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quarta-feira, 16 de março de 2011

Greve de camionistas violenta

Não é primeira vez que estas greves são violentas. Nem será a última. O desespero descontrolado, jamais será utilizado com bom senso. Estas greves arbitrárias não são geridas com bom senso.
Os nossos governos têm medo dos sindicatos e associações. Parecem marionetas corruptas.

A ANTP é a mais recente associação de camionistas criada em Portugal. Teve a sua origem no passado Junho de 2008, quando pela primeira vez fizeram a famosa greve que tantos prejuízos provocou ao país e ao povo trabalhador. Foi criada por impulso emocional, para marcar a diferença e demonstrar o seu descontentamento. Justificam os fundadores na sua página oficial.
Os associados da Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas estiveram reunidos durante mais de quatro horas, este sábado em Rio Maior, e decidiram voltar a paralisar o país, bloqueando o acesso a pontos estratégicos.
Há dois anos, numa reunião semelhante na batalha, os camionistas tomaram a mesma decisão e lançaram o país no caos durante vários dias. Menos de 500 camionistas lograram desestabilizar uma nação que foi um dos principais impérios mundiais. Agora somos todos lacaios e medrosos.
Partem vidros e ameaçam. Rebentemos com estes camionistas imberbes. Porque a polícia nada faz.

Considerando que estavam sós nesta greve, devo entender que perturbaram o país porque são violentos e todos têm medo deles. Se não, consideremos estas informações oficiais, doutras associações:
1. No sábado, à margem da reunião da Associação das Empresas de Transporte de Mercadorias (ANTRAM), vários patrões decidiram marcar uma paralisação para esta segunda-feira. Uma decisão que contraria a própria ANTRAM, já que ainda está a negociar com o Governo ajudas para fazer face ao aumento do preço dos combustíveis. Estes não se entendem entre si.
Os empresários reclamam apoios para suportar o aumento do preço do gasóleo – de acordo com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram), só entre Janeiro de 2007 e finais de Maio deste ano, o combustível aumentou 50 por cento.

2. A paralisação também não agrada à Federação de Sindicatos dos Camionistas.
O dirigente da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans) Vítor Pereira considerou este sábado «ilegal» a paralisação marcada pela Associação Nacional dos Transportadores Portugueses (ANTP), noticia a Lusa.
“Se uma entidade patronal interrompe a sua actividade como forma de luta e impede os trabalhadores de trabalhar, isso é lockout. Está proibido pela Constituição da República Portuguesa”, diz Amável Alves, coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans)

Estas declarações provam que a greve foi produto apenas da nova associação ANTP. Certamente os mais belicosos e que não olham a meios para protagonizarem os seus devaneios.
Porque será que não se integraram nas múltiplas associações já criadas? Alguém deve ter querido sobressair na ribalta e não tinha oportunidade nas associações tradicionais.
São uns irresponsáveis, tal como o foram em 2008. O governo deveria agir com mão dura contra estes desestabilizadores da sociedade. Terminar de vez com esta associação que só provoca conflitos.
Não merecem a liberdade de associação, pois não permitem que outros não adiram à "sua" greve.

As organizações sindicais deste pindérico país de cerca de 11 milhões de habitantes, que não são suficientes para encherem uma metrópole de grande tamanho, têm estes escassos habitantes divididos em inúmeras organizações e sindicatos, apenas para benefício dos seus cabecilhas e políticos.
Já imaginaram numa cidade de 11 milhões de habitantes, haverem tantas organizações a "defenderem" as suas falanges sectárias?
Por isso não alcançam nunca o êxito que merecem. Os governos apenas lhes dão rebuçados.
Sejam inteligentes e unam-se num única associação e alcançarão os direitos legítimos.

Nestas greves de birras e violência, os cerca de 400 membros da ANTP só têm feito disparates com comportamentos criminosos e chantagistas, sobre a comunidade livre.

O resto do povo não conta para eles. Partem, agridem e ameaçam o governo de papel, que não tem capacidade de enviar as tropas suficientes, para pôr fim a estes crimes. Merecem o repúdio do povo.

Os serviços essenciais, como os transportes de combustível, medicamentos, resíduos hospitalares e abastecimentos de alimentos, foram interrompidos por medo desta corja de delinquentes.
O Sócrates, nem mascarado de Zapatero, tivesse feito algo para pôr cobro a uma situação que apenas prejudicou os cidadãos comuns e ao país em geral. Mais prejuízos para nós pagarmos, enquanto as associações com representatividade falavam com o governo, para encontrar uma solução viável a todos.

Assim somos os portugueses. Temos medo de tudo, mas sabemos muito de futebol.
Deveria ter havido uma manifestação de jovens para impedir este grosseiro abuso público.

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