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quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Estado vs. Governo vs. Povo = Incongruências

Estado: Erigido sob a égide da Constituição de 2 de Abril de 1976, com a conotação circunstancial.
Governo: Somos governados por liberais encapuzados.
Povo: Somos consumistas emocionais e desmesuradamente ambiciosos, tolerantes a quem nos faça promessas de empregos vitalícios, casas baratas e férias pagas.
Incongruências: Queremos ver aplicados os direitos constitucionais obsoletos, executados por um governo com profundos propósitos capitalistas, exigente e paternalista, mas que nos proporcione uma vida burguesa e de consumo exacerbado. Apenas obtemos baixos salários e reformas mínguas.

Enquanto votarmos em partidos, jamais saberemos quem nos cai na sopa.
A cada volta, sempre teremos mais dos mesmos, com os seus vícios, oportunismos pessoais e a corrupção mascarada pelos "interesses do país", segundo a "perspectiva" dos personagens seleccionados a "dedo", pelo mandatário de cada partido eleito.
Com apenas 100 deputados, a Assembleia sería mais productiva.

Soluções:
- Manter a obsoleta constituição actual.
- Eleger um governo de esquerda.
- Sujeitar-nos ao que o (des)governo nos permitir, ou
- Alterar a constituição de forma a modernizar os seus artigos, mórmente os artigos 149º e 152º,  e elegermos os nossos representantes pelo seu nome e perfil.

Desta forma, defenderemos o valor do nosso voto e a possibilidade de despedir com justa causa, quem não nos cumpra as promessas eleitorais.
Teremos o direito à identidade de cidadão esclarecido e à liberdade na escolha dos nossos representantes.
(Não sejamos mais treinadores de bancada e entremos no jogo activamente.)

Queixamo-nos de que não temos "justiça", "saúde", "emprego", "educação", "segurança", etc. e temos razão. Não deciframos as causas, porque nos têm intoxicados. Exigir uma mudança radical à nossa forma de sobrevivência actual, requer um trabalho dedicado, que nos julgamos incapazes de efectuar.
Saiamos à rua, não opacados pelos "interesses" dos sindicados institucionalizados, mas sim como um povo soberano e coeso, a fim de exigir o nosso direito a uma vida digna e a um futuro estável para os nossos filhos.

Sejamos os juízes dos nossos eleitos e gritemos ao mundo, que somos independentes e sabemos o que queremos.