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domingo, 19 de dezembro de 2010

Oliveira e Costa e o divórcio

Antigo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais do Governo PSD, Oliveira e Costa, é uma pessoa de moral indiscutível (?) ou não teria sido então, nomeado pelo actual Presidente (moralista) Cavaco Silva, para o seu passado governo.
Mais uma vez estamos perante a justiça a tentar fazer "justiça". Claro que é previsível o veredicto final havendo tantos "poderosos" envolvidos. Não haverá justiça legítima.
O caso BPN é badalado desde o início da crise. É uma vergonha para o PSD, que teve que pedir ajuda ao PS, para salvar os amigos. Com o nosso dinheiro claro.
Este escândalo continua e seguirá o seu lento caminho, até ser encontrado um bode expiatório que não pertença aos amigos que ajudaram Oliveira e Costa no passado.
Não falo do digníssimo Dias Loureiro, homem de confiança do Presidente Cavaco Silva, porque este Loureiro está em Cabo Verde e esquecido (?) da justiça.

Há 16 arguidos no caso BPN, José Vaz Mascarenhas, Luís Caprichoso, Francisco Sanches, Leonel Mateus, Luís Reis Almeida, Isabel Cardoso, Telmo Belino Reis, José Monteverde, Ricardo Oliveira, Luís Ferreira Alves, Filipe Baião do Nascimento, António Martins Franco, Rui Guimarães Dias Costa, Hernâni Ferreira e a empresa Labicer - Laboratório Industrial Cerâmico (http://sol.sapo.pt/inicio/Sociedade/Interior.aspx?content_id=6771).
Nem ele, nem a quadrilha do BPN neste processo, serão condenados.

Oliveira e Costa provavelmente, será absolvido de todas as acusações, abuso de confiança, burla qualificada, passando por fraude fiscal, falsificação de documentos e outros ilícitos.
Talvez o bode expiatório seja a empresa Laciber, a única culpada e condenada. É a única entidade que não tem dinheiro real.
Todos os outros estão na "penúria", principalmente Oliveira e Costa, que transferiu todos os activos para a ex-mulher e filha, razão pela qual não ressarcirão o Estado. Curioso e é deste assunto que pretendo falar, porque o anterior conspurca-me os neurónios.

Senhores invejados deputados (pelos correligionários não favorecidos), como representantes do povo ainda que ilegítimos, pois estão na Assembleia por "graxa" partidária e não por eleição nominal, que pensam desta situação?
Que tipo de Lei nos protege dos audazes que depois do divórcio, colocam em nome das ex-conjugues e de outros familiares todo o seu pecúlio, quando estão em risco de perdê-lo?
Senhores juízes, como se sentem moralmente ao constatar que pessoas outrora tão ricas e poderosas economicamente, não tenham agora dinheiro? Recordo o Dâmaso do Benfica, que declarava o ordenado mínimo, apenas chegava para abastecer de gasolina o seu Ferrari.

Esta imoralidade é uma fuga legal à responsabilidade de ressarcir o Estado e deve terminar.
Este país tem inúmeros empresários e políticos empobrecidos abruptamente, porque as ex-esposas afinal eram uma maravilha e merecem todo o pecúlio com que eles ficaram depois do divórcio.
Acaso estes activos, não são de justificável comprovação para o escrutínio fiscal?
Que passa com a Assembleia? Que passa com a justiça? Que passa com o fisco? Que passa com o país? Que passa com a moral do governo?
Veremos se a congelação das contas bancárias em nome da ex-esposa e da filha de Oliveira e Costa, serve para algo. Duvido!

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