Até 2014, é oficial a permanência da NATO no Afeganistão e depois desta data, criarão condições de insegurança para lá continuarem.
Obama logrou o seu propósito imperialista na área, ao fazer uma parceria com Hamid Karzai, claro que tudo farão para que Karzai continue no poder, ao formalizar um "compromisso de longo prazo para uma cooperação global" (palavras de Obama). Sabemos o significado desta afirmação, quando proferida pelos EUA. A papoila é uma flor bonita.
A OTAN terminou. Tinha que ter um fim, porque a razão da sua existência pereceu.

Nasceu a NATO, como "ponta de lança" dos Estados Unidos da América.
Com este instrumento bélico, disfarçado de ferramenta de influência para a união politica e de ajuda económica à Europa, os EUA conseguiram contornar a aprovação das Nações Unidas, para a execução dos seus planos. Incapacitaram a oposição(veto) da China.
O povo dos States já não quer continuar a suportar os gastos de polícia do mundo.
Agora têm a NATO para isso e pagamos os envolvidos.

A Rússia criará o seu próprio bloco, quando Vladimir Putin regresse à presidência.
Esta conclusão é confirmada pelo "acordo" da instalação dos mísseis.
"A Rússia deixou de ser uma ameaça, para ser um parceiro" (comentário de Nuno Rogeiro). Errado.
A Rússia apenas precisa de tempo para se consolidar no terreno e será a ameaça económica para a Europa, como foi o czar Nicolau II, Imperador e Autocrata de Todas as Rússias.
Por isso sofreu a Revolução Russa de 1917. (Este assunto será abordado num próximo artigo sobre a Nova Organização Mundial)

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Membros da NATO donos do Mundo?

Ouvi informações na TVI24 de que os países presentes na cimeira NATO são os donos do mundo.
Errado.
Nem todos os que vêm são os donos do Mundo, nem estão todos os que o são. Falta o Japão, que é um dos donos do mundo. A maioria dos presentes, não tem força para influenciar as decisões dos "Donos do Mundo".

Os Donos do Mundo são um grupo que já não é secreto e é formado por poucos países.
Para melhor informação, não são os países que formam o grupo mas sim alguns dignitários particulares desses países, que são monárquicos, banqueiros e industriais. Nenhum é político. Os políticos do Mundo que já está subordinado a este grupo, obedecem às ordens se querem continuar no poder.
Têm que cumprir com as decisões do grupo, na execução da política.

A identificação dos membros do grupo que são os donos do mundo, assim como a sua influência na Nova Organização Mundial, está a ser investigada e será apresentada brevemente neste blogue em diversas partes, por ser demasiada extensa a sua estrutura e funcionamento.

Somos um país sem voz e dependente do poder mundial. Pertencemos aos mais pobres do Ocidente e assim continuaremos porque não sabemos fazer o trabalho de casa.
Temos "bons" políticos, a começar por Sócrates, dignos representantes duma casta exclusiva sedenta de poder, que foi privilegiada com a capacidade de comunicação e de liderança, mas que apenas defendem os interesses partidários e pessoais. A corrupção da civilidade.

Também recebi informação televisiva, de que esta cimeira custar-nos-ia cerca de 10 milhões de euros. Ficaremos mais pobres mas seremos mundialmente "importantes" durante dois dias.
Isto é apenas política e muito má.

A NATO será extinta em breve, por isso Portugal quis, que pelo menos uma cimeira fosse celebrada no nosso solo. Aqui a temos com todas as desvantagens e violências, tal como já prognostiquei no anterior artigo: Cimeira da Nato PODRE.

Aguardemos o final, para confirmar os nefastos resultados desta miserável cimeira.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

A. Costa e o Ambiente

A sua administração tem sido a continuação do desleixo em relação à recuperação do urbanismo e na prevenção das consequências climáticas da cidade. Passeando por esta bela Lisboa, continuamos a ver a degradação das ruas e passeios, dos parques, dos edifícios, a sujidade dos palácios e dos monumentos históricos, estátuas, etc.

As nossas belas e custosas calçadas estão abandonadas e esburacadas. Sou duma época em que podíamos processar a Câmara, se caíssemos por um buraco das calçadas. Os tempos mudaram e talvez por isso, continuam os idosos a caírem com consequências graves. O remédio é o cuidado na manutenção, mas como os custos são muito elevados e já não há artesãos capacitados, vemos remendos tão violentos, que chocam a visão e quebram a harmonia das nossas belas calçadas.

Tenho uma sugestão alternativa: Acabe com os passeios empedrados nas zonas periféricas, faça passeios de blocos de concreto, há alguns com formas geométricas atractivas. O betão liso em placas, para os bairros sociais, resolve o problema dos custos na manutenção dos passeios.
Há alguma razão lógica para que todas as cidades do país tenham apenas passeios empedrados? Já não são a típica calçada à portuguesa e com qualquer balde de água, sofrem o deterioro conhecido. Pergunte aos idosos que tipo de passeios preferem. Deixe de construir passeios de calçada nas ruas inclinadas, onde a humidade e o desgaste, os transformam em armadilhas para qualquer pessoa.
Repare que nos países Europeus com maior pluviosidade, os passeios são construídos doutros materiais. São para as pessoas circularem, não para caírem. Em Portugal, há pessoas de todas as idades a caminhar pelas vias dedicadas ao trânsito, porque receiam cair nos esburacados passeios.
Poderá com esta poupança de construção e manutenção, defender as principais áreas turísticas da cidade onde a beleza das calçadas, é reconhecida em todo o mundo.
A calçada à portuguesa é construída com pedra branca e preta e apenas com uma superfície entre os 16 e os 25 cms2. Vejo remendos com pedras amarelas de 50 cms2.
Isto não é manutenção. São remendos apressados, económicos e de mau gosto.

