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sábado, 22 de janeiro de 2011

Campanha inútil

Tantos candidatos iníquos e perturbadores. Não tivemos exemplos dignos da magistratura cobiçada. Foi a mais podre campanha a que me foi permitido viver e já vivi e participei em algumas (não em Portugal), com êxito e muito mais substanciosas.
Todos e qualquer um em particular, deram um mau exemplo da política nacional. Uns por cobiça, outros por desforra e outros ainda, para descrédito punitivo do eleito.
Nada aportaram em dignidade e exemplos de liderança, nem em criar expectativas credíveis.
Nenhum vai ganhar. Todos vão perder, assim como o país. Foi um gasto desnecessário numa época tão pobre e cheia de mágoa pelo passado, fomentado de alguma forma por todos os envolvidos nesta campanha.
Só houveram manifestações indignas de qualquer político que se preze. Esta não foi uma campanha para as presidenciais. Foi uma campanha para o descrédito de Portugal.

Estamos seguros de que ganha Cavaco, tal como comentei no artigo " O próximo Presidente da República" publicado a 30/12/10. Esta campanha não alterou em nada, o resultado por todos nós conhecido. Apenas definiu que mesmo o ganhador, perdeu, pela pobreza de valores nacionais manifestada durante a respectiva campanha e a mancha da dúvida criada, sobre a sua honestidade.
Até o motivo do apelo que fiz aos portugueses para que o elegessem à primeira volta, no artigo referido antes, serviu para o mesmo apelo feito pelo Presidente Cavaco Silva. Salvo a ridícula justificação do aumento dos juros da dívida, pois desconheço qual é a teoria económica, que implícita tal influência.

Nenhum dos candidatos teve uma campanha adequada. Certamente não há em Portugal directores de marketing institucional ou de imagem, capacitados para assessorar os candidatos. Os chefes de campanha foram escolhidos entre compadres ou amigos e esses, apenas servem para companheiros de borgas.

Não vou nomear ninguém, porque já o fiz nos artigos referentes aos debates das eleições e depois da assombrosa manifestação da mediocridade política de cada um, apenas me resta concluir que devemos alterar o nosso sistema democrático.

Portugal deve mudar do sistema parlamentário para presidencialista ou talvez monárquico.
Poupávamos muito em eleições de cargos redundantes e haveria menos corrupção.
O Tribunal Constitucional pode desempenhar o papel do presidente, na defesa da Constituição. Nesta área o presidente é apenas o moço de recados. Tem o direito de veto mas que pode ser contornado, com uma nova redacção, sem a "tal vírgula". Nem para isto faz falta o Presidente.
Para Comandante em Chefe das Forças Armadas, serve o Ministro da Defesa ou o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.
Pouparíamos muito dinheiro ao erário público.

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