Depois de nos ter habituado a situações dúbias durante anos, por "fugas de investigação" e de através de alguns processos tão especulados pelos media duma forma ofensiva, nos conduzirem a uma análise depreciativa da sua honra, parece que finalmente despertaram.
Estas são muito boas notícias para a cidadania. Más notícias para os "tais" media.
As chefias tomaram medidas adequadas e disciplinaram a PJ.
Agora não há "fugas" e há presos. Êxitos que devem ser enaltecidos por todos nós.
A actual PJ aparenta ter enveredado pelo desempenho imaculado, que distingue as boas polícias das corruptas.
Esperemos também, que tenha conquistado alguma emancipação política.
Façamos votos para que volte a ser aquela polícia, que tanto nos orgulhou no passado.
Não estamos tão mal assim em relação à segurança do povo. Aguardemos agora que os tribunais sigam a mesma linha e nos demonstrem que a Justiça está a melhorar.
Felicitações às chefias e a todos os membros da Policia Judiciária, por tão nobre desempenho e eficiente labor.
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sábado, 30 de outubro de 2010
Crise de Poderes
Segundo a Constituição, no ponto 1 do artigo 110º, são órgãos de soberania o Presidente da República, a Assembleia da República, o Governo e os Tribunais. A formação, composição, competências e o respectivo funcionamento de cada um, são os definidos na Constituição.
Depois de análise e segundo as atribuições de cada órgão, chego à conclusão que são permissíveis interpretações elásticas, assim como a definição taxativa de cada um, ser contradita noutros artigos.
Na prática, a Constituição é pouco considerada pelos diferentes órgãos de soberania.
Os deveres do Estado, tal como a competência dos diferentes órgãos para a sua aplicação, não são cumpridas de acordo à Constituição.
Presidente da República: Jurou que sim, mas não obriga à defesa do cumprimento da Constituição. Não pode obrigar a que nenhum outro órgão a cumpra, porque a própria Constituição o limita nos seus poderes.
Assembleia da República: O seu presidente, apenas faz de árbitro entre os interesses dos partidos nela representados e sem representatividade efectiva do povo. Os deputados, praticam o exercício do antagonismo numa defesa primária dos votos e sem raciocínio social.
Governo: Controla os seus interesses particulares, onde se incluem os dos amigos e familiares. Dá dinheiro a quem faz greves ameaçadoras da estabilidade do governo, descuidando o povo desconhecido e sem voz.
Tribunais: Estes são o cúmulo da vergonha. Tratam de cumprir as Leis, mas não têm qualquer poder decisivo em relação às mesmas. As Leis são elaboradas por assessores escolhidos pelos partidos no poder e que defendem os interesses pessoais de cada interveniente. Posteriormente são aprovadas por uma Assembleia tendenciosa.
Os tribunais cumprem as Leis, mas não cumprem a Constituição no que a igualdade e defesa dos cidadãos se refere. As Leis são redigidas para servir interesses determinados e por vezes, de elaboração pontual.
Moral do Estado: Salve-se quem puder.
Depois de análise e segundo as atribuições de cada órgão, chego à conclusão que são permissíveis interpretações elásticas, assim como a definição taxativa de cada um, ser contradita noutros artigos.
Na prática, a Constituição é pouco considerada pelos diferentes órgãos de soberania.
Os deveres do Estado, tal como a competência dos diferentes órgãos para a sua aplicação, não são cumpridas de acordo à Constituição.
Presidente da República: Jurou que sim, mas não obriga à defesa do cumprimento da Constituição. Não pode obrigar a que nenhum outro órgão a cumpra, porque a própria Constituição o limita nos seus poderes.
Assembleia da República: O seu presidente, apenas faz de árbitro entre os interesses dos partidos nela representados e sem representatividade efectiva do povo. Os deputados, praticam o exercício do antagonismo numa defesa primária dos votos e sem raciocínio social.
Governo: Controla os seus interesses particulares, onde se incluem os dos amigos e familiares. Dá dinheiro a quem faz greves ameaçadoras da estabilidade do governo, descuidando o povo desconhecido e sem voz.
Tribunais: Estes são o cúmulo da vergonha. Tratam de cumprir as Leis, mas não têm qualquer poder decisivo em relação às mesmas. As Leis são elaboradas por assessores escolhidos pelos partidos no poder e que defendem os interesses pessoais de cada interveniente. Posteriormente são aprovadas por uma Assembleia tendenciosa.
Os tribunais cumprem as Leis, mas não cumprem a Constituição no que a igualdade e defesa dos cidadãos se refere. As Leis são redigidas para servir interesses determinados e por vezes, de elaboração pontual.
Moral do Estado: Salve-se quem puder.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
Corrupção Nacional
O corrompimento é abarcante a todos os seres do planeta Terra. Não é só a corrupção típica do crime do funcionário público que trafica a sua autoridade, ou dos que procuram corrompê-lo.
É uma característica perturbadora em todos os seres humanos. Todos somos responsáveis pela sua generalização. Todos, alguma vez, chantageamos em busca de benefícios pessoais.
Começando pelos progenitores que chantageiam os filhos:
Se te portares bem, terás o que pedes. Dá-me um beijo e dou-te o caramelo. Então não dás um beijo ao avô por te ter dado o chocolate? Esta cultura universal vem desde o berço.
Vivemos na crença de que para obtermos algo sem mérito, primeiro deveremos negociar ou dar compensações, adequadas ou as exigidas.
A sociedade deverá filtrar a corrupção para encontrar o equilíbrio adequado à civilidade, desde os progenitores até aos governantes.
Estes exemplos, são perturbantes e demonstrativos de que a civilidade deverá alterar os seus princípios de urbanismo, porque nos têm provado de que a corrupção é vantajosa e promove o bem-estar pessoal.
Não estou autorizado a julgar os diferentes casos de "corrupção" conhecidos. Mas como cidadão, estou autorizado a analisar os mesmos e chego à conclusão de que o crime de corrupção é inimputável a determinadas castas económicas e políticas.
Desde alguns Banqueiros e Empresários até a alguns Presidentes, Ministros, Juízes, Deputados, Partidos políticos e meros Funcionários públicos de menor categoria, temos os melhores exemplos de corrupção, seja para troca de bens ou para a colocação de familiares recém-licenciados que assumem cargos de direcção em empresas do Estado.
Há departamentos e gabinetes do Estado que estão pejados de familiares destes senhores, sem terem sido aprovados em concursos e sem as qualificações adequadas. Por muito bom académico que seja um recém-licenciado, certamente não possui a preparação profissional para desempenhar cargos directivos.
Estes exemplos e os dos que são condenados e mudam de "poiso" dentro do Estado, Empresas estratégicas ou Bancos, permitem-me concluir que vivemos numa sociedade corrupta, cujas autoridades sem excepção, promovem estes paradigmas desde o famoso dia 25 de Abril de 1974.
Ainda não tenho provas em contrário. Aguardo.
É uma característica perturbadora em todos os seres humanos. Todos somos responsáveis pela sua generalização. Todos, alguma vez, chantageamos em busca de benefícios pessoais.
Começando pelos progenitores que chantageiam os filhos:
Se te portares bem, terás o que pedes. Dá-me um beijo e dou-te o caramelo. Então não dás um beijo ao avô por te ter dado o chocolate? Esta cultura universal vem desde o berço.
Vivemos na crença de que para obtermos algo sem mérito, primeiro deveremos negociar ou dar compensações, adequadas ou as exigidas.
A sociedade deverá filtrar a corrupção para encontrar o equilíbrio adequado à civilidade, desde os progenitores até aos governantes.
Estes exemplos, são perturbantes e demonstrativos de que a civilidade deverá alterar os seus princípios de urbanismo, porque nos têm provado de que a corrupção é vantajosa e promove o bem-estar pessoal.
Não estou autorizado a julgar os diferentes casos de "corrupção" conhecidos. Mas como cidadão, estou autorizado a analisar os mesmos e chego à conclusão de que o crime de corrupção é inimputável a determinadas castas económicas e políticas.
Desde alguns Banqueiros e Empresários até a alguns Presidentes, Ministros, Juízes, Deputados, Partidos políticos e meros Funcionários públicos de menor categoria, temos os melhores exemplos de corrupção, seja para troca de bens ou para a colocação de familiares recém-licenciados que assumem cargos de direcção em empresas do Estado.
Há departamentos e gabinetes do Estado que estão pejados de familiares destes senhores, sem terem sido aprovados em concursos e sem as qualificações adequadas. Por muito bom académico que seja um recém-licenciado, certamente não possui a preparação profissional para desempenhar cargos directivos.
Estes exemplos e os dos que são condenados e mudam de "poiso" dentro do Estado, Empresas estratégicas ou Bancos, permitem-me concluir que vivemos numa sociedade corrupta, cujas autoridades sem excepção, promovem estes paradigmas desde o famoso dia 25 de Abril de 1974.
Ainda não tenho provas em contrário. Aguardo.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
Precipício… o passo em frente foi dado!
Não houveram profecias no artigo "Dr. Passos Coelho", publicado no passado dia 20 do presente, neste blogue.
O resultado de mais cinco dias de suspensão no país e sem futebol de mérito, foi terrível, desgastante e previsível.
Afirmei nos 2º e 3º parágrafo do referido artigo, cito: O resultado vai ser a negativa do governo às condições apresentadas e por consequência a reprovação do OE.
Do desastre temido, passámos à concretização do seu anúncio oficial.
Também concluí e recito: Pareceu-me ser um discurso ingénuo. Será o gozo do governo e um desgosto para os portugueses.
Recebeu a confirmação da primeira convicção: Será o gozo do governo; peço que não concretize a segunda: um desgosto para os portugueses.