Os edifícios abandonados e com um aspecto deplorável, são antros de drogados e de prostituição. Sei que a propriedade privada é defendida pela Constituição, mas a exigência da conservação da mesma é da sua obrigação. Altere as leis municipais, no sentido de expropriar esses edifícios, com indemnizações justas e de os leiloar com cláusulas rígidas da sua restauração imediata.

Não se desculpe com os idosos que pagam rendas ridículas em alguns ainda habitados, ajude a participar nesses arrendamentos para que os proprietários possam manter os edifícios como deve ser. Cortando nos gastos exagerados e injustificados da câmara, terá dinheiro para isso. Já não há muitos idosos com rendas antigas.

Quanto aos palácios e monumentos históricos que não são do seu foro, exija que a manutenção seja periódica e eficiente. Se pretendemos explorar os recursos turísticos, temos que investir também na nossa imagem como país preservado, onde o mundo se pode deleitar visualizando o nosso rico património, com a imaginação das épocas áureas da monarquia.

Recupere os parques e jardins abandonados já. Precisamos de áreas recreativas e de lazer. Recupere a área da antiga Feira Popular e faça nela um parque com pistas pedonais, pistas de bicicletas e zonas verdes para a cidade. Este é um local de miséria, droga e prostituição.
Não invente desculpas de contencioso com a Bragaparques pela troca com o Parque Mayer. A cidade está primeiro e os tribunais que trabalhem nesse sentido. O bem-estar dos Lisboetas está em primeiro lugar e é razão suficiente para impor os interesses da cidade, por encima de negócios mal acabados e duvidosos.
Se não houver algum instrumento legal para efectivar esta solução, obrigue a Bragaparques vedar a área, com muros altos e pintados com cores alegres e vistosas e portões anti-violação.
Até pode promover concursos de grafitti, nestes grandes murais. Siga o exemplo de outras cidades.

Em relação à prevenção das consequências climáticas, nada é feito com eficiência desde há muito tempo, para prevenir os desastres da natureza. As chuvas cada vez serão mais volumosas e para cujo caudal, o nosso sistema de escoamento não está preparado.
Faça já as obras adequadas à prevenção dos elevados níveis de pluviosidade que vai aumentar exponencialmente. Proteja o povo e os comerciantes, que pagam os impostos municipais.
O dinheiro para estas melhorias, pode ir buscar às obras de contratos dúbios, excessos de consultorias, derrapagens provocadas ou ao orçamentado para a restauração da Casa dos Bicos (Ler o artigo com o mesmo nome neste blogue) que vai oferecer para a fundação do traidor Saramago.

A população de Lisboa saberá agradecer-lhe a seu devido tempo.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Contradições calculadas

Aparentemente ninguém se entende no quadro executivo.
Os ministros fazem afirmações comprometedoras da estabilidade da economia e a oposição ataca o governo dizendo que não se entendem. Todos deturpam as palavras proferidas ao transportá-las para um contexto diferente. Governo e oposição. É especulativo e tendencioso, mas esse é o propósito do governo.
Abram os olhos senhores políticos, não sejam ingénuos.
Claro que eles se entendem e nada é dito sem o aval de Sócrates.

O objectivo do governo é provocar uma crise política, de forma a desculpar a incapacidade de cumprir o acordo com o PSD. Sócrates não quer governar com este OE. Ele está a criar o clima político propício à desestabilização que não queremos e parece estar a lograr os seus objectivos, pela reacção emocional da oposição.
Para reforçar, agora apresenta o TGV para 2011, jogando com as palavras, apimenta o sabor.

Sócrates não vai alterar nada do "seu" orçamento. Não importam os compromissos, pois o seu objectivo é outro. Como esta "falta" não vai ser aceite, espero que entretanto a nenhum partido lhe ocorra uma moção de censura, anunciará remodelações no seu gabinete.
Claro que não vão surtir efeito, é só fumo. Depois de muitos dias de conversações e de algumas recusas, algumas segundas escolhas serão aceites, mas, logo de imediato haverá cargos à disposição. Esta delonga, criará mais agitação política e irá apressar a intenção da caída do governo no seu todo. Viva a inteligência de Sócrates se este quadro se concretizar.

Entretanto o FMI, aguarda o convite oficial, enquanto os juros sobem pela instabilidade.
Entretanto o Presidente faz campanha e olha para o lado, enquanto o país se afunda.
Entretanto o povo desespera, o mercado interno colapsa e os despedimentos aumentarão. Quando chegarmos aos 15% de desemprego, o povo reagirá com paus para recuperar o impossível. Os partidos só pensam na política partidária e no poder pessoal de cada um.

Ainda não atingimos o fundo. Lá chegaremos se o Presidente não tomar as rédeas da governação, com a solução dum Governo de Supervisão Presidencial, já referido no artigo "O desastre iminente e o Presidente".

sábado, 13 de novembro de 2010

Religião e corrupção Celestial

As crenças são de livre opção. Cada quem acredita no que quer. Há quem se convença que aquilo que deseja, é o que põem diante de si. Enganos em que todos vivemos ou absorvemos. Nesta deixa, como actor involuntário na sociedade que nos condiciona, também sofro algumas influências dos transmissores da verdade. Há muitas verdades e de vários tipos. Saberemos nós filtrar as verdades verdadeiras, daquelas que nos impingem como as verdades deles?

Vejo a Igreja Católica intervir fervorosamente na vida de todos. Somos um país católico por efeito residual. Esta igreja tem um papel preponderante na educação religiosa do povo que nela acredita e talvez num número ainda não denunciado de novos fiéis.
Falam das verdadeiras necessidades do povo, mas também falam de política e defendem uma posição no Estado já ultrapassada. Esquecem que somos um Estado laico mas insistem, porque sabem que algum resíduo do ruído fica e que sempre haverão crentes.

