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sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Mensagem de Ano Novo 2011


Uma nova era social e económica, começa para nós nos anos vindouros.
Viveremos duma forma muito diferente daquela a que estivemos habituados até agora.
Desde a Revolução dos Cravos que enveredamos por um caminho de ascensão social em todos os níveis. Fomos beneficiados pela democracia e criámos os nossos filhos dentro da premissa de que o nosso futuro, seria a continuidade do logrado após o 25 de Abril.

As recentes vicissitudes mundiais, tiveram um reflexo inevitável na nossa sociedade e transformaram a nossa forma de vida, regredindo-a a níveis já ultrapassados e a que jamais admitiríamos regressar. A história é cíclica e como tal, devemos encarar o nosso futuro com fé na recuperação, dos níveis próximo passados. Teremos que suportar com estoicidade as adversidades que vamos ter que enfrentar, pois a evolução que desejamos, só será alcançada se todos nos unirmos mesma na luta.

Está em nós a força para vencer os obstáculos que se vislumbram no horizonte.
Seremos capazes de voltar ao passado social recente, se acreditarmos na nossa capacidade de empenho e se com perseverança, nos unirmos para reconquistar a forma de vida que queremos.

Com o apoio da união familiar e harmonia social, vamos escolher com exigência os nossos líderes e obrigá-los ao cumprimento fiel das promessas que nos fazem, pelo benefício do nosso voto.
Vamos exigir ao nosso presidente, que seja eficiente no cumprimento da constitucionalidade dos nossos direitos de cidadãos dignos e criteriosos.
Se a Constituição pela sua redacção o impedir, exijamos então que esta seja alterada, de forma a melhor satisfazer os nossos anelos numa sociedade justa e democrática, cuja senda trilhávamos com a riqueza de bens, trabalho, saúde e justiça.

Há várias formas de luta para alcançar estes fins sem o recurso às greves ou muito menos, ao tumulto social. Proponho que o próximo ano de 2011, seja o início da clarificação e da honorabilidade da política, e, a prova irredutível da capacidade que temos de fazer a mudança, unidos.


A mensagem para 2011 que dedico ao meu povo, com respeito e liberdade de pensamento.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O próximo Presidente da República Portuguesa

O Palácio de Belém continuará a ser ocupado por Cavaco Silva
A expectativa criada à volta dos debates, não cumpriu com o almejado pelo povo. Não houveram esclarecimentos para os votantes, da possibilidade concreta de mudança. Apenas um uso inadequado do tempo de antena, para benefício da defesa de dogmas e de vaidades pessoais, adornados com ataques ao Presidente Cavaco Silva, ao OE, à saúde, à justiça, à corrupção, ao clientelismo, etc., etc., etc.
Este foi o denominador comum a todos os ilustres candidatos, envolvidos nos debates.
O meu anterior artigo "Pátio das Cantigas" (http://lupekontroverso.blogspot.com/2010/10/patio-das-cantigas.html) publicado a 27 de Outubro, mantém-se actualizado com o resultado dos debates.
A apresentação de outros candidatos aqui não referidos, não terá qualquer relevância nas eleições.
Comento a intervenção de cada candidato, em ordem decrescente à importância que atribuo a cada:

Defensor de Moura

Não teve qualquer manifestação de relevo que motive o voto. Foi incongruente nas diversas afirmações, jogando ao sabor da corrente de cada candidato à sua frente.
Integra o actual sistema partidário do PS e viciado nas práticas que nos conduziram até onde nos encontramos.

Fernando Nobre 

Ilustre personalidade da nossa sociedade, digno representante da classe médica e com reconhecidos méritos mundiais na defesa da humanidade. Não tem qualquer possibilidade de ocupar o disputado cargo presidencial, por carecer de mérito político e credibilidade de liderança.
Confiaria a minha vida nas suas mãos, não assim o meu voto.

Francisco Lopes

Fiel e consequente membro do PCP, extremista e demagogo. É um digno representante da nossa Assembleia mas que jamais ocupará a cadeira presidencial, por haver sido ultrapassada a sua época Marxista.

  Manuel Alegre

Poderia ter sido um oponente de respeito, não fora o seu passado truculento (http://www.ionline.pt/conteudo/71059-manuel-alegre-passado-militar-persegue-candidato) e a identificação pessoal com a extrema-esquerda. Cometeu ademais demasiados deslizes nos seus debates, principalmente no último com o candidato Cavaco Silva.
Perdeu qualquer possibilidade de voto válido.

 
Cavaco Silva

Não por mérito pessoal mas sim por último recurso, será sem obstáculos o próximo Presidente de Portugal.
Esperemos que tenha um desempenho mais activo e que intervenha positivamente na estabilidade que necessitamos.



Faço o apelo aos Portugueses para que acorram às urnas no dia 23 de Janeiro de 2011, para decidir esta eleição à primeira volta e pouparmos o excesso de gastos ao nosso erário.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Cavaco 1 - Alegre 1

Foi uma completa surpresa, este último debate. Foi um debate de altura, cujos intervenientes tiveram uma actuação muito melhor, que nos anteriores debates.
Judite de Sousa esteve à altura e foi muito profissional. Soube apresentar os assuntos pertinentes, interromper oportunamente e criar uma dinâmica favorável. Felicitações.
Quanto aos candidatos, souberam realmente criar um debate com interesse constante e muito vivaz. Parabéns aos dois candidatos.

