Senhor Primeiro-Ministro, depois de cinco anos a jogar infantilmente ao "O Rei Manda", neste seu sexto ano de governo só reina o caos.
Durante cinco anos, os seus ministros faziam disparates e diziam baboseiras e o Sr. em seguida rectificava e mandava-os calar. Neste último ano já não se ouvem e menos fazem. Estão assustados. Sabem que vão rolar cabeças e que a única segura é a das Finanças, por enquanto.
Não é preciso chegarmos aos 7% do custo do dinheiro para que o FMI venha. Virá passar o Natal connosco porque não podemos cuidar-nos sozinhos. O Sr. engana-nos ao dizer que o sabemos fazer.
Há factores na nossa economia e no comportamento social do povo, que obrigam à intervenção:
1. A PT distribuir dividendos por exemplo. E não há autoridade que os impeça. A Lei permite que o façam e estúpidos seriam se o não fizessem. É uma fuga enorme de dinheiro que alarma o FMI.
2. As greves programadas também são um factor influente. Desde quando o país suporta mais greves? Estamos mal e pioraremos com as greves. Seremos mais pobres ainda e o FMI não gostará.
3. As compras dos tais carros que já não chegam a tempo para a cimeira da NATO, afinal sempre virão para outros usos. Que falta nos fazem mais carros blindados? Se os dignitários não se sentem seguros em Portugal, que façam a cimeira noutro país. Não estamos para festas e o FMI não gosta.
4. Os carros que devem vir depressa, são os anti-motins porque vão haver muitos ainda este ano.
5. As medidas de contenção na despesa pública que só pretende implementar (?) a partir de Janeiro. Porquê? Acaso não deveriam ser aplicadas já? Não o vai fazer agora, porque pretende que os amigos recebam o subsídio de Natal. Outra forma de corrupção executiva, se não efectuar reformas já.
6. Os erros contabilísticos e os valores ocultos no OE/2011, que aumentam o défice actual e obrigarão a um primeiro PEC em Janeiro de 2011. O FMI não vai permitir que isso aconteça.
Não são precisos mais motivos, porque o FMI sabe prever o futuro em base à análise do presente. O Sr. parece ser a única pessoa que não o sabe fazer, tal como disse na televisão, que ninguém pôde prever a crise. Claro que se referia aos governantes que s ó fazem política eleitoral, porque eles que não ouviram os técnicos qualificados que previram esta crise desde há vários anos.
O mundo sabe que temos vivido em mentira económica desde o 25 de Abril e que os governos têm demonstrado a maior habilidade de enganar. Executam provas de económica errada para serem estudadas nas universidades de economia, como exemplo do que deve ser evitado para evitar o caos.
Derrapagens nas obras públicas que superam os 30% até onde sabemos. Obras públicas inapropriadas e outras mal executadas, tal como o Hospital de Cascais. Porque não fizeram o Hospital com mais pisos e melhores condições internas? Será por conveniência do caderno de encargos ou do PDM? Isto é corrupção executiva e não há responsáveis como sempre.
As medidas que já anunciou da eliminação de instituições redundantes, são trocos e apenas servem para enganar o povo. Elimine todas as fundações públicas e as empresas do estado, que servem de coito de oportunistas e de vigaristas.
Vivemos numa economia universal capitalista, já reconhecida e aceite pelo mundo e até pelo Fidel. O estado não deve competir com o capital. O estado tem as funções, sociais, segurança e de justiça, que devem ser executadas pelo seu governo. Quando se mete a empresário, nada faz bem.
Vimos as experiências na banca. O aval aos depositantes, foi a única medida correcta porque o estado é responsável pela seriedade dos bancos que autorizou a trabalhar no mercado. Nacionalizar o BPN foi um retrocesso na evolução das más experiências passadas durante o PREC. Deixe os bancos irem à falência e tire o dinheiro aos banqueiros e aos accionistas que são os responsáveis directos.
Se um pai de família perde o emprego por culpa da economia e não pode pagar as contas fica sem casa, mas os investidores da banca e das empresas do estado (PPP) estão sempre defendidos.
Quem vai pagar por todo o dinheiro perdido? O Povo! Não há sanções para castigar os erros dos administradores que prejudicam o país e muito menos os seus, como responsável máximo.
Recomendações para melhorar a economia, a curto, médio e longo prazo:
1. Elimine de imediato todos os financiamentos do estado aos partidos políticos e aos candidatos presidenciais. Cada quem que se desenrasque com o seu pecúlio ou recorrendo a doações de particulares.
2. Discrimine os financiamentos às fundações públicas, reduzindo os apoios ao mínimo nos gastos administrativos. Pare com os gastos de viaturas, de representação e de cargos para os amigos.
3. Elimine os financiamentos às fundações privadas. Não são da nossa responsabilidade.
4. Privatize a TAP, a RTP, a ANA e todas as empresas do estado que dão prejuízos.
5. Privatize todas as empresas do estado com fins comerciais.
6. Reduza os gastos administrativos dos hospitais públicos.
7. Termine já com as mordomias dentro das instituições do estado e impeça que os cabecilhas fiquem com as viaturas quando terminem os leasings. Que sirvam para amortizar a compra de outras. Obrigue a que o parque automóvel, tenha uma vida útil de 5 a 10 anos ao serviço do estado e apenas seja extensivo aos trabalhadores na prestação dos diversos serviços aos consumidores. Acabe com os carros para os administradores, directores, assessores, etc. Estes que usem os seus carros privados.
8. Construa barragens e aposte nas novas tecnologias geradoras de riqueza.
9. Reforce as verbas para a educação e saúde.
10. Invista na criação de condições fiscais, para a criação de empresas geradoras de riqueza.
Reduza a quantidade de ministérios, direcções e de assessores para a metade e constatará que ainda sobram.
Comece já e talvez tenha hipóteses de ganhar as próximas legislativas.
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