Os jogos de azar (ou de sorte) são apanágio dos povos pobres e carentes de tudo. Em todo o mundo que jogam as lotarias e outras formas de cativar as esperanças a troco de dinheiro, quem ganham são os governos, salvo raras excepções. Tipo "slot machines", que apenas permite 6% de prémios, numa variação entre os 30/40 apostadores por milhão.
Em Portugal os diversos tipos de jogos de azar, oficiais ou não, sempre tiveram uma fidelidade massiva por parte da população. Fazemos parte dos países pobres, em que os cidadãos apostam até o que não têm, na esperança da sorte. Alguns logram dividendos, mas poucos são os sortudos.
A nossa economia está piorando a passos agigantados e o inteligente governo de Sócrates, decide que esta ajuda para recuperar o défice é a mais apropriada: criou outro sorteio semanal do Totoloto.
Todos os jogos de azar organizados pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, o Euromilhões e da Liga dos Milhões, estão isentos de impostos, beneficiando o sorteado. O estado vai buscar o dinheiro à Santa Casa de forma indirecta, pelos subsídios sociais em que poupa.
O governo português na sua ânsia de cobrar mais impostos ao povo, lembrou-se de taxar as lotarias estrangeiras e por isso, Bruxelas processou Portugal por cobrar impostos em lotarias estrangeiras. Nada sabemos o resultado deste processo. Deve estar arrumado numa conveniente gaveta política.
O mesmo governo que se queixa de que não há poupança pois somos o país que menos aforra, desta forma está a tirar mais dinheiro ao povo, duma forma disfarçada, pela "sorte".
O governo não tem dinheiro e pagamos todos erros e os favores da administração aos seus protegidos, nas diversas fundações, empresas falidas e nas parcerias, a taxas usurárias.
O Banco Central Europeu financia os bancos à taxa de 1%, para que os mesmos bancos explorem o povo e o próprio estado, cobrando taxas com lucros de até 700%.
Seria muito mais rentável para o governo criar aplicações financeiras para o povo poupar, a taxas vantajosas de até 6%, para as colocações a mais de cinco anos, incluindo os próprios títulos do tesouro.
Com esta rendibilidade, o povo pouparia mais e jogaria menos dinheiro ao lixo.
O governo teria nestas poupanças, um fundo de maneio mais económico que as compras que faz, nas vendas da dívida pública.
Já não temos dinheiro para pagar os juros da dívida, por isso as frequentes colocações bilionárias estão a comprometer as futuras gerações.
No entanto, ao governo só lhe interessa fortalecer o mercado bancário, para ter os banqueiros felizes e receber os donativos para as campanhas. É certo que cobrará as taxas fiscais, mas apenas as referentes às operações nacionais. Os bancos, cada vez apostam mais em offshores ou investimentos no exterior do país, cujos rendimentos não são declarados.
Com esta vergonhosa administração doméstica, o governo está a vender o país ao exterior.
Até quando?
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