Alegre esteve muito bem na oportunidade das suas intervenções e mais ainda, nas respostas argumentativas.
Desempenhou e muito bem, o seu papel como acusador da presidência de Cavaco. Foi mordaz e obteve algum valor, nomeadamente no relacionado com a defesa do Estado Social e a falta de justiça no Sistema de Justiça.
Em contrapartida, nos demais assuntos abordados foi incongruente e cometeu gafes enormes, quando se virou para o ataque a Cavaco.
Acusou Cavaco de indirectamente, estar conivente com as práticas do BPN e da SLN. Recebeu a resposta adequada, ao ser acusado por Cavaco de tentar enganar os Portugueses com as suas acusações. Certamente Alegre não tem provas, senão tê-las-ia apresentado. Não deveria ter tocado neste assunto, que o enterrou ainda mais.
Referiu a defesa da isenção das taxas moderadoras e de que são inconstitucionais, o que não é verdade, pois a Constituição é bem clara no Artigo 64º, ponto 2, alinha a): http://www.min-saude.pt/portal/conteudos/a+saude+em+portugal/politica+da+saude/enquadramento+legal/Constituicao.htm. Completo desconhecimento da Constituição, numa área da sua própria escolha.
Defende que o PR deve ser um regulador dos poderes em todo o território Nacional. Tem razão, apenas está fora de tempo, porque Cavaco sempre desempenhou esse papel, embora nem sempre tenha logrado os seus objectivos, com a clareza desejável.
Depois de insultar os credores do país, mais disse erradamente, que "o PR deve conversar com os credores, em conformidade com o governo, depois dum acordo estratégico" (sic). Que gafe tão grande, pois esse assunto não é da responsabilidade do PR e seria uma ingerência inconstitucional.
Prometeu ser "o contrapeso ao governo e vetará todas as leis em que esteja em desacordo" (sic). Mais uma barbaridade política e denunciadora do desconhecimento dos poderes presidenciais.
Alegre deve pensar que vai presidir o país, durante o governo do PSD. Está equivocado.
Com este debate, acaba de decidir a eleição a favor de Cavaco e à primeira volta.

Cavaco esteve sempre à vontade e muito seguro do terreno que pisava. Argumentou com seriedade e convicção às acusações de que foi alvo. Neste debate, olhou mais vezes de frente o seu adversário.
Foi bastante elucidativo e até demasiado incisivo, no seu futuro papel de presidente. Pretende apagar a apatia e erros políticos cometidos, na presidência passada.
Ganhou relevo, ao defender que o papel principal do presidente, é defender sempre as boas relações com os outros países e os interesses dos portugueses no estrangeiro. Este é um dos poucos assuntos relevantes da sua passada presidência, desempenhados com eficiência.
Repetiu, que não devemos insultar os credores, porque estes subiriam as taxas. Esta afirmação é ridícula e jamais deveria provir dum economista recém-licenciado, muito menos dum professor.
Cavaco está convencido de que vai ganhar as eleições e está correcto.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Moura 0 - Lopes 1

Outro debate conforme o esperado, falaram na greve geral, no Orçamento de Estado para 2011 e pouco mais. Nada relacionado com as diferenças concretas das presidências de cada um deles, aparte de que aquilo que Cavaco faz, está mal feito.
Mais uma vez Constança Cunha e Sá, não esteve à altura duma moderação eficiente.

Moura começou com a defesa do ridículo, dizendo que se trabalhasse por conta de outrem, teria aderido à passada Greve Geral. Até onde sei, como empregado político é empregado do Estado, logo, não trabalha por conta própria, a não ser que no cargo de Deputado, seja empresário em nome do PS. Resumindo o seu curriculum, sempre foi empregado por conta de outrem. Não pode ser correcta a sua argumentação anterior.
Está na AR há um ano e herdou as consequências da situação política/económica, assim que não pode ser imputado na situação do país. Claro que como deputado do PS não pode formular opiniões pessoais, mas, agora sim, como presidente, tudo será diferente, será honesto e independente, cumprindo com os seus princípios morais.
Quais princípios e honestidade, quando volta a atacar Cavaco Silva de ser desonesto e todos sabemos que Defensor não nasceu duas vezes ("Dogma Cavaquista"): http://www.defensormoura.com#/cavaco_silva_nao_e_isento_nem_leal_e_favoreceu_amigos_e_correligionarios; Ninguém pode ser mais honesto que Cavaco, porque segundo o conhecimento científico da evolução, ninguém nasce duas vezes.
Defende a dissolução da AR quando não esteja de acordo com os Orçamentos de Estado e defende a regionalização quando integra um partido centralista.
Defende as doações e financiamentos dos partidos no quadro actual, por outro lado ser for eleito, promete lutar contra a corrupção.
Não entendo este compromisso, se os financiamentos actuais dos partidos, são uma fonte de corrupção, estadual e privada.
Faz parte integrante da maquinaria da corrupção, promete lutar contra o clientelismo e a corrupção e não sendo economista, declara que o desinteresse do público pelas eleições presidenciais é culpa da comunicação social.
É igual a si próprio e a todos em geral: a culpa é sempre dos outros. Que faça a mala.

Lopes defendeu-se da acusação de não ser da extrema-esquerda. Não será Trotskista, mas o PCP, como partido totalitário e defensor de sistemas de partido único, é um partido extremista pois não pactua com outras linhas de pensamento, na sua governação histórica mundial, passada e presente.
Será que Lopes nos está a enganar e não é candidato pelo PCP?
Atacou Cavaco Silva e o OE, novidade ofuscante e usará os poderes da presidência para influenciar os partidos nos próximos OE.
Quer taxar a banca entre os 20% e 25%, pois acha que os actuais 5%, é injusto para o Estado.
Pareceu-me bem que dissesse, que os financiamentos dos partidos devem vir do povo. Está contra a nacionalização do BPN, tal como foi feita. Claro que a SLN tinha que ser ilibada para salvar o ninho de corruptos e ladrões do BPN, e, por esta defesa, estou de acordo com ele.
Não abordou a regionalização, pois é um terreno escorregadio para o PCP.
Quando defendeu o "material circulante", só à continuação entendi que se referia ao desenvolvimento das linhas férreas nacionais. Não posso deixar de estar de acordo com ele, ao acusar Cavaco da destruição das mesmas.
Duma forma geral, esteve francamente mais objectivo e concreto que Moura.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Moura 1 - Nobre 0

Mais um debate sem novidades, entre estes dois dedicados elementos da nossa sociedade, amorfos e resignados à evidência da derrota.
Muito serenos e conscientes do seu lugar na sociedade, cumpriram uma agenda de exaltação de vaidades, sem sobressaltos mas com muitos tropeços.
Não vou analisar as suas intervenções, os ataques a candidatos ausentes que não podem defender-se e o manifesto desconhecimento do país, das suas leis fiscais e deveres como presidentes, demovem-me de reconhecer tal mérito. Apenas analisarei cada um como cidadão e político.

