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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Moura 1 - Nobre 0

Mais um debate sem novidades, entre estes dois dedicados elementos da nossa sociedade, amorfos e resignados à evidência da derrota.
Muito serenos e conscientes do seu lugar na sociedade, cumpriram uma agenda de exaltação de vaidades, sem sobressaltos mas com muitos tropeços.
Não vou analisar as suas intervenções, os ataques a candidatos ausentes que não podem defender-se e o manifesto desconhecimento do país, das suas leis fiscais e deveres como presidentes, demovem-me de reconhecer tal mérito. Apenas analisarei cada um como cidadão e político.

Moura, foi politicamente apático e até incoerente na posição de candidato. Perdeu demasiado tempo a atacar os demais candidatos e não soube ser convincente. Falou demais e mal.
Nem a sua passada experiência política como deputado e presidente da Câmara de Viana do Castelo, serviram para modificar o seu perfil de fiel e leal seguidor. Definitivamente não é um líder e sabe-lo bem. O seu comportamento foi digno e louvável, do cidadão cumpridor.
Há muitos como ele que são dignos personagens activos na nossa sociedade, mas o que precisamos neste momento, são de políticos audazes e criativos, predicados que ele não detém.
Depois deste debate, em que esteve melhor que Fernando Nobre manifestou na sua apresentação e postura, que a sua candidatura só tem o objectivo de distrair as atenções e segmentar votantes, em prejuízo de Manuel Alegre. Ainda será interventor, apenas isto, no debate com Francisco Lopes e presumo que sairá perdedor contra este político convicto. Veremos amanhã.

Nobre com a apresentação neste debate, confessou a derrota. Aquando da sua candidatura, criei algumas expectativas de alternância aos trilhados vícios políticos no nosso país.
Lamento ter que reconhecer que me equivoquei por completo, não por mim, mas sim pelo país.
Fernando Nobre é um ser humano de elevada categoria profissional e com atributos invejáveis para a classe política pela sua lealdade aos ideais que apresentou, honestidade nos seus credos e pelo empenho que dedica às suas missões.
Esta candidatura, foi um erro muito grande que manchará para sempre a memória do seu passado. Falhou em todos os campos em que interveio e até notei alguma simpatia, não denunciada, pelo Presidente Cavaco Silva.
Poderia ter sido uma pedra no caminho de Manuel Alegre, mas as suas teorias ingénuas em geral e ignorantes em algumas áreas, determinaram o seu afastamento da intenção de voto.
Esta actividade é novidade para ele, não tem atributos políticos, não tem conhecimentos reais sobre o país e manifestou-se ingénuo nas suas convicções, sobre a sociedade e a economia nacional.
Foi mal assessorado. Desconheço a composição da sua equipa, apenas posso concluir que são completamente visionários, demagogos ultrapassados e ortodoxos, que pretendem fundar uma democracia idealista e sem detractores.
Fernando Nobre nem conseguiu beneficiar do protagonismo a que aspirava e não mereceu este final. Não fez história e no futuro, apenas será um nome sem mérito político.

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