Realmente temos que reconhecer que o nosso parlamento é uma distracção substitutiva do Teatro Revista.
Ao ver aqueles 230 membros engalfinhados reparei logo no excesso de deputados.
Por certo, o Parlamento e 13 senadores dos states, foram a votos para 435 "poisos". Há uma relação proporcional muito equilibrada. Nós somos os maiores.
Veio-me à memória um filme da minha infância: Os Três Mosqueteiros, cujo lema era Todos por um - Um por todos. É válido para nós: Um contra todos – Todos contra um.
Enfim, foi uma diversão completa. Pareceu-me apenas que o guião estava um pouco alterado, porque vi o PS atirar-se ao PSD por este ter anuído á viabilização do OE.
Claro que o PS pretende que o governo caia.
É a única salvação para Sócrates, quando perder Teixeira dos Santos.
O PCP e o BE são previsíveis, cujo comportamento é exemplo cru de quem jamais governará. Têm a liberdade de prometer tudo. Jamais serão julgados. Esqueceram o PREC e os resultados.
Nostalgia pela época "dourada" da Nação.
O CDS foi muito coerente com a habitual linha ideológica, mas pecou por ingenuidade.
Devo elogiar o assertivo Dr. Portas, assim como a realidade dos números apresentados ainda que dramáticos. Palavras que se perdem nas brumas que pairam no hemiciclo.
O PSD já não sabe o que fazer, para apagar as afirmações ligeiras que tem feito e justificar a sua posição perante o povo em relação à conotação assumida com o PS. Bastava declarar que o país está primeiro e a viabilização é um mal menor. O Povo já não é o dos tempos do PREC. Já pensa doutra forma e é independente.
O PS como sempre, não responde e sempre tem razão. Valha-nos isso pelo menos. Temos um partido no governo, que sempre sabe o que é melhor para o país. Realmente é dotado duma resiliência superior. Conseguiram colocar Portugal no topo mundial, apenas 5 lustros após a intervenção do FMI.
Deram a mão a Portugal e estamos seguros.
O Lula da Silva, também padeceu sob o FMI e após os mesmos 5 lustros, só conseguiu elevar o Brasil à 8ª economia mundial. Coitado. Agora que termina o seu mandato, talvez fosse conveniente vir para Portugal para fazer a pós-graduação e preparar-se para as próximas eleições.
Este Parlamento é a arena adequada para as feras que nos representam. Digladiam-se até à exaustão, algum dia um deles terá um enfarte televisivo, porque apenas usam a língua e não o gládio. Assim não há sangue, apenas os perdigotos que não logram evadir as câmaras.
Nenhum dos partidos defende o povo. Defendem unicamente dogmas e ilusões e crêem que ainda acreditamos neles. Talvez se tivessem sido eleitos nominalmente, fossem mais honestos.
Sim, cheiramos a corrupção através das câmaras. São as novas tecnologias. Deviam ser mais discretos.
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