Moura, foi politicamente apático e até incoerente na posição de candidato. Perdeu demasiado tempo a atacar os demais candidatos e não soube ser convincente. Falou demais e mal.
Nem a sua passada experiência política como deputado e presidente da Câmara de Viana do Castelo, serviram para modificar o seu perfil de fiel e leal seguidor. Definitivamente não é um líder e sabe-lo bem. O seu comportamento foi digno e louvável, do cidadão cumpridor.
Há muitos como ele que são dignos personagens activos na nossa sociedade, mas o que precisamos neste momento, são de políticos audazes e criativos, predicados que ele não detém.
Depois deste debate, em que esteve melhor que Fernando Nobre manifestou na sua apresentação e postura, que a sua candidatura só tem o objectivo de distrair as atenções e segmentar votantes, em prejuízo de Manuel Alegre. Ainda será interventor, apenas isto, no debate com Francisco Lopes e presumo que sairá perdedor contra este político convicto. Veremos amanhã.

Nobre com a apresentação neste debate, confessou a derrota. Aquando da sua candidatura, criei algumas expectativas de alternância aos trilhados vícios políticos no nosso país.
Lamento ter que reconhecer que me equivoquei por completo, não por mim, mas sim pelo país.
Fernando Nobre é um ser humano de elevada categoria profissional e com atributos invejáveis para a classe política pela sua lealdade aos ideais que apresentou, honestidade nos seus credos e pelo empenho que dedica às suas missões.
Esta candidatura, foi um erro muito grande que manchará para sempre a memória do seu passado. Falhou em todos os campos em que interveio e até notei alguma simpatia, não denunciada, pelo Presidente Cavaco Silva.
Poderia ter sido uma pedra no caminho de Manuel Alegre, mas as suas teorias ingénuas em geral e ignorantes em algumas áreas, determinaram o seu afastamento da intenção de voto.
Esta actividade é novidade para ele, não tem atributos políticos, não tem conhecimentos reais sobre o país e manifestou-se ingénuo nas suas convicções, sobre a sociedade e a economia nacional.
Foi mal assessorado. Desconheço a composição da sua equipa, apenas posso concluir que são completamente visionários, demagogos ultrapassados e ortodoxos, que pretendem fundar uma democracia idealista e sem detractores.
Fernando Nobre nem conseguiu beneficiar do protagonismo a que aspirava e não mereceu este final. Não fez história e no futuro, apenas será um nome sem mérito político.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal 2010


Nestas circunstâncias em que vivemos, será irónico desejar um Natal Feliz dentro dos conceitos tradicionais. Não obstante, esta época de amor e caridade deve ser sempre defendida por encima das adversidades, assim pensando e em conformidade, desejo um FELIZ NATAL a todos.

Aos meus leitores que, de acidentais conhecedores da minha palavra em meus assíduos se tornaram, devo-lhes o êxito deste meu incipiente blogue. Esta é melhor manifestação de amor e caridade, que eu poderia receber de tantos ilustres desconhecidos. O meu agradecimento à vossa dedicação, e, a manifesta prova da aprovação deste, reforça o meu desejo de encontrar as palavras correctas, para continuar a marcar esta posição de "controverso", no quadro actual do nosso país e do mundo global.

Espero com renovada esperança a vossa fidelidade às minhas palavras e mais agradeço que as difundam, por aqueles vossos conhecidos cujos critérios literários sejam paralelos aos nossos, conjuntamente com os vossos apreciados comentários aos meus artigos.

Recebi uma mensagem de José Valença, que pelo seu teor, quero partilhar convosco:
Meus caros, digo-vos isto com tristeza. Este ano não há presépio: a vaca está louca e não se segura nas patas; os Reis magos não podem vir porque os camelos estão no governo; a Nossa Senhora e o são José foram meter os papeis para o rendimento mínimo; a ASAE fechou o estábulo por falta de condições e o Tribunal de Menores ordenou a entrega do menino ao pai biológico...
São nos pequenos gestos e atitudes do nosso dia-a-dia que devemos proporcionar o mínimo de alegria e compreensão a todos que nos cercam. Que o espírito natalício encha os nossos corações.
Reconheço nesta mensagem o humor político irónico, sem ofensa aos credos.

Amo todos os seres, dedico-me mais aos humanos que mais me ensinam, esqueço as afrontas e projecto o melhor para todos, neste terceiro planeta da galáxia.
Tanta fome e amarguras, dão-me forças para continuar o meu trabalho, ansiando por melhores dias com a paz e a tranquilidade, de que tanto carecemos.

Feliz Natal,
Luís Guerreiro Pereira.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Cavaco 0 - Moura 1

Foi uma luta desigual e renhida.
Moura foi objectivo ainda que demagogo. Nada tem a procurar nestas eleições aparte da auto-satisfação. Comportou-se como um cavalheiro, na postura e verbalização utilizada.
Cavaco mais uma vez, portou-se como o "avozinho sabichão", se bem é certo que é o candidato com indiscutíveis atributos políticos e sem concorrência, foi inadequado o seu comportamento. Com as suas qualificações, não precisa de ser manifestamente indiferente e desprezível no seu comportamento para com Moura. Considere os seus adversários com respeito.
Intitula-se o dono da verdade, esquecendo que apenas, é a sua verdade. Pecou por arrogância e presunção. Não tem fair-play nem encanto pessoal, talvez algum carisma à força da experiência.
Os média têm muita culpa, porque estão viciados no apadrinhamento do Estado, assim que não desempenham um papel isento, tolerando os erros e impropérios das figuras públicas, que estejam no, ou associadas ao poder.
Cavaco é apenas mais do mesmo, previsível, é o que precisamos agora, mas não pretenda enganar.
Vai ganhar e sabe-lo como todos nós, não tem necessidade de mostrar esta personalidade suja.

