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quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Muro contra o FMI

A solução para impedir a entrada do FMI, é a reorganização imediata do Estado.
É uma responsabilidade das classes influentes: Presidente, governo, banca, empresas e trabalhadores.

Responsabilidades do Presidente:
É-lhe exortado pelo povo que ouviu o seu juramento de posse, que assuma a responsabilidade efectiva, eficaz e eficiente, na exigência ao governo do cumprimento dos princípios fundamentais da nossa Constituição, descritos na Parte I - Direitos e deveres fundamentais, títulos I, II e III.

Responsabilidades do Governo:
1º Não pensar nos próximos votos e salvar o país hoje.
2º Cumprir os preceitos constitucionais antes referidos, trabalho, justiça, segurança, etc.
3º Parar já todos os novos projectos e controlar as derrapagens dos que estão em curso.
4º Propor à Assembleia a redução dos deputados, para o mínimo que a constituição estipula, 180, eliminando os 50 que estão a mais. O povo não sentirá a falta deles.
5º Eliminar as parcerias público/privadas, ainda à custa da falência de algumas.
6º Privatizar a TAP, RTP e outras instituições que tenham fins comerciais ou de serviços.
7º Suspender até ao equilíbrio comprovado da economia, os encargos com os subsídios das inúmeras Fundações, encerrar as entidades paralelas que são coito de fiéis e as ajudas a outros países.
8º Eliminar as assessorias paralelas, que fazem o trabalho que compete à Assembleia.
9º Suspender os direitos adquiridos dos trabalhadores, e aplicar estas medidas transitórias:
     9º.1 Suspender o 13º e o 14º mês. Esta medida inclui os privados.
     9º.2 Eliminar os prémios de produtividade, gastos de representação e outras mordomias, chocantes para o povo carenciado. Se foram contratados, foi para serem eficientes. Estas medidas, incluem os privados.
     9º.3 Despedir com justa causa os prevaricadores e não mudar-lhes o "tacho".
     9º.4 Terminar com as frotas de carros para fins particulares, assim como o "truque" que a maioria dos gestores das empresas públicas usam, que no fim dos leasings ficam com os mesmos carros, pelos valores residuais mínimos.
10º Aumentar o salário mínimo a 600 euros.
11º Aumentar as reformas abaixo do salário mínimo, em 20%.
12º Alterar o IRS, desta forma:
     12º.1 O ingresso familiar somatório de ordenados, subsídios e reformas, dividido pelo agregado total, descendentes dependentes e ascendentes. Este valor será a base tributável.
     12º.2 Reduzir a percentagem dos escalões já existentes em 5%.
     12º.3 Criar um escalão de 50%, para os trabalhadores que auferem entre 200.000 e 500.000 euros.
     12º4 Criar um escalão de 60%, para os trabalhadores que aufiram mais de 500.000 euros.
     12º5 Taxar o património imobiliário, depois da 1ª habitação duma forma exponencial, classificando-os por habitações, escritórios ou locais comerciais, onerando-os doutra forma.
13º Eliminar os encargos das empresas, de 24% do ordenado do trabalhador, para com a segurança social.
14º Alterar a Lei do IVA. Já manifestei a minha opinião em quanto aos valores, em artigo anterior.
15º Subsidiar a totalidade dos artigos escolares, às famílias cuja base tributável, estejam abaixo do 1º escalão do IRS.
16º Subsidiar a totalidade da medicação, aos reformados que recebem pensões abaixo do salário mínimo.
17º Obrigar as empresas a criarem um fundo de reserva laboral de 10%, para enfrentarem os encargos com os despedimentos.
18º Obrigar as empresas, a que 10%  da base tributável seja distribuída proporcionalmente pelos trabalhadores.
19% Obrigar os culpados de má gestão e de falências fraudulentas, a indemnizar o estado com o seu património particular e nos casos de o não haver, com sanções de impossibilidade e voltarem a trabalhar para o Estado ou de fundar novas empresas.
20% Agilizar a burocracia e garantir a eficiência da justiça.

Banca:
Ponto único: Sacrificar parte dos dividendos, reduzindo os "spreads", para ajudar a rentabilidade das empresas e criarem mais oportunidades de empréstimos a particulares. Permitirá mais circulante na rua, maior consumo e mais pedidos de empréstimos. A multiplicação dos dividendos será directamente proporcional, aos empréstimos efectuados.

Empresas:
1º Podem optimizar os recursos laborais e aumentar os ordenados dos trabalhadores.
2º Com menos impostos, podem investir mais em tecnologia e em novos serviços.
3º Podem contratar mais empregados efectivos, diminuindo os contratos a prazo, que por vezes obriga a perder bons trabalhadores, por as renovações expirarem. Dão mais garantias de continuidade aos trabalhadores e um maior investimento na formação adequada.
4º Terão trabalhadores mais dedicados, com a vantagem de que e a tranquilidade da permanência no trabalho, aumenta a produtividade.
5º Não terão a necessidade de evadir as contratações pelo castigo de pagarem segurança social injusta que não beneficiam. Desta forma o Estado cobrará mais IRS aos trabalhadores legais.
6º A distribuição real de 10% da base tributável pelos trabalhadores aumentará a procura dos trabalhadores mais qualificados, pelas empresas mais rentáveis.

