A sua administração tem sido a continuação do desleixo em relação à recuperação do urbanismo e na prevenção das consequências climáticas da cidade. Passeando por esta bela Lisboa, continuamos a ver a degradação das ruas e passeios, dos parques, dos edifícios, a sujidade dos palácios e dos monumentos históricos, estátuas, etc.
As nossas belas e custosas calçadas estão abandonadas e esburacadas. Sou duma época em que podíamos processar a Câmara, se caíssemos por um buraco das calçadas. Os tempos mudaram e talvez por isso, continuam os idosos a caírem com consequências graves. O remédio é o cuidado na manutenção, mas como os custos são muito elevados e já não há artesãos capacitados, vemos remendos tão violentos, que chocam a visão e quebram a harmonia das nossas belas calçadas.
Tenho uma sugestão alternativa: Acabe com os passeios empedrados nas zonas periféricas, faça passeios de blocos de concreto, há alguns com formas geométricas atractivas. O betão liso em placas, para os bairros sociais, resolve o problema dos custos na manutenção dos passeios.
Há alguma razão lógica para que todas as cidades do país tenham apenas passeios empedrados? Já não são a típica calçada à portuguesa e com qualquer balde de água, sofrem o deterioro conhecido. Pergunte aos idosos que tipo de passeios preferem. Deixe de construir passeios de calçada nas ruas inclinadas, onde a humidade e o desgaste, os transformam em armadilhas para qualquer pessoa.
Repare que nos países Europeus com maior pluviosidade, os passeios são construídos doutros materiais. São para as pessoas circularem, não para caírem. Em Portugal, há pessoas de todas as idades a caminhar pelas vias dedicadas ao trânsito, porque receiam cair nos esburacados passeios.
Poderá com esta poupança de construção e manutenção, defender as principais áreas turísticas da cidade onde a beleza das calçadas, é reconhecida em todo o mundo.
A calçada à portuguesa é construída com pedra branca e preta e apenas com uma superfície entre os 16 e os 25 cms2. Vejo remendos com pedras amarelas de 50 cms2.
Isto não é manutenção. São remendos apressados, económicos e de mau gosto.
Os edifícios abandonados e com um aspecto deplorável, são antros de drogados e de prostituição. Sei que a propriedade privada é defendida pela Constituição, mas a exigência da conservação da mesma é da sua obrigação. Altere as leis municipais, no sentido de expropriar esses edifícios, com indemnizações justas e de os leiloar com cláusulas rígidas da sua restauração imediata.
Não se desculpe com os idosos que pagam rendas ridículas em alguns ainda habitados, ajude a participar nesses arrendamentos para que os proprietários possam manter os edifícios como deve ser. Cortando nos gastos exagerados e injustificados da câmara, terá dinheiro para isso. Já não há muitos idosos com rendas antigas.
Quanto aos palácios e monumentos históricos que não são do seu foro, exija que a manutenção seja periódica e eficiente. Se pretendemos explorar os recursos turísticos, temos que investir também na nossa imagem como país preservado, onde o mundo se pode deleitar visualizando o nosso rico património, com a imaginação das épocas áureas da monarquia.
Recupere os parques e jardins abandonados já. Precisamos de áreas recreativas e de lazer. Recupere a área da antiga Feira Popular e faça nela um parque com pistas pedonais, pistas de bicicletas e zonas verdes para a cidade. Este é um local de miséria, droga e prostituição.
Não invente desculpas de contencioso com a Bragaparques pela troca com o Parque Mayer. A cidade está primeiro e os tribunais que trabalhem nesse sentido. O bem-estar dos Lisboetas está em primeiro lugar e é razão suficiente para impor os interesses da cidade, por encima de negócios mal acabados e duvidosos.
Se não houver algum instrumento legal para efectivar esta solução, obrigue a Bragaparques vedar a área, com muros altos e pintados com cores alegres e vistosas e portões anti-violação.
Até pode promover concursos de grafitti, nestes grandes murais. Siga o exemplo de outras cidades.
Em relação à prevenção das consequências climáticas, nada é feito com eficiência desde há muito tempo, para prevenir os desastres da natureza. As chuvas cada vez serão mais volumosas e para cujo caudal, o nosso sistema de escoamento não está preparado.
Faça já as obras adequadas à prevenção dos elevados níveis de pluviosidade que vai aumentar exponencialmente. Proteja o povo e os comerciantes, que pagam os impostos municipais.
O dinheiro para estas melhorias, pode ir buscar às obras de contratos dúbios, excessos de consultorias, derrapagens provocadas ou ao orçamentado para a restauração da Casa dos Bicos (Ler o artigo com o mesmo nome neste blogue) que vai oferecer para a fundação do traidor Saramago.
A população de Lisboa saberá agradecer-lhe a seu devido tempo.