Mais um episódio degenerativo da seriedade do nosso governo.
A luta de opiniões entre os ministros Teixeira dos Santos e Vieira da Silva.
O Ministro T. Santos há dias cometeu mais uma bacorada política e matemática ao afirmar que se o défice chegasse aos 7% teríamos que recorrer ao FMI.
É uma bacorada política, porque jamais deveria ter feito ameaças ou imposto condições limites a um factor, cujo controlo não detém. Pretendeu criar esperanças de limites nos juros que pagamos, aos mercados internos, pensando que estes são bobos. Não são bobos os nossos bancos ou empresas senhor Ministro. Se fossem bobos, estariam no governo tal como o senhor, que apresentou uma mensagem sensata no início, antes de começar a falar de política económica especulativa e usurária. É uma bacorada matemática, porque os mercados internacionais não andam ao impulso das suas ameaças e a prova foi que não se sentiram amedrontados e cobram ainda mais juros. Parece que nos estão a provocar, não vê isso? Claro que este jogo matemático o sr. Santos não o entende, porque pensa que está a lidar com o povo Português.
Que vai fazer agora? Chamar o FMI?
O FMI já cá está indirectamente, mas não virá oficialmente enquanto Portugal não estiver de rastos e menos falta agora, graças ao seu contributo.
O senhor Ministro Vieira da Silva contradiz a opinião do Ministro Santos e afirma que não vão chamar o FMI e que a instabilidade dos juros não é um jogo de matemática. Claro que o é, sr. Silva. O sr. parece estar convencido de haver descoberto a pólvora mas foram os Chineses sr. Silva e agora vão apoderar-se de Portugal. O sr. não tem capacidade para descobrir nada e de matemática menos sabe. O comportamento dos credores, é o resultado duma equação matemática entre a dívida e a (in)capacidade produtiva do país. Já tudo está inventado e o sr. deveria sair já do governo. Não está aí a fazer rigorosamente nada de positivo, além de criar ainda mais desconfiança nos mercados credores, ao pretender litigar com o Ministro Santos, que sabe muito mais de economia que o senhor.
A culpa deste descontrolo nas intervenções de figuras políticas inferiores, é do "paizinho" Sócrates que já não sabe para que lado se virar. Está tonto e angustiado pelas intervenções infantis dos seus ministros e a formação dum novo gabinete é tão difícil que está desesperado. Ninguém quer alinhar com este governo. Ninguém se quer queimar politicamente.
O nosso "avozinho" Cavaco, preocupado com as próximas eleições já não dá o cavaco ao país. Deveria criar um Governo de Supervisão Presidencial, como lhe propus no anterior artigo: O desastre iminente e o Presidente.
Aclaratório: Estes ternos substantivos de paizinho e avozinho, aplicam-se pela tónica paternalista, que estes senhores utilizam ao dirigir-se ao povo português. Não têm qualquer relação parental.
Sem comentários:
Enviar um comentário
O seu comentário será devidamente considerado.
Obrigado.