Durante estes 5 dias de expectativa no desenlace das conversações, sofri duas emoções contraditórias:
A primeira por esperança de estar equivocado para o bem do país e a segunda de estar certo, pela vaidade do "ego".
Sou futurologista e não bruxo, apenas faço uma leitura psicológica dos intervenientes do quadro político, diferente da sua, Dr. Coelho.
Que vai fazer agora?
Chumbar o OE como prometeu na sua irreflectida condição ameaçante, prévia às conversações?
Repito a recomendação proferida no mesmo artigo:
Por favor Dr. Coelho, mude já antes que seja tarde.
É jovem e tem o sangue demasiado quente, reúna-se de conselheiros mais prudentes e analise os sinais que lhe apontam. Estarão do seu lado seguramente e velarão pelo país, com uma perspectiva mais analítica e construtiva.
Arrefeça os ânimos e seja prudente na sua declaração das 20:00 de hoje.
Não pense no partido e sim no país, porque sem este, não haverá partido.
Viabilize o OE e prepare-se para formar governo.
Esta é nossa convicção e recomendação a bem da Nação.
O resultado de mais cinco dias de suspensão no país e sem futebol de mérito, foi terrível, desgastante e previsível.
Afirmei nos 2º e 3º parágrafo do referido artigo, cito: O resultado vai ser a negativa do governo às condições apresentadas e por consequência a reprovação do OE.
Do desastre temido, passámos à concretização do seu anúncio oficial.
Também concluí e recito: Pareceu-me ser um discurso ingénuo. Será o gozo do governo e um desgosto para os portugueses.
Recebeu a confirmação da primeira convicção: Será o gozo do governo; peço que não concretize a segunda: um desgosto para os portugueses.
Durante estes 5 dias de expectativa no desenlace das conversações, sofri duas emoções contraditórias:
A primeira por esperança de estar equivocado para o bem do país e a segunda de estar certo, pela vaidade do "ego".
Sou futurologista e não bruxo, apenas faço uma leitura psicológica dos intervenientes do quadro político, diferente da sua, Dr. Coelho.
Que vai fazer agora?
Chumbar o OE como prometeu na sua irreflectida condição ameaçante, prévia às conversações?
Repito a recomendação proferida no mesmo artigo:
Por favor Dr. Coelho, mude já antes que seja tarde.
É jovem e tem o sangue demasiado quente, reúna-se de conselheiros mais prudentes e analise os sinais que lhe apontam. Estarão do seu lado seguramente e velarão pelo país, com uma perspectiva mais analítica e construtiva.
Arrefeça os ânimos e seja prudente na sua declaração das 20:00 de hoje.
Não pense no partido e sim no país, porque sem este, não haverá partido.
Viabilize o OE e prepare-se para formar governo.
Esta é nossa convicção e recomendação a bem da Nação.
Pátio das Cantigas
Candidaturas presidenciais 2011
Temos neste momento vários candidatos ao castrado Poder Superior da Nação.
Não passa dum título, pois os condicionamentos na execução da defesa da constituição, são meramente enunciativos e sem qualquer eficácia.
Qualquer dúvida é dirimida pelo Tribunal Constitucional. Não há veto presidencial definitivo.
Nem precisamos de presidentes eficientes, pois à letra da Constituição da República, não existem.
Portugal, país pequeno mas com uma magnitude de endividamento, que ultrapassa as potências económicas mais poderosas, está uma vez mais a provar que está à frente de todos e de novo pelas razões erradas.
Sem embargo, neste momento temos seis candidatos em luta, porque José Ribeiro e Castro do CDS-PP, seria apenas uma alternativa, se Cavaco não se candidatasse.
Analiso os actuais candidatos oficiais e a conveniência de cada um deles para o país:
Manuel Alegre: Independente, "dissidente" do PS. Homem da esquerda Trótskista.
Os boatos dizem que é um desertor. Não tenho confirmações fidedignas desta situação. Apenas conheço as afirmações do almirante Vieira Matias (ex-chefe do Estado-Maior da Armada), em que cita que a mancha no passado militar de Alegre, não é tão importante como a sua intervenção na rádio Voz da Liberdade em Argel, ao lado do inimigo, denunciando operações militares portuguesas e chamando à deserção os militares do Exército Português.
Para mim foi bastante pior que a deserção, afirma Vieira Matias.
Comenta-se que Manuel Alegre fugiu para Argel, para não ser preso pela PIDE, mas por outro lado ele foi preso pela PIDE em Abril de 1963 e após seis meses é libertado com termo de identidade e residência em Luanda. Regressa a Portugal em Dezembro de 1963 e a PIDE fixa-lhe termo de identidade e residência em Coimbra. Em Julho de 1964 parte para o exílio. Não há provas de ser uma fuga.
São demasiadas as histórias discordantes e facto de ter situações tão dúbias para o povo, faz dele um elemento não elegível para o cargo de Comandante Supremo das Forças Armadas e muito menos, para Presidente de Portugal.
A sua campanha está orientada para a crítica a Cavaco. Ele faria diferente e teria uma intervenção mais activa. Desconhece os limites Constitucionais do cargo.
Fernando Nobre: Independente. Ilustre membro da nossa sociedade com inúmeros méritos de reconhecimento mundial e sublime ser humano. Imprevisível e de simpatias monárquicas.
Como Membro da Irmandade Militar da nossa Senhora da Conceição (Lamego) que depende do Bispo de Lamego e está ligada à Casa Real Portuguesa, como participante na convenção do PSD em 2002, como membro da Comissão de Honra e da Comissão Política da candidatura de Mário Soares (traidor nacional), à Presidência da República em 2006, como mandatário nacional do Bloco de Esquerda nas eleições europeias de 2009, ainda não está definido politicamente.
Não tem a capacidade de liderança que o país necessita e ainda não se assumiu politicamente.
É uma escolha duvidosa e o país não está para ensaios presidencialistas.
José Pinto Coelho: Membro do PNR, conservador e coerente mas não reúne quaisquer predicados abonatórios à sua eleição. Ainda nada provou como líder e menos de devoção ao país. Ainda lhe falta muito trabalho político e provas credíveis da sua capacidade para o Supremo Poder da Nação.
Defensor Moura: Independente, membro do PS. Espero que seja um médico abnegado. Bastante falta nos faz nessa área da saúde. Sem mais comentários.
Francisco Lopes: Membro do Comité Central do PCP, politicamente despercebido, assume-se como alternativa às funções presidenciais, para contribuir para a ruptura com o rumo de injustiças sociais que tem estado a ser seguida e que aponte no sentido das grandes potencialidades nacionais para um futuro de desenvolvimento, progresso e justiça social.
Quem fala assim só prova que não é gago. Confesso a minha incapacidade para discernir o que pretende fazer, nem como. Sem mais comentários.
Cavaco Silva: Plenamente identificado como líder, é determinado nas reformas estruturais e sociais. Como economista poucas provas deu, pois os seus dois governos (1985-1995) não deixaram estruturas produtivas na indústria e a revitalização da agricultura e das pescas foi completamente olvidada, apesar das enormes remessas recebidas da CEE para esse propósito.
Não soube fiscalizar essas remessas, permitindo o aumento desmesurado da corrupção e o aproveitamento ilícito dos apoios outorgados, em pró dos benefícios pessoais dos agraciados.
Hoje, depois de reflectir, decide candidatar-se porque o país necessita de si (palavras suas).
Por onde tem andado durante o mandato que ainda desempenha?
O país não precisava de si nesse momento? Agora é que vai trabalhar em pró do país?
Esteve a praticar durante o primeiro mandato? Agora sim, já sabe o que fazer.
Certamente haverá alguém que acredite em tão nobre decisão e que vai mudar de atitude.
É louvável, o anúncio de gastar a metade do valor permitido por lei, nesta campanha.
Permita-me recomendar que tenha a ousadia de não gastar um único euro na campanha. Não necessita, pois não tem oponentes à altura e os média, encarregar-se-ão de lhe fazer a campanha grátis, quando o confrontarem com as afirmações dos demais candidatos. Muito tempo de antena terá e sem gastos.
Seja assertivo e continue a ser previsível porque precisamos de confiar em alguém. Olhe de frente para as câmaras, abra os braços para nos transmitir a sensação de protecção e leia menos cábulas nos discursos.
Transmita as suas ideias e propósitos, com palavras do seu foro íntimo e será mais confiável.
É o suficiente para obter o voto dos portugueses esclarecidos.
Temos neste momento vários candidatos ao castrado Poder Superior da Nação.
Não passa dum título, pois os condicionamentos na execução da defesa da constituição, são meramente enunciativos e sem qualquer eficácia.
Qualquer dúvida é dirimida pelo Tribunal Constitucional. Não há veto presidencial definitivo.
Nem precisamos de presidentes eficientes, pois à letra da Constituição da República, não existem.
Portugal, país pequeno mas com uma magnitude de endividamento, que ultrapassa as potências económicas mais poderosas, está uma vez mais a provar que está à frente de todos e de novo pelas razões erradas.
Sem embargo, neste momento temos seis candidatos em luta, porque José Ribeiro e Castro do CDS-PP, seria apenas uma alternativa, se Cavaco não se candidatasse.
Analiso os actuais candidatos oficiais e a conveniência de cada um deles para o país:
Manuel Alegre: Independente, "dissidente" do PS. Homem da esquerda Trótskista.
Os boatos dizem que é um desertor. Não tenho confirmações fidedignas desta situação. Apenas conheço as afirmações do almirante Vieira Matias (ex-chefe do Estado-Maior da Armada), em que cita que a mancha no passado militar de Alegre, não é tão importante como a sua intervenção na rádio Voz da Liberdade em Argel, ao lado do inimigo, denunciando operações militares portuguesas e chamando à deserção os militares do Exército Português.
