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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

O Coelho e os Banqueiros

Fábula nacional contemporânea com resultados trágicos também, para as gerações vindouras. Com outros protagonistas, por exemplo O Coelho e os Lobos, teria outro desenlace certamente. Nesta versão, o conto é mais cruel e envolve o futuro deste país.

A expectativa criada à volta da passada reunião, gerou uma ansiedade nociva e perturbadora para quase todos.
Não há motivos para alarmes, apenas sucedeu o expectável:

Banqueiros: Dr. Coelho, se pretende ser o próximo primeiro-ministro,
1-      Viabilize o orçamento sem mais delongas.
2-      Reduza a carga do governo no orçamento do estado. Nós assumimos os gestores.
3-      Privatize a TAP, ANA, RDP, CGD e a GALP.
4-      Mantenha estas… parcerias Público-privadas.
5-      Não suspenda as grandes obras públicas, tais como o TGV, a Ponte e o Aeroporto. Nós financiaremos as empresas "seleccionadas" nos concursos fechados, com baixos juros.
6-      Não onere os nossos lucros.
7-      Não termine com as offshores.
8-      Mantenha o actual Governador do Banco de Portugal.
9-      Altere a Lei do Trabalho.
10-  Agilize a justiça e simplifique a burocracia do estado.

Coelho: Meus senhores, peço que:
1-      Facilitem os financiamentos às PME's e reduzam os seus custos financeiros.
2-      Facilitem o crédito à habitação e ao consumo, com juros preferenciais. Necessito de reactivar a economia interna.
3-      Regressem os capitais colocados nos offshores. O fisco não os majorará, e criaremos leis fiscais protectoras para os investirem nos Títulos da Dívida Pública.
4-      Permitam-me aumentar a majoração dos vossos lucros em 2%.
5-      Permitam que alguns dos vossos gestores, sejam apresentados a tribunal.

Resposta dos banqueiros: Cumpra primeiro e estudaremos as suas propostas oportunamente.

1 comentário:

  1. meu amigo, bastava mudar as leis laborais, flexibilizar o despedimento, separar o trigo do joio. As empresas especialmente as pequenas precisam de trabalhadores não de empregados. Talvez quando os trabalhadores perceberem que ganharão muito mais quando fôr mais fácil despedir o improdutivo e mais barato também.
    Só quando fôr assim è que a procura de trabalhadores aumenta e de que maneira.TZ

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