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domingo, 27 de fevereiro de 2011

Boys, fellows and guys

Esta praga é um mal universal.
Não sejamos vaidosos, pensando que é uma característica portuguesa. Em todos os países do mundo existem oportunistas favorecidos pela política, com mais incidência nos países subdesenvolvidos.
Aí entramos nós: Estamos integrados no grupo dos países subdesenvolvidos.

Não importa o povo.
A mais evidente prova, foi a votação contra os cortes nos ordenados base e nos prémios dos gestores públicos. Outras provas também graves, são os cortes salariais só para alguns. As chefias sindicais continuam a alimentar um covil de sanguessugas vitalícias, que apenas defendem os seus interesses privados, políticos e económicos.

Todos os partidos sem excepção, cuidam zelosamente os interesses dos seus queridos filiados.
É legítima esta preocupação, não fosse a pouca vergonha dos exemplos registados.
Portugal está em crise. Esta crise foi provocada pelos políticos, após a revolução do 25 de Abril.
Os cidadãos que não tenham padrinhos, estão votados à miséria.
Os cidadãos apadrinhados, são os deputados que se reformam ao fim de poucos anos, são os imberbes colocados nas empresas públicas ou privadas apenas saem das faculdades e com ordenados chorudos, são os gestores públicos com ordenados e mordomias de "sonho" e indemnizações principescas, são os autarcas, vereadores e governadores civis, etc.

Esta situação, alarmante e indigna, tem o beneplácito de todos os envolvidos na política.
Desde os Presidentes da República até aos contínuos das autarquias. Todos de alguma forma, têm usado os seus poderes ou influências, para colocarem os seus protegidos em cargos preferenciais que de outra forma não lograriam. Alguns Presidentes da República têm sido mais discretos colocando-os em empresas privadas, mas com o mesmo agravo clientelista.

Esta cultura está enraizada na nossa sociedade. Não há forma de alterar esta situação com soluções simples. Tem que haver uma revolução cultural na nossa sociedade e para tal é necessário voltarmos à época inicial desta conspurcação.
Temos que fazer um interregno no actual sistema político e reeducar as gentes.

A primeira alternativa é um sistema político presidencialista, apoiado em tecnocratas devotos, escolhidos entre os muitos que ainda há e amam Portugal.
A segunda será criar um governo militar ditatorial.
Escolhamos, portugueses.
Organizemos manifestações pacíficas, reivindicando os nossos direitos de sobrevivência.

Assim não podemos continuar. Estávamos à beira do precipício e demos o mau passo de avançar com as mesmas políticas erradas e pior executadas, pelos mesmos políticos viciados.

Estamos em descendo sem saber quando ou como, chegaremos ao fundo.
Foi ditado o fim da independência de Portugal. Sabemos quem serão os conquistadores.

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