Trabalhadores:
1º Pagam a factura da eleição.
2º Sacrificando dois ordenados por ano, aumenta o emprego no país, aumentam os ordenados e as pensões dos mais carenciados, evitando o aumento do IRS e a baixa dos salários em geral.
3º Sacrificam as férias e as prendas de Natal, em pró da recuperação económica e produtiva do país.
4º Aceitando estes sacrifícios, têm mais garantias de continuarem a ter empregos.

É uma solução de emergência, que permitirá a redução no desemprego, gerando menos encargos para Segurança Social e um aumento efectivo na receita do IRS, pois haverá mais trabalhadores legais e a ganharem mais.
As empresas terão menos atracção pela fuga aos impostos, o que provê mais receita no IRC.
Diminui a capacidade de aforro mas aumenta o consumo interno, salvando as PME da falência iminente.
Aumenta o movimento bancário interno, que ganharão mais pelo aumento do volume das operações, por terem custos inferiores para as empresas e cujos rendimentos serão nacionais, beneficiando o Estado dessa receita adicional.

3 comentários:

  1. 17º FUNDO DE RESERVA...
    O D E L Í R I O
    Estou a imaginar a SONAE os BANCOS as FARMACEUTICAS a NESTLE etc etc a criarem um "fundo" de dinheiro ali parado à disposição dos bancos para que de quando em vez quando um empregado (os trabalhadores não são despedidos como deve saber)fosse despedido tivesse a tranquilidade (segundo seu delirio)de receber a indeminização/reforma e depois de recorrer ao tribunal do trabalho levar mais um extra!!
    Olhe que nem o PC se atreveria a ter tal ideia. até os trabalhadores comunistas poriam em causa a sua fé.Milhoês parados no banco à espera de eventuais despedimentos.
    O senhor será, pergunto eu, um ex empregado despedido e injustamente indeminizado ou não indeminizado?
    Todo o dinheiro duma empresa è sempre pouco para gerar riqueza, não è para "gerar fundos"
    estagnados.
    Os trabalhadores querem que o dinheiro da empresa se movimente e gere mais dinheiro para poderem ser aumentados para poderem ter regalias.
    Talvez esta ideia faça sentido para quem pretenda apenas emprego até ser despedido e levar uma reforma para 1 ou 2 anos aí sim com tempo para trabalhar na manifestação da revolta e contestação contra quem trabalha e a favor do emprego
    Permiti-me comentar esta parte porque me deu vontade de rir e bem,quando estamos a tratar de assuntos sérios ouvir uma anedota até ajuda, quanto ao resto não comento pela vulgaridade.
    Permita-se (a si próprio) a divulgação.

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  2. premios de assiduidade e produtividade devem ser incentivados. Maior flexibilidade das empreseas para despedir quem não produz.No capítulo empresas o ponto 6 não deve obrigar a inclusão de todos os trabalhadores, caso contrário quem não merece ganha à conta de quem trabalha.O fundo de reserva laboral è impraticável. Já agora o subsidio de desemprego deveria ser para TODOS os desempregados o equivalente ao ordenado minimo. TZ

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  3. Olá Luís
    Desejo-te sucesso na tua escrita neste blog. Espero que alcançes tudo a que te propuseste.
    Não vou emitir a minha opinião pois que não li ainda tudo o que já foi escrito.
    Apesar de tudo ser política, francamente não é a minha área, não a domino e não estou interessada nela.
    Apenas sei que sou uma FNCIONARIA PUBLICA que como todoas os outros funcionários públicos faz parte daquele número imenso de sacrificados nas crises que assolam o país. Sempre foi assim. Como fazer para deixar de ser???? Digam-me que eu faço. Diz-me tu se tiveres solução para nós pessoas de 50 anos e mais que após terem formado os filhos queriam respirar livremente e têm agora de se ver a braços com uma crise que não é sua. É de todos, sobretudo dos que mais ganham, mais gastam, mais metem para os bolsos.
    Pois é Luís, não serei boa comentadora conceerteza. Não me ponho ao jeito de interesses que não sejam os meus e os das minhas pessoas.E ainda assim, vêm mexer no meu bolso.
    Nunca participei numa manifestação. Fiz algumas greves. Garanto-te que se houver uma manifestação, estou lá. Para mostrar o meu desencantamento. Dar largas à minha revolta. Sentir que não sou apenas e só um número. Ou um verbo de encher.
    Um kandando, meu amigo.
    Sanbes que mais? Reformo-me e vou para a minha terra. Lá, os dias são prazeirosos, o povo genuíno e o ar ainda é puro.

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