Foi uma luta desigual e renhida.
Moura foi objectivo ainda que demagogo. Nada tem a procurar nestas eleições aparte da auto-satisfação. Comportou-se como um cavalheiro, na postura e verbalização utilizada.
Cavaco mais uma vez, portou-se como o "avozinho sabichão", se bem é certo que é o candidato com indiscutíveis atributos políticos e sem concorrência, foi inadequado o seu comportamento. Com as suas qualificações, não precisa de ser manifestamente indiferente e desprezível no seu comportamento para com Moura. Considere os seus adversários com respeito.
Intitula-se o dono da verdade, esquecendo que apenas, é a sua verdade. Pecou por arrogância e presunção. Não tem fair-play nem encanto pessoal, talvez algum carisma à força da experiência.
Os média têm muita culpa, porque estão viciados no apadrinhamento do Estado, assim que não desempenham um papel isento, tolerando os erros e impropérios das figuras públicas, que estejam no, ou associadas ao poder.
Cavaco é apenas mais do mesmo, previsível, é o que precisamos agora, mas não pretenda enganar.
Vai ganhar e sabe-lo como todos nós, não tem necessidade de mostrar esta personalidade suja.
Moura, com a sua demagogia cansativa, continuo a atacar Cavaco na sua actuação como presidente, dizendo que ele faria melhor. Defende que o presidente do país, deve dizer "basta" quando a Assembleia deixa de cumprir a Constituição (sic). Há várias verdades neste particular, mas é inconsequente que o presidente possa dizer o tal "basta". Não tem esse poder.
Argumentou que como economista, o Presidente Cavaco, não podia ter deixado o país chegar a esta situação. Não sabe o que diz, apenas fala para ouvir-se.
Acusa Cavaco de ser discriminador em quanto às autarquias e que Cavaco não desenvolveu Portugal quando foi Primeiro-Ministro, que no seu Governo houve um aumento da corrupção e um roubo dos dinheiros da CE. Uma grande verdade.
Defende a regionalização. Não o disse, mas a regionalização exige eleições nominais.
Um grande ponto a seu favor.
Cavaco foi mais uma vez, a promessa do conhecido e sem mudanças à vista.
Promete que agora é que vai melhorar o país. Comenta que não é com salários baixos, que Portugal será mais competitivo, é uma grandiosa opinião e que ninguém ainda tinha pensado no assunto, sobre os mercados laborais/económicos, digno do "grande economista" que é. Também promete colocar os seus "conhecimentos" ao serviço dos Portugueses e um melhor futuro (sic).
Só agora é que vai fazer isso? São palavras credíveis, quando pronunciadas por quem jamais esteve no poder.
Será que o seu passado, não era o nosso futuro à época, agora o nosso presente?
Mais um jogo de palavras, para um povo habituado a acreditar nos meninos "bonitos".
Ficou-lhe muito mal e demonstra a sua essência, retorquir a uma acusação de Moura com a expressão: É mentira! Isto não se diz sr. Presidente, é deselegante e demonstra falta de educação. Há palavras socialmente aceites e menos agressivas, tais como: "falácias", "erro de opinião" ou até "incorrecto", entre outras.
A arrogância de Cavaco, manifestou-se também na afirmação de que é uma coisa muito séria, ser presidente (sic). Primeiro, ser presidente não é uma coisa, mas um cargo. Segundo, jamais diria isso a Mário Soares ou a Ramalho Eanes, porquê dizê-lo a quem nunca o foi?
E por último, para rematar a sua pior actuação, foi a "boca" de que para serem mais honestos que o sr., temos que nascer duas vezes. (http://economico.sapo.pt/noticias/para-serem-mais-honestos-do-que-eu-tem-que-nascer-duas-vezes_107440.html). Recordo o maledicente Sócrates… o Primeiro-Ministro.
É do conhecimento público que graças à sua posição política, alguns familiares seus, foram favorecidos excepcionalmente, com cargos executivos em diversas empresas públicas e privadas.
Caso sejam incorrectos estes conhecimentos públicos que refiro, deveria V.Exª esclarecer devidamente o povo, para não ser acusado como mais um político corrupto, neste país.
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