Moura, com a sua demagogia cansativa, continuo a atacar Cavaco na sua actuação como presidente, dizendo que ele faria melhor. Defende que o presidente do país, deve dizer "basta" quando a Assembleia deixa de cumprir a Constituição (sic). Há várias verdades neste particular, mas é inconsequente que o presidente possa dizer o tal "basta". Não tem esse poder.
Argumentou que como economista, o Presidente Cavaco, não podia ter deixado o país chegar a esta situação. Não sabe o que diz, apenas fala para ouvir-se.
Acusa Cavaco de ser discriminador em quanto às autarquias e que Cavaco não desenvolveu Portugal quando foi Primeiro-Ministro, que no seu Governo houve um aumento da corrupção e um roubo dos dinheiros da CE. Uma grande verdade.
Defende a regionalização. Não o disse, mas a regionalização exige eleições nominais.
Um grande ponto a seu favor.

Cavaco foi mais uma vez, a promessa do conhecido e sem mudanças à vista.
Promete que agora é que vai melhorar o país. Comenta que não é com salários baixos, que Portugal será mais competitivo, é uma grandiosa opinião e que ninguém ainda tinha pensado no assunto, sobre os mercados laborais/económicos, digno do "grande economista" que é. Também promete colocar os seus "conhecimentos" ao serviço dos Portugueses e um melhor futuro (sic).
Só agora é que vai fazer isso? São palavras credíveis, quando pronunciadas por quem jamais esteve no poder.
Será que o seu passado, não era o nosso futuro à época, agora o nosso presente?
Mais um jogo de palavras, para um povo habituado a acreditar nos meninos "bonitos".

Ficou-lhe muito mal e demonstra a sua essência, retorquir a uma acusação de Moura com a expressão: É mentira! Isto não se diz sr. Presidente, é deselegante e demonstra falta de educação. Há palavras socialmente aceites e menos agressivas, tais como: "falácias", "erro de opinião" ou até "incorrecto", entre outras.
A arrogância de Cavaco, manifestou-se também na afirmação de que é uma coisa muito séria, ser presidente (sic). Primeiro, ser presidente não é uma coisa, mas um cargo. Segundo, jamais diria isso a Mário Soares ou a Ramalho Eanes, porquê dizê-lo a quem nunca o foi?
E por último, para rematar a sua pior actuação, foi a "boca" de que para serem mais honestos que o sr., temos que nascer duas vezes. (http://economico.sapo.pt/noticias/para-serem-mais-honestos-do-que-eu-tem-que-nascer-duas-vezes_107440.html). Recordo o maledicente Sócrates… o Primeiro-Ministro.
É do conhecimento público que graças à sua posição política, alguns familiares seus, foram favorecidos excepcionalmente, com cargos executivos em diversas empresas públicas e privadas.
Caso sejam incorrectos estes conhecimentos públicos que refiro, deveria V.Exª esclarecer devidamente o povo, para não ser acusado como mais um político corrupto, neste país.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Alegre 1 – Nobre 0

Foi um debate aceso e aberto à exaltação das vaidades pessoais.
Foi mais uma vergonha nacional, constatar que os nossos candidatos extremam as suas "qualidades", julgando em causa própria. Pouco interesse nos assuntos nacionais e menos na descoberta de soluções construtivas. Criatividade nula.

Alegre apresentou-se sereno e tranquilo. Enalteceu a sua carreira política, defendendo doentiamente que pensa pela sua própria cabeça (sic). Esta expressão é usual na política e ninguém se precata do ridículo de tal afirmação: Não sou mais inteligente que os políticos em geral, mas sei de fonte segura, que ninguém pensa pela cabeça de outrem.
Diz que não está ali para fazer juízos sobre o percurso dos demais candidatos, mas continua a frase, julgando a actuação passada de Cavaco e o passado político inadequado, de Nobre.
Propõe a renovação do sistema democrático e também a renovação da presidência.
Recordo quando a F. Leite, propôs rasgar a democracia… ele tanto a condenou por tal afirmação.
Outra declaração curiosa, foi a defesa da greve geral, que não esteve presente e não se justificou, apenas declarando que os dirigentes sindicalistas não tinham dúvidas quanto à sua posição.
É pertinente perguntar se a greve foi dos sindicalistas ou do povo? (artigo: Greve Geral: O sacrifício do cordeiro)

Nobre esteve sempre afogueado e exaltado, mexendo-se muito na cadeira e distribuindo sorrisos sarcásticos lateralmente. Era flagrante, o nervoso e inseguro que se encontrava. Talvez até tivesse as mãos húmidas…
Atacou Alegre, dizendo que não o compreendia porque era incoerente o seu percurso político, enquanto que ele, tem um percurso distinto e que a sua candidatura não é oportunista. (?)
Enaltece o seu percurso humanitário, depois de tantos auto-elogios começo a duvidar de que a sua carreira, seja tal como a conhecemos.
Insiste no erro da aprovação do OE. Já está muito trilhado este argumento.
O que mais me comoveu das suas afirmações, foi a confirmação de que é mais um político mentiroso. Só não sei o que começou primeiro, se a mentira ou a política.
Afirmou que depois de 34 anos de casado, desconhecia qual o voto da esposa, porque o voto é secreto(sic). Poderíamos pensar que não vive com a esposa e que não se falam, mas como os conheço, sei que vivem juntos, portanto a ilação é a mentira.

Não foi Alegre que ganhou o debate, mas é Nobre que tem uma pontuação negativa, por esta mentira. Como não posso apresentar o resultado de -0, dou o benefício em cabeçalho.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Cavaco 1 – Lopes 0

Este foi um debate mais credível no aspecto político. Posições claras e definidas.
Teve uma dinâmica diferente. Cada um defendeu acerrimamente as suas linhas políticas e houve emoção na construção dos argumentos.
Foi um debate entre um estadista e um imberbe político.