Oiço representantes da Igreja Católica, defenderem os necessitados e os novos carentes. Louvável a misericórdia, não fosse o cinismo dum esforço no sentido de criarem novas posições de ascendência na sociedade. A igreja dentro da sua estrutura de poder centralizado, sempre se tem adaptado aos diversos regimes políticos, jogando com as oportunidades ao sabor da brisa, em benefício da aristocracia dinástica clerical.

Hoje, incita à violência psicológica contra os ricos, pretendendo criar protagonismo mediático para melhor influir na sociedade emocionalmente debilitada. Oculta os seus verdadeiros interesses económicos e políticos. Assumem posições políticas de esquerda, de centro, de direita e extremistas de ambos pólos, por vezes, mas jamais democráticas. São muito versáteis e mais inteligentes do que aparentam.
Mas que credos, sermões ou verdades serão válidas, perante a desgraça dos povos que aparentam defender, à escala mundial?

A Igreja Católica Apostólica Romana, é a organização possuidora da maior riqueza mundial. Os escândalos bancários, os jogos internos pelo poder (com o aval da NATO?) sempre foram ocultados, a corrupção no Banco Ambrosiano, a Gládio, as suspeitas mortes de Aldo Moro e de Roberto Calvi e Michel Sindona suspeitos pelo assassinato do Papa João Paulo I, que pretendia reformar a igreja e o Banco do Vaticano.

Ajudam os outros sim, mas apenas como meros peões intermediários na defesa dos interesses dos Estados e dos mecenas que os apoiam. Comercializam o seu credo, vendem os seus dogmas e exploram os seus fiéis. Criaram guerras e envolveram povos, para massacrar outros contrários aos seus dogmas. Esta é a única verdade desta igreja desde os seus primórdios e continuará, enquanto existir.

Actualmente estão em total decadência moral e até espiritual, senão vejamos:
A decadência moral advém dos comportamentos dos seus representantes mundiais, com mais incidência nos países subdesenvolvidos e na juventude indefesa. A única atitude que tomam é o desmentido enquanto podem e quando confrontados com a crua e vil verdade, apenas balbuciam desculpas. Quantos padres estão presos por pedofilia?
A decadência espiritual advém da tolerância, ao desrespeito pelos dogmas que durante milénios com tanto ardor defenderam e a indiferença às agressões dos seus elevados valores espirituais, que são o "céu" e Deus.

Assombra-me que não comentem a mercantilismo que o café Nespresso faz através do seu intermediário George Clooney, que corrompe Deus (não é S. Pedro porque não tem barbas) com meia dúzia de cápsulas de café, algumas de sabores afrodisíacos.
Sei que como seres humanos todos temos um preço, mas não sabia que Deus também o tinha. Se fomos feitos à Sua imagem, é de crer que sim.

Com a evolução amoral da publicidade, não me espantará um fabricante negociando ceroulas com Jesus Cristo e qual será o preço? E com Maria sutiãs, a que preço?
Se é certo que a igreja não tem poder para impedir o comercial publicitário, tem contudo, poder económico para desmentir a mensagem, através dos mesmos media.

Serão novos dogmas de catequese? Os "novos" crentes podem assumir que sim.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Dr. Jaime Gama

Exmo. Senhor Presidente da Assembleia, alguns dos artigos que publico no meu blogue
http://lupekontroverso.blogspot.com/, envio directamente via e-mail, para todos os partidos na Assembleia. Alguns acusam a recepção destes, mas não o Partido Socialista, BE e Verdes. Certamente não lhes interessa, mas não é a esta falha que vou apresentar.
O que me leva a dirigir-me a si neste momento, é que depois de finalmente haver sido reconhecido pelo PS, acusar este, de haver violado os meus direitos. Pensei que este partido desprezava as minhas opiniões, mas depois dos incidentes ocorridos nos dias 8 e 10 do presente, tive a confirmação de que não é assim e sinto-me muito satisfeito.

Passo a explicar a minha acusação: O meu endereço de e-mail foi bloqueado pelo endereço do PS no Parlamento: gp_ps@ps.parlamento.pt.
Esta acção, contraria o Capítulo I - Artigo 37º da Constituição, que defende o meu direito de exprimir e divulgar livremente o meu pensamento pela palavra e que o exercício deste direito, não pode ser impedido ou limitado por qualquer tipo ou forma de censura.
Sr. presidente, esta atitude é um flagrante delito constitucional, porque o endereço em causa é de livre acesso a todos os cidadãos. Como presidente da Assembleia, solicito a sua intervenção no apuramento das responsabilidades deste caso violador das minhas liberdades cidadãs e que me seja devolvido o direito de me dirigir ao PS por esta via de comunicação, através do grupo parlamentar do PS e que é aberta a todo o povo.

Povo Português: Como se já não nos bastasse a altanaria, insolência e paternalismo com que somos tratados pelo Primeiro-Ministro, agora é o seu grupo parlamentar a seguir os seus maus códigos de conduta. Não só o PM, mas também o grupo parlamentar, logo o PS e toda a sua representatividade política na Assembleia, são cúmplices nesta censura. O poder é meu como membro do povo, não dos eleitos.
Pouco deve faltar para que bloqueiem este blogue. Se isso suceder, criarei outro onde exporei todos os artigos já publicados e recorrerei aos tribunais por esta violação.
Até agora, as minhas intervenções de carácter geral, eram orientadas às anomalias políticas de todos os intervenientes do cenário Nacional, a partir deste momento, prometo ser mais acutilante e incisivo com relação ao Partido Socialista.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Buraco na Justiça

Foi com enorme pesar que tomei conhecimento de mais um escândalo na má utilização dos nossos dinheiros e na justiça.
Desta vez estão envolvidos os Tribunais, que como Órgão de Soberania Constitucional e máximo expoente da liberdade e da democracia, estão rotos.

