Muito e bem o nosso Primeiro-Ministro José Sócrates, tem demonstrado a sua natureza de lutador tenaz. Tem a invejável capacidade de lidar com as adversidades e de superar as pressões duma forma tão satisfatória, para em seguida regressar àquele estado de equilíbrio, que tanta inveja provoca na oposição. Controla as tormentas com argumentos circunstanciais, derrotando qualquer tentativa desestabilizadora. É realmente um vitorioso e poderia ser um grande líder.
Porém, falta-lhe a candura carismática necessária, ao crédito das suas asseverações.
A boa imagem televisiva, acompanhada dum porte altivo e bem-falante, não foram perduráveis.
A sua passagem pela política criou um novo teorema físico/político: teorema socratino.
De resiliência política efémera, este teorema, ficará registado para futuro estudo das ciências políticas, como o flagrante exemplo negativo e anti-nacionalista, dum político íntegro.
Portugal, não é tão resiliente às pressões internacionais. Num suposto país industrializado e com uma economia produtiva, qualquer crise mundial seria superada, voltando o país ao seu grau de desenvolvimento, anterior à crise.
O actual custo do endividamento está a comprometer o futuro da nação, pelos próximos 40 anos. Nos primeiros 10 anos só pagaremos os juros da dívida, os outros 30 anos, serão para pagar o capital da mesma. Se pararmos de pedinchar agora, apenas este, será o cenário do próximo futuro.
Desde há 36 anos, que Portugal renunciou às industrias primárias, graças à reforma agrária.
Desde há 30 anos, que Portugal renunciou às industrias secundárias ou produtoras, a favor duma política proteccionista e consumidora do importado, com o aval dos sucessivos governos que criaram hábitos de consumo e de endividamento, para favorecimento do financiamento pessoal.
Desde há 20 anos, que Portugal enveredou pela actividade económica terciária, mas sem qualquer preparação e educação na prestação dos serviços, para competir no mercado turístico mundial.
Hoje, Portugal é um país sem recursos humanos capacitados, para retomar o rumo perdido há décadas. Perdemos muito tempo a formar doutores a custos elevadíssimos, sem nos preocuparmos em revitalizar as infra-estruturas perdidas e em formar recursos humanos técnicos e profissionais específicos, como haviam antes nas escolas industriais. Carecemos de mão-de-obra qualificada. Criámos hábitos sociais de grandeza, em que todos têm que ser doutores e chefes. Olvidámos os subalternos. A nossa juventude foi educada e está a ser formada para empregados de balcão. Já não sabem trabalhar a terra nem o ferro. Que poderemos produzir com estes ensinamentos? Nada.
Contudo, temos uma equivalência cultural com Europa muito boa, graças à facilidade dos exames. Não importam os resultados práticos, porque segundo as estatísticas, somos mais espertos agora(?).
Estes enganos têm ludibriado as mentes e a economia nacional. Hoje sofremos por causa das jogadas políticas populistas e não temos forma de nos endireitarmos se não regressarmos ao início da adulteração da nossa sociedade. À época de há 30 anos atrás. Aos anos 80's.
Não há partidos nem políticos preocupados com estas realidades práticas. Os sindicatos só se preocupam com os direitos adquiridos. Quem se preocupa com o país?
Criámos uma segurança laboral inovadora e única no mundo. Criámos a pedra filosofal laboral, dentro dum contexto político insustentável e numa economia consumista que já apodreceu.
De que nos servem os direitos adquiridos, se não há vínculos empresariais para os fazer valer?
Não podemos viver nesta economia capitalista que todos os partidos, sindicatos e o povo em geral anseiam, com as leis laborais proteccionistas, que inviabilizam a sua execução produtiva.
Os partidos e os sindicatos reconhecem estas incongruências. Ninguém quer dar o passo necessário para a correcção desta anomalia, nem esclarecer o povo. Todos mentem por razões egoístas.
Nem o Presidente da República manifesta anseio por reconfigurar este país.
Estamos sós nas mãos de políticos e sindicatos individualistas, corruptos e oportunistas.
Precisamos doutra revolução e não será de cravos.
Os responsaveis de tudo isto somos "NóS" todos!!!! Somos os pais que queremos TODOS que os filhos sejam doutores....porque é bem.....
ResponderEliminarparece mal dizer ao amigo que o filho é canalizador ou electricista ,bem é ser professor doutor e depoislogo se vê se arranja emprego de caixa de supermercado....é preciso é ter o DR atras (mesmo que não se saiba como foi arranjado). A responsabilidade é NOSSA, criticamos muito mas fazemos muitas opções erradas...os nossos filhos tem que ser melhores que os dos outros sempre.... queixem-se menos e analisem mais o que fizeram e continuam a fazer.