Para mim foi bastante pior que a deserção, afirma Vieira Matias.
Comenta-se que Manuel Alegre fugiu para Argel, para não ser preso pela PIDE, mas por outro lado ele foi preso pela PIDE em Abril de 1963 e após seis meses é libertado com termo de identidade e residência em Luanda. Regressa a Portugal em Dezembro de 1963 e a PIDE fixa-lhe termo de identidade e residência em Coimbra. Em Julho de 1964 parte para o exílio. Não há provas de ser uma fuga.
São demasiadas as histórias discordantes e facto de ter situações tão dúbias para o povo, faz dele um elemento não elegível para o cargo de Comandante Supremo das Forças Armadas e muito menos, para Presidente de Portugal.
A sua campanha está orientada para a crítica a Cavaco. Ele faria diferente e teria uma intervenção mais activa. Desconhece os limites Constitucionais do cargo.
Fernando Nobre: Independente. Ilustre membro da nossa sociedade com inúmeros méritos de reconhecimento mundial e sublime ser humano. Imprevisível e de simpatias monárquicas.
Como Membro da Irmandade Militar da nossa Senhora da Conceição (Lamego) que depende do Bispo de Lamego e está ligada à Casa Real Portuguesa, como participante na convenção do PSD em 2002, como membro da Comissão de Honra e da Comissão Política da candidatura de Mário Soares (traidor nacional), à Presidência da República em 2006, como mandatário nacional do Bloco de Esquerda nas eleições europeias de 2009, ainda não está definido politicamente.
Não tem a capacidade de liderança que o país necessita e ainda não se assumiu politicamente.
É uma escolha duvidosa e o país não está para ensaios presidencialistas.
José Pinto Coelho: Membro do PNR, conservador e coerente mas não reúne quaisquer predicados abonatórios à sua eleição. Ainda nada provou como líder e menos de devoção ao país. Ainda lhe falta muito trabalho político e provas credíveis da sua capacidade para o Supremo Poder da Nação.
Defensor Moura: Independente, membro do PS. Espero que seja um médico abnegado. Bastante falta nos faz nessa área da saúde. Sem mais comentários.
Francisco Lopes: Membro do Comité Central do PCP, politicamente despercebido, assume-se como alternativa às funções presidenciais, para contribuir para a ruptura com o rumo de injustiças sociais que tem estado a ser seguida e que aponte no sentido das grandes potencialidades nacionais para um futuro de desenvolvimento, progresso e justiça social.
Quem fala assim só prova que não é gago. Confesso a minha incapacidade para discernir o que pretende fazer, nem como. Sem mais comentários.
Cavaco Silva: Plenamente identificado como líder, é determinado nas reformas estruturais e sociais. Como economista poucas provas deu, pois os seus dois governos (1985-1995) não deixaram estruturas produtivas na indústria e a revitalização da agricultura e das pescas foi completamente olvidada, apesar das enormes remessas recebidas da CEE para esse propósito.
Não soube fiscalizar essas remessas, permitindo o aumento desmesurado da corrupção e o aproveitamento ilícito dos apoios outorgados, em pró dos benefícios pessoais dos agraciados.
Hoje, depois de reflectir, decide candidatar-se porque o país necessita de si (palavras suas).
Por onde tem andado durante o mandato que ainda desempenha?
O país não precisava de si nesse momento? Agora é que vai trabalhar em pró do país?
Esteve a praticar durante o primeiro mandato? Agora sim, já sabe o que fazer.
Certamente haverá alguém que acredite em tão nobre decisão e que vai mudar de atitude.
É louvável, o anúncio de gastar a metade do valor permitido por lei, nesta campanha.
Permita-me recomendar que tenha a ousadia de não gastar um único euro na campanha. Não necessita, pois não tem oponentes à altura e os média, encarregar-se-ão de lhe fazer a campanha grátis, quando o confrontarem com as afirmações dos demais candidatos. Muito tempo de antena terá e sem gastos.
Seja assertivo e continue a ser previsível porque precisamos de confiar em alguém. Olhe de frente para as câmaras, abra os braços para nos transmitir a sensação de protecção e leia menos cábulas nos discursos.
Transmita as suas ideias e propósitos, com palavras do seu foro íntimo e será mais confiável.
É o suficiente para obter o voto dos portugueses esclarecidos.
domingo, 24 de outubro de 2010
Casa dos Bicos
Fabuloso monumento ao renascentismo Italiano, inspirada no Palácio dos Diamantes de Ferrara e no Palácio Bevilácqua em Bolonha, construída sobre as ruínas de um tanque de salga e uma das torres da Cerca Moura, antiga muralha Árabe de Lisboa que foi construída entre o século X e 1147, ano em que D. Afonso Henriques conquistou Lisboa.
A "Casa de Brás de Albuquerque" foi construída em 1523 por D. Brás de Albuquerque, quem foi protegido do Rei D. Manuel.
Hoje também conhecida por Casa dos Diamantes, a Casa dos Bicos está localizada no Campo das Cebolas, a escassos 100 mts. do maravilhoso Terreiro do Paço.
Foi restaurada pela Câmara Municipal de Lisboa em colaboração com o Conselho de Europa em 1981.
Tem todos os predicados para ser considerada Património Nacional.
Agora, a Câmara Municipal de Lisboa decide investir apenas 1,4 milhões de euros na sua remodelação, para instalar a Fundação José Saramago.
José Saramago é um ilustre membro da história da literatura Portuguesa, distinguido em 1998 com a atribuição do Prémio Nobel da Literatura. Foi o nosso segundo Nobel.
O primeiro Nobel foi o reconhecido médico Dr. Egas Moniz, que foi proposto cinco vezes ao invejado prémio, sendo finalmente reconhecido em 1949, pela sua investigação e desenvolvimento na aplicação da lobotomia.
Esta eminente personalidade na esfera da medicina foi também uma figura de relevo na política. Fundou o Partido Republicano Centrista, apoiou o regime de Sidónio Pais, foi Embaixador de Portugal em Madrid em 1917 e Ministro dos Negócios Estrangeiros em 1918. Também foi escritor de várias obras literárias, destacando a "A nossa casa" e "Confidências de um investigador científico".
Aparte de duas estátuas, uma em frente à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e a outra no Hospital de Santa Maria, não houve maiores gastos do erário público.
Regressando a José Saramago, com essa atribuição esquecemos quem ele foi realmente:
Um renegado, que pretendia que Portugal perdesse a identidade para se transformar numa província de Espanha. (Consultar o jornal Barlavento)
Para cúmulo da nossa subserviência, as suas cinzas vão ser inumadas junto a este histórico Monumento Nacional, contrariando o Decreto-Lei 411/98, SECÇÃO II, Artigo 11º, ponto 1 – A inumação não pode ter lugar fora de cemitério público, devendo ser efectuada em sepultura, jazigo ou local de consumpção aeróbia de cadáveres.
Claro que há excepções, tal como as referidas na alinha b): A inumação em locais especiais ou reservados a pessoas de determinadas categorias, nomeadamente de certa nacionalidade, confissão ou regra religiosa, para tal autorizados pela câmara municipal respectiva.
Evidentemente que o Costa autorizou esta localização, só que a redacção da excepção, não é de forma alguma cumprida por este humano Saramago, por muito que rebusquemos nas entre palavras.
É explícito: nomeadamente de certa nacionalidade, confissão ou regra religiosa. Ou serão as pessoas de determinadas categorias? Categoria de traidor à Pátria?
Vamos continuar a permitir estas corrupções administrativas, do mau uso dos dinheiros públicos, morais e atentados ao nosso bem-estar psicológico?
Não Costa, não faça isso. Não mal gaste dinheiros que não são seus. Use bom senso na administração.
A "Casa de Brás de Albuquerque" foi construída em 1523 por D. Brás de Albuquerque, quem foi protegido do Rei D. Manuel.
Hoje também conhecida por Casa dos Diamantes, a Casa dos Bicos está localizada no Campo das Cebolas, a escassos 100 mts. do maravilhoso Terreiro do Paço.
Foi restaurada pela Câmara Municipal de Lisboa em colaboração com o Conselho de Europa em 1981.
Tem todos os predicados para ser considerada Património Nacional.
Agora, a Câmara Municipal de Lisboa decide investir apenas 1,4 milhões de euros na sua remodelação, para instalar a Fundação José Saramago.
José Saramago é um ilustre membro da história da literatura Portuguesa, distinguido em 1998 com a atribuição do Prémio Nobel da Literatura. Foi o nosso segundo Nobel.
O primeiro Nobel foi o reconhecido médico Dr. Egas Moniz, que foi proposto cinco vezes ao invejado prémio, sendo finalmente reconhecido em 1949, pela sua investigação e desenvolvimento na aplicação da lobotomia.
Esta eminente personalidade na esfera da medicina foi também uma figura de relevo na política. Fundou o Partido Republicano Centrista, apoiou o regime de Sidónio Pais, foi Embaixador de Portugal em Madrid em 1917 e Ministro dos Negócios Estrangeiros em 1918. Também foi escritor de várias obras literárias, destacando a "A nossa casa" e "Confidências de um investigador científico".
Aparte de duas estátuas, uma em frente à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e a outra no Hospital de Santa Maria, não houve maiores gastos do erário público.
Regressando a José Saramago, com essa atribuição esquecemos quem ele foi realmente:
Um renegado, que pretendia que Portugal perdesse a identidade para se transformar numa província de Espanha. (Consultar o jornal Barlavento)
Para cúmulo da nossa subserviência, as suas cinzas vão ser inumadas junto a este histórico Monumento Nacional, contrariando o Decreto-Lei 411/98, SECÇÃO II, Artigo 11º, ponto 1 – A inumação não pode ter lugar fora de cemitério público, devendo ser efectuada em sepultura, jazigo ou local de consumpção aeróbia de cadáveres.
