As crenças são de livre opção. Cada quem acredita no que quer. Há quem se convença que aquilo que deseja, é o que põem diante de si. Enganos em que todos vivemos ou absorvemos. Nesta deixa, como actor involuntário na sociedade que nos condiciona, também sofro algumas influências dos transmissores da verdade. Há muitas verdades e de vários tipos. Saberemos nós filtrar as verdades verdadeiras, daquelas que nos impingem como as verdades deles?
Vejo a Igreja Católica intervir fervorosamente na vida de todos. Somos um país católico por efeito residual. Esta igreja tem um papel preponderante na educação religiosa do povo que nela acredita e talvez num número ainda não denunciado de novos fiéis.
Falam das verdadeiras necessidades do povo, mas também falam de política e defendem uma posição no Estado já ultrapassada. Esquecem que somos um Estado laico mas insistem, porque sabem que algum resíduo do ruído fica e que sempre haverão crentes.
Oiço representantes da Igreja Católica, defenderem os necessitados e os novos carentes. Louvável a misericórdia, não fosse o cinismo dum esforço no sentido de criarem novas posições de ascendência na sociedade. A igreja dentro da sua estrutura de poder centralizado, sempre se tem adaptado aos diversos regimes políticos, jogando com as oportunidades ao sabor da brisa, em benefício da aristocracia dinástica clerical.
Hoje, incita à violência psicológica contra os ricos, pretendendo criar protagonismo mediático para melhor influir na sociedade emocionalmente debilitada. Oculta os seus verdadeiros interesses económicos e políticos. Assumem posições políticas de esquerda, de centro, de direita e extremistas de ambos pólos, por vezes, mas jamais democráticas. São muito versáteis e mais inteligentes do que aparentam.
Mas que credos, sermões ou verdades serão válidas, perante a desgraça dos povos que aparentam defender, à escala mundial?
A Igreja Católica Apostólica Romana, é a organização possuidora da maior riqueza mundial. Os escândalos bancários, os jogos internos pelo poder (com o aval da NATO?) sempre foram ocultados, a corrupção no Banco Ambrosiano, a Gládio, as suspeitas mortes de Aldo Moro e de Roberto Calvi e Michel Sindona suspeitos pelo assassinato do Papa João Paulo I, que pretendia reformar a igreja e o Banco do Vaticano.
Ajudam os outros sim, mas apenas como meros peões intermediários na defesa dos interesses dos Estados e dos mecenas que os apoiam. Comercializam o seu credo, vendem os seus dogmas e exploram os seus fiéis. Criaram guerras e envolveram povos, para massacrar outros contrários aos seus dogmas. Esta é a única verdade desta igreja desde os seus primórdios e continuará, enquanto existir.
Actualmente estão em total decadência moral e até espiritual, senão vejamos:
A decadência moral advém dos comportamentos dos seus representantes mundiais, com mais incidência nos países subdesenvolvidos e na juventude indefesa. A única atitude que tomam é o desmentido enquanto podem e quando confrontados com a crua e vil verdade, apenas balbuciam desculpas. Quantos padres estão presos por pedofilia?
A decadência espiritual advém da tolerância, ao desrespeito pelos dogmas que durante milénios com tanto ardor defenderam e a indiferença às agressões dos seus elevados valores espirituais, que são o "céu" e Deus.
Assombra-me que não comentem a mercantilismo que o café Nespresso faz através do seu intermediário George Clooney, que corrompe Deus (não é S. Pedro porque não tem barbas) com meia dúzia de cápsulas de café, algumas de sabores afrodisíacos.
Sei que como seres humanos todos temos um preço, mas não sabia que Deus também o tinha. Se fomos feitos à Sua imagem, é de crer que sim.
Com a evolução amoral da publicidade, não me espantará um fabricante negociando ceroulas com Jesus Cristo e qual será o preço? E com Maria sutiãs, a que preço?
Se é certo que a igreja não tem poder para impedir o comercial publicitário, tem contudo, poder económico para desmentir a mensagem, através dos mesmos media.
Serão novos dogmas de catequese? Os "novos" crentes podem assumir que sim.
Não podia estar mais de acordo.
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