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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Cavaco 1 – Lopes 0

Este foi um debate mais credível no aspecto político. Posições claras e definidas.
Teve uma dinâmica diferente. Cada um defendeu acerrimamente as suas linhas políticas e houve emoção na construção dos argumentos.
Foi um debate entre um estadista e um imberbe político.

Cavaco foi lutador e destacou-se na segurança dos seus princípios. Tem uma história sem paralelo e vantagem sobre os demais candidatos, o que lhe permite argumentar com solidez e sobriedade. Admite a possível intervenção do FMI, o que é grave (artigo: O "papão" FMI), mas tem as mãos atadas e não o admite abertamente.
Se prometer pressionar para a mudança radical desta Constituição, terá o meu voto e os de muitos mais cidadãos. (artigo: Estado vs. Governo vs. Povo = Incongruências)

Lopes, continuou a defender as suas linhas políticas, só que com mais desespero. Não pode competir, assim que recorre a métodos e argumentos "sujos" pelo protagonismo político.
Acusou Cavaco de ser co-responsável pela crise, claro que pretender negar o conhecimento de que o presidente não pode fazer seja o que for em relação ao assunto. Um presidente só pode vetar uma proposta de Lei uma vez e este sr. Lopes, pretende desconhecer o que é do conhecimento público.
Segundo os dogmas comunistas totalitários que Lopes defende, todos os bancos seriam nacionalizados. Já passou a época do PREC, mas por outro lado acusa os outros de o terem feito e Cavaco de haver sido cúmplice do governo na nacionalização do BPN.

Não entendo o incongruente raciocínio de Lopes, embora já saiba o que ele quer na realidade: Criar uma posição de peso na nomenclatura do PCP, para subir na hierarquia. Por isso, serve-se dos argumentos mais ridículos e inapropriados, no contexto Constitucional e destas eleições.

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