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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Moura 0 - Lopes 1

Outro debate conforme o esperado, falaram na greve geral, no Orçamento de Estado para 2011 e pouco mais. Nada relacionado com as diferenças concretas das presidências de cada um deles, aparte de que aquilo que Cavaco faz, está mal feito.
Mais uma vez Constança Cunha e Sá, não esteve à altura duma moderação eficiente.

Moura começou com a defesa do ridículo, dizendo que se trabalhasse por conta de outrem, teria aderido à passada Greve Geral. Até onde sei, como empregado político é empregado do Estado, logo, não trabalha por conta própria, a não ser que no cargo de Deputado, seja empresário em nome do PS. Resumindo o seu curriculum, sempre foi empregado por conta de outrem. Não pode ser correcta a sua argumentação anterior.
Está na AR há um ano e herdou as consequências da situação política/económica, assim que não pode ser imputado na situação do país. Claro que como deputado do PS não pode formular opiniões pessoais, mas, agora sim, como presidente, tudo será diferente, será honesto e independente, cumprindo com os seus princípios morais.
Quais princípios e honestidade, quando volta a atacar Cavaco Silva de ser desonesto e todos sabemos que Defensor não nasceu duas vezes ("Dogma Cavaquista"): http://www.defensormoura.com#/cavaco_silva_nao_e_isento_nem_leal_e_favoreceu_amigos_e_correligionarios; Ninguém pode ser mais honesto que Cavaco, porque segundo o conhecimento científico da evolução, ninguém nasce duas vezes.
Defende a dissolução da AR quando não esteja de acordo com os Orçamentos de Estado e defende a regionalização quando integra um partido centralista.
Defende as doações e financiamentos dos partidos no quadro actual, por outro lado ser for eleito, promete lutar contra a corrupção.
Não entendo este compromisso, se os financiamentos actuais dos partidos, são uma fonte de corrupção, estadual e privada.
Faz parte integrante da maquinaria da corrupção, promete lutar contra o clientelismo e a corrupção e não sendo economista, declara que o desinteresse do público pelas eleições presidenciais é culpa da comunicação social.
É igual a si próprio e a todos em geral: a culpa é sempre dos outros. Que faça a mala.

Lopes defendeu-se da acusação de não ser da extrema-esquerda. Não será Trotskista, mas o PCP, como partido totalitário e defensor de sistemas de partido único, é um partido extremista pois não pactua com outras linhas de pensamento, na sua governação histórica mundial, passada e presente.
Será que Lopes nos está a enganar e não é candidato pelo PCP?
Atacou Cavaco Silva e o OE, novidade ofuscante e usará os poderes da presidência para influenciar os partidos nos próximos OE.
Quer taxar a banca entre os 20% e 25%, pois acha que os actuais 5%, é injusto para o Estado.
Pareceu-me bem que dissesse, que os financiamentos dos partidos devem vir do povo. Está contra a nacionalização do BPN, tal como foi feita. Claro que a SLN tinha que ser ilibada para salvar o ninho de corruptos e ladrões do BPN, e, por esta defesa, estou de acordo com ele.
Não abordou a regionalização, pois é um terreno escorregadio para o PCP.
Quando defendeu o "material circulante", só à continuação entendi que se referia ao desenvolvimento das linhas férreas nacionais. Não posso deixar de estar de acordo com ele, ao acusar Cavaco da destruição das mesmas.
Duma forma geral, esteve francamente mais objectivo e concreto que Moura.

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