Cavaco foi lutador e destacou-se na segurança dos seus princípios. Tem uma história sem paralelo e vantagem sobre os demais candidatos, o que lhe permite argumentar com solidez e sobriedade. Admite a possível intervenção do FMI, o que é grave (artigo: O "papão" FMI), mas tem as mãos atadas e não o admite abertamente.
Se prometer pressionar para a mudança radical desta Constituição, terá o meu voto e os de muitos mais cidadãos. (artigo: Estado vs. Governo vs. Povo = Incongruências)

Lopes, continuou a defender as suas linhas políticas, só que com mais desespero. Não pode competir, assim que recorre a métodos e argumentos "sujos" pelo protagonismo político.
Acusou Cavaco de ser co-responsável pela crise, claro que pretender negar o conhecimento de que o presidente não pode fazer seja o que for em relação ao assunto. Um presidente só pode vetar uma proposta de Lei uma vez e este sr. Lopes, pretende desconhecer o que é do conhecimento público.
Segundo os dogmas comunistas totalitários que Lopes defende, todos os bancos seriam nacionalizados. Já passou a época do PREC, mas por outro lado acusa os outros de o terem feito e Cavaco de haver sido cúmplice do governo na nacionalização do BPN.

Não entendo o incongruente raciocínio de Lopes, embora já saiba o que ele quer na realidade: Criar uma posição de peso na nomenclatura do PCP, para subir na hierarquia. Por isso, serve-se dos argumentos mais ridículos e inapropriados, no contexto Constitucional e destas eleições.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Oliveira e Costa e o divórcio

Antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do Governo PSD, Oliveira e Costa, é uma pessoa de moral indiscutível (?) ou não teria sido então, nomeado pelo actual Presidente (moralista) Cavaco Silva, para o seu passado governo.
Mais uma vez estamos perante a justiça a tentar fazer "justiça". Claro que é previsível o veredicto final havendo tantos "poderosos" envolvidos. Não haverá justiça legítima.
O caso BPN é badalado desde o início da crise. É uma vergonha para o PSD, que teve que pedir ajuda ao PS, para salvar os amigos. Com o nosso dinheiro claro.
Este escândalo continua e seguirá o seu lento caminho, até ser encontrado um bode expiatório que não pertença aos amigos que ajudaram Oliveira e Costa no passado.
Não falo do digníssimo Dias Loureiro, homem de confiança do Presidente Cavaco Silva, porque este Loureiro está em Cabo Verde e esquecido (?) da justiça.

Há 16 arguidos no caso BPN, José Vaz Mascarenhas, Luís Caprichoso, Francisco Sanches, Leonel Mateus, Luís Reis Almeida, Isabel Cardoso, Telmo Belino Reis, José Monteverde, Ricardo Oliveira, Luís Ferreira Alves, Filipe Baião do Nascimento, António Martins Franco, Rui Guimarães Dias Costa, Hernâni Ferreira e a empresa Labicer - Laboratório Industrial Cerâmico (http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=6771).
Nem ele, nem a quadrilha do BPN neste processo, serão condenados.

Oliveira e Costa provavelmente, será absolvido de todas as acusações, abuso de confiança, burla qualificada, passando por fraude fiscal, falsificação de documentos e outros ilícitos.
Talvez o bode expiatório seja a empresa Laciber, a única culpada e condenada. É a única entidade que não tem dinheiro real.
Todos os outros estão na "penúria", principalmente Oliveira e Costa, que transferiu todos os activos para a ex-mulher e filha, razão pela qual não ressarcirão o Estado. Curioso e é deste assunto que pretendo falar, porque o anterior conspurca-me os neurónios.

Senhores invejados deputados (pelos correligionários não favorecidos), como representantes do povo ainda que ilegítimos, pois estão na Assembleia por "graxa" partidária e não por eleição nominal, que pensam desta situação?
Que tipo de Lei nos protege dos audazes que depois do divórcio, colocam em nome das ex-conjugues e de outros familiares todo o seu pecúlio, quando estão em risco de perdê-lo?
Senhores juízes, como se sentem moralmente ao constatar que pessoas outrora tão ricas e poderosas economicamente, não tenham agora dinheiro? Recordo o Dâmaso do Benfica, que declarava o ordenado mínimo, apenas chegava para abastecer de gasolina o seu Ferrari.

Esta imoralidade é uma fuga legal à responsabilidade de ressarcir o Estado e deve terminar.
Este país tem inúmeros empresários e políticos empobrecidos abruptamente, porque as ex-esposas afinal eram uma maravilha e merecem todo o pecúlio com que eles ficaram depois do divórcio.
Acaso estes activos, não são de justificável comprovação para o escrutínio fiscal?
Que passa com a Assembleia? Que passa com a justiça? Que passa com o fisco? Que passa com o país? Que passa com a moral do governo?
Veremos se a congelação das contas bancárias em nome da ex-esposa e da filha de Oliveira e Costa, serve para algo. Duvido!

sábado, 18 de dezembro de 2010

Alegre 2 – Lopes 0

Mais um debate amigável. Companheiros de dogmas e adversários oficiais mas cúmplices e unidos contra Cavaco. Esta foi a tónica básica do debate. Espectável, pois como ambos sabem não ter capacidade para ocupar a presidência, unem-se no ataque às políticas do actual presidente Cavaco.

Alegre, pretende lutar por uma segunda volta mas esgotam-se-lhe os recursos e o tempo.
Declarado europeísta, culpa Angela Merkel dos problemas de Europa. Claro que tem algumas razões em relação à Europa mas não em relação a Merkel. Porque se outro ocupasse o lugar da senhora, apenas outro nome seria usado, toda a vez que os delineamentos seriam iguais.
Demarca-se de Lopes pelo seu passado, sem contudo, defender uma política assertiva e muito menos construtiva. Não há criatividade na presidência, com esta Constituição.
Dois pontos a favor por ser europeísta e ter aprovado a vergonha do Orçamento de Estado 2011.

Lopes, mais uma vez foi consecutivo com o anterior na defesa dos dogmas do P.C.P.
Declarado anti-europa e radical, apenas por razões políticas saudosistas, não proferiu quaisquer razões eleitoralistas de consistência. Falou também contra Cavaco como seria de esperar, sem apresentar alternativas políticas fazíveis.
Apenas demonstrou que está ao lado de Alegre contra Cavaco.

