Agora é obrigatório que os recém-nascidos estejam inscritos nas finanças como contribuintes.
Espero que não tenham que fazer acto de presença ao solicitar o NIF...
Mais uma glória dos ineptos que fazem as leis ou um truque para distribuir a carga fiscal por habitante/PIB, criando um passivo à nascença e aliviar os índices da dívida por habitante.
Se entretanto perecerem, por anomalia congénita ou stress pós-natal, como não há registo de óbitos actualizado, estas criaturas, passarão a integrar um contencioso de evasão aos impostos.
Mal passará aquele contribuinte, que tenha o seu nome igual a algum destes neonatos.
Jamais conseguirá provar que não deve os impostos, que as finanças lhe exigem.
É o cúmulo da má gestão fiscal ou mais um truque para aumentar o número de eleitores. Estes neonatos mortos, entrarão nas estatísticas de bom aproveitamento escolar, mas não do desemprego, porque não se inscreveram atempadamente. Tudo em pró da enganadora publicidade política.
Clarifico sem mais delongas satíricas:
Os cidadãos integrados numa sociedade mundial civilizada e simplificada, estão organizados por números. Cada cidadão, à nascença, é identificado com o seu número correspondente.
Este será o seu número para toda a sua vida e é comum a todos os demais identificadores pessoais, sendo associado às diversas instituições, fiscais e de saúde, futura carta de condução, de eleitor, etc.
Esmiuçando, ao ser efectuado o registo do nascimento, entra nas estatísticas dos nascimentos e obtém a identificação de cidadão. Automaticamente entra no registo fiscal e municipal, para o controlo dos futuros contribuintes e da densidade demográfica. É inscrito de imediato no serviço nacional de saúde e será inscrito como eleitor ao atingir a idade permitida para o efeito, na freguesia correspondente ao município do nascimento, se não tiver havido entretanto alteração da morada. Enfim, com o registo do nascimento, o estado efectua os demais registos necessários, salvo a inscrição escolar ou a carta de condução. Tudo duma forma eficiente e sem mais custos.
O número de cidadão é absoluto e se fosse adoptado, simplificaria a vida dos Portugueses.
Os intelectuais que criaram o CU (Cartão Único/Cartão do Cidadão) como sendo a demonstração de uma Administração Pública moderna, exigente e ambiciosa (palavras de Sócrates), carecem certamente das endorfinas suficientes, porque nada tem de moderno e exigente, sendo a ambição os lucros de terceiros, obtidos na comercialização dos mecanismos e matérias primas necessários.
Com a inscrição dos neonatos nas finanças, colmatam o buraco que criaram, ao emitirem o Cartão do Cidadão sem o cidadão estar inscrito nas finanças e que obrigaria à emissão de outro, quando o fizesse. Ainda não solucionaram o do Cartão de Saúde e o do Eleitor. É uma forma subtil de sacar dinheiro ao povo, por cada actualização.
Esta foi mais uma tentativa vã de mostrarem trabalho e de obterem dividendos políticos.
Portugal, não está integrado na sociedade mundial civilizada e simplificada.
Somos cobaias de inaptos que apenas pretendem protagonismo, dinheiro e mais votos.
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