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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Troika traiçoeira

Começo pelo nome errado que lhe foi atribuído: troika; Em política designa uma aliança de três personagens do mesmo nível e poder que se reúnem num esforço único para a gestão de uma entidade ou para completar uma missão. Continuam a enganar-nos.
Sucede que os representantes dos três grupos reunidos para condenar Portugal, não têm as mesmas competências nem o mesmo nível hierárquico.
A Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional, são entidades independentes, com funções específicas e de níveis distintos.

O Banco Central Europeu e a Comissão Europeia dependem da União Europeia. Vieram até cá apenas para mediar a apreciação das contas e ajudarem a descobrir os buracos disfarçados. As diversas instituições que dependem da EU, como o FEEF - Fundo Europeu de Estabilização Financeira, termina em 2013. Nesta, o veto da Suécia e da Finlândia são determinantes.
Ao contrário do que afirmou o Presidente Cavaco Silva, não podem ajudar-nos porque a situação de Portugal ultrapassa a capacidade financeira e política desta instituição.
Europa não nos vai socorrer, os nossos companheiros geográficos não têm recursos disponíveis, porque os fundos do FEEF estão destinados à ajuda de emergência e é pontual.
O problema de Portugal é estrutural; - laboral, judicial e político - e a muito longo prazo.

Vamos cair nas mãos do FMI - Fundo Monetário Internacional e não "femi" como oiço alguns ilustres membros da nossa sociedade referir (será apenas ignorância?). É formado por 187 estados-membros e foi criado em 1945. É administrado por um conselho de governadores, formado por 2 representantes de cada país. Quem decide as respostas aos pedidos de resgate é o directório executivo composto por 24 elementos; 8 destes, com assento permanente. A decisão final de resgatar determinado país, é apurada pelos votos. Diferentes países têm variável percentagem de votos, de acordo ao seu contributo no fornecimento dos recursos do fundo. Contra nós, só poderia opor-se a Alemanha, mas não tem poder para impedir o resgate, porque outros países mais influentes, como a China e os USA estão a nosso favor. A Suécia e a Finlândia, não podem vetar este resgate, pois não têm força de voto nem existe a figura do "veto". O seu veto não se aplica ao FMI, apenas à UE.

As condições impostas vão ser sangrentas para o povo privilegiado com determinados direitos, adquiridos ao longo de anos de laxismo marxista imposto pelos sindicatos chantagistas.
Tudo vai mudar. Ou se queimam as leis laborais pretensiosas ou se incrementam os investimentos.
Se os sindicatos se opõem á alteração laboral, eles que assumam a responsabilidade de criar empresas produtoras de riqueza e empreguem quem defendem. Esta é uma anedota, porque se não têm empresas é porque não têm capacidade gestora empresarial. A sua capacidade de gestão limita-se à mobilização de massas apoiados por partidos da mesma linha marxista.
O marxismo já capitulou a nível mundial, menos em Portugal. Devemos ter a procuração perpétua dum sistema que foi criado pelo capitalismo Americano e Alemão. (Início da Crise Mundial)

Os nossos políticos de pacotilha, que apenas pensam nas cadeiras do poder e nos interesses pessoais, no enriquecimento rápido e ilícito, esqueceram a outra grande maioria de cidadãos que neles votam, mas cada vez menos, segundo o aumento da abstenção registada.

Não haverão investimentos produtivos, enquanto as leis não mudarem. Sem empresas não haverá produção nem trabalhadores. Apenas encerramentos da actividade e despedimentos.
Que comerão depois sem emprego e sem dinheiro? Os direitos adquiridos?
Este vai ser um ponto importante para o FMI, pois sem produção não podemos pagar os empréstimos. Chegamos até aqui tal como eu previ nos artigos O "papão" FMI e Muro contra o FMI, entre outros.