Este debate também foi mal moderado, porque não é desta forma que os telespectadores ficam esclarecidos. A culpa não é dos candidatos que tomam o seu tempo com a liberdade que interessa aos seus propósitos.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Cavaco 2 – Nobre 1

Este debate só trouxe uma novidade, a mudança de atitude de Fernando Nobre. Foi mais moderado e consciente da posição que ocupa na sociedade. Talvez se devesse à consideração que devota ao Presidente Cavaco ou ao reconhecimento de que o seu objectivo não é ganhar.
Cavaco Silva não foi surpresa, foi mais do mesmo e não surpreendeu.
É previsível em todos os assuntos e posições que assume. Conservador e sereno (quase sempre).
Todo o debate decorreu à volta do orçamento, não obstante as tentativas de mudança de assunto, Nobre voltava ao Orçamento de Estado de 2011.

Nobre defende que o presidente pode intervir no orçamento e que a experiência de Cavaco, não impediu que este orçamento fosse aprovado. Segundo ele, seria melhor não haver orçamento ainda e continuarem as discussões para outro melhor.
Tem razão nisso, apenas que o tempo para a sua aprovação já estava esgotado e a Europa estava à espera dum orçamento que provasse a intenção do país, na obediência aos interesses do capital.
Também defendeu que por encima do calendário dos partidos, está o interesse do país.
Neste assunto Nobre derrapou, porque o interesse do país estava na aprovação do orçamento.
Também referiu Nobre e fora de contexto, que sempre defendeu o interesse do país e que até tinha ido ao Iraque, quando foi chamado para mediar a libertação dos portugueses reféns.
Cavaco defendeu-se, dizendo que as intervenções de organizações privadas, nada têm a ver com os interesses de Portugal neste momento. Foi a única vez que pensei que Cavaco estava a perder o controlo do debate.
Nobre, usou metáforas médicas inapropriadas neste assunto, recheado de vacuidades egocêntricas e inflamadas, como sempre. Tem necessidade de se afirmar.
Tentou forçar Cavaco ao confronto, sabendo que Cavaco perde o controlo quando se emociona, mas não logrou a sua intenção. Cavaco manteve uma posição fria e distante.

Cavaco defendeu que interveio na mediação inter-partidária, para o consenso e aprovação deste OE e que graças à sua intervenção, Portugal está melhor agora que antes da aprovação.
Quanto à mudança da Lei do Trabalho, Cavaco defende que jamais permitirá que seja tocado o assunto de justa causa, porque jurou defender a Constituição na íntegra. Não manifestou a opinião com respeito ao assunto em si. Se é bem certo que assim o jurou, não menos certo também é, que a mesma Constituição é frequentemente violada e não vejo a defesa da mesma, por parte do Presidente. Nobre não se manifestou neste assunto e voltou a insistir no OE.
Cavaco defendeu que só conseguimos o desenvolvimento do país, se conseguirmos aumentar a produção. (Esquece que foi nos seus governos que a produção foi mais sacrificada – Artigo Pátio das Cantigas)
Cavaco foi mais estadista e apelou à defesa em duas ocasiões, permitindo que Nobre marcasse uma posição dominante, ainda que momentânea.

Foi o debate mais interessante até agora. Cavaco ganhou por pouco.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Alegre 1 – Moura 0

Mais um encontro entre candidatos. Foi um encontro em que cada um expressou opiniões desencaixadas do contexto do debate espectável e que não teve qualquer relevância politica.
Resumindo, não foi um debate.
Foi uma apresentação pública de Defensor de Moura, que reconheceu ser na prática, o início da sua campanha. Que campanha pretende ele fazer e qual o objectivo?
Apelar ao voto?
Tampouco esclareceu se era um apelo ao voto para Cavaco ou para Alegre.

Manuel Alegre muito simpático e afável com Moura, teve um comportamento aquiescente para com o seu companheiro de conversa.
Só ouvi o silêncio político, por parte de ambos.
Nem valeu o tempo de atenção e muito menos o de antena, pago pelos contribuintes.

Ruidosamente, notei que Alegre condescendeu em limitar as suas excreções anti-cavaquistas, neste ameno encontro de amigos.
Um ponto a favor do comportamento político de Alegre.

Pacote de 50 medidas

Um novo pacote de 50 medidas de incentivo à economia, foi aprovado hoje em Conselho de Ministros.
Estupefacto, assisti à apresentação destas novidades, pelos ministros da Presidência, Finanças, Economia e Educação.
Fiquei surpreendido, porque a minha expectativa era mais séria, dadas a pressão internacional e as circunstâncias nacionais. (no artigo Muro contra o FMI, recomendo algumas soluções do FMI)
Afinal foi mais um jogo dilatório. Tapam a cabeça para não serem vistos.


Todos enunciaram assuntos cruzados, de foros cuja responsabilidade eram dos outros, sendo parcas as explicações posteriores, pelos responsáveis pelas respectivas pastas. Parecera que todos buscavam protagonismo na execução das diversas decisões tomadas. Não era necessário, já sabemos que em C. de M. todos opinam, até a mais inverosímil e ridícula blasfémia e não se riem, pensam que é a sério.
Por isso foi aprovado este "pacote" circense.

Notei falta de concentração e insegurança nas pretensas medidas, aparte da incoerência das mesmas, talvez medo até. O país não está preparado para o que pretenderam anunciar, por isso foram tão vagos na especialidade, argumentando que antes da definição dos tetos e funcionamento específico, devem ouvir os parceiros sociais.
Para que serve o Governo então? É executivo ou consultivo?
Têm medo das próximas eleições?
Não tenham medo senhores des-governantes, sabem o resultado e não devem temer o que já conhecem.

