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sábado, 18 de dezembro de 2010

Alegre 2 – Lopes 0

Mais um debate amigável. Companheiros de dogmas e adversários oficiais mas cúmplices e unidos contra Cavaco. Esta foi a tónica básica do debate. Espectável, pois como ambos sabem não ter capacidade para ocupar a presidência, unem-se no ataque às políticas do actual presidente Cavaco.

Alegre, pretende lutar por uma segunda volta mas esgotam-se-lhe os recursos e o tempo.
Declarado europeísta, culpa Angela Merkel dos problemas de Europa. Claro que tem algumas razões em relação à Europa mas não em relação a Merkel. Porque se outro ocupasse o lugar da senhora, apenas outro nome seria usado, toda a vez que os delineamentos seriam iguais.
Demarca-se de Lopes pelo seu passado, sem contudo, defender uma política assertiva e muito menos construtiva. Não há criatividade na presidência, com esta Constituição.
Dois pontos a favor por ser europeísta e ter aprovado a vergonha do Orçamento de Estado 2011.

Lopes, mais uma vez foi consecutivo com o anterior na defesa dos dogmas do P.C.P.
Declarado anti-europa e radical, apenas por razões políticas saudosistas, não proferiu quaisquer razões eleitoralistas de consistência. Falou também contra Cavaco como seria de esperar, sem apresentar alternativas políticas fazíveis.
Apenas demonstrou que está ao lado de Alegre contra Cavaco.

Este debate também foi mal moderado, porque não é desta forma que os telespectadores ficam esclarecidos. A culpa não é dos candidatos que tomam o seu tempo com a liberdade que interessa aos seus propósitos.

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