Portugal não precisa de ajuda. Agora só o resgate nos salvará da exclusão europeia.
Dependerá nos nossos aldrabões políticos, decidir se somos resgatados ou perecemos.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Ocaso do PSD

O Partido Social Democrata chegou à linha final. Perto da extinção, já não reúne alento suficiente para enfrentar as próximas legislativas. Não há união nem bom senso no seio do partido. As querelas pessoais sobrepõem-se aos interesses do país.

Nos últimos anos temos observado movimentos e correntes internas que provam que o desentendimento é para durar enquanto a definição política do partido não for esclarecida.
Muitas discórdias e pouco apoio aos últimos eleitos secretários-gerais, são testemunhos evidentes. Jamais, algum dos eleitos conseguiu unir este partido. Tampouco o conseguirão no futuro, enquanto a orientação política for tão ambígua. Toda a sua história será apagada, pela incompetência dos elementos que foram pilares desta agremiação outrora tão determinada e agora tão incongruente.

Passo Coelho foi eleito para rolar do pódio antes das legislativas, segundo o calendário ordinário.
A antecipação das eleições apanhou todos de surpresa. Foi criada a ruptura política presente por conveniências pessoais dentro do PS e ingenuamente apadrinhadas por Passos Coelho, que viu a oportunidade de se afirmar e de consolidar a sua liderança.
Esta liderança não está preparada, para o presente cenário político. É um autêntico teatro.
O convite a Fernando Nobre foi a derradeira prova, de mais uma decisão errada.
Pedro Passos Coelho poderá ser um grande político, num futuro oportuno. Nunca neste quadro.
Tem os atributos para ser líder mas precisa de preparar-se para o efeito. Obcecado pelo estrelato, conduziu o partido à morte, arrastando as esperanças do eleitorado que acreditava no PSD.

A falta de maturidade interna, impede a união que o partido necessita. As cabeças do PSD negam o apoio ao actual líder. Estas mesmas cabeças que através dos mídia defendem a coesão em defesa do país, agora abandonam esse mesmo país, ao abandonar o circunstancial líder do partido.
Se Passos Coelho foi precipitado. Os que agora lhe negam o apoio político necessário, estão a demonstrar um egoísmo desmesurado com consequências ainda piores.
O PSD não vai ganhar as eleições e vai descer muito nas intenções de voto, no futuro.

A razão principal desta constante guerra intestinal tem motivos ideológicos.
O PSD deve seguir uma linha liberal de orientação democrática e parlamentar, como em tempos foi a vontade de Sá Carneiro, quando guerreava contra o Marcelismo, enquanto deputado na Assembleia do estado novo.
Ao adoptar por uma linha "social-democrata", de origem ideológica marxista, o PSD perdeu-se num limbo de orientações mal esclarecidas com as consequências na instabilidade dos credos.
Em todos os anos de existência, a única autoridade diferenciadora desta ideologia, foi Sá Carneiro.
Hoje, ninguém tem estrutura política para separar as tendências internas, definir os dogmas do partido e esclarecer o eleitorado.
As diferenças ideológicas com o Partido Socialista são muito estreitas. Criam perturbações nos eleitores, com a agravante de que a aplicação das políticas poderem ser interpretadas como semelhantes. Por esta razão, são os partidos que mais perto e distantes se encontram.
Invenções à Portuguesa: Não são carne nem peixe, senão tudo o contrário.

O PSD deve começar por criar uma identificação mais clara da sua natureza política e prosseguir num trabalho de união mais coeso, defensor da realidade liberal do espírito do partido e apresentar-se como um partido conservador. Esta é a segurança de que o país precisa, agora e sempre.
Desta forma poderá encontrar a identificação necessária, para ser uma alternativa credível, à governação socialista. Até lá, continuará a perder terreno até à extinção.

A este cenário se deve o aumento da abstenção eleitoral, que agora alcançará números recordes.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Êxitoso XVII Congresso do PS

Durante três dias ouvimos a transmissão do congresso do PS em Matosinhos.
Foi dos mais comprometidos e unidos de que tenho memória. O apoio imperou como deve ser, à volta do seu líder. O compromisso das principais cabeças do PS para com Sócrates, defende uma linha determinada na continuidade dos anteriores governos.
Estes apoios tão importantes e estratégicos, são o pilar para a vitória nas próximas legislativas.
Devo felicitar a organização e união do PS em prol dum objectivo comum: Ganhar as eleições.