Apresento a notícia, cuja fonte é suficientemente idónea e credível:
http://tv1.rtp.pt/noticias/?headline=46&visual=9&tm=8&t=Ministerio-da-Justica-admite-%91buraco%92-de-323-milhoes-de-euros.rtp&article=390514

País

Ministério da Justiça admite ‘buraco’ de 323 milhões de euros

O Ministério da Justiça assume que houve um ‘buraco’ de 323 milhões de euros. A falha foi detectada pelo Tribunal de Contas após um auditoria ao organismo que gere as contas do Ministério da Justiça. O jornal Público noticia esta quarta-feira que, depois de ter passado a pente fino as contas do Instituto de Gestão Financeira e de Infra-Estruturas da Justiça, relativas a 2008, foram detectadas falhas graves de controlo de gestão financeira e de pessoal, numa gestão que se traduziu em 323 milhões de prejuízos para o Estado. O presidente do Instituto, Luís Menezes, garantiu esta tarde que todos os mecanismos de controlo e vigilância foram reforçados desde Janeiro, altura em que tomou posse.
Luís Menezes afirmou que ainda é cedo para dizer quanto vai ganhar o Ministério com a nova estratégia.
Fim do artigo.


Tudo isto em 2008. Propícia a data para convencer-nos da oportunidade e contribuição no actual estado da Nação. Mas há mais, Luís Menezes declarou também que vai melhorar a gestão mas ainda não sabe como (sic).

Pergunto então: Foi necessário que o Tribunal de Contas detectasse as falhas referentes a 2008? Vai melhorar a gestão? Não sabe como? Como estarão as contas referentes a 2009 e 2010?
Será este senhor, digno e merecedor de continuar como presidente do Instituo de Gestão Financeira? Onde estão a fiscalização do Governo e o Ministro da Justiça? A fazer política certamente, porque a trabalhar para o povo não estão.
Mais um caso de justiça. Será condenado de má administração, corrupção ou incapacidade?

Povo Português: 323 milhões de prejuízos para o Estado, não é um buraco.
É um enorme BURACÃO e roubo do erário público. Isto é um crime.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Desastre na Portela

A fabulosa, tão bem programada e bem-vinda Cimeira da Nato em Lisboa, vai trazer mais desgraças e custos elevadíssimos ao nosso depauperado país.

Imaginem os custos que envolvem a afectação de cerca de 400 voos comerciais(60.000 passageiros) que não poderão aterrar ou despegar a horas da Portela, por causa dos voos da Cimeira da Nato. As ligações perdidas, os custos para as operadoras aéreas, indemnizações aos passageiros, hotéis, alimentação, etc. Este desperdício é um descarado abuso dos nossos dinheiros, quando estamos à espera das esmolas e consequências do FMI.
Somos masoquistas e os sádicos são os membros do Governo e a nossa Presidência.

O senhor Presidente Cavaco, que não venha dizer-me que não tem que envolver-se neste assunto, porque terei que perguntar-lhe, afinal onde tem que se envolver? Nas eleições? Será mais uma novela de corrupção ou má utilização de fundos públicos ou ainda de falta de bom senso, com a aquiescência presidencial, pelos seus medos de perder as eleições? Esteja tranquilo senhor Presidente, será reeleito.

Se não há corrupção envolvida ou outros interesses inconfessáveis, proponho uma alternativa válida:
O Aeroporto Militar de Figo Maduro.

Se serviu para receber a senhora Angela Merkel, para o Papa e até serviu para o Príncipe da Tailândia e o seu cão FUFU, certamente também servirá para os distinguidos dignitários que nos vêm explorar.
A não ser que seja pela mancha que o ensombrou, que foi a recepção do corpo do traidor Saramago (Ver artigo " Casa dos Bicos").

Por outro lado, já nos chega de incómodos pela mobilização das forças de segurança pela nossa bela Lisboa, para padecermos também as restrições de circulação na Portela.
O Aeroporto Militar de Figo Maduro, poderá duma forma mais eficiente, prover a segurança necessária com a colaboração dos militares aquartelados à espera de irem para a guerra. Talvez os horários das chegadas dos voos e os do começo da guerra, sejam mais económicos de coordenar, que a mobilização das escassas forças de segurança, que à sua vez devem estar atentas aos movimentos extremistas que também nos visitam nesta data (Ver artigo "Cimeira da Nato Podre").

Façam algo positivo que se veja e se sinta, senhores do Governo e da Presidência.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Luta de Ministros

Mais um episódio degenerativo da seriedade do nosso governo.
A luta de opiniões entre os ministros Teixeira dos Santos e Vieira da Silva.

O Ministro T. Santos há dias cometeu mais uma bacorada política e matemática ao afirmar que se o défice chegasse aos 7% teríamos que recorrer ao FMI.
É uma bacorada política, porque jamais deveria ter feito ameaças ou imposto condições limites a um factor, cujo controlo não detém. Pretendeu criar esperanças de limites nos juros que pagamos, aos mercados internos, pensando que estes são bobos. Não são bobos os nossos bancos ou empresas senhor Ministro. Se fossem bobos, estariam no governo tal como o senhor, que apresentou uma mensagem sensata no início, antes de começar a falar de política económica especulativa e usurária. É uma bacorada matemática, porque os mercados internacionais não andam ao impulso das suas ameaças e a prova foi que não se sentiram amedrontados e cobram ainda mais juros. Parece que nos estão a provocar, não vê isso? Claro que este jogo matemático o sr. Santos não o entende, porque pensa que está a lidar com o povo Português.

