Desde há muitos anos que a China está a prepara-se para o domínio mundial.
Este país comunista é o maior exemplo da aplicação do pragmatismo capitalista, na sua economia.
Com invejável inteligência transformaram subtilmente o regime só na economia, criando riqueza interna.
Mantêm os dogmas totalitários da esquerda radical e "compram" o mundo através do YUAN.
Começou pela influência nas Nações Unidas. Graças ao Imperialismo Japonês é membro permanente do Conselho de Segurança. Tem o poder de influenciar os demais membros para aprovar o que quer, porque todos os membros dependem economicamente da China. Talvez o único país que possa fazer-lhe frente seja a Rússia, mas ainda é dependente da influência económica que a China tem em alguns países da esfera política e territorial Russa. Resumindo, a China é o membro mais importante e decisivo na actuação do Conselho de Segurança.
Desde os anos 70 que a China começou a sua influência económica nos USA. Evoluiu os seus tentáculos territoriais e económicos neste país e hoje o equilíbrio da Reserva Federal Americana, depende da aprovação da China.
Descendo pelo continente americano, a China criou influências determinantes na economia de vários países, camufladas de ajudas pontuais a catástrofes naturais e de empréstimos com juros baixos, para a reconstrução.
Aparte do Canadá, a China domina totalmente a economia do continente Americano.
Depois passou para o continente Africano, onde a pressão do Yuan e do comércio de matérias-primas com produtos chineses baratos, é determinante nas economias locais.
Na Europa, começou a sua influência há mais de 40 anos. Hoje, a China como mercado emergente, detém cerca 32% de influência no FMI. Supera a influência individual dos países que eram os mais fortes: USA, Alemanha, França, Inglaterra e Japão.
A China já está em 3º lugar no ranking do FMI, a seguir aos USA e Japão, mas como domina estas economias, em breve estará em primeiro lugar.
A menos vulnerável era a do Japão mas teve que sucumbir às pressões, para salvar a sua economia através das exportações para este enorme país cada vez mais consumidor das tecnologias japonesas, tornando a China no primeiro comprador mundial destes produtos.
A China obriga todos os mercados à compra dos seus produtos baratos e investe em todos os países. No entanto, fecha as portas a qualquer investimento exterior. Assim, mantém uma autonomia e individualidade na sua produção barata à custa da mão-de-obra escravizada, segundo os nossos padrões ocidentais.
Hoje, a China é a primeira economia mundial.
Tem a sua moeda subvalorizada e desta forma controla o comércio internacional. Produz tudo em maiores quantidades e a preços sem concorrência mundial. Nos têxteis, apenas a Índia supera a sua capacidade e qualidade de produção.
Possuidora de Títulos do Tesouro e da Dívida das principais economias, dita as regras na cotação das moedas de todos estes países.
As bolsas mundiais já dependem mais do Yuan que das moedas tradicionais.
O Dólar, o Euro e o Yen (Japonês) estão em crise.
A estabilização do Dólar depende da China.
A estabilização do Euro depende dos Estados Unidos.
A estabilização do Yen depende das exportações para a China.
Num próximo futuro, a cotação das bolsas vai ter como referência o Yuan.
Será a próxima moeda oficial do mercado de valores mundial.
Este é o futuro da economia mundial e a China será em breve, quem determinará o equilíbrio do mercado mundial. Iremos ter Chineses até no Caldo Verde.
A influência política do Ocidente, tal como a conhecemos e desfrutamos hoje em dia, está ameaçada pelo Yuan.
A Nova Organização Mundial, tal como está a ser orquestrada pelos actuais poderes Ocidentais (que será analisada num próximo artigo), está ameaçada por este novo quadro económico, que determinará a filosofia política do nosso futuro se o Ocidente não tiver controlo sobre a economia de cada um dos seus países, AGORA.
Sem comentários:
Enviar um comentário
O seu comentário será devidamente considerado.
Obrigado.