Agora vão implementar metas para a consolidação orçamental, quer dizer então que até agora, os orçamentos eram geridos por emoções e sem metas. Não é novidade.
Outra aberração foi o inexplicado fundo de despidos, meteram os pés pelas mãos sem definições concretas. Nem sabem do que falam. Copiem o que fez a América Latina em relação a este ponto, quando lá entrou o FMI. Ou perguntem ao Lula como se faz.
Sistema especial para controlo trimestral da despesa pública; esta é confirmação de que até agora não há controlo na despesa pública, porque o controlo anual jamais é eficiente.
Novo modelo de compensação pela cessação do contrato de trabalho, afinal sempre vão alterar Leis Laborais.

A única afirmação séria: Teixeira dos Santos, nega a influência do FMI neste pacote.
Claro sr. Ministro, o FMI jamais aprovaria estas 50 ridículas medidas. Prepare outras!

Mais demagogia e um pacote cheio de areia que pretendem atirar ao ar, esperando que os Portugueses olhem para cima à procura das tais medidas e recebamos toda a areia nos olhos. Pretendem que continuemos cegos e que bisemos o voto.
Desenganem-se, cegos são os senhores, pior ainda, não querem ver! Pior cego…

As respostas aos jornalistas foram todas infantis, inconsistentes e inconclusivas.
Senhor Primeiro-Ministro Sócrates, onde pretende chegar com este governo?
Até ao Carnaval para o baile? Duvido!

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Lopes 1 – Nobre 0


O primeiro debate desta noite foi a primeira vergonha debatida nestas eleições. São o típico exemplo de aspirantes a galos sem saberem cantar. Nenhum dos dois manifestou seja o que for em benefício do país. Pura e simples retórica, estudada ou receitada.

Começaram mal os debates presidenciais. Começaram com ataques pessoais, defesas curriculares e acusações daquilo que o outro não sabe fazer. Errado!
Vergonha para a audiência, pois só defenderam dogmas e vaidades. Errado!
É mais uma tentativa de tentarem provar que este povo é estúpido. Errado, não o somos!

Nenhum deles sabe o que fazer com o país. Só dizem que fariam melhor, mas não o quê.
Presumo que esta estupidez seja o argumento de todos. (Espero que Cavaco não diga que fará melhor agora… prefiro que seja mais do mesmo, sem surpresas)
Melhores presidentes quando a Constituição condiciona a actuação dos mesmos?
Acreditarei naquele candidato que manifestar a necessidade de mudar a Constituição, a fim de que o presidente tenha um papel mais determinante nos destinos do país.
A bem da Nação.

Fernando Lopes, foi mais seguro do seu papel e defende o indefensável, mas foi consequente consigo próprio e com a política que defende. Ainda não tendo qualquer predicado favorável ao presidencialismo e sabendo que está a perder tempo, é honesto com a sua política, consequente com o trabalho de casa e genuíno.

Fernando Nobre, defendeu a sua óptima capacidade de intervir na ajuda e trabalho social, actividade que desempenha com muito mérito. Mais nada. Está nesta campanha para criar uma posição de protagonismo político, mas não sabe onde assentar os seus pés. O seu passado político já o queimou (Ver o artigo: Pátio das Cantigas). Esta não é uma meta a que possa aspirar. Não tem história credível, nem capacidade de liderança. Até um cego vê que nem ele acredita no pouco que diz. Falta-lhe a força da convicção que se obtém da segurança interior. Mostrou-se inseguro e cambaleante, porque não sabe fazer política e não conhece o terreno que pisa.
Deveria retirar-se desde já e poupar dinheiro para se candidatar à gestão hospitalar, aí sim, certamente faria um trabalho mais eficiente.
Como não o identifico como corrupto e confio na sua humanidade social, terá o meu voto.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Eleições perdulárias

O Presidente Cavaco Silva, acaba de promulgar a nova Lei de Financiamento dos Partidos, apesar desta incluir "opções normativas indubitavelmente questionáveis".
Sr. Presidente, se não tem dúvidas de que podem ser discutíveis, algumas opções normativas, pergunto então porquê promulgou dita lei, tão duvidosa para V. Exª?
Arvora a bandeira da honestidade, mas é cúmplice manifesto em mais uma Lei que promove a corrupção. Esta Lei é mais uma prova da institucionalização da corrupção neste pobre país, pobre.

Há várias considerações que contrariam o bom senso desta promulgação. O país não tem dinheiro para a saúde, para o ensino, para os subsídios às gentes que estão no desemprego e com fome, por culpa sua também, e, permite-se subsidiar os políticos que nos gastam os últimos euros e endividam os nossos netos.
O trabalho na política deveria ser honroso e dedicado ao povo, mas todos sabemos que é precisamente o contrário destas premissas, o que a maioria dos nossos políticos faz.
Os partidos deste país deveriam subvencionar-se, com o produto dos seus filiados e os donativos dos simpatizantes. Claro que nesta Lei, também refere que estes financiamentos são dúbios, mas então que defende o nosso presidente? A permissividade da corrupção ou a transparência?

Mais pontos negativos, obteremos nas apreciações dos mercados internacionais. Somos um pobre país arruinado, que financia a classe política em detrimento da salvação e bem-estar do seu povo e com um Presidente que reconhece esta situação, mas que não obstante, anui.

Temos o maior parlamento do mundo, proporcionalmente. Alguns exemplos:
Brasil: 192 milhões de habitantes com 513 deputados.
U.S.A.: 315 milhões de habitantes com 535 membros no total da Câmara e Senado.
Rússia: 142 milhões de habitantes com 450 membros na Duma.
PARLAMENTO EUROPEU: 495 milhões de habitantes com 605 deputados.
Alemanha: 82 milhões de habitantes com 622 deputados.
Inglaterra: 49 milhões de habitantes com 646 representantes na Câmara dos Comuns.
França: 63 milhões de habitantes com 920 deputados.
Espanha: 46 milhões de habitantes com 350 deputados.
Portugal: 10.633.000 habitantes com 230 deputados. Com apenas 100, já eram demasiados.

Crê o Presidente deste paupérrimo país a necessidade de termos o máximo permitido?
Não será esta anomalia, um corrompimento à defesa das necessidades do nosso povo?
É uma vergonha para os carenciados e grande falta de bom senso, perante aqueles a quem devemos e pedimos dinheiro, para alimentar as sanguessugas deste Estado.