Que vai fazer agora? Chamar o FMI?
O FMI já cá está indirectamente, mas não virá oficialmente enquanto Portugal não estiver de rastos e menos falta agora, graças ao seu contributo.

O senhor Ministro Vieira da Silva contradiz a opinião do Ministro Santos e afirma que não vão chamar o FMI e que a instabilidade dos juros não é um jogo de matemática. Claro que o é, sr. Silva. O sr. parece estar convencido de haver descoberto a pólvora mas foram os Chineses sr. Silva e agora vão apoderar-se de Portugal. O sr. não tem capacidade para descobrir nada e de matemática menos sabe. O comportamento dos credores, é o resultado duma equação matemática entre a dívida e a (in)capacidade produtiva do país. Já tudo está inventado e o sr. deveria sair já do governo. Não está aí a fazer rigorosamente nada de positivo, além de criar ainda mais desconfiança nos mercados credores, ao pretender litigar com o Ministro Santos, que sabe muito mais de economia que o senhor.

A culpa deste descontrolo nas intervenções de figuras políticas inferiores, é do "paizinho" Sócrates que já não sabe para que lado se virar. Está tonto e angustiado pelas intervenções infantis dos seus ministros e a formação dum novo gabinete é tão difícil que está desesperado. Ninguém quer alinhar com este governo. Ninguém se quer queimar politicamente.

O nosso "avozinho" Cavaco, preocupado com as próximas eleições já não dá o cavaco ao país. Deveria criar um Governo de Supervisão Presidencial, como lhe propus no anterior artigo: O desastre iminente e o Presidente.

Aclaratório: Estes ternos substantivos de paizinho e avozinho, aplicam-se pela tónica paternalista, que estes senhores utilizam ao dirigir-se ao povo português. Não têm qualquer relação parental.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Cimeira da Nato PODRE

É o supremo evento no que a estratégia militar para o Atlântico Norte se refere. Nos tempos actuais já carece de importância. Terminou a "guerra fria", terminaram os medos "inventados" duma Rússia ameaçadora. A Rússia nunca constituiu uma ameaça para Europa. A Rússia aprendeu e o Ocidente também, com a crise dos mísseis em Cuba. Já passaram 40 anos à sombra deste acontecimento, mas continuou a ser empolada a sua importância, apenas para favorecer os mais importantes fabricantes de armas: USA, Itália, Espanha, Áustria, Alemanha, Israel e Brasil.

Hoje, discutem-se estratégias com objectivos de defesa contra quem? Contra ninguém, porque as ameaças duma próxima guerra são sonhos dos mesmos fabricantes de armas.
Certamente vão continuar a haver guerras, mas circunscritas a determinadas zonas demasiado ricas e de matérias-primas invejáveis pelos países com poder militar superior. O poder da força, para criar uma Nova Organização Mundial.

Teve a sua origem em 1949 e foi necessária para a criação duma de defesa para Europa. É constituída por 27 países activos e mais 6 países europeus neutros (?). Depois do desmembramento do bloco URSS já fizeram uma parceria para a paz, com 16 países deste bloco. Estão em diálogo com outros 7 países do Mediterrâneo e entretanto, aguardam a entrada de mais países do anterior bloco soviético.

Reúnem-se para tomar decisões políticas e económicas que possam afectar os países membros. O assunto na agenda é a decisão do futuro do Afeganistão. Certamente não será a economia do país em agenda que os preocupa e sim os poderes militares e económicos dos membros, sobre a influência geográfica do Afeganistão.
A razão é evidente, o Afeganistão fazia parte da Rota da Seda desde o Oriente. Hoje é a Rota da Droga. Este é o poder que alguns países membros querem e para isso usam a Nato para lograr os seus objectivos.

É a primeira vez que há uma cimeira em Portugal. Muito inoportuna, pela conjuntura económica e social actual. Portugal em crise total, vai ter que sufragar gastos para os quais não tem dinheiro e nada vai lucrar, porque não comercializa droga nem fabrica as armas que teremos que comprar, para equipar as nossas hostes no terreno.

Mas há mais contras, os dignitários exigem condições de segurança que Portugal não pode prover. Vão existir tumultos e as nossas forças de segurança não têm a capacidade humana nem técnica para os prevenir, muito menos para os combater.
Segundo afirmações ridículas das autoridades de segurança, esperam mais de 1.000 membros do criminoso grupo Black Bloc. São ingénuos porque em Montreal na reunião do G20 em Junho deste ano, estiveram mais de 20.000. Eles têm muitos tentáculos em Europa, cuja logística de transporte é muito mais económica, assim que esperemos cerca de 5.000. Claro, são mais de 1.000. Não enganam o povo descaradamente, mas sim duma forma indirecta.
Também teremos manifestações da Amnistia Internacional, dos Defensores do Direitos Humanos, das Espécies em Vias de Extinção, contra os presos de Guantánamo, etc.

Haverão mortos, muitos feridos e demasiados danos à propriedade privada. Os monumentos seculares e os comércios de rua são os mais vulneráveis, não há segurança suficiente e os prejuízos não serão compensados pela organização da cimeira. Os seguros não cobrem estes riscos de vandalismo internacional organizado. As nossas gentes não poderão circular pelas belas ruas de Lisboa, sob risco de serem feridas até pelas forças de segurança. Vai ser mais um caos para o nosso pobre país.

