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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Novo Império Hidrocarboneto


A actual crise política no Norte de África seguirá estendendo-se até ao Médio Oriente e África central.

Todos estes países viveram no passado sob regimes monárquicos, tendo alguns deles sofrido golpes de estado, que deram origem aos actuais sistemas ditatoriais.
São países constituídos por inúmeras correntes étnicas, que tudo farão para regressar ao anterior sistema monárquico e unificador. O único sistema válido para a cultura muçulmana.
O povo Árabe é essencialmente pacífico, sempre que lhes dêem pão e respeitem a sua religião.
A provocada crise económica mundial, tirou-lhes o pão e foi o detonador de todos estes acontecimentos em curso.
Se não tiverem bom senso, assistiremos á balcanização de toda a região, seguindo os exemplos da URSS e da Jugoslávia.
Se isto suceder, serão mais facilmente controláveis pelos poderes motivadores deste caos.

A Tunísia já caiu e o futuro seguro, será o regresso ao efémero Reino da Tunísia e á sua consolidação.
A Argélia é um país singular, pois vive em estado de emergência desde 1992, tal como a Somália, que é regida por um governo de transição desde 2004. Sofrerão convulsões e será instituída a monarquia.
A Eritreia é o único país da região abertamente comunista. Conseguiu resistir (graças ao apoio da URSS) à tentativa de anexação por parte da Etiópia que é um pilar importante dos USA, na região. Está condenado ao fracasso se não mudar de regime, ou será anexado definitivamente.
O Iémen, que é um dos países mais pobres do mundo é um protectorado da Arábia Saudita, por razões de laços familiares dinásticos e para controlo do canal do Suez. O seu futuro, será a anexação pela Arábia Saudita, se não for encontrado um rei aceite pela comunidade.
Djibuti é um protectorado de USA e sobrevive economicamente graças ao seu porto, que serve a Etiópia. Não terá convulsões se for anexado pela Etiópia.
Na Jordânia e em Marrocos, já começaram reformas sociais e serão ajudados pelo FMI, para salvar as suas economias. Não sofrerão convulsões se conseguirem equilibrar a sua balança do comércio externo. Os reis são estimados pelos seus súbditos.
O Egipto e a Líbia são países politicamente similares. Sofrerão grandes convulsões, sofrerão guerras civis, e regressarão às monarquias ancestrais com a ajuda da Nação Árabe e do Ocidente.

Depois desta etapa resolvida, seguirão a Síria, Sudão, Chade e Camarões, países demasiado ricos, demasiado pobres e demasiado corruptos, segundo os conceitos ocidentais.

As riquezas que detêm em hidrocarbonetos, aliada á sua localização geográfica, são a condenação para a actual conjuntura social que sofrem. O petróleo e o controlo do canal do Suez são factores económicos demasiado importantes, para estar em mãos alheias.
O ocidente não permitirá que a Europa fique encurralada pelo mundo muçulmano.

Esta crise foi devidamente calculada e está a seguir os planos originais elaborados há muitos anos, para provocar fome e desavenças nos respectivos povos, preparando-os para uma nova colonização ocidental, integrada no esquema da futura Nova Ordem Mundial.

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