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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Funeral 9 anos atrasado, por culpa da polícia Portuguesa

É o cúmulo da incompetência das autoridades policiais deste país. Há muitos mais maus exemplos.
Uma vizinha baseada nos hábitos sociais duma senhora amiga e por não se conhecerem familiares, denuncia o seu desaparecimento à polícia, advertindo de que como era muito reservada pouco saía de casa, mas nunca por tanto tempo. Presumindo que algo lhe houvesse sucedido e que estaria confinada na sua residência, doente ou até talvez morta, só obtém a indiferença da polícia.
O polícia declara jocosamente, que se estivesse morta no interior da casa, esta cheiraria mal.
Que nada podiam fazer. Está decidido e decretado que o caso está encerrado. Ponto final.
Abandonou o local suspeitoso, talvez para ir caçar multas que são mais proveitosas e premiadas.

Será que não haviam motivos a considerar, tal como os hábitos sociais da defunta, que justificassem uma averiguação mais profunda? Será que um juiz não consideraria que haviam indícios anormais no desaparecimento denunciado da defunta, presumíveis duma situação passiva de investigação? Claro que o juiz certamente haveria considerado estes factos e autorizado o arrombamento da porta.

Porque razão o juiz não fez isso?
Pela simples razão que o polícia imbecil, uniformizado e com crachá, imbuído de autoridade absoluta e inumana, decidiu ser infundamentada a denuncia e decidiu nada fazer.
Quem preparou este energúmeno, para investigar factos do foro da Polícia Judiciária?
Seria interessante averiguar o seu relatório da ocorrência, se o elaborou como é obrigatório.
O mal na polícia começa pelas cabeças, desde os tempos em que iam para a polícia aqueles que não tinham aptitudes para outros ofícios. Na época em que a corrupção na polícia, era ainda incipiente.

A Segurança Social não controlava os cheques enviados e alguns devolvidos. Só misérias públicas.
O banco ao final de nove anos, decide leiloar o imóvel da defunta, sem conhecer o seu interior, a conservação do mesmo ou o inventário existente. Apenas recuperar o seu capital. Agiotas.
Nove anos de atrasos nos pagamentos, não são suficientes para que sejam efectuadas diligências mais concretas, no apuramento das razões do incumprimento no pagamento? Que tristeza.
Os bancos são entidades, onde os compradores são classificados como números descartáveis.
Mais uma cidadã morta que não foi votar, mas que entrou nas estatísticas da abstenção.

Foi necessário o leilão haver tido sucesso, para que esta triste história tivesse tido este final macabro.
Se acaso não tivesse ocorrido a licitação, quantos mais anos este solitário ser continuaria abandonado e inscrito no sistema eleitoral? Que vergonha.
Daqui por mais uns anos, seria encontrado um esqueleto, que certamente, o mesmo imbecil polícia haveria declarado que era um esqueleto para estudo, talvez do neto em medicina… ou uma brincadeira de carnaval.
Da nossa polícia, podemos esperar tudo, menos o bom senso.

O Ministério Público tem matéria de investigação e imputação de responsabilidades, por desleixo.
O Ministério da Saúde tem matéria de investigação, por ter havido a possibilidade de epidemia bacteriológica, tal como o Ministério do Ambiente pela possibilidade de contaminação germicida.
Talvez o Banco de Portugal também tenha falhado os seus supostos controlos da banca…

Este país não está mal, está pior que nunca!
No tempo Estado Novo, isto não teria sucedido.

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