Porque será que os nossos políticos não pesam no povo? Apenas pensam no protagonismo pessoal que este evento lhes proporcionará. Talvez promessas de cargos internacionais importantes.
Se quase todos os países da ex-URSS já fazem parte da Nato ou têm parcerias, há alguma justificação para a continuação da existência da Nato? Claro que não dentro do espírito da sua criação. A Nato serve apenas como peão imperialista, para o recurso "legítimo" de intervenções bélicas, fora da esfera da influência da Nações Unidas.
Mais um sacrifício para o povo Português. Continuamos calados porquê? Já não existe a PIDE ou DGS, o COPCON também já pereceu, temos medo de quem?

Ah! Já sei. Daqueles que ainda andam com mandatos de captura assinados e sem nome ou será daqueles que não precisam de mandatos? Pensam que há direitos em Portugal? Pois não queiram ter o azar de estar no local errado à hora certa, vestidos de jeans e camisolas, levam cacetadas da polícia de certeza e vão presos. Se são juízes, advogados, políticos ou importantes empresários, tudo é abafado com muitas desculpas, mas se são cidadãos vulgares…

domingo, 7 de novembro de 2010

Colarinho Branco

Enquanto crescia, ouvi muitas vezes os meus pais e seus amigos, comentarem os crimes de "Colarinho Branco". Anos mais tarde tive conhecimento do significado de tal apodo.
Foi-me então explicado pelo meu progenitor que, os crimes cometidos pelos políticos, familiares e amigos destes, são inimputáveis de quaisquer responsabilidades, segundo leis especiais da nossa sociedade influente e governante.
Fiquei esclarecido mas pouco me perturbou. Outros interesses se impunham naquela época.

Com os sucessos do 25 de Abril, comecei a prestar atenção aos acontecimentos do país e a entender as frases, crimes políticos, crimes de colarinho branco e corrupção, etc.
O conservadorismo da nossa sociedade manteve até hoje a continuidade desses valores.
Hoje, a criminalidade exercida pelos políticos, amigos e familiares, apenas sofreu alterações na sua dimensão exacerbada.

É prática comum, cometerem os mais vis delitos, roubos descarados, tráfico de influências e abuso de poder, sem castigo.
Para melhor compreensão, o mais chocante da justiça, é que a classificação destes tipos de crimes, têm penalizações diferentes segundo a Lei. Por exemplo, ainda que o abuso de poder seja uma infracção a bastantes regras sociais e de bom senso na gestão dos bens públicos, geralmente, são acusados destes crimes os políticos mais poderosos, em vez de corrupção e não são castigados criminalmente nem têm que indemnizar o Estado.
Um exemplo neste momento, é a suspeição se o ex-ministro Mário Lino é culpado e ao mesmo tempo, estar em análise para definir se a classificação é a de corrupção ou de abuso de poder. Já prevemos qual deverá ser o veredicto final, se foi culpado: abuso de poder.

Quando alguém é culpado de tais práticas, muda de emprego dentro do aparelho do Estado ou é colocado em alguma empresa privada "amiga" e geralmente com benefícios acrescentados. Jamais pagam ou são privados da liberdade.
Estes exemplos são o primor desta casta abominante e dos nossos tribunais.

Agora o caso Face Oculta teve mais um desenvolvimento. Paulo Penedos e Armando Vara (este já famoso desde há muitos anos, mas sempre que há um escândalo, muda de "poiso") já estão acusados pelo crime de tráfico de influências. Veremos quem indemniza e quem vai preso. Curiosamente, os responsáveis morais que são os políticos e banqueiros corruptos, são os menos sancionados e o corruptor é o vilão da sociedade.

Os nossos tribunais decidem algumas vezes que há corruptores mas não há corruptos, apenas vítimas destes.
Vítimas circunstanciais. Estavam no local (cargo) certo à hora conveniente.
A culpa dos (alguns) políticos criminosos, sempre morre solteira em Portugal.
Não há culpa nos corruptos desmascarados, não há culpa na elaboração das nossas leis, não há culpa nos nossos políticos, não há culpa na redacção da nossa Constituição, assim tampouco há culpa no defensor da mesma.

Portugal é um país maravilhoso de povo sublime e cumpridor, governado desde o famoso 25 de Abril por alguns traidores e desavergonhados ladrões.

Não queremos este tipo de valores na nossa sociedade. Devemos levantar-nos e mostrar ao mundo que ainda temos valor. Vamos gritar bem alto, que não aceitamos mais violações à nossa integridade cidadã e que não temos que pagar mais impostos aos políticos corruptos e ineficientes, nem aos seus devaneios na gestão do nosso dinheiro.

Deixemos de ser submissos. Eles são nossos empregados.

sábado, 6 de novembro de 2010

China vs. Ocidente

Desde há muitos anos que a China está a prepara-se para o domínio mundial.

Este país comunista é o maior exemplo da aplicação do pragmatismo capitalista, na sua economia.
Com invejável inteligência transformaram subtilmente o regime só na economia, criando riqueza interna.
Mantêm os dogmas totalitários da esquerda radical e "compram" o mundo através do YUAN.

Começou pela influência nas Nações Unidas. Graças ao Imperialismo Japonês é membro permanente do Conselho de Segurança. Tem o poder de influenciar os demais membros para aprovar o que quer, porque todos os membros dependem economicamente da China. Talvez o único país que possa fazer-lhe frente seja a Rússia, mas ainda é dependente da influência económica que a China tem em alguns países da esfera política e territorial Russa. Resumindo, a China é o membro mais importante e decisivo na actuação do Conselho de Segurança.

Desde os anos 70 que a China começou a sua influência económica nos USA. Evoluiu os seus tentáculos territoriais e económicos neste país e hoje o equilíbrio da Reserva Federal Americana, depende da aprovação da China.
Descendo pelo continente americano, a China criou influências determinantes na economia de vários países, camufladas de ajudas pontuais a catástrofes naturais e de empréstimos com juros baixos, para a reconstrução.
Aparte do Canadá, a China domina totalmente a economia do continente Americano.