Sabem afastar as discórdias e aceitando a decisão da reeleição de Sócrates como líder, todos se uniram para apoiarem aquele, que neste momento está à frente do partido.

Mostram uma unidade invejável acima de interesses pessoais.
Se o PS ganhar as eleições todos ganham. Houveram discordantes mas não detractores ou inimigos declarados e muito menos rancorosos.
Devo reconhecer que sabem trabalhar em equipa. São um partido unificado.
Com esta organização e espírito têm muitas possibilidades de voltarem ao governo.

A campanha promete ser uma vez mais, suja e agressiva.
Muitas promessas e muitos compromissos são prometidos. Não serão cumpridos, nem podem porque a decisão governamental já não está nas suas mãos, se quiserem lutar pelo país.
A inviabilidade do cumprimento é evidente, mas neste momento, contrariar a mensagem presidencial de apenas prometerem o que podem cumprir, não é relevante.
O importante é a vitória e estão no bom caminho.

Parabéns ao Partido Socialista.

domingo, 10 de abril de 2011

Passos Coelho na Lusófona

Foi um discurso muito esclarecedor e denunciador dos reais males deste país.

O Dr. Coelho foi realmente incisivo nas matérias que agoniam o nosso povo. As injustiças fiscais, judiciais e sociais, são um tema deveras preocupante na nossa sociedade. A desigualdade de mordomias e privilégios com que determinados elementos da sociedade são beneficiados, são o manifesto duma política corrupta.
As isenções das propinas aos necessitados, em prol dos filhos de "papá" que chegam à universidade conduzindo carros topo de gama, são uma prova das desigualdades na atribuição destas selecções.
Esta imoralidade degradante, demonstra que a desigualdade impera na mente dos poderosos senhores, que decidem quem tem ou não mérito e necessidade da ajuda do estado, para estudar nas faculdades públicas e privadas, para concorrer aos cargos do estado e nas concessões dos subsídios.

Não logrei ouvir o discurso na totalidade, porque a TVI24, interrompeu a transmissão para comentar os próximos jogos de futebol. Esta cultura do futebol, em detrimento dum político da oposição interessado em expor determinadas verdades ocultas, também demonstra o grau de irresponsabilidade ou "dos interesses especiais", que predominam neste canal de televisão e nos mídia em geral.

No entanto, do que tive oportunidade de escutar do discurso, devo manifestar que muito me satisfez e que muitos vícios foram desmascarados. A menção da integração dos "meninos recém-licenciados" nas empresas do estado, com ordenados superiores aos dos honestos trabalhadores em fim de carreira, deve ter sido o motivo para a interrupção da emissão.
Muitas verdades foram proferidas e promessas foram anunciadas no sentido de mudar a presente situação, num futuro governo do PSD.
O prometido é irrelevante, porque não acredito que tenha poder decisivo numa hipotética coligação governamental e muito menos na vitória maioritária do PSD.

As máquinas da corrupção estão muito bem engrenadas e não há força política suficiente para as desmontar, seja qual for o partido que ganhe as próximas legislativas.
A corrupção começou em 1976 com o PS e foi em crescendo, alimentada pelo PSD e consolidada pelo PS. Não há vontade política, nem receptividade por parte dos elementos que compõem o esquema instalado.
Os ideais duma justiça social igualitária são meras utopias e contos de fadas para ingénuos.

O actual sistema político não tem poder para mudar a organização do estado. Apenas um governo de iniciativa presidencial, poderia reunir consenso para as reformas necessárias.
Tudo passa pela mudança da constituição, mas como depende do parlamento, ficará tudo na mesma.