Claro que há excepções, tal como as referidas na alinha b): A inumação em locais especiais ou reservados a pessoas de determinadas categorias, nomeadamente de certa nacionalidade, confissão ou regra religiosa, para tal autorizados pela câmara municipal respectiva.
Evidentemente que o Costa autorizou esta localização, só que a redacção da excepção, não é de forma alguma cumprida por este humano Saramago, por muito que rebusquemos nas entre palavras.
É explícito: nomeadamente de certa nacionalidade, confissão ou regra religiosa. Ou serão as pessoas de determinadas categorias? Categoria de traidor à Pátria?
Vamos continuar a permitir estas corrupções administrativas, do mau uso dos dinheiros públicos, morais e atentados ao nosso bem-estar psicológico?
Não Costa, não faça isso. Não mal gaste dinheiros que não são seus. Use bom senso na administração.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Futurologia SANTINA
Extractos das declarações mais convincentes algumas vez ouvidas:
Da entrevista ao Dr. Teixeira dos Santos, fiquei mais convencido de que o povo, nada sabemos de economia e muito menos de política.
Diz que tem a solução para a recuperação da economia e para o equilíbrio do nosso crédito nos mercados internacionais. Ainda bem, sinto-me mais tranquilo.
Nada disto é novidade pois este governo é o dono da verdade, deve tê-la adquirido em algum negócio desconhecido para nós, através duma PPP claro. Se assim foi, fomos nós que a compramos, pois como todos sabemos, as PPP são equações matemáticas que estão além da nossa capacidade de compreensão, mas somos nós quem as pagamos. Temos direito também a ser co-donos da verdade.
Mas nada sabemos da verdade. Ele, o digníssimo Ministro das Finanças é o único iluminado.
Claro que este OE (PEC - 4º) não atinge a classe média. Já fiz os meus cálculos e identifiquei que a classe média está no limiar dos rendimentos do salário mínimo. Todos os que auferem mais, já pertencem à classe alta. Tenho que sucumbir à sua verdade.
Para que Portugal seja acreditado nos mercados internacionais, teremos que proceder ajuizadamente, com consciência e para tal, aprovar o actual programa do OE.
Temos que cortar na despesa, o equivalente ao aumento da receita. Nada mais certo. Ainda bem que ele se lembrou deste pormenor.
Como cortar nas despesas sacrifica muita gente amiga, aumentamos a receita fiscal e mantemos o equilíbrio matemático.
Uma equação complexa, digna de tão destacado economista. Parabéns.
Claro que Portugal está nesta situação por causa dos submarinos, que desestabilizaram a economia e agora ele tem que resolver o problema. Onde já ouvi que vão comprar aviões?
Reconhece que o país pode perder a independência, se não conseguir aprovar o OE.
Está aberto a todas as sugestões e propostas do Dr. Eduardo Catroga mas este, tem que reconhecer que o seu OE é o único que pode impedir a entrada do FMI.
De que irão então falar se ele só vai ouvir, pois declarou que o seu "trabalho" é viabilizar este OE?
Suspender as PPP que já estão em curso é inviável, pois isso acarretaria custos muito elevados.
E as circunstâncias presentes? Não serão determinantes para que o bom senso predomine?
Haverá mais alguma jogada para os financiamentos das próximas eleições? Recordemos que as contas dos dinheiros gastos nas campanhas passadas, nunca foram apresentados duma forma clara e muito menos justificados.
Suspenderam o TGV mas não o troço Caia-Poceirão, cujos impactos futuros não têm influência (sic).
O BPN, necessita de mais um reforço de algumas dezenas de milhões, pouca coisa, para cumprir as normas exigidas aos bancos quanto ao seu fundo de reserva (para ser vendido a custo inferior).
Tampouco sabemos qual o fundo de reserva dos accionistas e as responsabilidades atribuídas às dezenas de administradores (ladrões?). Tantas cabeças pensantes (que roubaram?) saíram ilesas.
Alguém que se atreva a desmentir o que nos foi ensinado de berço: Que o crime não compensa.
Teremos logo a "Justiça" a julgar a escória da sociedade, pois a justiça é cega.
Recordam "Mandrake – o Mago", era ficção. Mas David Copperfield ou Luís de Matos não são ficção e talvez seja uma boa ideia contratá-los para fazerem desaparecer a dívida.
Quem os contratar será certamente o próximo Primeiro-Ministro.
Da entrevista ao Dr. Teixeira dos Santos, fiquei mais convencido de que o povo, nada sabemos de economia e muito menos de política.
Diz que tem a solução para a recuperação da economia e para o equilíbrio do nosso crédito nos mercados internacionais. Ainda bem, sinto-me mais tranquilo.
Nada disto é novidade pois este governo é o dono da verdade, deve tê-la adquirido em algum negócio desconhecido para nós, através duma PPP claro. Se assim foi, fomos nós que a compramos, pois como todos sabemos, as PPP são equações matemáticas que estão além da nossa capacidade de compreensão, mas somos nós quem as pagamos. Temos direito também a ser co-donos da verdade.
Mas nada sabemos da verdade. Ele, o digníssimo Ministro das Finanças é o único iluminado.
Claro que este OE (PEC - 4º) não atinge a classe média. Já fiz os meus cálculos e identifiquei que a classe média está no limiar dos rendimentos do salário mínimo. Todos os que auferem mais, já pertencem à classe alta. Tenho que sucumbir à sua verdade.
Para que Portugal seja acreditado nos mercados internacionais, teremos que proceder ajuizadamente, com consciência e para tal, aprovar o actual programa do OE.
Temos que cortar na despesa, o equivalente ao aumento da receita. Nada mais certo. Ainda bem que ele se lembrou deste pormenor.
Como cortar nas despesas sacrifica muita gente amiga, aumentamos a receita fiscal e mantemos o equilíbrio matemático.
Uma equação complexa, digna de tão destacado economista. Parabéns.
Claro que Portugal está nesta situação por causa dos submarinos, que desestabilizaram a economia e agora ele tem que resolver o problema. Onde já ouvi que vão comprar aviões?
Reconhece que o país pode perder a independência, se não conseguir aprovar o OE.
Está aberto a todas as sugestões e propostas do Dr. Eduardo Catroga mas este, tem que reconhecer que o seu OE é o único que pode impedir a entrada do FMI.
De que irão então falar se ele só vai ouvir, pois declarou que o seu "trabalho" é viabilizar este OE?
Suspender as PPP que já estão em curso é inviável, pois isso acarretaria custos muito elevados.
E as circunstâncias presentes? Não serão determinantes para que o bom senso predomine?
Haverá mais alguma jogada para os financiamentos das próximas eleições? Recordemos que as contas dos dinheiros gastos nas campanhas passadas, nunca foram apresentados duma forma clara e muito menos justificados.
Suspenderam o TGV mas não o troço Caia-Poceirão, cujos impactos futuros não têm influência (sic).
O BPN, necessita de mais um reforço de algumas dezenas de milhões, pouca coisa, para cumprir as normas exigidas aos bancos quanto ao seu fundo de reserva (para ser vendido a custo inferior).
Tampouco sabemos qual o fundo de reserva dos accionistas e as responsabilidades atribuídas às dezenas de administradores (ladrões?). Tantas cabeças pensantes (que roubaram?) saíram ilesas.
Alguém que se atreva a desmentir o que nos foi ensinado de berço: Que o crime não compensa.
Teremos logo a "Justiça" a julgar a escória da sociedade, pois a justiça é cega.
Recordam "Mandrake – o Mago", era ficção. Mas David Copperfield ou Luís de Matos não são ficção e talvez seja uma boa ideia contratá-los para fazerem desaparecer a dívida.
Quem os contratar será certamente o próximo Primeiro-Ministro.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Dr. Passos Coelho
Carta aberta à nossa esperança:
Acabo de ouvir com muita atenção o seu discurso, Dr. Coelho.
Foi eloquente e assertivo, ao adoptar uma posição condicionante à aprovação do OE.
A sua postura radical contraria os superiores interesses da nação, porque a responsabilidade das asseverações proferidas são dirigidas aos políticos no poder, que não tem ouvidos a opiniões discordantes.
O resultado vai ser a negativa do governo às condições apresentadas e por consequência a reprovação do OE.
Do desastre temido, passámos à concretização do seu anúncio oficial.
Estamos habituados a ser ludibriados pela generalidade da classe política e a actual no poder, é um exemplo marcante desta tónica. Devia estar em conhecimento deste particular.
As suas palavras também foram ouvidas por um povo civilizado e carente da independência económica que a mensagem deveria prometer.
Sucede que a nossa civilidade já está em causa há muitos anos e sem esperanças de melhoria. Deveria pois Dr. Coelho, ter sido determinado e anunciar um NÃO rotundo à continuação das conversações com o governo e viabilizar o OE, na redacção actual.
Também aprova o aumento do IVA?
Em que circunstâncias, o aumento da carga fiscal revigora a economia?
Vamos ter menos consumo interno, mais despedimentos e menos investimentos produtivos.
Não espera então, a confiança do seu povo.
Referiu a humildade na sua posição. Mais um erro, porque a humildade segundo o seu sinónimo literal, significa o reconhecimento de um sentimento de inferioridade, submisso.
Certamente que não se referia à modéstia, pois esta está associada à condição baixa, economicamente falando, que não é a sua.
Pareceu-me ser um discurso ingénuo. Será o gozo do governo e um desgosto para os portugueses.