Depois passou para o continente Africano, onde a pressão do Yuan e do comércio de matérias-primas com produtos chineses baratos, é determinante nas economias locais.

Na Europa, começou a sua influência há mais de 40 anos. Hoje, a China como mercado emergente, detém cerca 32% de influência no FMI. Supera a influência individual dos países que eram os mais fortes: USA, Alemanha, França, Inglaterra e Japão.
A China já está em 3º lugar no ranking do FMI, a seguir aos USA e Japão, mas como domina estas economias, em breve estará em primeiro lugar.
A menos vulnerável era a do Japão mas teve que sucumbir às pressões, para salvar a sua economia através das exportações para este enorme país cada vez mais consumidor das tecnologias japonesas, tornando a China no primeiro comprador mundial destes produtos.

A China obriga todos os mercados à compra dos seus produtos baratos e investe em todos os países. No entanto, fecha as portas a qualquer investimento exterior. Assim, mantém uma autonomia e individualidade na sua produção barata à custa da mão-de-obra escravizada, segundo os nossos padrões ocidentais.

Hoje, a China é a primeira economia mundial.
Tem a sua moeda subvalorizada e desta forma controla o comércio internacional. Produz tudo em maiores quantidades e a preços sem concorrência mundial. Nos têxteis, apenas a Índia supera a sua capacidade e qualidade de produção.

Possuidora de Títulos do Tesouro e da Dívida das principais economias, dita as regras na cotação das moedas de todos estes países.
As bolsas mundiais já dependem mais do Yuan que das moedas tradicionais.
O Dólar, o Euro e o Yen (Japonês) estão em crise.
A estabilização do Dólar depende da China.
A estabilização do Euro depende dos Estados Unidos.
A estabilização do Yen depende das exportações para a China.
Num próximo futuro, a cotação das bolsas vai ter como referência o Yuan.
Será a próxima moeda oficial do mercado de valores mundial.

Este é o futuro da economia mundial e a China será em breve, quem determinará o equilíbrio do mercado mundial. Iremos ter Chineses até no Caldo Verde.


A influência política do Ocidente, tal como a conhecemos e desfrutamos hoje em dia, está ameaçada pelo Yuan.
A Nova Organização Mundial, tal como está a ser orquestrada pelos actuais poderes Ocidentais (que será analisada num próximo artigo), está ameaçada por este novo quadro económico, que determinará a filosofia política do nosso futuro se o Ocidente não tiver controlo sobre a economia de cada um dos seus países, AGORA.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Carta Aberta a Sócrates

Senhor Primeiro-Ministro, depois de cinco anos a jogar infantilmente ao "O Rei Manda", neste seu sexto ano de governo só reina o caos.
Durante cinco anos, os seus ministros faziam disparates e diziam baboseiras e o Sr. em seguida rectificava e mandava-os calar. Neste último ano já não se ouvem e menos fazem. Estão assustados. Sabem que vão rolar cabeças e que a única segura é a das Finanças, por enquanto.

Não é preciso chegarmos aos 7% do custo do dinheiro para que o FMI venha. Virá passar o Natal connosco porque não podemos cuidar-nos sozinhos. O Sr. engana-nos ao dizer que o sabemos fazer.

Há factores na nossa economia e no comportamento social do povo, que obrigam à intervenção:
1. A PT distribuir dividendos por exemplo. E não há autoridade que os impeça. A Lei permite que o façam e estúpidos seriam se o não fizessem. É uma fuga enorme de dinheiro que alarma o FMI.
2. As greves programadas também são um factor influente. Desde quando o país suporta mais greves? Estamos mal e pioraremos com as greves. Seremos mais pobres ainda e o FMI não gostará.
3. As compras dos tais carros que já não chegam a tempo para a cimeira da NATO, afinal sempre virão para outros usos. Que falta nos fazem mais carros blindados? Se os dignitários não se sentem seguros em Portugal, que façam a cimeira noutro país. Não estamos para festas e o FMI não gosta.
4. Os carros que devem vir depressa, são os anti-motins porque vão haver muitos ainda este ano.
5. As medidas de contenção na despesa pública que só pretende implementar (?) a partir de Janeiro. Porquê? Acaso não deveriam ser aplicadas já? Não o vai fazer agora, porque pretende que os amigos recebam o subsídio de Natal. Outra forma de corrupção executiva, se não efectuar reformas já.
6. Os erros contabilísticos e os valores ocultos no OE/2011, que aumentam o défice actual e obrigarão a um primeiro PEC em Janeiro de 2011. O FMI não vai permitir que isso aconteça.

Não são precisos mais motivos, porque o FMI sabe prever o futuro em base à análise do presente. O Sr. parece ser a única pessoa que não o sabe fazer, tal como disse na televisão, que ninguém pôde prever a crise. Claro que se referia aos governantes que s ó fazem política eleitoral, porque eles que não ouviram os técnicos qualificados que previram esta crise desde há vários anos.

O mundo sabe que temos vivido em mentira económica desde o 25 de Abril e que os governos têm demonstrado a maior habilidade de enganar. Executam provas de económica errada para serem estudadas nas universidades de economia, como exemplo do que deve ser evitado para evitar o caos.
Derrapagens nas obras públicas que superam os 30% até onde sabemos. Obras públicas inapropriadas e outras mal executadas, tal como o Hospital de Cascais. Porque não fizeram o Hospital com mais pisos e melhores condições internas? Será por conveniência do caderno de encargos ou do PDM? Isto é corrupção executiva e não há responsáveis como sempre.

