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quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O "papão" FMI

O Fundo Monetário Internacional, é um papão por comilão.
Ele já cá está indirectamente e iremos receber a sua visita em breve, porque nos portamos mal.
Não o confundam com o papão para meter medo. Não devemos ter medo do FMI, porque ele não assusta nem é um fantasma. Não assusta porque já o conhecemos.

Endireitará o país desta forma e com estas consequências para o governo e para o povo:

Governo:
1º Suspensão imediata de todas as obras públicas em concurso.
2º Análise destas obras em curso, para a consideração da sua possível suspensão, dos valores contratados e o controlo das folclóricas derrapagens.
3º Análise da eficiência dos trabalhadores públicos e redução dos quadros em excesso.
4º Eliminação das instituições redundantes dentro da administração.
5º Privatização de todas as empresas do estado, que apresentem prejuízos.
6º Eliminação das parcerias público / privadas.
7º Redução imediata nos gastos sociais, com maior incidência nos subsídios.
8º Eliminação das folclóricas fundações, sugadoras do erário público.
9º Suspensão imediata da aquisição de bens móveis e imóveis e venda dos excedentes.
10º Controlo sobre a reformas duplas e triplas, dependentes da administração do estado.
11º Redução nas importações de produtos considerados de luxo.
12º Recomendações para a reforma da Administração, Justiça e Segurança Pública.

Povo:
1º Aumento do desemprego, que estimo cerca dos 20%.
2º Redução dos ordenados e privilégios especiais.
3º Despedimentos massivos sem as actuais indemnizações.
4º Convulsões sociais violentas, com a violação da integridade dos bens de terceiros.
5º Suicídios.

Não devemos ter medo do FMI, devemos sim, gritar bem alto NÃO AO FMI e obrigar o governo a agir de imediato.

Manifestemo-nos não como partidos ou sindicatos, mas como povo livre, exigente dos seus direitos já consagrados na constituição.

Nota: Há formas de evitar este desastre, que apresentarei num próximo artigo.

6 comentários:

  1. Como é um entendedor nato de futurologia politica,abandone tudo e monte consultório na assembleia da Républica. Apanhe-os à entrada e dê-lhes na cabeça. Dê mesmo até lhes rebentar os "Cornos".Eles merecem.

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  2. eSe uma das medidas do FMI fõr a de filtrar as reformas chorudas que existem por aí, estou de acordo. Considero que essa realidade deveria já estar vigente.Imagine-se o que o Estado iria arrecadar se acabasse com as duplas e triplas reformas que existem por aí.Os reformados ficariam com a maior e as outras ser-lhes-iam retiradas.
    Seria mais justo do que retirar 5% do ordenado de quem trabalha. Sobretudo daria para não tocar nos ordenados inferiores a € 2500.00.
    Tambem acredito numa convulsão social para breve.

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  3. o pá deves ter a mania que és unico.dá-se um pontapé numa pedra e saiem cinquenta iguais a ti.escreve coisas para indireitar mesmo esta merda toda. é dificil pá.não te armes em poeta nem em sabichão

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  4. Exmo. Baldroegas,
    Apenas duas certezas, que não sou único e que se der um pontapé numa pedra, certamente ficará com o pé lesionado.

    Estou a seguir o seu conselho, escrevendo coisas para endireitar esta ***** toda.
    Sim é difícil, mas fazível com vontade política.

    Não sou poeta e "ainda" não logrei alcançar o grau de sabichão.
    Obrigado pelo seu comentário.

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  5. Surge Janeiro frio e pardacento,
    Descem da serra os lobos ao povoado;
    Assentam-se os fantoches em São Bento
    E o Decreto da fome é publicado.

    Edita-se a novela do Orçamento;
    Cresce a miséria ao povo amordaçado;
    Mas os biltres do novo parlamento
    Usufruem seis contos de ordenado.

    E enquanto à fome o povo se estiola,
    Certo santo pupilo de Loyola,
    Mistura de judeu e de vilão,

    Também faz o pequeno "sacrifício"
    De trinta contos - só! - por seu ofício
    Receber, a bem dele... e da nação.

    De JOSÉ RÉGIO - Soneto escrito em 1969.

    Tão actual em 1969, como hoje...
    E depois ainda dizem que a tradição já não é o que era!!!

    Carlos Las Heras

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  6. obras públicas / TGV
    o nosso primeiro disse na TV que eramdinheiros comunitários e portanto... no problem faz-se!!
    suspender porquê?
    ( não será o TGV parte de uma qualquer estratégia espanoibérica?)
    sentir-me-ia mais animada se fosse uma estratégia europeia.Divago. TZ

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