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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Direito à greve

A nossa Constituição no artigo 57º ponto 1, garante aos trabalhadores o direito à greve.
Que bom para nós podermos fazer greves. Falta-nos o dinheiro, fazemos uma greve. Mudam os horários, fazemos uma greve. Alteram as condições laborais, fazemos uma greve. As empresas vão à falência, fazemos uma greve. Suspendem os prémios de assiduidade, fazemos uma greve... PRÉMIOS DE ASSIDUIDADE... acaso os trabalhadores não serão pagos para ser assíduos, acaso alguém merece prémios para cumprir o trabalho para o qual foi contratado?
Talvez os sindicatos tenham outra interpretação das obrigações dos trabalhadores.

Enfim, avizinha-se outra greve e parece que a TAP também vai alinhar. Que bom. Menos dias de trabalho.
E porque não a RTP, REFER, CARRIS, professores, profissionais de saúde, (a polícia já fez e ganhou) etc.? afinal todos temos razão para nos queixarmos. Vamos todos fazer greve e reivindicar os nossos direitos.
AVANTE CAMARADAS, PAREMOS O PAÍS, CONTRA OS (?) MARCHAR!

Mas, no mesmo artigo 57º da nossa envelhecida Constituição, no ponto 2 refere que:
Compete aos trabalhadores definir o âmbito de interesses a defender através da greve...

...crêem trabalhadores que o âmbito dos interesses a defender, se coaduna com os interesses do país?

Penso que de maneira alguma seja oportuno na actual situação periclitante da nossa economia, fazer greves. E o resto do país como fica? Pior!
O país somos todos nós. Até aqueles que não trabalham, doentes, reformados, etc., vamos pagar os custos desta greve. Vai faltar ainda mais dinheiro para sufragar os gastos essenciais das restantes classes.
Decerto estarão em conhecimento de que o dinheiro não nasce da terra e mesmo que assim fosse, como está a agricultura, duvido que resolvessem a situação.
O dinheiro virá de todos os trabalhadores, doentes e reformados pelo novo aumento de impostos.


Trabalhadores, parem e digam aos líderes dos sindicatos, que vocês é que sofrem, porque para eles está tudo bem. Sempre terão casa e comida e melhor protagonismo político. É a missão deles, os trabalhadores são a sua ferramenta de trabalho.
Corrijo: os trabalhadores são o meio para alcançar os seus objectivos.

Apelo ao Portugal responsável:
Façamos uma contra greve. Saiamos à rua para manifestar que não queremos mais greves por agora.
Num Domingo de preferência, para não prejudicar mais o estado e as empresas.

Também podemos manifestar a nossa contrariedade, duma forma mais ruidosa e diária:
Comecemos a buzinar todos os dias e em todos os locais permitidos pela lei.
Não paremos de buzinar, até que alguém do governo e dos sindicatos, venham dizer que entenderam a mensagem e que vão corrigir os erros JÁ.

1 comentário:

  1. Este é um país que vive de "direitos adquiridos" proclamados pelos seus chefes sindicais. Se o povo pensasse bem, já teria descoberto que seres humanos que limitam a sua vida ao sindicalismo,tal como o sr Carvalhas que mais ou menos há 40 anos está agarrado ao Poder Sindical, não pode perceber de nada mais.Nos Paises onde foi flexibilizado o trabalho quase não há desemprego e as pessoas podem escolher onde trabalhar. São mais polivalentes e adaptam-se a todas as necessidades.
    O futuro de Portugal está na terra,na agricultura,mas quem a vai trabalhar? Os Portugueses deveriam dizer não a esta greve que já foi marcada em Junho no Canadá onde os chefes sindicais se encontraram com os sindicatos espanhóis.Esta greve não é fruto destas novas medidas....Todos ao trabalho e não à GREVE. Amem este PAÍS.

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