Não há transparência nas contas públicas, tal como não a há nas receitas dos partidos. Os "favores" do governo, convidam ao favorecimento dos financiamentos destas receitas, precisamente provenientes daqueles que mais benefícios obtêm, na distribuição das obras públicas que nos delapidam e na incúria da fiscalização das suas respectivas actividades.

V. Exª. é o defensor da Constituição, segundo o juramento que fez. Mas será que está a defender a Constituição na responsabilidade para com a Nação?

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

WikiLândia

Ninguém pode acreditar que Julian Paul Assange (http://pt.wikipedia.org/wiki/Julian_Assange), jornalista australiano e fundador do http://wikileaks.org/ (http://pt.wikipedia.org/wiki/Wikileaks#Pessoal_e_fundos), seja o famoso criminoso mundial de que é acusado pelos Norte Americanos.
É apenas um jornalista que saltou para o estrelato, pela denúncia de segredos tão comprometedores. Informa dentro do seu legítimo direito de cidadão mundial e incomoda muita gente.
É a nova versão do Lee Harvey Oswald, (http://en.wikipedia.org/wiki/Lee_Harvey_Oswald) que foi morto à "queima roupa" por Jack Ruby, um conhecido mafioso de Dallas, quando estava sob custódia de membros do FBI, também acusado injustamente e sem poder testemunhar publicamente. Jack Ruby foi morto misteriosamente na prisão, pouco tempo depois. Não teve oportunidade de fazer declarações depois de assassinar Oswald.

Assange será preso e talvez morto por acidente, antes de fazer quaisquer declarações públicas.
É uma história de ficção, muito bem orquestrada pelos interesses económicos dos USA.
Em nenhum país do mundo, há pessoas tão bem informadas dos segredos revelados. Ninguém tem conhecimento de tão divergente informação, sobre país algum. Nem os próprios presidentes desses mesmos países. Tanta e diversa informação, é exclusiva do conhecimento de dezenas de departamentos e polícias, que apenas a cruzam, quando é do interesse para a defesa do estado.
As informações têm origem de fontes tão diversas, que seria ingénuo pensar que Assange tivesse tantos informadores e tão estrategicamente instalados na administração Obama.

Barack Obama (http://pt.wikipedia.org/wiki/Barack_Obama) é um presidente incomodativo e perturba os interesses económicos dominantes. Foi eleito por estes mesmos interesses, com o objectivo de "lavar a cara" dos americanos perante o mundo. Conseguiu que o mundo visse nele uma nova esperança para a mudança da política externa americana e até recebeu um comprado Nobel da Paz (http://www.publico.pt/Mundo/nobel-para-obama-foi-uma-surpresa-mas-nem-todos-elogiam-a-escolha_1404426). Depois desviou-se do rumo que lhe traçaram e agora tem que ser combatido.
Que melhor forma que esta, ao porem todo o mundo contra Obama pelas revelações feitas por Assange, supostamente provenientes de "fugas" da sua administração?

Assange, é um peão no processo para desacreditar Obama, que está a ter bastante êxito.
Todos os aliados estão convulsionados contra a sua administração.
Depois do Partido Democrata Americano haver perdido a maioria no Parlamento nas últimas legislativas, prevejo a antecipação das eleições presidenciais americanas, se Obama não mudar rapidamente e obedecer fielmente aos seus "chefes".

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Copa do Mundo 2018

Foi a mais evidente decisão política da FIFA, até agora evidenciada.

Consultando o sítio: http://www.kp.ru/, confirmamos a segurança da eleição da Rússia nas declarações dos responsáveis, dias antes da eleição.
Comentário recolhido na net:
A Fifa escolheu o país do leste europeu como forma de ampliar o interesse da população pelo esporte mais popular do mundo,diante do ganho de importância do campeonato russo e a migração de jogadores de outras ligas para o país,além de representar a ascenção económica da Rússia após a separação da União Soviética em 1991. (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Copa_do_Mundo_FIFA_de_2018)

A Rússia foi eleita por vários motivos:
Políticos, pela cortesia que o Ocidente europeu pretende insinuar à Rússia.
Económicos, pelo elevado custo dos investimentos nas infraestruturas necessárias imperativas, que perturbaria a nossa recuperação económica.
Segurança, pela melhor capacidade da Rússia em controlar as diversas correntes sanguinárias que estes eventos atraem.

Terminaram os sorteios, para melhor controlarem os diversos interesses supremos.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Restauração e perda da Independência

PORTUGAL a 01 de Dezembro de 1640:
Recuperação da nossa independência do domínio de Espanha, que durante 60 anos oprimiu o nosso país.
Em 1580 nas Cortes de Tomar, os Espanhóis mentiram-nos. Aquele Filipe II e o seu sucessor Filipe III eram uns mentirosos. Prometeram-nos paz e integridade, mas tiraram-nos todo o nosso próprio respeito. Aumentaram os impostos e a população caiu na miséria. O comércio afundou e os senhores feudais desapareceram. Começamos a ser ameaçados pelos poderes de Europa daquela época, que eram a Inglaterra e a Holanda.
Fomos salvos pela justiça e pela nobreza, que proclamaram o Duque de Bragança, como  Rei de Portugal (D. João IV).

PORTUGAL a 01 de Dezembro de 1910:
Repete-se a história com os Socratistas. Mentiram-nos durante anos. O denominador comum actual com os Espanhóis é só a cor política.
Perdemos a paz, a integridade e o respeito. Aumentaram os impostos e a população caiu na miséria. O comércio afundou e os empresários desapareceram. Estamos nas mãos dos poderes de Europa de hoje, que são a Alemanha e a Holanda.
A nossa justiça não nos pode salvar porque não existe.
O Duque de Bragança sem a ajuda de conspiradores da nobreza, nada pode fazer.
Resta-nos o Presidente Cavaco, mas tem as mãos atadas pela Carta Magna Comunista.

Já não temos aliados e Roma não nos ajudará certamente. A Casa Pia está controlada.
Seremos conquistados pelo capital dos abutres do FMI e os seus mercenários da NATO.