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quinta-feira, 31 de março de 2011

Visita Presidencial Brasileira

UOL Notícias
Foi uma honra para Portugal haver recebido a Presidente Dilma Rousseff e Lula da Silva.
Ultrapassando as razões oficiais da visita, muito convenientes por certo, devo manifestar que ao contrário do protocolo, a atracção principal foi Lula com as declarações que proferiu ao prometer ajudar Portugal por amor ao país. Que grande mentira. Confirmada em segunda mão por Dilma.

Brasil vai comprar Títulos da Dívida (ao preço do mercado, 9% sem desconto para amigos) mas em contrapartida obriga Sócrates a dar continuidade aos contratos já assinados com a Construtora Odebrecht para a construção da plataforma Poceirão-Caia do TGV e a concessão do Baixo Tejo, entre os outros projectos já adjudicados à Construtora Bento Pedroso, propriedade da Odebrecht.
Esta foi a empresa que construiu a famosa Circular Regional Interna de Lisboa (Cril), que tantos problemas criou aos edifícios limítrofes, cujos arranjos e indemnizações e ainda estão por resolver.
Lula viu-se envolvido em muitos escândalos durante os seus governos. O mais grave foi o do Mensalão, por suspeita de fraude eleitoral parlamentar. Este agora, é mais um caso duvidoso.

Ouvi comentários muito favoráveis dos nossos políticos e de vários comentadores a até de cidadãos comuns, enaltecendo o trabalho de Lula na presidência. O mais contraditório foi que conseguiu diminuir a classe pobre e criar uma nova classe média. Tudo isto é prestidigitação.
Para um universo de 195 milhões de habitantes, distribuídos entre 96 milhões de homens e 99 milhões de mulheres, o quadro seguinte apresenta a desvalorização das bitolas de cálculo, utilizadas na identificação diversas classes sociais. Os valores apresentados estão identificados pelo rendimento médio dum agregado familiar, composto por quatro pessoas.
Classes
1991/2005
2005
2008
A1
16.897,00
6.235,00
4.225,00
1 %
A2
14.105,00
3.515,00
2.849,00
4 %
B1
11.395,00
1.992,00
1.510,00
9 %
B2
5.816,00
1.016,00
874,00
15 %
C1
3.494,00
604,00
518,00
21 %
C2
(Não existia)
405,00
316,00
22 %
D
1.261,00
269,00
221,00
25 %
E
842,00
175,00
120,00
3 %
Desta forma tão elementar, Lula conseguiu aumentar as percentagens das diversas classes sociais. Aumentou a classe média e diminuiu as classes D e E.
Em 2010, foi criado por Lula um novo critério para a classificação das classes, utilizando um estranho sistema de pontos, que são atribuídos em base aos bens que possui o mesmo agregado familiar.

Recordo o truque de Sócrates em facilitar os exames para aumentar o aproveitamento escolar e aproximar-nos das médias europeias. Mas não resultou como esperava.

O Brasil não provará a nossa amizade, sacrificando os lucros. Lula é um capitalista neo-liberal.
Damos tantos milhões a ganhar aos chineses com juros especulativos, com Lula, sendo amigo, não temos que dar contrapartidas em acções financeiras. Apenas contratos de construção. Será assim?

Dilma diz que precisa de garantias e tem razão.
Aplica-se o velho ditado: amigos, amigos… mas negócios à parte.
Não temos garantias para brindar a quem quer que seja. A única garantia que temos é para nós: Precisamos do dinheiro para pagar aquele que pedimos emprestado, para comprar carros novos e pagar os cartões de crédito.

Faço um apelo ao Brasil: Não nos emprestem dinheiro porque não somos de confiança, enganamo-nos entre nós, mais depressa enganamos os outros.
Parabéns Brasil.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Visita Real Inglesa

A visita do príncipe Carlos e da sua consorte, não merecem comentários pessoais em particular.
A visita a Portugal apenas nos veio provocar mais perturbações económicas e não nos trará qualquer benefício comercial prático. Foi uma visita política, apenas favorável à família Real Inglesa.

Este "candidato" a Rei de Inglaterra, se conseguir ser coroado, será certamente o último da Dinastia Windsor. O povo inglês está abertamente contra a continuação da actual monarquia.
A monarquia Inglesa é co-responsável no desequilíbrio das contas inglesas. Custam aos ingleses mais de 80 milhões de euros por ano. Nada produzem e apenas são espectáculo para a imprensa vender mais pelos escândalos públicos, da maioria dos seus membros.
A Casa Windsor, defende que a tradição da monarquia inglesa atrai turistas que engordam o estado inglês. É uma mentira que já foi desmascarada pelo governo de Tony Blair.
O Castelo de Windsor que é o mais visitado dos castelos pertencentes à Casa Real Windsor, produz menos receitas que o parque temático Legoland.

Os turistas que a Inglaterra recebe anualmente, ainda que alguns presenciem a rendição da guarda do Palácio de Buckingham pela formalidade histórica que representa desde a era do Império Britânico. Não viajam a este país, para ver os palácios reais.
O único palácio real no mundo, visitado especificamente, é o palácio de Versailles perto de Paris.

Desde há vários anos que a cisão da original Commonwealth está traçada. Apenas falta a data. O primeiro país a sair será o Canadá e o segundo a Austrália. Não aceitam a soberania do monarca Inglês como chefe de estado e querem instituir uma República independente, assumindo a independência definitiva do Império Britânico. Poupam as despesas que lhes causam a manutenção da coroa inglesa, através do representante da monarquia e dos palácios reais no terreno, que são sufragadas por cada país da organização.
Este parágrafo testemunha a repulsa à monarquia inglesa, dentro da organização que fundou.

Temos a aliança mais antiga do mundo, mas dos ingleses jamais recebemos ajuda alguma.
Fomos explorados pela Inglaterra na época dos descobrimentos, quando as suas naus se abasteciam de carne e outros víveres na cidade do Porto. Só deixavam as tripas porque não podiam ser salgadas. Nunca pagaram estes saques. (Somos aliados)
Apoiaram os Holandeses na guerra Luso-Holandesa e perdemos territórios no oriente.
No final do século XIX, em 1884, Portugal propôs no Congresso de Berlim a união de Angola a Moçambique por terra, criando o famoso Mapa Cor-de-Rosa. Das doze maiores potências mundiais da época e que formavam o referido congresso, a Inglaterra foi a única potência que se opôs.
Em 1890, recebemos da Inglaterra um ultimato com ameaças de guerra se não nos retirássemos das colónias atribuídas pelo congresso.
No início do século XX, em 1916, a Inglaterra obrigou-nos a entrar na 1ª Guerra Mundial, onde pereceram mais de 7.000 de portugueses e houveram muitos mais feridos, dos quase 200.000 homens que formavam o CEP - Corpo Expedicionário Português. Mais tarde foi apelidado de "Carneiros de Exportação Portuguesa", porque os sobreviventes tiveram que trabalhar para os britânicos como mão-de-obra para cavar trincheiras e reparar estradas.

