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terça-feira, 5 de abril de 2011

Nobel da Economia para Portugal

Através de Santos Ferreira, Portugal acaba de se candidatar ao Nobel da Economia. Este douto elemento da nossa sociedade, o presidente do BCP que está em vias de entrar no ranking do "lixo", inventou uma nova fórmula económica de auto financiamento: Apoio intercalar.
Pretende que Portugal se endivide erradamente, para salvar o seu banco.

Existem vários fundos europeus destinados a ajudar os estados membros nas seguintes áreas:
O Banco Central Europeu (BCE) é o banco central responsável pela moeda única da Zona Euro. A sua principal missão é preservar o poder de compra do euro, assegurando assim a estabilidade de preços na respectiva zona. O financiamento do BCE é dirigido apenas aos bancos europeus. As taxas de juros de 1% que cobra aos bancos, permite a salvação da banca europeia a prazo imediato. Os bancos de cada país estão a comprar dívidas respectivas, a taxas entre os 300% e 700% de lucros.
Óptima rendibilidade para a salvação do euro. (Leia-se: banqueiros)

O Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) destina-se aos sectores de desenvolvimento agrícola, pescas, mineiro, etc.

O Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) destina-se ao desenvolvimento das infra-estruturas produtivas, a investigação e o desenvolvimento tecnológico. O desenvolvimento da sociedade da informação, a protecção e o melhoramento do ambiente, a igualdade entre homens e mulheres no emprego e a cooperação transnacional e inter-regional.

O Fundo Europeu de Ajustamento à Globalização (FEG) visa apoiar os trabalhadores, principalmente nas regiões e nos sectores desfavorecidos pela abertura à economia globalizada. Destina-se a apoiar a reinserção e a reconversão profissional dos trabalhadores no emprego. Promoção do espírito empresarial, apoio ao exercício de uma actividade por conta própria. Subsídios de procura de emprego, auxílios destinados a mobilidade ou formação, incentivos dirigidos aos trabalhadores desfavorecidos ou mais idosos para que permaneçam ou regressarem ao mercado de trabalho, etc.
Não está a ser utilizado devidamente em Portugal.

O novo Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF), também conhecido como o “Pacto para o Euro” destina-se à ajuda aos estados membros na sustentabilidade das contas públicas, competitividade económica e ao sistema financeiro. É basicamente um fundo de resgate europeu que pode operar em vendas privadas da dívida pública. Depois do pacote de auxílio de 110 milhões de euros à Grécia não ter conseguido acalmar os mercados o fundo, foi depois utilizado para atribuir empréstimos, que a Alemanha considerou ser uma forma mais fácil de assegurar, que os países que pediram o resgate reformem as finanças públicas e cortes nos défices orçamentais.
Este fundo é temporário, terminando em 2013.

O FEEF pretende substituir o FMI, com exigências sociais menos drásticas e convulsivas.
Não pode socorrer Portugal porque o nosso problema é estrutural. Não temos forma de pagar ao FEEF. Não produzimos o suficiente para pagar os juros do que já devemos e menos produziremos, dentro do actual quadro económico negativo. Já não crescemos e temos cada vez menos produtividade.
Precisamos de ajuda a longo prazo e o FEEF não foi criado para a presente situação nacional.

Como já não temos dinheiro para os gastos correntes, não poderemos pagar as dívidas aos nossos próprios bancos. Conduziremos à falência o nosso sistema bancário, conduzindo o país à pior miséria europeia e mundial. Negros serão os vindouros anos e pior para os nossos filhos e netos.

A brilhante solução do "apoio intercalar" não é aplicável a Portugal.
Já não temos tempo e não precisamos de "pontes" políticas, até à chegada do FMI.
Quanto mais demorar o FMI, mais aumenta a pobreza da Nação e a morte de mais cidadãos.

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