As medidas que já anunciou da eliminação de instituições redundantes, são trocos e apenas servem para enganar o povo. Elimine todas as fundações públicas e as empresas do estado, que servem de coito de oportunistas e de vigaristas.

Vivemos numa economia universal capitalista, já reconhecida e aceite pelo mundo e até pelo Fidel. O estado não deve competir com o capital. O estado tem as funções, sociais, segurança e de justiça, que devem ser executadas pelo seu governo. Quando se mete a empresário, nada faz bem.
Vimos as experiências na banca. O aval aos depositantes, foi a única medida correcta porque o estado é responsável pela seriedade dos bancos que autorizou a trabalhar no mercado. Nacionalizar o BPN foi um retrocesso na evolução das más experiências passadas durante o PREC. Deixe os bancos irem à falência e tire o dinheiro aos banqueiros e aos accionistas que são os responsáveis directos.
Se um pai de família perde o emprego por culpa da economia e não pode pagar as contas fica sem casa, mas os investidores da banca e das empresas do estado (PPP) estão sempre defendidos.

Quem vai pagar por todo o dinheiro perdido? O Povo! Não há sanções para castigar os erros dos administradores que prejudicam o país e muito menos os seus, como responsável máximo.

Recomendações para melhorar a economia, a curto, médio e longo prazo:
1. Elimine de imediato todos os financiamentos do estado aos partidos políticos e aos candidatos presidenciais. Cada quem que se desenrasque com o seu pecúlio ou recorrendo a doações de particulares.
2. Discrimine os financiamentos às fundações públicas, reduzindo os apoios ao mínimo nos gastos administrativos. Pare com os gastos de viaturas, de representação e de cargos para os amigos.
3. Elimine os financiamentos às fundações privadas. Não são da nossa responsabilidade.
4. Privatize a TAP, a RTP, a ANA e todas as empresas do estado que dão prejuízos.
5. Privatize todas as empresas do estado com fins comerciais.
6. Reduza os gastos administrativos dos hospitais públicos.
7. Termine já com as mordomias dentro das instituições do estado e impeça que os cabecilhas fiquem com as viaturas quando terminem os leasings. Que sirvam para amortizar a compra de outras. Obrigue a que o parque automóvel, tenha uma vida útil de 5 a 10 anos ao serviço do estado e apenas seja extensivo aos trabalhadores na prestação dos diversos serviços aos consumidores. Acabe com os carros para os administradores, directores, assessores, etc. Estes que usem os seus carros privados.
8. Construa barragens e aposte nas novas tecnologias geradoras de riqueza.
9. Reforce as verbas para a educação e saúde.
10. Invista na criação de condições fiscais, para a criação de empresas geradoras de riqueza.

Reduza a quantidade de ministérios, direcções e de assessores para a metade e constatará que ainda sobram.
Comece já e talvez tenha hipóteses de ganhar as próximas legislativas.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Parlamento "Revista"

Realmente temos que reconhecer que o nosso parlamento é uma distracção substitutiva do Teatro Revista.
Ao ver aqueles 230 membros engalfinhados reparei logo no excesso de deputados.
Por certo, o Parlamento e 13 senadores dos states, foram a votos para 435 "poisos". Há uma relação proporcional muito equilibrada. Nós somos os maiores.

Veio-me à memória um filme da minha infância: Os Três Mosqueteiros, cujo lema era Todos por um - Um por todos. É válido para nós: Um contra todos – Todos contra um.

Enfim, foi uma diversão completa. Pareceu-me apenas que o guião estava um pouco alterado, porque vi o PS atirar-se ao PSD por este ter anuído á viabilização do OE.
Claro que o PS pretende que o governo caia.
É a única salvação para Sócrates, quando perder Teixeira dos Santos.

O PCP e o BE são previsíveis, cujo comportamento é exemplo cru de quem jamais governará. Têm a liberdade de prometer tudo. Jamais serão julgados. Esqueceram o PREC e os resultados.
Nostalgia pela época "dourada" da Nação.

O CDS foi muito coerente com a habitual linha ideológica, mas pecou por ingenuidade.
Devo elogiar o assertivo Dr. Portas, assim como a realidade dos números apresentados ainda que dramáticos. Palavras que se perdem nas brumas que pairam no hemiciclo.

O PSD já não sabe o que fazer, para apagar as afirmações ligeiras que tem feito e justificar a sua posição perante o povo em relação à conotação assumida com o PS. Bastava declarar que o país está primeiro e a viabilização é um mal menor. O Povo já não é o dos tempos do PREC. Já pensa doutra forma e é independente.

O PS como sempre, não responde e sempre tem razão. Valha-nos isso pelo menos. Temos um partido no governo, que sempre sabe o que é melhor para o país. Realmente é dotado duma resiliência superior. Conseguiram colocar Portugal no topo mundial, apenas 5 lustros após a intervenção do FMI.
Deram a mão a Portugal e estamos seguros.

O Lula da Silva, também padeceu sob o FMI e após os mesmos 5 lustros, só conseguiu elevar o Brasil à 8ª economia mundial. Coitado. Agora que termina o seu mandato, talvez fosse conveniente vir para Portugal para fazer a pós-graduação e preparar-se para as próximas eleições.

Este Parlamento é a arena adequada para as feras que nos representam. Digladiam-se até à exaustão, algum dia um deles terá um enfarte televisivo, porque apenas usam a língua e não o gládio. Assim não há sangue, apenas os perdigotos que não logram evadir as câmaras.
Nenhum dos partidos defende o povo. Defendem unicamente dogmas e ilusões e crêem que ainda acreditamos neles. Talvez se tivessem sido eleitos nominalmente, fossem mais honestos.

Sim, cheiramos a corrupção através das câmaras. São as novas tecnologias. Deviam ser mais discretos.