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sexta-feira, 18 de março de 2011

Os segredos do hipocampo no conhecimento

O cérebro não se limita a captar e empilhar a informação, como faz o disco duro de um computador.

Os factos são inicialmente memorizados no hipocampo, estrutura bem imersa no interior do cérebro, localizada nos lobos temporais do cérebro humano na base do lobo temporal do córtex cerebral, e com a forma e dimensão aproximada de um dedo mindinho.
Mas a informação não permanece aí indefinidamente. No seu devido tempo é gradualmente transferida para o córtex cerebral. Aqui, são armazenadas todas as informações absorvidas através do estudo, assim como através dos sentidos (visão, audição, olfacto, gosto e tacto). Durante o armazenamento no córtex, a informação é também processada e de cada vez que a recordarmos, o nosso cérebro volta a reescrevê-la, usando-a na demonstração do conhecimento.
O hipocampo cria e armazena conceitos duma forma volátil e temporária. É uma estrutura importante para a consolidação da memória recente. Em contrapartida, o armazenamento da memória de longo prazo está relacionada ao córtex cerebral.

O tempo devido para que a informação recebida pelo hipocampo seja processada e transferida para o córtex cerebral, varia de acordo à idade e capacidade de cada indivíduo.
Para os humanos em idade de aprendizagem escolar, este tempo devido é de 24 horas e após, condição exigível, de pelo menos 4/6 horas de sono nas Ondas Delta, só obtidas, dentro de pelo menos as 8/10 horas de sono nocturno.
(Para melhor informação ler: A importância do sono)

Conforme envelhecemos, partes do cérebro tendem a encolher mesmo na ausência de doenças neurocognitivas, como a demência ou Alzheimer. Algumas partes do cérebro podem ser poupadas à atrofia natural do envelhecimento e até fortalecidas, por meio de actividade física aeróbica ou simplesmente caminhar sobre piso suave e em planos horizontais, em quantidades e velocidades relativamente moderadas, na idade mais avançada.

O objectivo concreto deste artigo é o de elucidar os pais e jovens dos nossos tempos.
A absorção de novos conhecimentos, deve sempre considerar os tempos dedicados a cada área nas suas diferentes etapas naturais, para a concretização da eficiência, que se pretende obter.
De nada serve a um aluno, professor ou apresentador, dedicar horas extenuantes de aplicação e de estudo concreto, imediatamente prévias, às necessidades da utilização desses conhecimentos.
Todas essas horas serão perdidas, pela incapacidade do cérebro de assimilar os novos conhecimentos, se não são consideradas as necessidades biológicas do mesmo, baseadas no descanso, no processamento de informação e do respectivo armazenamento na memória de longo prazo.

Todos os conhecimentos apressados, obtidos sem considerar estes princípios naturais, são efémeros. Podem salvar uma situação específica ou pontual, mas não têm utilidade futura e duradoura.

Um apresentador pode utilizar este modelo de estudo, baseado na memória recente. A informação futura não é importante, pois foi apenas de utilização pontual.
Um professor ou muito menos um aluno, não podem refugiar-se nesta artimanha.
Passadas algumas horas, a informação começa a perder-se nos recônditos da memória, ficando apenas uma lembrança ténue, de algo que sabia mas que não recorda, até ao seu completo esquecimento.

Os estudos obtidos poucas horas antes da sua utilização prática, só provoca discordâncias ou perturbações, com os estudos anteriores. Não teve tempo para ser adequadamente processado e armazenado no nosso disco rígido, que é o nosso cérebro.
Antes dos exames ou provas, deve haver um espaço de pelo menos 24 horas, incluindo as 8 de sono tranquilo e de pelo menos outras 8 horas de ócio.

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