Um novo pacote de 50 medidas de incentivo à economia, foi aprovado hoje em Conselho de Ministros.
Estupefacto, assisti à apresentação destas novidades, pelos ministros da Presidência, Finanças, Economia e Educação.
Fiquei surpreendido, porque a minha expectativa era mais séria, dadas a pressão internacional e as circunstâncias nacionais. (no artigo Muro contra o FMI, recomendo algumas soluções do FMI)
Afinal foi mais um jogo dilatório. Tapam a cabeça para não serem vistos.
Todos enunciaram assuntos cruzados, de foros cuja responsabilidade eram dos outros, sendo parcas as explicações posteriores, pelos responsáveis pelas respectivas pastas. Parecera que todos buscavam protagonismo na execução das diversas decisões tomadas. Não era necessário, já sabemos que em C. de M. todos opinam, até a mais inverosímil e ridícula blasfémia e não se riem, pensam que é a sério.
Por isso foi aprovado este "pacote" circense.
Notei falta de concentração e insegurança nas pretensas medidas, aparte da incoerência das mesmas, talvez medo até. O país não está preparado para o que pretenderam anunciar, por isso foram tão vagos na especialidade, argumentando que antes da definição dos tetos e funcionamento específico, devem ouvir os parceiros sociais.
Para que serve o Governo então? É executivo ou consultivo?
Têm medo das próximas eleições?
Não tenham medo senhores des-governantes, sabem o resultado e não devem temer o que já conhecem.
Agora vão implementar metas para a consolidação orçamental, quer dizer então que até agora, os orçamentos eram geridos por emoções e sem metas. Não é novidade.
Outra aberração foi o inexplicado fundo de despidos, meteram os pés pelas mãos sem definições concretas. Nem sabem do que falam. Copiem o que fez a América Latina em relação a este ponto, quando lá entrou o FMI. Ou perguntem ao Lula como se faz.
Sistema especial para controlo trimestral da despesa pública; esta é confirmação de que até agora não há controlo na despesa pública, porque o controlo anual jamais é eficiente.
Novo modelo de compensação pela cessação do contrato de trabalho, afinal sempre vão alterar Leis Laborais.
A única afirmação séria: Teixeira dos Santos, nega a influência do FMI neste pacote.
Claro sr. Ministro, o FMI jamais aprovaria estas 50 ridículas medidas. Prepare outras!
Mais demagogia e um pacote cheio de areia que pretendem atirar ao ar, esperando que os Portugueses olhem para cima à procura das tais medidas e recebamos toda a areia nos olhos. Pretendem que continuemos cegos e que bisemos o voto.
Desenganem-se, cegos são os senhores, pior ainda, não querem ver! Pior cego…
As respostas aos jornalistas foram todas infantis, inconsistentes e inconclusivas.
Senhor Primeiro-Ministro Sócrates, onde pretende chegar com este governo?
Até ao Carnaval para o baile? Duvido!
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