Sempre cumprimos com a Inglaterra a bem ou a mal. Que fez a Inglaterra por Portugal?
Só têm prejudicado a Europa. É o único país que não aderiu ao euro, mas que mais deve a Bruxelas.
Que tipo de exploração pretendem agora? Até Salazar estava contra a aliança.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Vitória de Sócrates

Contrária à minha opinião em pró do país, o PEC não passou. Consequente e cumprindo a ameaça, a demissão de Sócrates concretizou-se. É um passo acelerado para a derrocada do país.
Este foi o maior erro da política nacional. Todos os partidos sem distinções, apenas pensaram na política pessoal. Nenhum partido pensou em termos nacionais e menos no povo angustiado.

Sócrates cairia mais adiante, podre e sem possibilidades de ressurgimento, quando tivesse que pedir a intervenção do FMI. O perigo futuro reside na grande capacidade de recuperação de Sócrates face às adversidades e na fraca memória do nosso povo. Nas próximas eleições, grande parte dos eleitores esquecerão estes passados tempos ao ouvirem o ilusionista Sócrates, dizer que agora sim, agora vai ser diferente. Vão acreditar nele, porque gostam de acreditar no impossível. Somos um povo recentemente libertado do jugo ditatorial, que entregou de mão beijada o país a oportunistas políticos sem controlo, encantadores e bem-falantes. Sócrates é o perfeito exemplo.
As próximas eleições serão mais do mesmo. Promessas que não vão cumprir.

Portugal ficou pior.
A ajuda externa é uma resultante, em álgebra elementar, das contas do país. Estamos em falência técnica. Este facto é do conhecimento geral. Talvez não o seja, o facto de estarmos na ruína.
Não temos dinheiro para os gastos correntes.
Sem governo executivo, não poderemos assumir compromissos nos mercados do capital. Findo o dinheiro para pagar as dívidas internas, mais falências virão e desemprego. Mas o pior dos males, será quando não haja dinheiro para pagar os ordenados à função pública.

Pagamos milhões mensalmente apenas de juros da dívida, convenientemente assumida.
Estes pagamentos vão ter que ser suspendidos. Entraremos em incumprimento e contencioso.
Sócrates enquanto gestor, apenas vai cumprir os compromissos já assumidos e pagar as dívidas a todos os amigos do PS, sem importar os ordenados e compromissos sociais obrigatórios.
Responderá que não tem dinheiro e que não pode comprometer mais dívidas, como gestor.

Sinto-me tão decepcionado com a resolução da Assembleia, que me sinto restringido na eloquência habitual. O comportamento dos partidos foi execrável, pela sobrevivência pessoal e política à crise.
A decisão está tomada. O rumo do país está traçado, escrito e verbalizado duma forma agoniante.
O próximo futuro testemunhará as minhas palavras. Espero enganar-me, para bem de Portugal.

Antes de terminar, informo que tentei averiguar as nomeações, mordomias outorgadas, contratos reescritos com vantagens escandalosas, confirmações nos cargos e outros compromissos, assumidos por este governo nestes últimos dias, enquanto executivo.
Que dívidas foram pagas nas últimas 48 horas às empresas, aos assessores e a outros elementos do quadro partidário e simpatizante.
Não obtive resultados alguns.

Infiro não terem havido os habituais, compromissos de última hora quando os governos estão de saída ou que não tenho acesso a essa informação.
Agradeço se alguém puder ajudar-me.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Acordo Laboral Falso

Esta foi uma flagrante manobra de Sócrates, para controlar as emoções dos eleitores nesta fase periclitante, para a sua continuidade como Primeiro-ministro no executivo do governo.

Acordo entre Governo e parceiros sociais reforça a flexibilidade laboral.
- Falso porque a CGTP não estava representada, assim como os representantes dos trabalhadores não sindicalizados. Tampouco estiveram representados todos os núcleos empresariais!

O Governo e os parceiros sociais celebraram hoje o Acordo Tripartido para a Competitividade e Emprego que vem demonstrar ser possível, no actual contexto político e institucional, prosseguir reformas estruturantes no mundo do trabalho.
- Falso porque na estrutura social tripartida, não estão representados os trabalhadores não sindicalizados. Como não é obrigatória a sindicalização, deveria estar presente o Tribunal de Trabalho, que representa a legitimidade da Lei em vigor. Este acordo não se fundamenta nas leis laborais legais. Primeiro, deve ser discutido na Assembleia uma nova redacção à Lei Laboral e só depois ser apresentado ao país. (Isto é pôr a carroça à frente dos bois; não se move o acordo)

O acordo hoje celebrado retira qualquer fundamento às afirmações de que a legislação laboral portuguesa seria demasiado rígida. A avaliação feita de acordo com a metodologia publicada pela OCDE, do grau de rigidez da legislação laboral portuguesa, mostra que o resultado do acordo de hoje torna a legislação laboral portuguesa mais flexível do que a dos seguintes Estados-membros da União Europeia: Alemanha, França, Espanha, Bélgica, Luxemburgo, Eslovénia e Grécia.
Demagogia política!

O acordo agora alcançado, que completa e desenvolve o acordo tripartido de 2008, para além de um conjunto de compromissos quanto ao futuro, abrange três domínios principais das medidas constantes da Resolução do Conselho de Ministros de 27 de Dezembro de 2010: a promoção da competitividade, a reorganização e melhoria das políticas activas de emprego e modificações pontuais no enquadramento regulador das relações laborais.
Mais demagogia política, porque os anteriores acordos não beneficiaram os trabalhadores, diminuíram a eficiência laboral e prejudicaram a produtividade nacional.

As medidas de promoção da competitividade incluem compromissos tripartidos quanto ao reforço das exportações e da internacionalização, o desenvolvimento da resposta nacional à procura interna, a valorização dos sectores agrícola, agro-industrial e indústrias de base florestal...; o apoio ao financiamento e à recapitalização das empresas, as relações entre o sistema de justiça e a competitividade das empresas, as boas práticas comerciais e a reestruturação do sector empresarial do Estado. Alguém acredita nisto?

