Total de visualizações

domingo, 10 de abril de 2011

Passos Coelho na Lusófona

Foi um discurso muito esclarecedor e denunciador dos reais males deste país.

O Dr. Coelho foi realmente incisivo nas matérias que agoniam o nosso povo. As injustiças fiscais, judiciais e sociais, são um tema deveras preocupante na nossa sociedade. A desigualdade de mordomias e privilégios com que determinados elementos da sociedade são beneficiados, são o manifesto duma política corrupta.
As isenções das propinas aos necessitados, em prol dos filhos de "papá" que chegam à universidade conduzindo carros topo de gama, são uma prova das desigualdades na atribuição destas selecções.
Esta imoralidade degradante, demonstra que a desigualdade impera na mente dos poderosos senhores, que decidem quem tem ou não mérito e necessidade da ajuda do estado, para estudar nas faculdades públicas e privadas, para concorrer aos cargos do estado e nas concessões dos subsídios.

Não logrei ouvir o discurso na totalidade, porque a TVI24, interrompeu a transmissão para comentar os próximos jogos de futebol. Esta cultura do futebol, em detrimento dum político da oposição interessado em expor determinadas verdades ocultas, também demonstra o grau de irresponsabilidade ou "dos interesses especiais", que predominam neste canal de televisão e nos mídia em geral.

No entanto, do que tive oportunidade de escutar do discurso, devo manifestar que muito me satisfez e que muitos vícios foram desmascarados. A menção da integração dos "meninos recém-licenciados" nas empresas do estado, com ordenados superiores aos dos honestos trabalhadores em fim de carreira, deve ter sido o motivo para a interrupção da emissão.
Muitas verdades foram proferidas e promessas foram anunciadas no sentido de mudar a presente situação, num futuro governo do PSD.
O prometido é irrelevante, porque não acredito que tenha poder decisivo numa hipotética coligação governamental e muito menos na vitória maioritária do PSD.

As máquinas da corrupção estão muito bem engrenadas e não há força política suficiente para as desmontar, seja qual for o partido que ganhe as próximas legislativas.
A corrupção começou em 1976 com o PS e foi em crescendo, alimentada pelo PSD e consolidada pelo PS. Não há vontade política, nem receptividade por parte dos elementos que compõem o esquema instalado.
Os ideais duma justiça social igualitária são meras utopias e contos de fadas para ingénuos.

O actual sistema político não tem poder para mudar a organização do estado. Apenas um governo de iniciativa presidencial, poderia reunir consenso para as reformas necessárias.
Tudo passa pela mudança da constituição, mas como depende do parlamento, ficará tudo na mesma.

Enquanto estivermos nas "mãos" dos partidos, continuaremos quebrados até ao desastre final.
Uma nova revolução popular torna-se cada vez mais urgente, para salvar a nação.

Sem comentários:

Enviar um comentário

O seu comentário será devidamente considerado.
Obrigado.