Começo pelo nome errado que lhe foi atribuído: troika; Em política designa uma aliança de três personagens do mesmo nível e poder que se reúnem num esforço único para a gestão de uma entidade ou para completar uma missão. Continuam a enganar-nos.
Sucede que os representantes dos três grupos reunidos para condenar Portugal, não têm as mesmas competências nem o mesmo nível hierárquico.
A Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e do Fundo Monetário Internacional, são entidades independentes, com funções específicas e de níveis distintos.
O Banco Central Europeu e a Comissão Europeia dependem da União Europeia. Vieram até cá apenas para mediar a apreciação das contas e ajudarem a descobrir os buracos disfarçados. As diversas instituições que dependem da EU, como o FEEF - Fundo Europeu de Estabilização Financeira, termina em 2013. Nesta, o veto da Suécia e da Finlândia são determinantes.
Ao contrário do que afirmou o Presidente Cavaco Silva, não podem ajudar-nos porque a situação de Portugal ultrapassa a capacidade financeira e política desta instituição.
Europa não nos vai socorrer, os nossos companheiros geográficos não têm recursos disponíveis, porque os fundos do FEEF estão destinados à ajuda de emergência e é pontual.
O problema de Portugal é estrutural; - laboral, judicial e político - e a muito longo prazo.
Vamos cair nas mãos do FMI - Fundo Monetário Internacional e não "femi" como oiço alguns ilustres membros da nossa sociedade referir (será apenas ignorância?). É formado por 187 estados-membros e foi criado em 1945. É administrado por um conselho de governadores, formado por 2 representantes de cada país. Quem decide as respostas aos pedidos de resgate é o directório executivo composto por 24 elementos; 8 destes, com assento permanente. A decisão final de resgatar determinado país, é apurada pelos votos. Diferentes países têm variável percentagem de votos, de acordo ao seu contributo no fornecimento dos recursos do fundo. Contra nós, só poderia opor-se a Alemanha, mas não tem poder para impedir o resgate, porque outros países mais influentes, como a China e os USA estão a nosso favor. A Suécia e a Finlândia, não podem vetar este resgate, pois não têm força de voto nem existe a figura do "veto". O seu veto não se aplica ao FMI, apenas à UE.
As condições impostas vão ser sangrentas para o povo privilegiado com determinados direitos, adquiridos ao longo de anos de laxismo marxista imposto pelos sindicatos chantagistas.
Tudo vai mudar. Ou se queimam as leis laborais pretensiosas ou se incrementam os investimentos.
Se os sindicatos se opõem á alteração laboral, eles que assumam a responsabilidade de criar empresas produtoras de riqueza e empreguem quem defendem. Esta é uma anedota, porque se não têm empresas é porque não têm capacidade gestora empresarial. A sua capacidade de gestão limita-se à mobilização de massas apoiados por partidos da mesma linha marxista.
O marxismo já capitulou a nível mundial, menos em Portugal. Devemos ter a procuração perpétua dum sistema que foi criado pelo capitalismo Americano e Alemão. (Início da Crise Mundial)
Os nossos políticos de pacotilha, que apenas pensam nas cadeiras do poder e nos interesses pessoais, no enriquecimento rápido e ilícito, esqueceram a outra grande maioria de cidadãos que neles votam, mas cada vez menos, segundo o aumento da abstenção registada.
Não haverão investimentos produtivos, enquanto as leis não mudarem. Sem empresas não haverá produção nem trabalhadores. Apenas encerramentos da actividade e despedimentos.
Que comerão depois sem emprego e sem dinheiro? Os direitos adquiridos?
Este vai ser um ponto importante para o FMI, pois sem produção não podemos pagar os empréstimos. Chegamos até aqui tal como eu previ nos artigos O "papão" FMI e Muro contra o FMI, entre outros.
Portugal não precisa de ajuda. Agora só o resgate nos salvará da exclusão europeia.
Dependerá nos nossos aldrabões políticos, decidir se somos resgatados ou perecemos.
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