Alguns intervenientes discordaram da validade do acordo:

Onde está a realidade ou a ilusão? Saberá o mágico que faz o truque!

terça-feira, 22 de março de 2011

Crise política NÃO empurra o FMI

Mais uma mentira que estão a difundir os nossos políticos.

A actual crise política foi provocada pela incapacidade de governar com seriedade e honestidade social. O governo utiliza os PEC's como recurso económico, para satisfazer as necessidades do fundo de maneio, para pagar os seus compromissos sociais e laborais.
Esta é a deficiente administração económica do estado, que provoca convulsões sociais e políticas.

Aquando da invenção do 1º PEC, alentámos a esperança de que os dinheiros obtidos seriam utilizados na manutenção das infra-estruturas e no investimento produtivo.
Não foi essa a aplicação da captação fiscal obtida, à custa do povo faminto.
Os dinheiros perderam-se no pagamento das obrigações do estado.
Não foi suficiente e foram precisos mais "PEC's" para tentar equilibrar a balança interna, em vão.

O estado deixou de cumprir os compromissos internos com os fornecedores, que à sua vez atrasaram os pagamentos a terceiros que sucumbiram e faliram.
Com o aumento do desemprego, são obtidas menos receitas fiscais e aumentam os gastos sociais.
A espiral está instalada: Mais impostos, mais despedimentos e menos receitas fiscais.

Entramos na dependência do recurso à venda dos títulos da dívida.
O capital ao analisar os custos das vendas e em conhecimento de que o estado português não investe em estruturas produtivas, considerou e muito bem, de que o risco no cumprimento do pagamento das dívidas aumentava e resolveu cobrar mais juros.
Este fenómeno económico é estudado no 1º ano da faculdade. Nada tem a ver com a política.
O capital não tem conotações políticas. Só faz contas e cobra os juros da venda do dinheiro.

Quando começaram a escassear os fornecedores de capital, o governo teve que recorrer ao FMI.
Confrontado com o custo político deste recurso, Sócrates e Merkel, encontraram uma forma disfarçada de ajudar Portugal. Os custos políticos da Grécia foram muitos elevados e danosos.
Quanto à Irlanda, a intervenção do FMI foi mais uma derrota para o socialismo europeu.

No entanto, o encanto de Sócrates junto da Merkel foi desmacarado. Ela desconhecia que Sócrates não pretendia assumir as alterações laborais e estruturais prometidas, pelo castigo político futuro.
Perante esta situação, a única saída eficaz foi a venda de mais títulos.
Outra espiral estava montada: Colocação de títulos da dívida para pagar compromissos correntes e colocação de mais títulos, para pagar os juros das anteriores colocações.

É onde estamos agora. Já não há dinheiro para sufragar os gastos correntes. As empresas estão afogadas pelos elevados custos operativos, graças aos diversos aumentos decretados pelo governo.
Novas falências virão e menos impostos serão cobrados pelo estado. Mais impostos para o povo.

Pior: Já não nos emprestam dinheiro, nem a preços usurários. Não há garantias de o cobrarem.
Análise crua: O FMI entrará oficialmente em Portugal, com este ou com outro governo.

Esta consequência nociva para o país, não depende da aprovação do PEC4.
Defendo a viabilização deste PEC4, para que o castigo político apenas recaia no responsável.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Pacote de Emergência Corrente

PEC = Plano de Estabilidade e Crescimento (oficial), ou o meu
PEC = Pacote de Emergência Corrente = recurso de saque oficial para fundo de maneio.

Estamos a ser enganados por todos. Quando refiro todos, estou a acusar directamente todas as figuras do nosso cenário político, comentadores, economistas e ladrões oficiais, já identificados.

Segundo a administração já estamos no PEC4. Todos podemos concluir que nenhum destes planos teve como propósito, a tal estabilidade e crescimento.
Não é preciso ser inteligente, para identificar a deturpação propositada na identificação dos ditos planos e o objectivo concreto do governo: Circulante para alimentar as mordomias, etc.

Há derrapagens e "manobras" contabilísticas no plano de contas do governo. Igualmente há a falta de reconhecimento e identificação (ou acusação esclarecida) destas falhas, em todo o universo económico nacional, no europeu, no Rockefeliano e terminando na coroa Holandesa.

Estas derrapagens e manigâncias contabilistas são o instrumento do Clube de Bilderbeg nas economias ocidentais, por agora. Num futuro artigo, esclarecerei o que escrevo agora.
Perguntar-se-ão que têm que ver a Europa, Rockefeller e a coroa Holandesa nestes PEC's.
Directamente nada. Indirectamente tudo. São eles os mentores e actuais cabeças do referido clube.

Por isso há tanta mentira no nosso espaço político e nos mídia. Todos estão conscientes desta realidade escura, mas que está em crescendo contínuo no controlo das nações. Todos têm medo de falar, porque não querem perder os benefícios que obtêm ao "olhar para o lado" e assobiar como qualquer transeunte distraído.

Todos nos têm mentido desde sempre, começando em Salazar, todos os presidentes que passaram pela cadeira do pós "25 de Abril", primeiros-ministros, ministros, afilhados, sobrinhos, etc.
Nenhum deles desconhece esta realidade que está a evoluir para a globalização mundial, com o propósito conhecido.

É mais cómodo andar distraído a mentir por omissão, que enfrentar a realidade trabalhando de maneira clara e com os pés seguros, para a recuperação da nação e falar com lealdade ao povo.
Só encontramos hipocrisia nos nossos políticos. Será porque não foram eleitos nominalmente?
Até agora todos nos mentem. Num próximo futuro, serão acusados e condenados por traição à pátria.
A história julgará os actuais actores desta triste cena política, em que sobrevivemos.

Cheguem-se aos mídia, levantem o queixo, olhem de frente e falem ao povo com a verdade real, que nos espera o futuro do país e do mundo em que vivemos.
O povo poderá compreender a realidade do futuro, se tiver tempo e a educação política e económica esclarecida, para pensar e assimilar a impotência, perante a conjuntura em que vivemos.

Digam ao povo que o passado é isso. O futuro será controlado por outros. Não depende dos votos.
Que as esquerdas já estão consideradas como espécies em vias de extinção.
Só faltam a França, Espanha e Portugal.

sábado, 19 de março de 2011

Cisão no Partido Socialista

Desde a aprovação do OE para 2011, que começámos a identificar correntes opositoras a Sócrates.
Com a evolução dos acontecimentos negativos e a submissão do governo à Europa Centralizada (inevitável) através da Drª. Merkel, foi mais marcante esta relutância no seio do partido do governo.

