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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Suspeita fuga de reclusos

À guarda da polícia e identificados como perigosos, escapam-se com a facilidade de quem rouba uma chupeta a uma criança.
Suspeitos por tráfico internacional de droga, logram escarpar-se utilizando gás-pimenta contra os guardas que os escoltavam.
Após a fuga ainda conseguem roubar uma viatura. A fuga deve ter sido planeada antecipadamente e com a cumplicidade de alguém poderoso.

É muito estranho que os guardas prisionais, supostamente habituados a lidar com delinquentes,
não os tenham algemado devidamente, nem revistado antes de entrarem no carro celular.
O gás-pimenta ou foi obtido no interior do Estabelecimento Prisional de Lisboa ou lhes foi facilitado no percurso até ao DCIAP.
Aparentemente houve trocas de disparos, também estavam armados ou furtaram uma das armas aos guardas? Isto é muito grave pelos dois lados, porque se estavam armados, definitivamente houve cumplicidade dos guardas, se não, o guarda que permitiu que lhe furtassem a arma, terá que ser investigado e castigado disciplinarmente.

Dos três guardas presentes, só conseguiram deter um dos presos. Será que este não pagou a sua evasão ou os ditos guardas são insuficientes, incapazes e inoperantes no terreno?
Incógnitas que ficarão sem respostas para o povo comum e coitadinhos dos guardas que continuarão a desempenhar o seu labor e talvez até com distinções de mérito. Esta é a nossa moral em segurança.

Algo sórdido há por detrás desta fuga. Cumplicidade dos guardas? A dúvida já existe.
Cabe às autoridades averiguar as responsabilidades, mas estarão interessadas nisso?
Se houve corrupção e cumplicidade dos guardas, é uma vergonha internacional. Têm que prendê-los e como culpados, vão parar às prisões onde habitam os delinquentes que vão gostar de recebê-los. Se saírem vivos, voltam ao trabalho pela defesa da Lei Laboral ou vão para seguranças privados.
Se não houve cumplicidade e foi apenas um desleixo com manifesta incapacidade para desempenharem o seu trabalho, o governo ficará muito mal visto e terão que despedi-los. Será por justa a causa?

O que nos será permitido saber oficialmente, é que foi uma daquelas situações imprevistas e que as autoridades se comprometerão, que casos destes não voltarão a suceder, até ao próximo.
Assim o povinho fica todo feliz e contente.

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