Enquanto estivermos nas "mãos" dos partidos, continuaremos quebrados até ao desastre final.
Uma nova revolução popular torna-se cada vez mais urgente, para salvar a nação.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Socorro FMI, ajudem, fiz asneira

Escutei com muita atenção o famoso discurso do senhor Primeiro-Ministro José Sócrates, tentando perceber se era verdade o que estava a dizer ao anunciar o pedido de ajuda externa.
Pedir ajuda à União Europeia, é uma responsabilidade que sempre foi negada por Sócrates. Daí, ainda hoje, ter algumas dúvidas em crer no que ouvi. Depois de o ter ouvido tantas vezes dizer que "jamais", com pompa e circunstância, é humano duvidar desta declaração.
Pergunto-me onde está a verdade. Já habituado à mitomania que caracteriza este político, presumo que neste momento padecerá de severas perturbações psíquicas e por simpatia, políticas.
Dizer a verdade é um sofrimento para quem tem mitomania, doença definida como uma forma de desequilíbrio psíquico caracterizado essencialmente por declarações mentirosas, vistas pelos que sofrem do mal como realidade.

Após as declarações dos outros políticos, acreditei que ele falava verdade. Finalmente.
Não é do meu agradado este recurso e em diversos artigos, faço observações pertinentes ao estado da Nação e recomendo alternativas específicas, nomeadamente no artigo "Muro contra o FMI".
Não foi considerado o muro, nem as evidências económicas que apontavam nesse rumo.
Sei de fonte segura que agora será pior. Agora o muro já de nada serve.

As consequências da famigerada vinda do FMI, vão fazer correr sangue.
Agora é que vamos sofrer os golpes da incorrecta administração pública. Durante anos vivemos num delírio consumista, sem pensarmos que as contas têm que ser pagas algum dia.

O inadequado endividamento do estado, somado ao consumismo compulsivo dos portugueses, teve os resultados negativos na balança comercial, que vamos ter que pagar com o corpo.
Estamos vendidos ao capital externo e por efeito endémico, considerados como irresponsáveis políticos e piores gestores.
Mas todos gostávamos desse delírio fantasioso. Todos queríamos ter mais que o vizinho. Aqui estamos agora numa situação tão drástica, em que o vizinho se ri de nós e segue em frente.
Houve uma época em que estávamos de tanga, agora já nem a tanga temos, até essa nos foi confiscada por falta de pagamento.

Neste próximo futuro, vamos padecer tantas privações que nunca imaginámos possíveis de tolerar.
Vão demorar demasiados anos de recuperação, que entretanto dignos e honestos cidadãos, pagarão pela irresponsabilidade dos nossos políticos e morrerão sem ver a situação de novo equilibrada.
Este é um crime que lesou a pátria da pior maneira. Não veremos os políticos responsáveis serem sequer acusados e muito menos julgados.
Esta é outra das carências da nossa sociedade. A impunidade política e administrativa dos governantes.

Elegemos por cores e somos explorados por quem não escolhemos. Temos que mudar o sistema eleitoral. Escolher por nome e experiência, quem nos representará na assembleia. Desta forma poderemos apontar o dedo e acusar as falhas cometidas e o castigo merecido.
No PS e em todos os partidos, há muito boa gente e honestos administradores, mas estão na prateleira porque não alinham na máquina corruptora instalada.
Os novos ricos estão na política a alimentar-se à custa da ignorância do nosso povo eleitor.

Nesta época vindoura e duradoura, veremos greves irracionais, convulsões sociais e ainda mais injustiças sociais.
É o preço a pagar. Será que aprenderemos algo?

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Suspeitosos Lucros da RTP

É curiosa a coincidência de após duas décadas, a televisão Portuguesa apresentar lucros. No conveniente momento em que se apresenta a necessidade de sua privatização, pelo sugadouro de dinheiros públicos.
Durante todos estes anos esta casa foi covil de ladrões e dos "boys" políticos.
Todos os partidos sangraram esta Rádio e Televisão de Portugal (RTP).
Salvo os trabalhadores de classe inferior, porque esses são bons trabalhadores onde quer que estejam, alguns chefes, directores e administradores, roubaram o estado durante anos.