A menor intervenção dos ministros nas respectivas pastas, com o ministro Teixeira dos Santos a assumir a voz da razão, passando pelo destaque de Francisco Assis nas aclaratórias e correcções às afirmações e posições do governo em determinados assuntos, vemos que a desordem está instalada.

Desde há muito tempo que o Primeiro-ministro Sócrates devia ter remodelado o governo.
Não o fez e perdeu a oportunidade, porque agora seria vista como uma condenação política dos ministros substituídos e nenhum deles está para arcar com culpas que não lhes pertencem. Nem aceitam ser afastados. Se Sócrates os obriga, eles abrem a boca e desmascaram o "ilusionista".
Claro que têm responsabilidades, mas quem manda é Teixeira dos Santos, através de Sócrates e os restantes ministros só têm que obedecer às ordens recebidas, via Sócrates.

Esta mudança de autoridade na governação e o novo rumo político assumido, satisfez Europa mas desagradou ainda mais ao Partido Socialista. Claro que Sócrates ainda seria confirmado no seu cargo de Primeiro-ministro, até há dois dias atrás, mas não passadas estas 48 horas.
Hoje o PS está mais fracturado e só voltará a ressurgir com o afastamento de Sócrates.

O futuro de Sócrates está em risco, pelas provocações para a queda do governo. Não era isso que ele pensava. Sempre confiou que com novas eleições, seria eleito de novo.
O PS ainda tem muitas possibilidades de voltar a ganhar as eleições, mas não Sócrates.

No programa da Sic Notícias de quinta-feira entre Ricardo Costa e Sarsfield Cabral, comentando a entrevista de Sócrates, escutamos Ricardo Costa a fazer campanha contra o PS de Sócrates.
Hoje vemos avançar António Costa, ao criticar Teixeira dos Santos, que é o santo patrono deste governo. Atacar TS é o mesmo que atacar Sócrates, como menos responsabilidade partidária.
A conclusão directa é óbvia: O próximo Primeiro-ministro aponta para António Costa.

Sócrates muito inteligente como sempre e identificando este desaire pelo seu comportamento impulsivo, acaba de retroceder na sua provocação. Apoiado pela Merkel, já não quer eleições antecipadas. Não porque o PS possa perder, mas sim porque quem perderá de certeza, é ele.
Sócrates não voltará a ser Primeiro-ministro, se as eleições forem agora.

O Conselho Europeu quer tirar o PS do governo. Cairá nas próximas eleições, ainda é prematuro.
Neste momento Sócrates é o fiel cumpridor dos seus desígnios e é melhor este "mal" conhecido, que um "bom" por conhecer.
Ademais, está a cumprir veladamente as decisões superiores e é boa política para a Europa atrasar o mais possível a intervenção do Banco Mundial (FMI), noutro país europeu.
(A oposição está desorientada e não é alternativa política, neste cenário tão quente e violento)

António Costa tem o objectivo afastar Sócrates nas próximas eleições legislativas extra-ordinárias, Vão haver eleições antecipadas, mesmo depois da viabilização deste atrasado PEC4, que preconizei para Janeiro. O governo de Sócrates cairá apodrecido por tantos embustes e ganhará o partido que saiba proceder com cautela e bom senso nesta conjuntura política tão instável.

É fácil actuar nesse sentido, como comentei no artigo "Discurso de Sócrates"

sexta-feira, 18 de março de 2011

Os segredos do hipocampo no conhecimento

O cérebro não se limita a captar e empilhar a informação, como faz o disco duro de um computador.

Os factos são inicialmente memorizados no hipocampo, estrutura bem imersa no interior do cérebro, localizada nos lobos temporais do cérebro humano na base do lobo temporal do córtex cerebral, e com a forma e dimensão aproximada de um dedo mindinho.
Mas a informação não permanece aí indefinidamente. No seu devido tempo é gradualmente transferida para o córtex cerebral. Aqui, são armazenadas todas as informações absorvidas através do estudo, assim como através dos sentidos (visão, audição, olfacto, gosto e tacto). Durante o armazenamento no córtex, a informação é também processada e de cada vez que a recordarmos, o nosso cérebro volta a reescrevê-la, usando-a na demonstração do conhecimento.
O hipocampo cria e armazena conceitos duma forma volátil e temporária. É uma estrutura importante para a consolidação da memória recente. Em contrapartida, o armazenamento da memória de longo prazo está relacionada ao córtex cerebral.

O tempo devido para que a informação recebida pelo hipocampo seja processada e transferida para o córtex cerebral, varia de acordo à idade e capacidade de cada indivíduo.
Para os humanos em idade de aprendizagem escolar, este tempo devido é de 24 horas e após, condição exigível, de pelo menos 4/6 horas de sono nas Ondas Delta, só obtidas, dentro de pelo menos as 8/10 horas de sono nocturno.
(Para melhor informação ler: A importância do sono)

Conforme envelhecemos, partes do cérebro tendem a encolher mesmo na ausência de doenças neurocognitivas, como a demência ou Alzheimer. Algumas partes do cérebro podem ser poupadas à atrofia natural do envelhecimento e até fortalecidas, por meio de actividade física aeróbica ou simplesmente caminhar sobre piso suave e em planos horizontais, em quantidades e velocidades relativamente moderadas, na idade mais avançada.

O objectivo concreto deste artigo é o de elucidar os pais e jovens dos nossos tempos.
A absorção de novos conhecimentos, deve sempre considerar os tempos dedicados a cada área nas suas diferentes etapas naturais, para a concretização da eficiência, que se pretende obter.
De nada serve a um aluno, professor ou apresentador, dedicar horas extenuantes de aplicação e de estudo concreto, imediatamente prévias, às necessidades da utilização desses conhecimentos.
Todas essas horas serão perdidas, pela incapacidade do cérebro de assimilar os novos conhecimentos, se não são consideradas as necessidades biológicas do mesmo, baseadas no descanso, no processamento de informação e do respectivo armazenamento na memória de longo prazo.

Todos os conhecimentos apressados, obtidos sem considerar estes princípios naturais, são efémeros. Podem salvar uma situação específica ou pontual, mas não têm utilidade futura e duradoura.

Um apresentador pode utilizar este modelo de estudo, baseado na memória recente. A informação futura não é importante, pois foi apenas de utilização pontual.
Um professor ou muito menos um aluno, não podem refugiar-se nesta artimanha.
Passadas algumas horas, a informação começa a perder-se nos recônditos da memória, ficando apenas uma lembrança ténue, de algo que sabia mas que não recorda, até ao seu completo esquecimento.

