Estamos à beira do precipício e o governo quer dar um passo em frente, na esperança de que o pára-quedas funcione.
O PSD não impede o governo de dar o fatal passo, esperando que rebente duma vez, para assumir o poder.
O Presidente assiste sem intervir, na expectativa de que o bom senso impere e esperando não manchar a sua imaculada imagem.
ESTÃO TODOS DESVAIRADOS PELO PODER
Nenhum dos partidos quer retractar-se e corrigir a situação, porque é mais importante a próxima eleição. O povo que aguente, porque eles sempre têm a comida no prato e a casa paga.
Têm a esperança que depois da tempestade venha a bonança, só que como sempre, estão fora de tempo. A tempestade ainda não veio e depois da primeira virão outras, sem bonança à vista.
A nossa democracia começou mal e continua mal. Jamais houve vontade política de a corrigir e de adaptá-la às exigências dos novos modelos económicos e sociais europeus.
O Presidente sabe o que deve ser feito mas a Constituição não o permite, nem vão tocar nos mecanismos que dêem poder ao presidente para actuar nestas circunstâncias.
O caos é visível. A solução é do conhecimento de alguns. Que fazer?
Proposta para o povo:
1º Exigir ao Presidente, em uso do seu cargo de Comandante Supremo das Forças Armadas, a declaração do estado de sobrevivência, omitindo o pronunciado nos artigos 19º e 138º da Constituição, invalidando assim a anuência da Assembleia ou da Comissão Permanente, que unicamente refere o estado de sítio ou de emergência.
Não proponho um golpe de estado militar, apenas uma remodelação desta democracia podre.
2º Criar um governo de supervisão presidencial por um período de 36 meses, nomeando um colégio executivo presidido pelo presidente da Assembleia e formado por tecnocratas esclarecidos, políticos ou não. Desta forma, acalma os defensores dos Direitos Humanos.
3º Executar desde já, as fórmulas económicas e sociais recomendadas pelo FMI, antes que eles venham tomar conta de nós. A Constituição não prevê a chefia do FMI na governação, mas todos sabemos que isso passará, só que duma forma camuflada.
4º Suspender as eleições presidenciais, durante o mesmo período.
5º Exigir ao Presidente que salve o país, pois é o único representante legítimo do povo.
A ideia no seu todo não è má a questão è que pôe em causa a credibilidade dos atuais dirigentes politicos e isso não agrada aos 2 maiores partidos politicos. TZ
ResponderEliminarDe facto a nossa democracia está podre. Suspeito que todo este podre se deve numa palavra, à ganância. É incontornável que o capitalismo tem sido notável na condução do crescimento económico, provando ser mais produtivo do que as economias socialistas de controlo governamental. Todavia, apesar deste tremendo progresso económico e tecnológico a igualdade social está longe de se alcançar. As disparidades entre os mais ricos e os mais pobres aumentou. Ou seja, estas desigualdades afastam do capitalismo milhões de pessoas. Temos cenários procupantes: quem está no topo aufere salários milionários, traduzindo-se na imperfeição de todo o espectro deste sistema. Conhecemos hoje milhões de casos. É precisamente esta ganância que engrossou as fileiras dos mais desfavorecidos. Encontro com tristeza o descontentamento crescente dos sucessos económicos deste mercado «livre». Nesta desigualdade militante o capitalismo afoga-se em tanto sucesso. Pois! Eu também pensava que o capitalismo só se podia afogar pelos seus falhanços. O capitalismo deve-nos ética, legalidade, destribuição de riqueza e mais preocupação ambiental séria e sustentável. A necessidades de reinventar o capitalismo tem de ter uma postura empreendedora, que experimente inovação e que se procupe com o crescimento equitativo rumo à emancipação de tudo e de todos. Usando este capitalismo no desenvolvimento focado no bem público, assegurando a justiça dentro desta massa humana. Não é utopia, até porque temos alguns exemplos de países que atingiram um nível de excelência, Suecia, Dinamarca e Noruega. Se querem envangelizar o capitalismo sejam lideres responsáveis e eticamente correctos. Deixem de explorar as fraquezas, promovam práticas empresariais que vão além dominimo legalmente exigido, conduzindo e promovendo a abrangência económica. Apostem no capital humano, entrem em sintonia com as aspirações de todos, criem oportunidades. Permitam a mudança e eliminem a pobreza. Como cito no blog: http://baleirasmasturbacaoaforismatica.blogspot.com, quem também disse : «A degradação da vida empresarial resulta dessa cartografia de horrores que consiste nos objectivos a atingir, nas etapas que se tem de percorrer, e dos lucros que terão de ser rápidos e vultosos. O "gestor" é muitíssimo bem pago para ser um cão-de-fila. Um universo sem paixões, gelado, uma mistura de indiferença humana com uma selvajaria abstracta.
ResponderEliminar"Que sociedade estamos a construir? Que mundo vem aí?" As dramáticas perguntas adquirem um novo relevo, quando se sabe que as "soluções" aplicadas pelos tais "gestores" revelam-se ineficazes e conduzem as empresas, mais tarde ou mais cedo, à falência. À falência económica e financeira, porque a falência moral já habita no corpo de quem as dirige.»
Fernando Baleiras