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domingo, 21 de novembro de 2010

NATO contra a OTAN

Foi um êxito fenomenal a controversa Cimeira da NATO em Lisboa.
O local, a organização política, as diferentes estruturas criadas duma maneira eficiente e a segurança, funcionaram duma forma excelente.
Eu estava errado ao prever mais convulsões que aquelas que sucederam. Ainda bem que me equivoquei.
O governo de Sócrates merece felicitações, pelo empenho na excelente e audaz logística.

A base de Oeiras agora transformada em comando naval, com navios da Armada Americana estacionados nas nossas águas, será um poiso dos EUA, assim como a Base Aérea das Lages, nos Açores.
Uma frente militar Norte Americana, na costa Atlântica da Europa.
É bom para o comércio local e porque poupamos em mais submarinos, que eram uma exigência da OTAN, e, se os dinheiros que recebemos, não forem para financiar as campanhas dos partidos.

Quanto ao objectivo da cimeira foi eficaz, só falta a prova no terreno. O propósito dos EUA na predominância sobre o Afeganistão, foi alcançado. Até 2014, é oficial a permanência da NATO no Afeganistão e depois desta data, criarão condições de insegurança para lá continuarem.
Obama logrou o seu propósito imperialista na área, ao fazer uma parceria com Hamid Karzai, claro que tudo farão para que Karzai continue no poder, ao formalizar um "compromisso de longo prazo para uma cooperação global" (palavras de Obama). Sabemos o significado desta afirmação, quando proferida pelos EUA. A papoila é uma flor bonita.
A OTAN terminou. Tinha que ter um fim, porque a razão da sua existência pereceu.

Nasceu a NATO, como "ponta de lança" dos Estados Unidos da América.
Com este instrumento bélico, disfarçado de ferramenta de influência para a união politica e de ajuda económica à Europa, os EUA conseguiram contornar a aprovação das Nações Unidas, para a execução dos seus planos. Incapacitaram a oposição(veto) da China.
O povo dos States já não quer continuar a suportar os gastos de polícia do mundo.
Agora têm a NATO para isso e pagamos os envolvidos.

A Rússia criará o seu próprio bloco, quando Vladimir Putin regresse à presidência.
Esta conclusão é confirmada pelo "acordo" da instalação dos mísseis.
"A Rússia deixou de ser uma ameaça, para ser um parceiro" (comentário de Nuno Rogeiro). Errado.
A Rússia apenas precisa de tempo para se consolidar no terreno e será a ameaça económica para a Europa, como foi o czar Nicolau II, Imperador e Autocrata de Todas as Rússias.
Por isso sofreu a Revolução Russa de 1917. (Este assunto será abordado num próximo artigo sobre a Nova Organização Mundial)

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