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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O aumento do petróleo

Este inconveniente aumento do preço do petróleo não é casual, e muito menos o vazamento no oleoduto Trans Alaska (também explorado pela BP) no passado Domingo 9 de 2011, localizado no distrito North Slope no Alaska.
Se realmente houve o dito vazamento, temos que concordar que foi muito conveniente para algumas economias, nomeadamente a Americana e a Inglesa.

As maiores dívidas públicas ocidentais, são as destes dois países e nesta mesma ordem. Os Estados Unidos com 94% e a Inglaterra com 416% do PIB, referente ao final do 1º semestre de 2009.
Se bem que também estão em 1º e o 3º lugar em activos externos, a crise económica actual não permite neste momento, a repatriação dos capitais da rentabilização desses mesmos activos o que leva a contabilizar um custo negativo dos mesmos, com um elevado défice nas contas públicas externas.

Nesta operação aritmética, incide duma forma muito favorável o aumento do valor do petróleo. Supostamente a válvula do oleoduto será reparada esta semana e a produção voltará aos níveis anteriores, mas o que certamente não será corrigido é o valor de venda do petróleo, aos mesmos valores antes da suposta avaria.
Bilhões de dólares extra entrarão nos cofres destes países, enquanto que valores similares serão gastos extra, para as economias dependentes deste ouro negro. É a lei do mais forte.

Mais um factor de desequilíbrio nas economias deficitárias e que foi introduzido duma forma inesperada, mas com factores muito favoráveis para os Estados Unidos que atravessa uma crise política grave e para a Inglaterra que não tem outra forma de amortizar a enorme dívida para com a CEE e também para evitar uma nova recessão. (http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=463103)

Não está garantida a salvação da administração Obama com esta manobra, tal como não está segura a coligação de David Cameron, Conservador com Nick Clegg dos Liberais.
A única garantia a exalar desta manobra exploradora, é uma maior dependência das economias em risco, para com o FMI ou para com o Fundo de Estabilização Europeu, que foi criado para emancipar as economias europeias da influência Americana. Mas não o será por muito tempo, porque alguns países europeus estão envolvidos com esta estratégia global Americana.

Os estados que queiram manter por mais algum tempo a sua independência, terão que recorrer aos seus recursos internos para o desenvolvimento de fontes de produtos transaccionáveis de exportação, com uma maior aposta nos recursos humanos próprios ou em último recurso na captação de capitais externos, para uma aposta produtiva nacional, com maior percentagem de valor acrescentado, aparte da mão-de-obra.

O aumento dos combustíveis em Portugal, é agravado pelos impostos e pela descarada gula da GALP que declara aumentos de custos (ordenados?), mas não se coíbe de macro investimentos exteriores. Têm direito ao lucro, não assim à usura legal e apadrinhada por todos os políticos a começar pelo Presidente da República. A Autoridade da Concorrência é uma burla num só acto, formada por fiéis obedientes do poder do governo.
Estamos numa república das bananas, em que a extorsão deste bem essencial e dinâmico do desenvolvimento nacional, é legalizada pela nossa Assembleia de oportunistas políticos, salvo os honestos que lá estejam, mas que desconheço quem sejam.

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