Não houveram profecias no artigo "Dr. Passos Coelho", publicado no passado dia 20 do presente, neste blogue.
O resultado de mais cinco dias de suspensão no país e sem futebol de mérito, foi terrível, desgastante e previsível.
Afirmei nos 2º e 3º parágrafo do referido artigo, cito: O resultado vai ser a negativa do governo às condições apresentadas e por consequência a reprovação do OE.
Do desastre temido, passámos à concretização do seu anúncio oficial.
Também concluí e recito: Pareceu-me ser um discurso ingénuo. Será o gozo do governo e um desgosto para os portugueses.
Recebeu a confirmação da primeira convicção: Será o gozo do governo; peço que não concretize a segunda: um desgosto para os portugueses.
Durante estes 5 dias de expectativa no desenlace das conversações, sofri duas emoções contraditórias:
A primeira por esperança de estar equivocado para o bem do país e a segunda de estar certo, pela vaidade do "ego".
Sou futurologista e não bruxo, apenas faço uma leitura psicológica dos intervenientes do quadro político, diferente da sua, Dr. Coelho.
Que vai fazer agora?
Chumbar o OE como prometeu na sua irreflectida condição ameaçante, prévia às conversações?
Repito a recomendação proferida no mesmo artigo:
Por favor Dr. Coelho, mude já antes que seja tarde.
É jovem e tem o sangue demasiado quente, reúna-se de conselheiros mais prudentes e analise os sinais que lhe apontam. Estarão do seu lado seguramente e velarão pelo país, com uma perspectiva mais analítica e construtiva.
Arrefeça os ânimos e seja prudente na sua declaração das 20:00 de hoje.
Não pense no partido e sim no país, porque sem este, não haverá partido.
Viabilize o OE e prepare-se para formar governo.
Esta é nossa convicção e recomendação a bem da Nação.
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