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sexta-feira, 8 de abril de 2011

Socorro FMI, ajudem, fiz asneira

Escutei com muita atenção o famoso discurso do senhor Primeiro-Ministro José Sócrates, tentando perceber se era verdade o que estava a dizer ao anunciar o pedido de ajuda externa.
Pedir ajuda à União Europeia, é uma responsabilidade que sempre foi negada por Sócrates. Daí, ainda hoje, ter algumas dúvidas em crer no que ouvi. Depois de o ter ouvido tantas vezes dizer que "jamais", com pompa e circunstância, é humano duvidar desta declaração.
Pergunto-me onde está a verdade. Já habituado à mitomania que caracteriza este político, presumo que neste momento padecerá de severas perturbações psíquicas e por simpatia, políticas.
Dizer a verdade é um sofrimento para quem tem mitomania, doença definida como uma forma de desequilíbrio psíquico caracterizado essencialmente por declarações mentirosas, vistas pelos que sofrem do mal como realidade.

Após as declarações dos outros políticos, acreditei que ele falava verdade. Finalmente.
Não é do meu agradado este recurso e em diversos artigos, faço observações pertinentes ao estado da Nação e recomendo alternativas específicas, nomeadamente no artigo "Muro contra o FMI".
Não foi considerado o muro, nem as evidências económicas que apontavam nesse rumo.
Sei de fonte segura que agora será pior. Agora o muro já de nada serve.

As consequências da famigerada vinda do FMI, vão fazer correr sangue.
Agora é que vamos sofrer os golpes da incorrecta administração pública. Durante anos vivemos num delírio consumista, sem pensarmos que as contas têm que ser pagas algum dia.

O inadequado endividamento do estado, somado ao consumismo compulsivo dos portugueses, teve os resultados negativos na balança comercial, que vamos ter que pagar com o corpo.
Estamos vendidos ao capital externo e por efeito endémico, considerados como irresponsáveis políticos e piores gestores.
Mas todos gostávamos desse delírio fantasioso. Todos queríamos ter mais que o vizinho. Aqui estamos agora numa situação tão drástica, em que o vizinho se ri de nós e segue em frente.
Houve uma época em que estávamos de tanga, agora já nem a tanga temos, até essa nos foi confiscada por falta de pagamento.

Neste próximo futuro, vamos padecer tantas privações que nunca imaginámos possíveis de tolerar.
Vão demorar demasiados anos de recuperação, que entretanto dignos e honestos cidadãos, pagarão pela irresponsabilidade dos nossos políticos e morrerão sem ver a situação de novo equilibrada.
Este é um crime que lesou a pátria da pior maneira. Não veremos os políticos responsáveis serem sequer acusados e muito menos julgados.
Esta é outra das carências da nossa sociedade. A impunidade política e administrativa dos governantes.

Elegemos por cores e somos explorados por quem não escolhemos. Temos que mudar o sistema eleitoral. Escolher por nome e experiência, quem nos representará na assembleia. Desta forma poderemos apontar o dedo e acusar as falhas cometidas e o castigo merecido.
No PS e em todos os partidos, há muito boa gente e honestos administradores, mas estão na prateleira porque não alinham na máquina corruptora instalada.
Os novos ricos estão na política a alimentar-se à custa da ignorância do nosso povo eleitor.

Nesta época vindoura e duradoura, veremos greves irracionais, convulsões sociais e ainda mais injustiças sociais.
É o preço a pagar. Será que aprenderemos algo?

1 comentário:

  1. será que alguém consegue fazer melhor ????
    quem ??? haver vamos !!!!!!!

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