Foi um debate aceso e aberto à exaltação das vaidades pessoais.
Foi mais uma vergonha nacional, constatar que os nossos candidatos extremam as suas "qualidades", julgando em causa própria. Pouco interesse nos assuntos nacionais e menos na descoberta de soluções construtivas. Criatividade nula.
Alegre apresentou-se sereno e tranquilo. Enalteceu a sua carreira política, defendendo doentiamente que pensa pela sua própria cabeça (sic). Esta expressão é usual na política e ninguém se precata do ridículo de tal afirmação: Não sou mais inteligente que os políticos em geral, mas sei de fonte segura, que ninguém pensa pela cabeça de outrem.
Diz que não está ali para fazer juízos sobre o percurso dos demais candidatos, mas continua a frase, julgando a actuação passada de Cavaco e o passado político inadequado, de Nobre.
Propõe a renovação do sistema democrático e também a renovação da presidência.
Recordo quando a F. Leite, propôs rasgar a democracia… ele tanto a condenou por tal afirmação.
Outra declaração curiosa, foi a defesa da greve geral, que não esteve presente e não se justificou, apenas declarando que os dirigentes sindicalistas não tinham dúvidas quanto à sua posição.
É pertinente perguntar se a greve foi dos sindicalistas ou do povo? (artigo: Greve Geral: O sacrifício do cordeiro)
Nobre esteve sempre afogueado e exaltado, mexendo-se muito na cadeira e distribuindo sorrisos sarcásticos lateralmente. Era flagrante, o nervoso e inseguro que se encontrava. Talvez até tivesse as mãos húmidas…
Atacou Alegre, dizendo que não o compreendia porque era incoerente o seu percurso político, enquanto que ele, tem um percurso distinto e que a sua candidatura não é oportunista. (?)
Enaltece o seu percurso humanitário, depois de tantos auto-elogios começo a duvidar de que a sua carreira, seja tal como a conhecemos.
Insiste no erro da aprovação do OE. Já está muito trilhado este argumento.
O que mais me comoveu das suas afirmações, foi a confirmação de que é mais um político mentiroso. Só não sei o que começou primeiro, se a mentira ou a política.
Afirmou que depois de 34 anos de casado, desconhecia qual o voto da esposa, porque o voto é secreto(sic). Poderíamos pensar que não vive com a esposa e que não se falam, mas como os conheço, sei que vivem juntos, portanto a ilação é a mentira.
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