Esta é a prova:
A RTP apresentou um resultado líquido de 15,1 milhões de euros em 2010, número que compara com 24,2 milhões de euros negativos em 2009, sendo a primeira vez em perto de 20 anos que a empresa regista lucros.
De acordo com os dados hoje revelados, a RTP melhora também os resultados operacionais, que passam de 2,9 milhões de euros em 2009 para 22,6 milhões de euros em 2010, e o resultado financeiro, desde 26,6 milhões de euros negativos para 7,1 milhões de euros negativos no ano passado.
 Os gastos operacionais caíram 16,7 milhões de euros (5,4 por cento), de 306,2 milhões de euros para 289,6 milhões, "sendo as reduções mais significativas as verificadas em gastos com pessoal e fornecimentos externos", indica a RTP, que adianta ainda que o passivo bancário reduziu-se em 116,7 milhões de euros, dos 870,5 para os 753,8 milhões de euros.

A este ritmo de eficiência administrativa, só daqui a 6 ou 7 anos é que a RTP saldará as dívidas e poderá começar a pagar impostos. Ou será que aumentarão as mordomias e regressa ao passado???
Não poderemos esperar tantos anos!

Esta emissora oficial defende os governos de turno. É sabido que a isenção informativa, assim como a "grelha" em que são apresentados os programas privilegiados e alguns com horários nobres, obedecem a orientações exclusivamente políticas.
Não há liberdade de expressão nem de tempo de antena, para as correntes adversas ao poder, em igualdade de circunstâncias.

Não está orientada às massas populares, na orientação cívica, comunal e regional.
Não apresenta programas de prevenção na saúde.
Não apresenta programas orientados à segurança dos cidadãos.
Não emite programas educativos na difusão da nossa língua mãe.
Não tem qualquer programação preventiva da condução e das boas práticas na mesma.
Não apresenta programas orientados à cultura nacional, geografia e à diáspora.

É mais um canal e televisão comercial, que não defende a identidade nacional.
Entra pelas nossas casas, impingindo-nos tendências políticas identificadas com o poder de turno.
Resumindo, a RTP1 não cumpre a função adequada a uma televisão isenta e didáctica.

É chegada a hora de vender a Televisão do Estado. Agora que apresentou lucros, existe uma potencial base de cálculo, para apurar o valor comercial da RTP.
A menos que num próximo futuro quando Portugal diminua o défice, a RTP volte aos prejuízos.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Nobel da Economia para Portugal

Através de Santos Ferreira, Portugal acaba de se candidatar ao Nobel da Economia. Este douto elemento da nossa sociedade, o presidente do BCP que está em vias de entrar no ranking do "lixo", inventou uma nova fórmula económica de auto financiamento: Apoio intercalar.
Pretende que Portugal se endivide erradamente, para salvar o seu banco.

Existem vários fundos europeus destinados a ajudar os estados membros nas seguintes áreas:
O Banco Central Europeu (BCE) é o banco central responsável pela moeda única da Zona Euro. A sua principal missão é preservar o poder de compra do euro, assegurando assim a estabilidade de preços na respectiva zona. O financiamento do BCE é dirigido apenas aos bancos europeus. As taxas de juros de 1% que cobra aos bancos, permite a salvação da banca europeia a prazo imediato. Os bancos de cada país estão a comprar dívidas respectivas, a taxas entre os 300% e 700% de lucros.
Óptima rendibilidade para a salvação do euro. (Leia-se: banqueiros)

O Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) destina-se aos sectores de desenvolvimento agrícola, pescas, mineiro, etc.

O Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) destina-se ao desenvolvimento das infra-estruturas produtivas, a investigação e o desenvolvimento tecnológico. O desenvolvimento da sociedade da informação, a protecção e o melhoramento do ambiente, a igualdade entre homens e mulheres no emprego e a cooperação transnacional e inter-regional.

O Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização (FEG) visa apoiar os trabalhadores, principalmente nas regiões e nos sectores desfavorecidos pela abertura à economia globalizada. Destina-se a apoiar a reinserção e a reconversão profissional dos trabalhadores no emprego. Promoção do espírito empresarial, apoio ao exercício de uma actividade por conta própria. Subsídios de procura de emprego, auxílios destinados a mobilidade ou formação, incentivos dirigidos aos trabalhadores desfavorecidos ou mais idosos para que permaneçam ou regressarem ao mercado de trabalho, etc.
Não está a ser utilizado devidamente em Portugal.

O novo Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), também conhecido como o “Pacto para o Euro” destina-se à ajuda aos estados membros na sustentabilidade das contas públicas, competitividade económica e ao sistema financeiro. É basicamente um fundo de resgate europeu que pode operar em vendas privadas da dívida pública. Depois do pacote de auxílio de 110 milhões de euros à Grécia não ter conseguido acalmar os mercados o fundo, foi depois utilizado para atribuir empréstimos, que a Alemanha considerou ser uma forma mais fácil de assegurar, que os países que pediram o resgate reformem as finanças públicas e cortes nos défices orçamentais.
Este fundo é temporário, terminando em 2013.

O FEEF pretende substituir o FMI, com exigências sociais menos drásticas e convulsivas.
Não pode socorrer Portugal porque o nosso problema é estrutural. Não temos forma de pagar ao FEEF. Não produzimos o suficiente para pagar os juros do que já devemos e menos produziremos, dentro do actual quadro económico negativo. Já não crescemos e temos cada vez menos produtividade.
Precisamos de ajuda a longo prazo e o FEEF não foi criado para a presente situação nacional.

Como já não temos dinheiro para os gastos correntes, não poderemos pagar as dívidas aos nossos próprios bancos. Conduziremos à falência o nosso sistema bancário, conduzindo o país à pior miséria europeia e mundial. Negros serão os vindouros anos e pior para os nossos filhos e netos.

A brilhante solução do "apoio intercalar" não é aplicável a Portugal.
Já não temos tempo e não precisamos de "pontes" políticas, até à chegada do FMI.
Quanto mais demorar o FMI, mais aumenta a pobreza da Nação e a morte de mais cidadãos.

sábado, 2 de abril de 2011

A Carris defende os buracos

Com a renovação dos carros para os quatro administradores, a Carris gasta mais de 176 mil euros. Este prémio pela ineficiente gestão é apadrinhado por todos os políticos do país, com poder supervisor.

O esclarecimento da empresa pública liderada por Silva Rodrigues surge depois da manchete da edição de hoje de Correio da Manhã «Carris renova frota com carros de luxo», referindo que a empresa alugou em 2010 automóveis topo de gama para quatro administradores.
A Carris realça que «nos termos das disposições em vigor, os membros do Conselho de Administração não têm direito de preferência na aquisição das viaturas no final do contrato, ou seja, não têm a possibilidade de compra da viatura no final».
A Carris fechou 2010 com capitais próprios negativos de 775,5 milhões de euros, segundo o relatório e contas, admitindo que tem «uma estrutura financeira desequilibrada» e que financia a actividade recorrendo a endividamento de curto prazo. (sic)

Estas declarações de Silva Rodrigues são tão irresponsáveis como a sua própria gestão. Aparte dos prejuízos demonstrados e do endividamento necessário da Carris, também admite que agora, os membros da administração já não podem ficar com os carros que o povo pagou. Antes podiam ficar com os carros, pagando apenas o valor residual de 1% do valor total do carro novo, sem impostos.
Será que acabou esta corrupção? Não acredito que tirem estas benesses aos corruptos e àqueles que autorizam esta irregularidade. Estes carros devem ser vendidos ou entregues como parte do pagamento nas novas aquisições. Estes exemplos de corrupção existem em toda a administração pública.

E porque motivo têm que ter carros topo de gama e da gama mais cara? Ainda mais numa empresa com tantos prejuízos? Os carros anteriores já tinham extinto a sua capacidade de mobilização segura? Já estão em nome dos administradores de certeza, porque não estava em vigor as disposições impeditivas actuais, que foram mencionadas agora por Silva Rodrigues.