Os estudos obtidos poucas horas antes da sua utilização prática, só provoca discordâncias ou perturbações, com os estudos anteriores. Não teve tempo para ser adequadamente processado e armazenado no nosso disco rígido, que é o nosso cérebro.
Antes dos exames ou provas, deve haver um espaço de pelo menos 24 horas, incluindo as 8 de sono tranquilo e de pelo menos outras 8 horas de ócio.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Greve de camionistas violenta

Não é primeira vez que estas greves são violentas. Nem será a última. O desespero descontrolado, jamais será utilizado com bom senso. Estas greves arbitrárias não são geridas com bom senso.
Os nossos governos têm medo dos sindicatos e associações. Parecem marionetas corruptas.

A ANTP é a mais recente associação de camionistas criada em Portugal. Teve a sua origem no passado Junho de 2008, quando pela primeira vez fizeram a famosa greve que tantos prejuízos provocou ao país e ao povo trabalhador. Foi criada por impulso emocional, para marcar a diferença e demonstrar o seu descontentamento. Justificam os fundadores na sua página oficial.
Os associados da Associação Nacional das Transportadoras Portuguesas estiveram reunidos durante mais de quatro horas, este sábado em Rio Maior, e decidiram voltar a paralisar o país, bloqueando o acesso a pontos estratégicos.
Há dois anos, numa reunião semelhante na batalha, os camionistas tomaram a mesma decisão e lançaram o país no caos durante vários dias. Menos de 500 camionistas lograram desestabilizar uma nação que foi um dos principais impérios mundiais. Agora somos todos lacaios e medrosos.
Partem vidros e ameaçam. Rebentemos com estes camionistas imberbes. Porque a polícia nada faz.

Considerando que estavam sós nesta greve, devo entender que perturbaram o país porque são violentos e todos têm medo deles. Se não, consideremos estas informações oficiais, doutras associações:
1. No sábado, à margem da reunião da Associação das Empresas de Transporte de Mercadorias (ANTRAM), vários patrões decidiram marcar uma paralisação para esta segunda-feira. Uma decisão que contraria a própria ANTRAM, já que ainda está a negociar com o Governo ajudas para fazer face ao aumento do preço dos combustíveis. Estes não se entendem entre si.
Os empresários reclamam apoios para suportar o aumento do preço do gasóleo – de acordo com a Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram), só entre Janeiro de 2007 e finais de Maio deste ano, o combustível aumentou 50 por cento.

2. A paralisação também não agrada à Federação de Sindicatos dos Camionistas.
O dirigente da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans) Vítor Pereira considerou este sábado «ilegal» a paralisação marcada pela Associação Nacional dos Transportadores Portugueses (ANTP), noticia a Lusa.
“Se uma entidade patronal interrompe a sua actividade como forma de luta e impede os trabalhadores de trabalhar, isso é lockout. Está proibido pela Constituição da República Portuguesa”, diz Amável Alves, coordenador da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (Fectrans)

Estas declarações provam que a greve foi produto apenas da nova associação ANTP. Certamente os mais belicosos e que não olham a meios para protagonizarem os seus devaneios.
Porque será que não se integraram nas múltiplas associações já criadas? Alguém deve ter querido sobressair na ribalta e não tinha oportunidade nas associações tradicionais.
São uns irresponsáveis, tal como o foram em 2008. O governo deveria agir com mão dura contra estes desestabilizadores da sociedade. Terminar de vez com esta associação que só provoca conflitos.
Não merecem a liberdade de associação, pois não permitem que outros não adiram à "sua" greve.

As organizações sindicais deste pindérico país de cerca de 11 milhões de habitantes, que não são suficientes para encherem uma metrópole de grande tamanho, têm estes escassos habitantes divididos em inúmeras organizações e sindicatos, apenas para benefício dos seus cabecilhas e políticos.
Já imaginaram numa cidade de 11 milhões de habitantes, haverem tantas organizações a "defenderem" as suas falanges sectárias?
Por isso não alcançam nunca o êxito que merecem. Os governos apenas lhes dão rebuçados.
Sejam inteligentes e unam-se num única associação e alcançarão os direitos legítimos.

Nestas greves de birras e violência, os cerca de 400 membros da ANTP só têm feito disparates com comportamentos criminosos e chantagistas, sobre a comunidade livre.

O resto do povo não conta para eles. Partem, agridem e ameaçam o governo de papel, que não tem capacidade de enviar as tropas suficientes, para pôr fim a estes crimes. Merecem o repúdio do povo.

Os serviços essenciais, como os transportes de combustível, medicamentos, resíduos hospitalares e abastecimentos de alimentos, foram interrompidos por medo desta corja de delinquentes.
O Sócrates, nem mascarado de Zapatero, tivesse feito algo para pôr cobro a uma situação que apenas prejudicou os cidadãos comuns e ao país em geral. Mais prejuízos para nós pagarmos, enquanto as associações com representatividade falavam com o governo, para encontrar uma solução viável a todos.

Assim somos os portugueses. Temos medo de tudo, mas sabemos muito de futebol.
Deveria ter havido uma manifestação de jovens para impedir este grosseiro abuso público.

terça-feira, 15 de março de 2011

Discurso de Sócrates

Foi como sempre um discurso muito inteligente. José Sócrates é um político prolífero.
Este estranho político é um soberbo exemplar da política activa do nosso país. Sem qualquer réstia de dúvidas, é um ilustrado e excelente manipulador de massas. Move montanhas para alcançar os seus objectivos e sempre tem logrado os seus objectivos.
Aponta-se como um estadista à semelhança de Alberto João Jardim. Numa versão política contrária, mas sem dúvida, com aquela capacidade mobilizadora e absorvente das mentes de quem o ouve. É um ser nascido para a política e com sobradas capacidades de líder.
Lamentavelmente, as circunstâncias em que mais se destacou foram contrárias ao êxito que merece como ilustrado orador. Outra contrariedade para o país é a sua identificação política.

Não ouvi o seu discurso nem os dos demais políticos detractores, assim como os diversos comentadores dos diferentes meios de comunicação social de massas.

Escutei. Ao escutar todos os discursos proferidos por aqueles a quem não ouvi, constatei a realidade das gentes que nos rodeiam. Com poder social ou não, são apenas amorfos votantes, sem "aquela capacidade de escutar" necessária, para compreender o que se ouve.

