Mais uma mentira que estão a difundir os nossos políticos.
A actual crise política foi provocada pela incapacidade de governar com seriedade e honestidade social. O governo utiliza os PEC's como recurso económico, para satisfazer as necessidades do fundo de maneio, para pagar os seus compromissos sociais e laborais.
Esta é a deficiente administração económica do estado, que provoca convulsões sociais e políticas.
Aquando da invenção do 1º PEC, alentámos a esperança de que os dinheiros obtidos seriam utilizados na manutenção das infra-estruturas e no investimento produtivo.
Não foi essa a aplicação da captação fiscal obtida, à custa do povo faminto.
Os dinheiros perderam-se no pagamento das obrigações do estado.
Não foi suficiente e foram precisos mais "PEC's" para tentar equilibrar a balança interna, em vão.
O estado deixou de cumprir os compromissos internos com os fornecedores, que à sua vez atrasaram os pagamentos a terceiros que sucumbiram e faliram.
Com o aumento do desemprego, são obtidas menos receitas fiscais e aumentam os gastos sociais.
A espiral está instalada: Mais impostos, mais despedimentos e menos receitas fiscais.
Entramos na dependência do recurso à venda dos títulos da dívida.
O capital ao analisar os custos das vendas e em conhecimento de que o estado português não investe em estruturas produtivas, considerou e muito bem, de que o risco no cumprimento do pagamento das dívidas aumentava e resolveu cobrar mais juros.
Este fenómeno económico é estudado no 1º ano da faculdade. Nada tem a ver com a política.
O capital não tem conotações políticas. Só faz contas e cobra os juros da venda do dinheiro.
Quando começaram a escassear os fornecedores de capital, o governo teve que recorrer ao FMI.
Confrontado com o custo político deste recurso, Sócrates e Merkel, encontraram uma forma disfarçada de ajudar Portugal. Os custos políticos da Grécia foram muitos elevados e danosos.
Quanto à Irlanda, a intervenção do FMI foi mais uma derrota para o socialismo europeu.
No entanto, o encanto de Sócrates junto da Merkel foi desmacarado. Ela desconhecia que Sócrates não pretendia assumir as alterações laborais e estruturais prometidas, pelo castigo político futuro.
Perante esta situação, a única saída eficaz foi a venda de mais títulos.
Outra espiral estava montada: Colocação de títulos da dívida para pagar compromissos correntes e colocação de mais títulos, para pagar os juros das anteriores colocações.
É onde estamos agora. Já não há dinheiro para sufragar os gastos correntes. As empresas estão afogadas pelos elevados custos operativos, graças aos diversos aumentos decretados pelo governo.
Novas falências virão e menos impostos serão cobrados pelo estado. Mais impostos para o povo.
Pior: Já não nos emprestam dinheiro, nem a preços usurários. Não há garantias de o cobrarem.
Análise crua: O FMI entrará oficialmente em Portugal, com este ou com outro governo.
Esta consequência nociva para o país, não depende da aprovação do PEC4.
Defendo a viabilização deste PEC4, para que o castigo político apenas recaia no responsável.
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