De acordo às últimas informações públicas, aparentemente a manifestação angolana programada para o dia 7 deste mês, seguirá em frente.
Disse um dos organizadores, Dias Chilola, à Lusa, que é uma manifestação para reivindicar mais liberdade e ver qual será a reacção das autoridades angolanas.
A identificação original do organizador desta manifestação é Agostinho Jonas Roberto dos Santos. Só este nome demonstra, pelo pleonasmo semântico utilizado, que esta manifestação nada tem de reivindicação, mas sim de provocação e busca de distúrbios sociais.
A descarada montagem desconfortante e até vil, dos nomes de figuras políticas angolanas identificadas com um passado truculento, que certamente o povo de Angola pretende olvidar, são a prova evidente disto: são os nomes de Agostinho Neto, Jonas Savimbi, Holden Roberto e José Eduardo dos Santos.
Esta declarada manifestação de provocação, só merece ter a resposta violenta do governo angolano.
Mas dentro do contexto africano actual, uma resposta deste tipo ou impeditiva e controladora da manifestação, que daria lugar à violência como resposta dos manifestantes, não seria vista com bons olhos pela comunidade internacional. Qualquer acção neste sentido, seria favorável às aspirações não denunciadas abertamente, dos promotores desta manifestação.
O governo angolano terá que usar de inteligência e sagacidade imediatas, para contrariar o êxito desta manifestação tão ardilosa, com meios mais subtis e que proponho:
Mobilizar os seus partidários, para uma maior contra-manifestação que lhes faça frente em número e em expressividade, da vontade civilizadora e confiante do povo, no governo angolano.
Ao cruzarem-se ambas manifestações, haverão azedumes e confrontos com feridos e algumas mortes. Aqui está a oportunidade do governo angolano, para mobilizar as forças da ordem ou até o exército, na defesa da segurança do país e dos cidadãos pacíficos.
Agindo desta forma terá a possibilidade deter os cabecilhas desta manifestação provocadora, leva-los a julgamento e excluí-los da sociedade pacífica, que o povo de Angola está a construir.
Angola não será condenada pela comunidade internacional, porque a intervenção das forças da ordem apenas teve o intuito de restabelecer a ordem, perante os tumultos sucedidos.
Tranquilidade, crescimento, desenvolvimento e paz social, são as necessidades urgentes de Angola.
Esta é a minha mensagem ao país que tanto amei e tanto devo.
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