Para o Governo português, as relações entre Portugal e a Líbia conheceram «um franco desenvolvimento» na sequência da visita de José Sócrates a Tripoli em Outubro de 2005. «Desde então, várias empresas nacionais começaram a operar no mercado Líbio e este ano Portugal abriu em Tripoli uma embaixada», referiu à agência Lusa fonte diplomática. A visita de José Sócrates a Tripoli, em 2005, foi marcada pela cordialidade e, também, por alguns elogios do primeiro-ministro português ao líder líbio.
«Julgo que Muammar Kadhafi é um líder carismático da maior importância em toda a geo-política africana», sustentou José Sócrates no final dessa visita de oito horas à Líbia.
Entre os negócios de empresas portuguesas na Líbia, um dos mais relevantes, segundo o executivo de Lisboa, é o da «Bento Pedroso» (construtora do troço do TGV entre Poceirão-Caia; a sua dependência da "Odebrecht" que é uma das empresas construtoras brasileiras que mais cresceu durante a" presidência de Lula", é duvidosa), que ganhou dois concursos, no valor conjunto de 1.200 milhões de euros, para ampliar o aeroporto de Tripoli e para construir uma terceira via rodoviária na circunvalação da capital deste país.
No mercado líbio, estão já a operar, ou em vias de entrar, empresas nacionais nos domínios da energia (Galp), farmacêutico (Antral Cipan), finceiro (Banco Efisa e Banco Espírito Santo), cimentos (Cimpor e Secil), construção (Teixeira Duarte e Bento Pedroso) e consultadoria.
«A Visabeira e a Efacec têm também boas possibilidades de expansão no mercado líbio», acrescentou fonte diplomática portuguesa.
Portugal foi o escolhido entre a Alemanha, África do Sul, Bósnia e Herzegovina, Brasil, Colômbia, Gabão, Índia, Líbano e Nigéria, por ter um forte apoio do grupo árabe (?).
É esta a melhor política portuguesa para a salvaguarda dos interesses de Portugal? Claro que não!
Para maior agravo, o embaixador Moraes Cabral que foi embaixador em IsraeI e que deixou resíduos desagradáveis da sua diplomacia, que foi embaixador em Espanha e nada de bom trouxe para Portugal, aparte do capital espanhol na compra de empresas portuguesas a "preços convenientes", que foi um responsável na época do PREC pela negativa, enquanto membro da Casa Civil de Eanes, é um dedicado ao PS que nada fez pelo país, tendo neste momento a responsabilidade das sanções contra a Coreia do Norte, também.
É demasiado trabalho para este ineficiente oportunista político, que de novo prejudicará Portugal e os interesses das relações comerciais e dos nossos emigrantes, na Líbia.
Sócrates, mais uma vez procurou protagonismo político, ao promover a escolha de Portugal com a ajuda do Brasil, através de consultas informais, ou seja nos corredores do poder.
Vai ser um descalabro a todos os níveis, comerciais, de emigração e diplomático, a ingerência de Portugal na soberania da Coreia do Norte e agora, mais grave, na da Líbia.
O caso Líbio ainda está em veremos. Preconizei esta guerra civil no meu artigo Novo Império Hidrocarboneto mas ainda não está decidido o ganhador. Haverão surpresas para aqueles que consideram agora, a derrota de Gaddafi.
Tem que haver muito tino nas sanções contra a Líbia e que estas jamais prejudiquem o povo.
Esta deve ser a preocupação única do mundo ocidental. Até agora o povo só tem um inimigo.
O bom senso deve imperar com ou sem Gaddafi. O futuro do Magrebe, passa pela Líbia.
Mais um erro de Sócrates que nos prejudicará muito internacionalmente e custará caro ao país.
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