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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Cimeira da Nato PODRE

É o supremo evento no que a estratégia militar para o Atlântico Norte se refere. Nos tempos actuais já carece de importância. Terminou a "guerra fria", terminaram os medos "inventados" duma Rússia ameaçadora. A Rússia nunca constituiu uma ameaça para Europa. A Rússia aprendeu e o Ocidente também, com a crise dos mísseis em Cuba. Já passaram 40 anos à sombra deste acontecimento, mas continuou a ser empolada a sua importância, apenas para favorecer os mais importantes fabricantes de armas: USA, Itália, Espanha, Áustria, Alemanha, Israel e Brasil.

Hoje, discutem-se estratégias com objectivos de defesa contra quem? Contra ninguém, porque as ameaças duma próxima guerra são sonhos dos mesmos fabricantes de armas.
Certamente vão continuar a haver guerras, mas circunscritas a determinadas zonas demasiado ricas e de matérias-primas invejáveis pelos países com poder militar superior. O poder da força, para criar uma Nova Organização Mundial.

Teve a sua origem em 1949 e foi necessária para a criação duma de defesa para Europa. É constituída por 27 países activos e mais 6 países europeus neutros (?). Depois do desmembramento do bloco URSS já fizeram uma parceria para a paz, com 16 países deste bloco. Estão em diálogo com outros 7 países do Mediterrâneo e entretanto, aguardam a entrada de mais países do anterior bloco soviético.

Reúnem-se para tomar decisões políticas e económicas que possam afectar os países membros. O assunto na agenda é a decisão do futuro do Afeganistão. Certamente não será a economia do país em agenda que os preocupa e sim os poderes militares e económicos dos membros, sobre a influência geográfica do Afeganistão.
A razão é evidente, o Afeganistão fazia parte da Rota da Seda desde o Oriente. Hoje é a Rota da Droga. Este é o poder que alguns países membros querem e para isso usam a Nato para lograr os seus objectivos.

É a primeira vez que há uma cimeira em Portugal. Muito inoportuna, pela conjuntura económica e social actual. Portugal em crise total, vai ter que sufragar gastos para os quais não tem dinheiro e nada vai lucrar, porque não comercializa droga nem fabrica as armas que teremos que comprar, para equipar as nossas hostes no terreno.

Mas há mais contras, os dignitários exigem condições de segurança que Portugal não pode prover. Vão existir tumultos e as nossas forças de segurança não têm a capacidade humana nem técnica para os prevenir, muito menos para os combater.
Segundo afirmações ridículas das autoridades de segurança, esperam mais de 1.000 membros do criminoso grupo Black Bloc. São ingénuos porque em Montreal na reunião do G20 em Junho deste ano, estiveram mais de 20.000. Eles têm muitos tentáculos em Europa, cuja logística de transporte é muito mais económica, assim que esperemos cerca de 5.000. Claro, são mais de 1.000. Não enganam o povo descaradamente, mas sim duma forma indirecta.
Também teremos manifestações da Amnistia Internacional, dos Defensores do Direitos Humanos, das Espécies em Vias de Extinção, contra os presos de Guantánamo, etc.

Haverão mortos, muitos feridos e demasiados danos à propriedade privada. Os monumentos seculares e os comércios de rua são os mais vulneráveis, não há segurança suficiente e os prejuízos não serão compensados pela organização da cimeira. Os seguros não cobrem estes riscos de vandalismo internacional organizado. As nossas gentes não poderão circular pelas belas ruas de Lisboa, sob risco de serem feridas até pelas forças de segurança. Vai ser mais um caos para o nosso pobre país.

Porque será que os nossos políticos não pesam no povo? Apenas pensam no protagonismo pessoal que este evento lhes proporcionará. Talvez promessas de cargos internacionais importantes.
Se quase todos os países da ex-URSS já fazem parte da Nato ou têm parcerias, há alguma justificação para a continuação da existência da Nato? Claro que não dentro do espírito da sua criação. A Nato serve apenas como peão imperialista, para o recurso "legítimo" de intervenções bélicas, fora da esfera da influência da Nações Unidas.
Mais um sacrifício para o povo Português. Continuamos calados porquê? Já não existe a PIDE ou DGS, o COPCON também já pereceu, temos medo de quem?

Ah! Já sei. Daqueles que ainda andam com mandatos de captura assinados e sem nome ou será daqueles que não precisam de mandatos? Pensam que há direitos em Portugal? Pois não queiram ter o azar de estar no local errado à hora certa, vestidos de jeans e camisolas, levam cacetadas da polícia de certeza e vão presos. Se são juízes, advogados, políticos ou importantes empresários, tudo é abafado com muitas desculpas, mas se são cidadãos vulgares…

2 comentários:

  1. Parabéns pelo artigo útil e acertivo!

    Como disse e bem, receio que seja mais uma vez o zé povinho a pagar estes luxos em tempos de fome negra! Vão partir tudo em vãoooooooooo!!!

    Maior parte do povo Portugues nao se interessa por este tipo de assuntos! Os jovens e os novos adultos desta época estao ligados em rede e só querem griff, neve e spas!

    CIMEIRA DA NATO:

    O que é isso pa' reformados, pensionistas, idosos, desempregados, e sei lá mais o que cheios de fome? Cimeira da que??? quase que os oiço...tsss tsss

    Enfim e ainda por cima vao ficar com tudo partido! Só rir...

    Revolução pode ser a solução mas que seja JUSTA e acertiva, pioneira e DIGNA sobretudo DIGNA que é o que falta a esta nação, rendida ao vaidosismo e materialismo e sabe se lá mais o que...

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  2. 22/11/2010-Embora concorde com alguma da retorica,a nossa Lisboa ainda está inteira,e as forças da ordem foram muito elogiadas,mesmo sem os carros com proteção balistica.

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