Precisamos de líderes com uma atitude determinada e confiante, que se veja, que se sinta e até que se cheire nos seus poros dérmicos.
O líder do governo tem essa postura e só cairá pelos excessos cometidos.
Por favor Dr. Coelho, mude já antes que seja tarde.
Acabo de ouvir com muita atenção o seu discurso, Dr. Coelho.
Foi eloquente e assertivo, ao adoptar uma posição condicionante à aprovação do OE.
A sua postura radical contraria os superiores interesses da nação, porque a responsabilidade das asseverações proferidas são dirigidas aos políticos no poder, que não tem ouvidos a opiniões discordantes.
O resultado vai ser a negativa do governo às condições apresentadas e por consequência a reprovação do OE.
Do desastre temido, passámos à concretização do seu anúncio oficial.
Estamos habituados a ser ludibriados pela generalidade da classe política e a actual no poder, é um exemplo marcante desta tónica. Devia estar em conhecimento deste particular.
As suas palavras também foram ouvidas por um povo civilizado e carente da independência económica que a mensagem deveria prometer.
Sucede que a nossa civilidade já está em causa há muitos anos e sem esperanças de melhoria. Deveria pois Dr. Coelho, ter sido determinado e anunciar um NÃO rotundo à continuação das conversações com o governo e viabilizar o OE, na redacção actual.
Também aprova o aumento do IVA?
Em que circunstâncias, o aumento da carga fiscal revigora a economia?
Vamos ter menos consumo interno, mais despedimentos e menos investimentos produtivos.
Não espera então, a confiança do seu povo.
Referiu a humildade na sua posição. Mais um erro, porque a humildade segundo o seu sinónimo literal, significa o reconhecimento de um sentimento de inferioridade, submisso.
Certamente que não se referia à modéstia, pois esta está associada à condição baixa, economicamente falando, que não é a sua.
Pareceu-me ser um discurso ingénuo. Será o gozo do governo e um desgosto para os portugueses.
Precisamos de líderes com uma atitude determinada e confiante, que se veja, que se sinta e até que se cheire nos seus poros dérmicos.
O líder do governo tem essa postura e só cairá pelos excessos cometidos.
Por favor Dr. Coelho, mude já antes que seja tarde.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
País de Mentecapos
Esta interpretação do nosso povo, já deixou de ser a retórica política utilizada com o fim de controlarem as nossas mentes, para tornar-se numa situação de facto.
Os diversos partidos no poder depois da Revolução pela Liberdade de 25 de Abril, sempre agiram como se tal o fôssemos. Herança Salazarista de dominância doméstica.
A história é bastante elucidativa e as consequências estão neste momento a ser vividas por todos.
Sempre fomos tratados com atrasados mentais, por todos os partidos e governantes no poder.
Sempre nos intoxicaram com conceitos adaptados às realidades das conveniências políticas do momento e sempre sucumbimos ao poder da informação que recebíamos.
Hoje discute-se o orçamento e já começaram os média a intoxicar-nos com informações orientadas no sentido de nos envolvermos emocionalmente contra o governo.
Toda esta propaganda só pode ter o objectivo de não deixarmos passar o OE.
Reprovar o OE será o maior erro da nação.
É o derradeiro truque do PS para assumir uma nova liderança e como já sabemos não é a que convém à nação.
Faço um apelo a todos os partidos esclarecidos, que aprovem ou viabilizem pela abstenção, a aprovação final do OE.
O PS que assuma as consequências da sua política, neste terreno e agora.
Provemos à comunidade, que somos crescidos politicamente e que sabemos dizer basta.
Os diversos partidos no poder depois da Revolução pela Liberdade de 25 de Abril, sempre agiram como se tal o fôssemos. Herança Salazarista de dominância doméstica.
A história é bastante elucidativa e as consequências estão neste momento a ser vividas por todos.
Sempre fomos tratados com atrasados mentais, por todos os partidos e governantes no poder.
Sempre nos intoxicaram com conceitos adaptados às realidades das conveniências políticas do momento e sempre sucumbimos ao poder da informação que recebíamos.
Hoje discute-se o orçamento e já começaram os média a intoxicar-nos com informações orientadas no sentido de nos envolvermos emocionalmente contra o governo.
Toda esta propaganda só pode ter o objectivo de não deixarmos passar o OE.
Reprovar o OE será o maior erro da nação.
É o derradeiro truque do PS para assumir uma nova liderança e como já sabemos não é a que convém à nação.
Faço um apelo a todos os partidos esclarecidos, que aprovem ou viabilizem pela abstenção, a aprovação final do OE.
O PS que assuma as consequências da sua política, neste terreno e agora.
Provemos à comunidade, que somos crescidos politicamente e que sabemos dizer basta.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
O Coelho e os Banqueiros
Fábula nacional contemporânea com resultados trágicos também, para as gerações vindouras. Com outros protagonistas, por exemplo O Coelho e os Lobos, teria outro desenlace certamente. Nesta versão, o conto é mais cruel e envolve o futuro deste país.
A expectativa criada à volta da passada reunião, gerou uma ansiedade nociva e perturbadora para quase todos.
Não há motivos para alarmes, apenas sucedeu o expectável:
Banqueiros: Dr. Coelho, se pretende ser o próximo primeiro-ministro,
1- Viabilize o orçamento sem mais delongas.
2- Reduza a carga do governo no orçamento do estado. Nós assumimos os gestores.
3- Privatize a TAP, ANA, RDP, CGD e a GALP.
4- Mantenha estas… parcerias Público-privadas.
5- Não suspenda as grandes obras públicas, tais como o TGV, a Ponte e o Aeroporto. Nós financiaremos as empresas "seleccionadas" nos concursos fechados, com baixos juros.
6- Não onere os nossos lucros.
7- Não termine com as offshores.
8- Mantenha o actual Governador do Banco de Portugal.
9- Altere a Lei do Trabalho.
10- Agilize a justiça e simplifique a burocracia do estado.
Coelho: Meus senhores, peço que:
1- Facilitem os financiamentos às PME's e reduzam os seus custos financeiros.
2- Facilitem o crédito à habitação e ao consumo, com juros preferenciais. Necessito de reactivar a economia interna.
3- Regressem os capitais colocados nos offshores. O fisco não os majorará, e criaremos leis fiscais protectoras para os investirem nos Títulos da Dívida Pública.
4- Permitam-me aumentar a majoração dos vossos lucros em 2%.
5- Permitam que alguns dos vossos gestores, sejam apresentados a tribunal.
Resposta dos banqueiros: Cumpra primeiro e estudaremos as suas propostas oportunamente.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Biltres ou não?
Houve uma época da minha vida, em que os comportamentos das pessoas eram considerados segundo os padrões estabelecidos pela sociedade civilizada e sofriam as consequências da sua marginalização.
A nossa sociedade mudou muito nestes últimos anos, mas será possível que o vilipêndio seja a tónica dos nossos governantes? Ainda não tenho a resposta.
Tive a oportunidade de ouvir os comentários do Dr. Carlos Moreno, relacionados com a presentação do seu livro.
Relatos de análises aos "negócios" do governo, má gestão e piores consequências para o país.
É uma agressão para a actual sociedade, supostamente mais evoluída e civilizada, ouvir, que como Juiz do Tribunal de Contas não tem poderes de investigação e punitivos.
Certamente será correcta a sua asseveração, mas terá sido também correcto ao referir-se sobre os diversos casos, cujo pronunciamento do Tribunal de Contas, seriam de falta de senso na gestão e utilização do dinheiro do povo?
Tampouco tem a competência de denúncia para que o Ministério Público se pronuncie?
Para que serve então o Tribunal de Contas?
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Estoicidade Chilena
É admirável a firmeza deste povo, que através do seu Presidente Sebastián Piñera, prometeu a todos que lograriam salvar os seus mineiros.
Sem hesitações pediu ajuda internacional e recebeu as respostas da África do Sul na primeira etapa e, dos Estados Unidos da América, na conclusão desta vitória.
Piñera está no terreno junto aos seus mineiros, recebendo-os com todas as condições de assistência imediata, que demonstram ao mundo a capacidade de resposta deste país face às adversidades.
É uma operação que requereu duma tecnologia, logística e de recursos humanos de tal envergadura, que nos leva a pensar no Chile como um país de elevado gabarito.
A criação do acampamento Esperança é um exemplo para o mundo da capacidade dum povo unido.
Entrarão para o Guinness World Records em várias categorias.
A capacidade psicológica dos mineiros para superar este acidente é invejável.
Parabéns Chile, parabéns Presidente Sebastián Piñera.
Emocionado, agradeceu publicamente aos países que os ajudaram directamente e a quem enviou mensagens de apoio e felicitações pela vitória alcançada.
Constatei que não mencionou Portugal, terá sido uma omissão ou não?
Sabemos que Portugal conquistou um lugar no Conselho de Segurança da ONU, graças ao pedido feito por Espanha aos países da América Latina, para votarem em Portugal.
Será que o nosso governo esqueceu isso ou somos tão importantes por haver conquistado o 2º lugar na classificação do grupo para o Mundial de Futebol, que tudo o demais é secundário?
Somos solidários e agradecidos com quem?
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Saúde em Portugal
Sempre ouvi o governo dizer que Portugal, tem um dos melhores sistemas de saúde do mundo.
Comparam com alguns países do hemisfério sul e ficam convencidos do que dizem.
Agora pretendo falar ao Povo Português da "minha" verdade do nosso sistema de saúde.
A nossa Constituição contradiz os nossos direitos à saúde.