Indignei-me ao escutar a intervenção da igreja, mais uma vez, na política portuguesa. A igreja é apenas isso: credos e dogmas. Uma seita religiosa como todas as igrejas, só que com maior expressão, na esfera latina. Apenas sobrevivem à custa de massacres ou dos crentes. A época dos massacres já foi ultrapassada. Agora, em decadência, pretendem sobreviver à custa da influência política, na mente dos seus crentes. Será que não há poder neste país para calar duma vez estes "jesuítas", que só metem o bedelho onde já não têm voz e não se preocupam com a própria casa? (Leia-se pedofilia)

Faço um alerta aos poderes políticos do país, para que escutem devidamente o discurso e não se limitem a reagir às palavras ouvidas. Tenham calma e ponderem, antes de agir. Também escutei as reacções de todos os partidos políticos e concluo que nenhum compreendeu o discurso, ou mentiram ao país, nas suas respostas ao mesmo.

Por favor não votem contra o PEC. Abstenham-se todos. Viabilizem o PEC agora e que sucumba por si só. Este PEC não tem efeitos na economia e na sociedade actual, só a partir do próximo ano. De qualquer forma, o FMI terá que oficializar a sua entrada e será a queda final do PS.

Sócrates, muito sabiamente, provocou as reacções que escutei de todos. Sócrates pretende que o PEC seja reprovado, para que o presidente seja constitucionalmente obrigado a convocar novas eleições legislativas.
Estas novas eleições provocadas pela acção do presidente, serão ganhas pelo Partido Socialista.

A oposição não está preparada para governar. O PSD ainda não arrumou a casa, porque ao elegerem Coelho, pensavam que seria mais uma cabeça para rolar, antes das eleições.
O PSD está fracturado, ainda que Balsemão tenha dado o seu apoio a Coelho, as correntes internas são muito virulentas. O país precisa duma oposição forte e não deste PSD.

O único político de altura neste momento é Paulo Portas. Ainda não chegou a sua hora de provar a sua capacidade de liderança e governação. Ainda faltam França e Espanha rumarem à direita.

Sócrates está a provocar a queda do governo. Sejam mais inteligentes que ele se querem merecer o governo. Unam-se numa frente coesa e nacionalista. Deixem as lutas intestinais e os interesses pessoais, porque o país não pode esperar.
Se não procederem assim, perderão as eleições de novo e o PS continuará no poder.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Governo de sobrevivência nacional.

Precisamos de talentos conhecedores do terreno e não de actores políticos, se queremos salvar o país da bancarrota, do desespero pessoal e de mortes emocionais ou provocadas por delinquentes comuns.
Aparentemente os partidos políticos estão completamente partidos e nem eles mesmo se entendem. Como poderemos continuar a confiar o nosso país a esta corja de oportunistas, que só pensam nas próximas eleições?
Durante uns tempos, ainda tive a confiança em que alguns políticos poderiam ter mais bom senso e atalhar por uma via mais nacionalista em pró duma unidade táctica e necessária, no presente.
Em vão esperei descortinar, a ténue luz ao fundo deste tenebroso túnel onde nos encontramos. Ninguém manifesta propósitos concretos, que me levem a considerar que pensem naquilo que poderiam fazer pelo país, ao invés de pensarem, que poderia fazer o país por eles. (analogia a JFK)

Só sou confrontado com corrupção, suspeitas de ilegalidades e perdas avultadas das obras públicas.
O crime de colarinho branco funciona neste país. Para quê mudarem de práticas, se depois são colocados noutros postos (tachos), com incremento nos ordenados e nas mordomias?

Devemos parar este comboio carregado de interesses pessoais e de responsabilizar a classe política.
Há 37 anos que andamos às voltas, tentando morder a própria cauda e sem encontrar o caminho certo. Somos animais mais inteligentes e o país necessita de atitudes inteligentes para se recompor.
Precisamos de protagonistas inteligentes e teremos que procurá-los fora da actual esfera política.

É chegada a hora de mudar as regras do jogo político. Estas, já provaram ser inadequadas.
Apelo ao Presidente da República que faça uso do seu poder Constitucional e que declare o estado de emergência política já. Artigo referente: O desastre iminente e o Presidente de 09/10/10, neste blogue.

A utilização de recursos humanos tecnocratas e nacionalistas é fundamental para este fim.
Apresento alguns talentos esclarecidos (possíveis candidatos a um futuro Senado), para um conselho eleitor, da formação dum futuro Governo de Salvação Nacional:
António Carrapatoso; António Gomes de Pinho; António Maldonado Gonelha; António Mexia; António Vasco de Mello; Armando Pascoal; Diogo Vaz Guedes; Eduardo Costa; Estela Barbot; Francisco Pinto Balsemão; Francisco Sousa da Câmara; Henrique Granadeiro; Ilídio Pinho; João de Menezes Ferreira; Jorge Armindo; José Roquette; Jorge Braga de Macedo; José Lamego; Mário Pinto; Paulo de Pitta e Cunha; Pedro Queiroz Pereira; Ricardo Salgado; Rui Mateus; Salvador Guedes; Vasco José de Mello.
Recorro primeiro a estes cidadãos, por estarem inseridos na estrutura do Fórum Portugal Global e como integrantes da Comissão Trilateral, estão suficientemente esclarecidos e apoiados internacionalmente.

Senhor Presidente Cavaco Silva, o senhor falhou durante os seus governos e também no seu primeiro mandato. Por favor, não falhe neste segundo. É a única e derradeira esperança do país.
Sei que não é sábio por não se valer das experiências dos outros países desenvolvidos, mas seja inteligente a aprenda com as suas próprias e fazendo agora, o que deve ser feito para o bem deste país que jurou defender, e, mais importante, dos cidadãos que em si confiaram nas eleições.
Oiça a voz do povo expressa nos programas de opinião, produzidos por todos os canais de televisão.
O povo já saiu à rua e deve reagir já, antes duma catástrofe nacional de dimensões incontroladas.
Não seja mais um dos que nos abandona, depois de defender os interesses na história presidencial.
Deixe a posição reactiva e apenas defensora duma Constituição revolucionária e anti-patriótica.
Faça aquilo que nos prometeu, ao dizer que seria mais interventivo neste segundo mandato.
Não se limite a vetar algo que posteriormente a Constituição o obrigue a promulgar ou seja decretado.
Haja com patriotismo e dê-nos a segurança que precisamos, actuando duma forma activa.

Assuma a atitude correcta para a defesa de Portugal. Para isso foi reeleito.
A bem da Nação.

sábado, 12 de março de 2011

Manifestação Geração à Rasca

Manifestação Geração à Rasca

Foi um êxito popular nacional e apolítico. Maior o mérito expressado.

Sem expressividade popular pela pouca afluência, foi sem dúvida histórica e marca uma nova pauta nas políticas e manifestações populares, neste Portugal adormecido.