Precisam carros topo de gama e da alta, para ultrapassar os buracos que começam a ser comuns nas ruas de todas as principais cidades do país, sem se incomodarem com os solavancos.

Em 1976, tive uma reunião com o general Carlos Galvão de Melo no seu gabinete de administrador, da Petroleira FINA. Após duas horas e finda a reunião, convidou-me para jantar e fomos ao Gambrinus.
Fomos no carro que a empresa lhe havia atribuído, que era um Renault 5. No restaurante pagou em numerário e não pediu a factura. Este político, posso garantir que era honesto.
Por isso foi preso no governo de Mário Soares.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Discurso Presidencial surpreendente


Foi um discurso magnífico e nacionalista. Unificador e com uma grandeza de alma genuína.
A preocupação, os apelos à sinceridade política e a advertência à responsabilidade dos compromissos nas promessas eleitorais, destacam a essência deste discurso tão moralizador. Portugal necessita há muitos anos, dum discurso com esta moral.
Parabéns senhor Presidente Cavaco Silva.

Mas, há vários aspectos negativos na apreciação que faço:
1º. Vossa Excelência prometeu aos Portugueses uma magistratura activa, na passada campanha.
O desfecho da decisão que anunciou ao país, é a garantia para a continuação da imoralidade política, preponderante na nossa nação.
Foi uma posição passiva e ao sabor dos acontecimentos, provocados intencionalmente.
Penso que tomou a decisão consciente do teatro político actual e após ouvir atentamente os diversos partidos políticos. Esta base de suporte, na minha opinião não é válida. Apoiou-se nos partidos que conduziram o país ao actual estado. Estes mesmos partidos ouvidos, carecem de legitimidade de opinião, neste momento tão grave.

2º. Consolidou a sua decisão com o recurso constitucional de ouvir o Conselho de Estado.
Presumi que V. Ex.ª já levava a decisão tomada. Esta presunção é legítima, porque dias antes diversos conselheiros haviam expressado publicamente, opiniões diferentes à aprovada. Como a opinião dos conselheiros foi unânime nesta decisão, (Palavras de V. Ex.ª) deduzo que mentiram.
Como V. Ex.ª é a pessoa mais honesta que há, pois para o serem mais, teriam que nascer duas vezes e como sei que eles não nasceram duas vezes, tenho a certeza que mentiram.
Só não sei quando, se antes quando manifestaram outra opinião ou na reunião cuja aprovação foi unânime. Lamento então, que alguns membros do Conselho de Estado sejam vis políticos mentirosos. Nestes últimos anos, tenho aprendido que outro sinónimo de político é "aldrabão".

3º. Estas eleições vão custar ao erário público os seguintes euros: (Dados das eleições de 2009)
Gastos de organização e logística: 8 milhões
Orçamento dos partidos, subvencionados pelo estado: 13 milhões
Viva a Constituição. Cumprimos e pagamos com o corpo.

Não deveriam haver eleições neste momento. São extraordinárias, assim como as circunstâncias económicas e sociais da nação.
Deveriam ser utilizados outros recursos políticos, ainda que inconstitucionais.
Estamos a viver uma época especial, que requer a assunção de medidas especiais.
Nos artigos, O desastre iminente e o Presidente, Contradições calculadas, Pandora política e Morreu o Governo – Viva o Desgoverno, defendo claramente a alternativa mais viável à promiscuidade reinante na nossa política.
Não há definições claras em prol duma nação carente de comida e viciada em corrupção.
Há uma mistura dos valores pessoais contra os legítimos direitos dos Portugueses, como consagra a constituição, que V. Ex.ª jurou defender.

Ninguém conhece o valor actual de Portugal. As contas estão ocultas e manchadas pela corrupção.
Que compromissos poderão assumir os partidos que desconhecem os buracos camuflados?

Como serão as futuras gerações, educadas nesta imoralidade política, social e humana?
Que valores balizam a postura cívica dos nossos políticos?