Artigo 64º - 2 O direito à protecção da saúde é realizado: a) Através de um serviço nacional de saúde universal e geral e, tendo em conta as condições económicas e sociais dos cidadãos, tendencialmente gratuito; mas no mesmo
Artigo 64º - 3 Para assegurar a direito à protecção da saúde, incumbe prioritariamente ao estado: a) Garantir o acesso de todos os cidadãos, independentemente da sua condição económica, aos cuidados da medicina preventiva, curativa e de reabilitação.
O Sistema Nacional de Saúde, está dividido desta forma:
1- Hospitais públicos, cuja eficiência depende apenas dos profissionais de saúde.
2- ADSE, privilegiando apenas determinadas classes sociais.
3- SAMS, privilegiando apenas uma determinada classe social.
4- Hospitais privados, apenas ao alcance de alguns.
Esta divisão do sistema de saúde, tem funcionado duma forma satisfatória, salvo os hospitais públicos.
O governo pretende desde há uns meses acabar com a ADSE e agora com o SAMS.
É uma medida de carácter universal, que tem por fim, igualar os direitos de todos os cidadãos segundo a Constituição. A partir de agora vamos ser todos iguais, salvo claro, aqueles que podem pagar os hospitais privados.
Desta forma o governo arrecada mais dinheiro e a protecção da saúde será igual à dos hospitais públicos.
Não constroem mais hospitais públicos porque não têm dinheiro. Construíram o de Cascais que é um edifício muito bonito mas apenas isso, pois não é funcional segundo a opinião de profissionais de saúde que nele laboram. Certamente a construção foi adjudicada por conveniências económicas e não pela funcionalidade e eficiência requeridas a um hospital.
O serviço nacional de saúde vai de mal em pior. Temos que fazer sacrifícios, porque o dinheiro não é suficiente. As prioridades são as mordomias, os institutos redundantes, carros, etc.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Direito à greve
A nossa Constituição no artigo 57º ponto 1, garante aos trabalhadores o direito à greve.
Que bom para nós podermos fazer greves. Falta-nos o dinheiro, fazemos uma greve. Mudam os horários, fazemos uma greve. Alteram as condições laborais, fazemos uma greve. As empresas vão à falência, fazemos uma greve. Suspendem os prémios de assiduidade, fazemos uma greve... PRÉMIOS DE ASSIDUIDADE... acaso os trabalhadores não serão pagos para ser assíduos, acaso alguém merece prémios para cumprir o trabalho para o qual foi contratado?
Talvez os sindicatos tenham outra interpretação das obrigações dos trabalhadores.
Enfim, avizinha-se outra greve e parece que a TAP também vai alinhar. Que bom. Menos dias de trabalho.
E porque não a RTP, REFER, CARRIS, professores, profissionais de saúde, (a polícia já fez e ganhou) etc.? afinal todos temos razão para nos queixarmos. Vamos todos fazer greve e reivindicar os nossos direitos.
AVANTE CAMARADAS, PAREMOS O PAÍS, CONTRA OS (?) MARCHAR!
Mas, no mesmo artigo 57º da nossa envelhecida Constituição, no ponto 2 refere que:
Compete aos trabalhadores definir o âmbito de interesses a defender através da greve...
...crêem trabalhadores que o âmbito dos interesses a defender, se coaduna com os interesses do país?
Penso que de maneira alguma seja oportuno na actual situação periclitante da nossa economia, fazer greves. E o resto do país como fica? Pior!
O país somos todos nós. Até aqueles que não trabalham, doentes, reformados, etc., vamos pagar os custos desta greve. Vai faltar ainda mais dinheiro para sufragar os gastos essenciais das restantes classes.
Decerto estarão em conhecimento de que o dinheiro não nasce da terra e mesmo que assim fosse, como está a agricultura, duvido que resolvessem a situação.
O dinheiro virá de todos os trabalhadores, doentes e reformados pelo novo aumento de impostos.
Trabalhadores, parem e digam aos líderes dos sindicatos, que vocês é que sofrem, porque para eles está tudo bem. Sempre terão casa e comida e melhor protagonismo político. É a missão deles, os trabalhadores são a sua ferramenta de trabalho.
Corrijo: os trabalhadores são o meio para alcançar os seus objectivos.
Apelo ao Portugal responsável:
Façamos uma contra greve. Saiamos à rua para manifestar que não queremos mais greves por agora.
Num Domingo de preferência, para não prejudicar mais o estado e as empresas.
Também podemos manifestar a nossa contrariedade, duma forma mais ruidosa e diária:
Comecemos a buzinar todos os dias e em todos os locais permitidos pela lei.
Não paremos de buzinar, até que alguém do governo e dos sindicatos, venham dizer que entenderam a mensagem e que vão corrigir os erros JÁ.
Que bom para nós podermos fazer greves. Falta-nos o dinheiro, fazemos uma greve. Mudam os horários, fazemos uma greve. Alteram as condições laborais, fazemos uma greve. As empresas vão à falência, fazemos uma greve. Suspendem os prémios de assiduidade, fazemos uma greve... PRÉMIOS DE ASSIDUIDADE... acaso os trabalhadores não serão pagos para ser assíduos, acaso alguém merece prémios para cumprir o trabalho para o qual foi contratado?
Talvez os sindicatos tenham outra interpretação das obrigações dos trabalhadores.
Enfim, avizinha-se outra greve e parece que a TAP também vai alinhar. Que bom. Menos dias de trabalho.
E porque não a RTP, REFER, CARRIS, professores, profissionais de saúde, (a polícia já fez e ganhou) etc.? afinal todos temos razão para nos queixarmos. Vamos todos fazer greve e reivindicar os nossos direitos.
AVANTE CAMARADAS, PAREMOS O PAÍS, CONTRA OS (?) MARCHAR!
Mas, no mesmo artigo 57º da nossa envelhecida Constituição, no ponto 2 refere que:
Compete aos trabalhadores definir o âmbito de interesses a defender através da greve...
...crêem trabalhadores que o âmbito dos interesses a defender, se coaduna com os interesses do país?
Penso que de maneira alguma seja oportuno na actual situação periclitante da nossa economia, fazer greves. E o resto do país como fica? Pior!
O país somos todos nós. Até aqueles que não trabalham, doentes, reformados, etc., vamos pagar os custos desta greve. Vai faltar ainda mais dinheiro para sufragar os gastos essenciais das restantes classes.
Decerto estarão em conhecimento de que o dinheiro não nasce da terra e mesmo que assim fosse, como está a agricultura, duvido que resolvessem a situação.
O dinheiro virá de todos os trabalhadores, doentes e reformados pelo novo aumento de impostos.
Trabalhadores, parem e digam aos líderes dos sindicatos, que vocês é que sofrem, porque para eles está tudo bem. Sempre terão casa e comida e melhor protagonismo político. É a missão deles, os trabalhadores são a sua ferramenta de trabalho.
Corrijo: os trabalhadores são o meio para alcançar os seus objectivos.
Apelo ao Portugal responsável:
Façamos uma contra greve. Saiamos à rua para manifestar que não queremos mais greves por agora.
Num Domingo de preferência, para não prejudicar mais o estado e as empresas.
Também podemos manifestar a nossa contrariedade, duma forma mais ruidosa e diária:
Comecemos a buzinar todos os dias e em todos os locais permitidos pela lei.
Não paremos de buzinar, até que alguém do governo e dos sindicatos, venham dizer que entenderam a mensagem e que vão corrigir os erros JÁ.
sábado, 9 de outubro de 2010
O desastre iminente e o Presidente
Estamos à beira do precipício e o governo quer dar um passo em frente, na esperança de que o pára-quedas funcione.
O PSD não impede o governo de dar o fatal passo, esperando que rebente duma vez, para assumir o poder.
O Presidente assiste sem intervir, na expectativa de que o bom senso impere e esperando não manchar a sua imaculada imagem.
ESTÃO TODOS DESVAIRADOS PELO PODER
Nenhum dos partidos quer retractar-se e corrigir a situação, porque é mais importante a próxima eleição. O povo que aguente, porque eles sempre têm a comida no prato e a casa paga.
Têm a esperança que depois da tempestade venha a bonança, só que como sempre, estão fora de tempo. A tempestade ainda não veio e depois da primeira virão outras, sem bonança à vista.
A nossa democracia começou mal e continua mal. Jamais houve vontade política de a corrigir e de adaptá-la às exigências dos novos modelos económicos e sociais europeus.
O Presidente sabe o que deve ser feito mas a Constituição não o permite, nem vão tocar nos mecanismos que dêem poder ao presidente para actuar nestas circunstâncias.
O caos é visível. A solução é do conhecimento de alguns. Que fazer?
Proposta para o povo:
1º Exigir ao Presidente, em uso do seu cargo de Comandante Supremo das Forças Armadas, a declaração do estado de sobrevivência, omitindo o pronunciado nos artigos 19º e 138º da Constituição, invalidando assim a anuência da Assembleia ou da Comissão Permanente, que unicamente refere o estado de sítio ou de emergência.
Não proponho um golpe de estado militar, apenas uma remodelação desta democracia podre.
2º Criar um governo de supervisão presidencial por um período de 36 meses, nomeando um colégio executivo presidido pelo presidente da Assembleia e formado por tecnocratas esclarecidos, políticos ou não. Desta forma, acalma os defensores dos Direitos Humanos.
3º Executar desde já, as fórmulas económicas e sociais recomendadas pelo FMI, antes que eles venham tomar conta de nós. A Constituição não prevê a chefia do FMI na governação, mas todos sabemos que isso passará, só que duma forma camuflada.
4º Suspender as eleições presidenciais, durante o mesmo período.
5º Exigir ao Presidente que salve o país, pois é o único representante legítimo do povo.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Muro contra o FMI
A solução para impedir a entrada do FMI, é a reorganização imediata do Estado.