Colaram-se oportunistas correntes políticas, mas que não tiveram representatividade. Não conspurcaram a verdade da manifestação. Também foram surpreendidos pelo seu êxito.
Foram utilizadas formas de expressão e acompanhamentos de cantilenas, que identificaram esta manifestação com épocas negativas da nossa história política. Cantilenas da época do PREC e directamente identificadas com correntes comunistas, podem sujar a verdade desta expressão cívica, que é pertença do nosso povo sofrido e isento de partidarismos sectários.

Internacionalmente, pode ser incorrectamente interpretada pelas referidas cantilenas entoadas. Mas é de somenos importância por agora, porque no futuro haverão mais manifestações e melhor organizadas nas suas demandas que separarão as tendências partidárias. Acredito que os promotores saberão nas próximas manifestações, filtrar a intrusão de políticos oportunistas, que deturpam a verdade singela da vontade popular.

Desta feita, não houve prevenção nesta área. Foi a primeira. O nosso povo não está habituado a expressar-se desta forma espontânea e isenta das organizações políticas, mais preparadas graças á sua capacidade e recursos logísticos. Temos que aprender a valer-nos por nós próprios, sem políticos que nos digam o que devemos dizer e muito menos, como devemos comportar-nos.

Temos que agradecer aos organizadores e a todos os presentes, pela genialidade da inovação na diferente forma de espessarmos as nossas inquietações e revoltas e no alcance obtido.
Esta manifestação foi uma revolta desorganizada, daí o seu maior valor moral, pela insegurança presente e futura, na sobrevivência do nosso Portugal querido e que muito necessitamos.

Devemos continuar duma forma mais contundente, com mais envolvência do povo e demandas mais drásticas, nacionais e internacionais.
O nosso sistema político está caduco. A nossa classe política está descredibilizada. Já não acreditamos nos nossos políticos, não só por não cumprirem os programas eleitorais, todos sabemos que no terreno por vezes se apresentam contrariedades incontornáveis, mas sim porque continuam mentir-nos nos mesmos temas e sem explicações do incumprimento anterior.

Só há um representante legítimo do povo português. Este é o Presidente da República.
Devemos dirigirmo-nos a ele nas próximas manifestações. Exigindo os direitos constitucionais, que nos são aviltados pela classe política.
Devemos apelar ao nosso presidente, que defenda a constituição na sua expressão da defesa dos cidadãos e se acaso o não puder fazer, pelas condicionantes constitucionais ao seu próprio cargo soberano, que mude a constituição, a fim de nos defender efectivamente e de salvar Portugal.

Vamos prepara-nos para continuar as manifestações e apelar a uma maior afluência da sociedade isenta de políticas. Devemos continuar este esforço, que provou ser positivo.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Medidas do Caixão

Não são medidas fiscais e muito menos de desenvolvimento do país. São medidas para continuarem a alimentar as mordomias e "tachos" de alguns políticos e respectivos amigos.
Nenhuma das medidas sacrificadoras do povo, estão orientadas para criar empregos ou apoiar as empresas em vias de extinção. Será culpa da crise internacional? Esta crise tem as costas grandes.
Estas medidas terão como consequência menos circulante nas mãos do povo, diminuição do poder aquisitivo no mercado interno e mais despidos nas PME's. Estes trabalhadores não terão subsídio de desemprego, porque o estado já não tem dinheiro e o país nada produz para a manutenção do estado, através dos impostos. A máquina produtora de riqueza quebrou, por falta de manutenção.

São definitivamente medidas para o caixão dos portugueses.

Estas medidas surpresa e parece que foram uma surpresa até para o Presidente Cavaco, certamente não o foram para a senhora Angela Merkel. Ela já tinha conhecimento delas. Por isso o ministro Santos acompanhou o seu pupilo.

Estamos a identificar através dos factos e comportamentos deste governo, quem manda afinal em Portugal e qual a hierarquia a cumprir na informação dos "pacotes". Claro que a Assembleia tampouco foi considerada previamente {a Assembleia não tem representatividade cidadã e quanto ao presidente… é mais uma figura decorativa (?)}.
A ordem das prioridades na informação, das medidas avulsas, Orçamento do Estado, Pactos de Estabilidade e Crescimento e a execução administrativa em geral, começam pela Alemanha (leia-se: Governo Europeu). Esta obrigação futura de todos os países europeus, já antes foi referida no artigo "Estados Federados da Europa", é mais um passo no sentido da Federação Europeia.

Quanto às medidas anunciadas, seriam surpresa se anunciassem o encerramento das empresas públicas redundantes (covil de sanguessugas?), privatização das empresas deficitárias até a preço zero, pois é uma economia para o erário público oferecer estas empresas a quem saiba optimizá-las, para posteriormente pagarem impostos.

Mas tal não sucedeu, porque os afilhados e protegidos nos altos quadros dessas empresas, são fiéis serventes dos partidos.
De novo os sacrifícios vão orientados àqueles que já nada têm. Àqueles que cumpriram com o país através do trabalho e nos seus descontos, durante tantos anos. Agora que estão no fim da vida e não têm capacidade de resposta contraditória, voltam a ser explorados. Já não têm físico para isso.

Os sucessivos governos, após a ditadura, têm tratado o povo como um meio de sustentação económica para os seus devaneios administrativos, de má gestão empresarial e até de flagrante corrupção (ou estarei equivocado e não há corruptos?).
Somos um país prostituído que mantém os seus protectores (ou serão chulos?) bem alimentados.

Esta é a primeira prova que o Presidente Cavaco Silva terá que enfrentar.
Será que vai tomar alguma atitude interventiva activa ou uma embalagem de Valium 10?

quinta-feira, 10 de março de 2011

Discurso Presidencial Inconstitucional?

O discurso do Presidente Cavaco Silva foi de todos os ouvidos nestes actos, o mais contraditório, absolutista e "vanguardista" de todos os tempos. Só igualável pelos discursos de Salazar e de Marcelo Caetano, na sua assertividade e compromissos prometidos. Mas estes tinham a constituição a seu favor, o Presidente Cavaco Silva, tem a constituição em contra.

O contraditório, são as promessas feitas, cuja letra da Carta Magna, o impede. Absolutista, porque agora sim, sabe o que o país precisa e vai tratar do assunto como dono da verdade. "Vanguardista", pela audácia demonstrada na firmeza das suas palavras, como sendo inovadoras e de critério pessoal, a constatação das necessidades apregoadas. Não escutou nem leu certamente, os diversos comentários públicos desde há muito advertidos, por inúmeros comentadores e ilustres economistas.