É uma responsabilidade das classes influentes: Presidente, governo, banca, empresas e trabalhadores.
Responsabilidades do Presidente:
É-lhe exortado pelo povo que ouviu o seu juramento de posse, que assuma a responsabilidade efectiva, eficaz e eficiente, na exigência ao governo do cumprimento dos princípios fundamentais da nossa Constituição, descritos na Parte I - Direitos e deveres fundamentais, títulos I, II e III.
Responsabilidades do Governo:
1º Não pensar nos próximos votos e salvar o país hoje.
2º Cumprir os preceitos constitucionais antes referidos, trabalho, justiça, segurança, etc.
3º Parar já todos os novos projectos e controlar as derrapagens dos que estão em curso.
4º Propor à Assembleia a redução dos deputados, para o mínimo que a constituição estipula, 180, eliminando os 50 que estão a mais. O povo não sentirá a falta deles.
5º Eliminar as parcerias público/privadas, ainda à custa da falência de algumas.
6º Privatizar a TAP, RTP e outras instituições que tenham fins comerciais ou de serviços.
7º Suspender até ao equilíbrio comprovado da economia, os encargos com os subsídios das inúmeras Fundações, encerrar as entidades paralelas que são coito de fiéis e as ajudas a outros países.
8º Eliminar as assessorias paralelas, que fazem o trabalho que compete à Assembleia.
9º Suspender os direitos adquiridos dos trabalhadores, e aplicar estas medidas transitórias:
9º.1 Suspender o 13º e o 14º mês. Esta medida inclui os privados.
9º.2 Eliminar os prémios de produtividade, gastos de representação e outras mordomias, chocantes para o povo carenciado. Se foram contratados, foi para serem eficientes. Estas medidas, incluem os privados.
9º.3 Despedir com justa causa os prevaricadores e não mudar-lhes o "tacho".
9º.4 Terminar com as frotas de carros para fins particulares, assim como o "truque" que a maioria dos gestores das empresas públicas usam, que no fim dos leasings ficam com os mesmos carros, pelos valores residuais mínimos.
10º Aumentar o salário mínimo a 600 euros.
11º Aumentar as reformas abaixo do salário mínimo, em 20%.
12º Alterar o IRS, desta forma:
12º.1 O ingresso familiar somatório de ordenados, subsídios e reformas, dividido pelo agregado total, descendentes dependentes e ascendentes. Este valor será a base tributável.
12º.2 Reduzir a percentagem dos escalões já existentes em 5%.
12º.3 Criar um escalão de 50%, para os trabalhadores que auferem entre 200.000 e 500.000 euros.
12º4 Criar um escalão de 60%, para os trabalhadores que aufiram mais de 500.000 euros.
12º5 Taxar o património imobiliário, depois da 1ª habitação duma forma exponencial, classificando-os por habitações, escritórios ou locais comerciais, onerando-os doutra forma.
13º Eliminar os encargos das empresas, de 24% do ordenado do trabalhador, para com a segurança social.
14º Alterar a Lei do IVA. Já manifestei a minha opinião em quanto aos valores, em artigo anterior.
15º Subsidiar a totalidade dos artigos escolares, às famílias cuja base tributável, estejam abaixo do 1º escalão do IRS.
16º Subsidiar a totalidade da medicação, aos reformados que recebem pensões abaixo do salário mínimo.
17º Obrigar as empresas a criarem um fundo de reserva laboral de 10%, para enfrentarem os encargos com os despedimentos.
18º Obrigar as empresas, a que 10% da base tributável seja distribuída proporcionalmente pelos trabalhadores.
19% Obrigar os culpados de má gestão e de falências fraudulentas, a indemnizar o estado com o seu património particular e nos casos de o não haver, com sanções de impossibilidade e voltarem a trabalhar para o Estado ou de fundar novas empresas.
20% Agilizar a burocracia e garantir a eficiência da justiça.
Banca:
Ponto único: Sacrificar parte dos dividendos, reduzindo os "spreads", para ajudar a rentabilidade das empresas e criarem mais oportunidades de empréstimos a particulares. Permitirá mais circulante na rua, maior consumo e mais pedidos de empréstimos. A multiplicação dos dividendos será directamente proporcional, aos empréstimos efectuados.
Empresas:
1º Podem optimizar os recursos laborais e aumentar os ordenados dos trabalhadores.
2º Com menos impostos, podem investir mais em tecnologia e em novos serviços.
3º Podem contratar mais empregados efectivos, diminuindo os contratos a prazo, que por vezes obriga a perder bons trabalhadores, por as renovações expirarem. Dão mais garantias de continuidade aos trabalhadores e um maior investimento na formação adequada.
4º Terão trabalhadores mais dedicados, com a vantagem de que e a tranquilidade da permanência no trabalho, aumenta a produtividade.
5º Não terão a necessidade de evadir as contratações pelo castigo de pagarem segurança social injusta que não beneficiam. Desta forma o Estado cobrará mais IRS aos trabalhadores legais.
6º A distribuição real de 10% da base tributável pelos trabalhadores aumentará a procura dos trabalhadores mais qualificados, pelas empresas mais rentáveis.
Trabalhadores:
1º Pagam a factura da eleição.
2º Sacrificando dois ordenados por ano, aumenta o emprego no país, aumentam os ordenados e as pensões dos mais carenciados, evitando o aumento do IRS e a baixa dos salários em geral.
3º Sacrificam as férias e as prendas de Natal, em pró da recuperação económica e produtiva do país.
4º Aceitando estes sacrifícios, têm mais garantias de continuarem a ter empregos.
É uma solução de emergência, que permitirá a redução no desemprego, gerando menos encargos para Segurança Social e um aumento efectivo na receita do IRS, pois haverá mais trabalhadores legais e a ganharem mais.
As empresas terão menos atracção pela fuga aos impostos, o que provê mais receita no IRC.
Diminui a capacidade de aforro mas aumenta o consumo interno, salvando as PME da falência iminente.
Aumenta o movimento bancário interno, que ganharão mais pelo aumento do volume das operações, por terem custos inferiores para as empresas e cujos rendimentos serão nacionais, beneficiando o Estado dessa receita adicional.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
O "papão" FMI
O Fundo Monetário Internacional, é um papão por comilão.
Ele já cá está indirectamente e iremos receber a sua visita em breve, porque nos portamos mal.
Não o confundam com o papão para meter medo. Não devemos ter medo do FMI, porque ele não assusta nem é um fantasma. Não assusta porque já o conhecemos.
Endireitará o país desta forma e com estas consequências para o governo e para o povo:
Governo:
1º Suspensão imediata de todas as obras públicas em concurso.
2º Análise destas obras em curso, para a consideração da sua possível suspensão, dos valores contratados e o controlo das folclóricas derrapagens.
3º Análise da eficiência dos trabalhadores públicos e redução dos quadros em excesso.
4º Eliminação das instituições redundantes dentro da administração.
5º Privatização de todas as empresas do estado, que apresentem prejuízos.
6º Eliminação das parcerias público / privadas.
7º Redução imediata nos gastos sociais, com maior incidência nos subsídios.
8º Eliminação das folclóricas fundações, sugadoras do erário público.
9º Suspensão imediata da aquisição de bens móveis e imóveis e venda dos excedentes.
10º Controlo sobre a reformas duplas e triplas, dependentes da administração do estado.
11º Redução nas importações de produtos considerados de luxo.
12º Recomendações para a reforma da Administração, Justiça e Segurança Pública.
Povo:
1º Aumento do desemprego, que estimo cerca dos 20%.
2º Redução dos ordenados e privilégios especiais.
3º Despedimentos massivos sem as actuais indemnizações.
4º Convulsões sociais violentas, com a violação da integridade dos bens de terceiros.
5º Suicídios.
Não devemos ter medo do FMI, devemos sim, gritar bem alto NÃO AO FMI e obrigar o governo a agir de imediato.
Manifestemo-nos não como partidos ou sindicatos, mas como povo livre, exigente dos seus direitos já consagrados na constituição.
Nota: Há formas de evitar este desastre, que apresentarei num próximo artigo.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Justiça cega vs. I.V.A. anti-social
Desde o 25 de Abril de 1974, acção cognominada "Revolução dos cravos" (para mim República Livre), que a justiça deixou de ser cega para o povo comum, mantendo-se para a oligarquia.
Este é um facto histórico do conhecimento geral. Se é verdadeiro ou não carece de importância, porque o descrédito na justiça, está instaurado na cidadania desde essa data.
Nada podemos fazer, enquanto o Procurador Geral for "seleccionado" e não eleito pelos seus méritos, para o cargo mais importante do país: Chefe do Ministério Público.
Sim é o cargo mais importante, porque o artigo 202º da Constituição, define que os tribunais são independentes e órgãos de soberania representativa do povo(qual povo?).
Nem o Presidente e muito menos a Assembleia, o podem contradizer ou orientar segundo a Constituição.
Será que o (alguém do)povo ou quem o elege pode?
Desconheço a resposta, mas sei que está algures, entre os seus deveres e o que a justiça faz.
Quanto ao IVA, é um imposto cego mas pode deixar de o ser, se o classificarmos doutra forma:
1º Se todas as compras são majoradas com este imposto de transacção, também todas as empresas deveriam poder descontá-lo. Não é legítimo em base ao seu conceito, que algumas entidades paguem o IVA e tenham que o suportar nos seus gastos.
2º A taxa reduzida, deve ser de 5%, sendo ampliada a todos os produtos de bens essenciais para a sobrevivência do povo, incluindo os medicamentos, produtos escolares, segunda habitação e imóveis para escritórios ou comércio em geral, etc.
3º A taxa intermédia, deve ser de 10%. Incluir o combustível em geral. Os produtos classificados, deveriam ser revistos.
4º A taxa normal, deve ser de 20%. Os produtos classificados, deveriam ser revistos.
Novas taxas:
5º Taxa superior de 30%, onde seriam incluídos o vestuário de marcas exclusivas, mobiliário, viaturas, bicicletas e motociclos até 100.000 euros de valor base(tirar a majoração do I.A.), armas, artigos de desporto, etc.
6º Taxa de luxo de 50%, onde seriam incluídas as jóias (ex: minerais valiosos, relógios, etc.), viaturas de valor base superior a 100.000 euros, qualquer tipo de barcos de recreio, etc.
Desta forma este injusto e desequilibrado imposto, deixaria de ser cego, para ser dirigido às classes priviligiadas.
Este é um facto histórico do conhecimento geral. Se é verdadeiro ou não carece de importância, porque o descrédito na justiça, está instaurado na cidadania desde essa data.
Nada podemos fazer, enquanto o Procurador Geral for "seleccionado" e não eleito pelos seus méritos, para o cargo mais importante do país: Chefe do Ministério Público.
Sim é o cargo mais importante, porque o artigo 202º da Constituição, define que os tribunais são independentes e órgãos de soberania representativa do povo(qual povo?).
Nem o Presidente e muito menos a Assembleia, o podem contradizer ou orientar segundo a Constituição.
Será que o (alguém do)povo ou quem o elege pode?
Desconheço a resposta, mas sei que está algures, entre os seus deveres e o que a justiça faz.
Quanto ao IVA, é um imposto cego mas pode deixar de o ser, se o classificarmos doutra forma:
1º Se todas as compras são majoradas com este imposto de transacção, também todas as empresas deveriam poder descontá-lo. Não é legítimo em base ao seu conceito, que algumas entidades paguem o IVA e tenham que o suportar nos seus gastos.
2º A taxa reduzida, deve ser de 5%, sendo ampliada a todos os produtos de bens essenciais para a sobrevivência do povo, incluindo os medicamentos, produtos escolares, segunda habitação e imóveis para escritórios ou comércio em geral, etc.
3º A taxa intermédia, deve ser de 10%. Incluir o combustível em geral. Os produtos classificados, deveriam ser revistos.
4º A taxa normal, deve ser de 20%. Os produtos classificados, deveriam ser revistos.
Novas taxas:
5º Taxa superior de 30%, onde seriam incluídos o vestuário de marcas exclusivas, mobiliário, viaturas, bicicletas e motociclos até 100.000 euros de valor base(tirar a majoração do I.A.), armas, artigos de desporto, etc.
6º Taxa de luxo de 50%, onde seriam incluídas as jóias (ex: minerais valiosos, relógios, etc.), viaturas de valor base superior a 100.000 euros, qualquer tipo de barcos de recreio, etc.
Desta forma este injusto e desequilibrado imposto, deixaria de ser cego, para ser dirigido às classes priviligiadas.
Presidente vs. Assembleia = Corrupção
1º- Elegemos o Presidente da República, cuja obrigação é a defesa da nossa Constituição. Devido às diversas alterações efectuadas à Carta Magna, este nosso representante legítimo, tem vindo a ser cada vez mais limitado nas suas competências.
2º- Elegemos uma Assembleia por cores partidárias. Os deputados que a compôem, são ilustres desconhecidos e seleccionados a dedo(leia-se: garantia de submissão), pelo cabecilha do grupo colorido eleito. Estes auto-denominados "representantes do povo", ignorantes políticos na generalidade, alguns profissionais da deputação, assumem o poder para "atar as mãos" ao nosso Presidente legítimamente eleito.
3º- A corrupção da integridade do nosso voto, manifesta-se no processo da representação efectiva dos cidadãos, na eleição dos representantes da cadeia de mando, que resulta nula no terreno.
Moral: Não temos poder eleitoral efectivo.
2º- Elegemos uma Assembleia por cores partidárias. Os deputados que a compôem, são ilustres desconhecidos e seleccionados a dedo(leia-se: garantia de submissão), pelo cabecilha do grupo colorido eleito. Estes auto-denominados "representantes do povo", ignorantes políticos na generalidade, alguns profissionais da deputação, assumem o poder para "atar as mãos" ao nosso Presidente legítimamente eleito.
3º- A corrupção da integridade do nosso voto, manifesta-se no processo da representação efectiva dos cidadãos, na eleição dos representantes da cadeia de mando, que resulta nula no terreno.
Moral: Não temos poder eleitoral efectivo.
domingo, 3 de outubro de 2010
Publicação do Público
Fernando Lamas e Amílcar Barreira abandonados em Angola no Verão de 1975, de 06/08/2009 por Maria José Oliveira.
Devo felicitar a autora do artigo pela sua publicação. No entanto, faço o reparo a que os últimos prisioneiros, chegamos em Outubro (Outono) de 1977.Pessoalmente não fui assediado pela PJM, mas sim pelo COPCON, representados por um Coronel e um Major, à minha chegada ao aeroporto de Lisboa.
Depois de três anteriores simulacros de embarque desde Luanda, com o bilhete de passagem em mão, vi o avião que me deveria transportar de regresso a Lisboa despegar, enquanto me levavam de regresso à Casa de Reclusão de Luanda.
Tremenda tortura psicológica.
Porquê? Pois o Governo de Portugal, impedia o meu embarque.
Quando cheguei só me esperavam poucos familiares directos (já não acreditavam na informação pública do meu regresso) e apenas um fotógrafo jornalista, cujo rolo lhe foi confiscado pelo Major.
Como já havia encerrado o IARN, e o COPCON me exigiu um compromisso por escrito, em como jamais denunciaria, nem falaria aos média sobre as atrocidades sofridas e as responsabilidades do Governo Português na cumplicidade da minha prisão, pedi em contrapartida, para justificar junto do IARN o meu atraso na solicitação de apoios, uma declaração explicativa.
O Governo Português, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, declarou que eu havia estado detido pelas autoridades da República Popular de Angola, a partir de Setembro de 1975, até ao dia 5 e Outubro de 1977.
A independência de Angola foi a 11 de Novembro de 1975.
Esta foi a melhor manifestação da soberania Portuguesa, no "reinado" do Mário Soares e seus acólitos.
Sofri pressões e ameaças (de morte acidental) pessoais e de criarem incómodos à minha família, senão lhes devolvesse a referida declaração, com promessas de que tudo fariam para me compensar económicamente.
Como não acedi, adverti-os de que se me acontecesse algo ao atravessar a rua, que a declaração que haviam feito e a minha denúncia contra eles, por nomes e conversas gravadas em segredo, estavam em poder de três distintos advogados, um já eles tinham identificado, com instruções para procederem à publicação da minha mensagem e consequente acusação contra o Estado Português, se acaso eu perecesse, até por um casual ataque de tosse.
Em virtude deste enfrentamento, o Major aconselhou-me a abandonar o país até a situação arrefecer.
Fui para a Venezuela e por lá fiquei durante 16 anos.
Ainda tenho a declaração em cofre bancário, cuja cópia foi publicada pela corajosa e louvável jornalista Leonor Figueiredo.
Luís Guerreiro Pereira
Devo felicitar a autora do artigo pela sua publicação. No entanto, faço o reparo a que os últimos prisioneiros, chegamos em Outubro (Outono) de 1977.Pessoalmente não fui assediado pela PJM, mas sim pelo COPCON, representados por um Coronel e um Major, à minha chegada ao aeroporto de Lisboa.
Depois de três anteriores simulacros de embarque desde Luanda, com o bilhete de passagem em mão, vi o avião que me deveria transportar de regresso a Lisboa despegar, enquanto me levavam de regresso à Casa de Reclusão de Luanda.
Tremenda tortura psicológica.
Porquê? Pois o Governo de Portugal, impedia o meu embarque.
Quando cheguei só me esperavam poucos familiares directos (já não acreditavam na informação pública do meu regresso) e apenas um fotógrafo jornalista, cujo rolo lhe foi confiscado pelo Major.
Como já havia encerrado o IARN, e o COPCON me exigiu um compromisso por escrito, em como jamais denunciaria, nem falaria aos média sobre as atrocidades sofridas e as responsabilidades do Governo Português na cumplicidade da minha prisão, pedi em contrapartida, para justificar junto do IARN o meu atraso na solicitação de apoios, uma declaração explicativa.
O Governo Português, através do Ministério dos Negócios Estrangeiros, declarou que eu havia estado detido pelas autoridades da República Popular de Angola, a partir de Setembro de 1975, até ao dia 5 e Outubro de 1977.
A independência de Angola foi a 11 de Novembro de 1975.
Esta foi a melhor manifestação da soberania Portuguesa, no "reinado" do Mário Soares e seus acólitos.
Sofri pressões e ameaças (de morte acidental) pessoais e de criarem incómodos à minha família, senão lhes devolvesse a referida declaração, com promessas de que tudo fariam para me compensar económicamente.
Como não acedi, adverti-os de que se me acontecesse algo ao atravessar a rua, que a declaração que haviam feito e a minha denúncia contra eles, por nomes e conversas gravadas em segredo, estavam em poder de três distintos advogados, um já eles tinham identificado, com instruções para procederem à publicação da minha mensagem e consequente acusação contra o Estado Português, se acaso eu perecesse, até por um casual ataque de tosse.
Em virtude deste enfrentamento, o Major aconselhou-me a abandonar o país até a situação arrefecer.
Fui para a Venezuela e por lá fiquei durante 16 anos.
Ainda tenho a declaração em cofre bancário, cuja cópia foi publicada pela corajosa e louvável jornalista Leonor Figueiredo.
Luís Guerreiro Pereira
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