Não consigo compreender o que significa, cito as frases: "magistratura activa empenhada na salvaguarda dos interesses nacionais". A própria "magistratura" é pela sua essência, de intervenção, juízo e decisão. Sabemos que o Presidente de Portugal não pode sequer intervir, muito menos ajuizar ou decidir, seja o que for neste país. Se afirma que o vai fazer agora, porque não o fez antes???

Prometeu e cito, que: "irá cooperar com os demais órgãos de soberania na defesa do sistema democrático"; "melhorar a qualidade das políticas públicas em relação às empresas"; "combater o flagelo do desemprego"; vai ser mais interventor na gestão do governo e até opositor se a constituição o permitir"; "compete ao presidente definir as linhas de orientação estratégica que Portugal deve seguir", entre as mais importantes. Poderá cumprir tudo isto ao abrigo desta Constituição?

Comentou e muito bem: sobre a insustentabilidade dos custos da dívida; devemos diminuir o peso da despesa pública; aposta no sector dos bens e serviços transaccionáveis; que deve ser criado o crédito para as PME's; combater o flagelo do desemprego; que a política deve deixar os interesses particulares; pautar os gestores públicos pelo mérito e não pela filiação; que as obras públicas devem ser controladas e estudadas as suas vantagens, antes de fazê-las. Tudo isto é sabido e comentado desde há muito, como parte dos grandes males congénitos, desta democracia.

Foi realmente um discurso histórico, dirigido ao povo que o elegeu. Olvidou conscientemente a classe política, ao não fazer-lhe qualquer reparo neste discurso. Muito bem.
Só errou, ao referir-se à necessidade da exploração da agricultura e das pescas, sem se desculpar por ter participado nessa aniquilação industrial, de sobrevivência para o povo mais carente.
Destacou-se ao proferir uma frase que fará história: Há limites para o que se pede ao povo que não sente a justiça social.

Todos os partidos em geral, ficaram ainda mais partidos após o seu discurso. Poucos ilustres convidados, tiveram a dignidade de o cumprimentar. É lamentável a mesquinhez, que impera nas mentes de alguns dos nossos políticos.

Como confio neste presidente e ouvindo atentamente o seu discurso, concluo que tem a intenção de suspender o governo e assumir a gestão do país. Será uma decisão muito bem-vinda e já publicada em diversos artigos, esta necessidade nacional urgente. Apresento como exemplo, um dos primeiros e mais lidos de sempre: "O desastre iminente e o Presidente" publicado a 09/10/10.
Para cumprir o prometido, terá que ir por este caminho e ficará para a história, como herói nacional.

Nota aparte: Fiquei chocado pela deselegância como foi referida a Primeira-dama por todos os locutores, como a mulher do presidente. Devo esclarecer que o sinónimo de mulher não é o de esposa, como erradamente alguns dicionários referem, mas sim: pessoa do sexo feminino. A expressão mulher de, significa propriedade de alguém.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Hipocrisia diplomática contra a Líbia

Para o Governo português, as relações entre Portugal e a Líbia conheceram «um franco desenvolvimento» na sequência da visita de José Sócrates a Tripoli em Outubro de 2005. «Desde então, várias empresas nacionais começaram a operar no mercado Líbio e este ano Portugal abriu em Tripoli uma embaixada», referiu à agência Lusa fonte diplomática. A visita de José Sócrates a Tripoli, em 2005, foi marcada pela cordialidade e, também, por alguns elogios do primeiro-ministro português ao líder líbio.
«Julgo que Muammar Kadhafi é um líder carismático da maior importância em toda a geo-política africana», sustentou José Sócrates no final dessa visita de oito horas à Líbia.
Entre os negócios de empresas portuguesas na Líbia, um dos mais relevantes, segundo o executivo de Lisboa, é o da «Bento Pedroso» (construtora do troço do TGV entre Poceirão-Caia; a sua dependência da "Odebrecht" que é uma das  empresas construtoras brasileiras que mais cresceu durante a" presidência de Lula", é duvidosa), que ganhou dois concursos, no valor conjunto de 1.200 milhões de euros, para ampliar o aeroporto de Tripoli e para construir uma terceira via rodoviária na circunvalação da capital deste país.
No mercado líbio, estão já a operar, ou em vias de entrar, empresas nacionais nos domínios da energia (Galp), farmacêutico (Antral Cipan), finceiro (Banco Efisa e Banco Espírito Santo), cimentos (Cimpor e Secil), construção (Teixeira Duarte e Bento Pedroso) e consultadoria.
«A Visabeira e a Efacec têm também boas possibilidades de expansão no mercado líbio», acrescentou fonte diplomática portuguesa.

Portugal foi o escolhido entre a Alemanha, África do Sul, Bósnia e Herzegovina, Brasil, Colômbia, Gabão, Índia, Líbano e Nigéria, por ter um forte apoio do grupo árabe (?).
É esta a melhor política portuguesa para a salvaguarda dos interesses de Portugal? Claro que não!

Para maior agravo, o embaixador Moraes Cabral que foi embaixador em IsraeI e que deixou resíduos desagradáveis da sua diplomacia, que foi embaixador em Espanha e nada de bom trouxe para Portugal, aparte do capital espanhol na compra de empresas portuguesas a "preços convenientes", que foi um responsável na época do PREC pela negativa, enquanto membro da Casa Civil de Eanes, é um dedicado ao PS que nada fez pelo país, tendo neste momento a responsabilidade das sanções contra a Coreia do Norte, também.
É demasiado trabalho para este ineficiente oportunista político, que de novo prejudicará Portugal e os interesses das relações comerciais e dos nossos emigrantes, na Líbia.

Sócrates, mais uma vez procurou protagonismo político, ao promover a escolha de Portugal com a ajuda do Brasil, através de consultas informais, ou seja nos corredores do poder.

Vai ser um descalabro a todos os níveis, comerciais, de emigração e diplomático, a ingerência de Portugal na soberania da Coreia do Norte e agora, mais grave, na da Líbia.

O caso Líbio ainda está em veremos. Preconizei esta guerra civil no meu artigo Novo Império Hidrocarboneto mas ainda não está decidido o ganhador. Haverão surpresas para aqueles que consideram agora, a derrota de Gaddafi.

Tem que haver muito tino nas sanções contra a Líbia e que estas jamais prejudiquem o povo.
Esta deve ser a preocupação única do mundo ocidental. Até agora o povo só tem um inimigo.
O bom senso deve imperar com ou sem Gaddafi. O futuro do Magrebe, passa pela Líbia.
Mais um erro de Sócrates que nos prejudicará muito internacionalmente e custará caro ao país.